Dólar fecha em R$ 5,16 e tem maior patamar do mês até agora, com juro dos EUA no radar; Ibovespa cai

Dólar fecha em R$ 5,16 e tem maior patamar do mês até agora, com juro dos EUA no radar; Ibovespa cai
Ações da Gol e da Azul são destaque no pregão, após acordo entre as empresas. A moeda norte-americana subiu 0,27%, cotada a R$ 5,1674, no maior nível atingido em maio. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, operava em queda nos últimos minutos do pregão. Dólar
Karolina Grabowska/Pexels
O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (24), atingindo o maior patamar de maio até agora, com os juros norte-americanos mais uma vez na mira dos investidores.
Nesta semana, as atenções ficaram voltadas para a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), divulgado na última quarta-feira (22).
O documento mostrou que as autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ainda acreditam que as pressões nos preços devem diminuir, mesmo que lentamente. Além disso, a ata também refletiu a discussão sobre possíveis novos aumentos. (entenda mais abaixo)
Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira (B3), opera em baixa nos últimos minutos do pregão.
Na sessão, destaque para as ações da Gol e da Azul, que vivem um dia de alta após as empresas anunciarem um acordo de "codeshare". Esse é um tipo de um acordo no qual duas ou mais companhias aéreas compartilham o mesmo voo, os mesmos padrões de serviço e os mesmos canais de venda.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Ao final da sessão, o dólar subiu 0,27%, cotado a R$ 5,1674, no maior patamar registrado neste mês até agora. Na máxima do dia, chegou aos R$ 5,1764. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou:
alta de 1,28% na semana;
perdas de 0,49% no mês;
ganho de 6,49% no ano.
Na quinta-feira, a moeda norte-americana caiu 0,06%, cotada a R$ 5,1534.

Ibovespa
Já o Ibovespa opera em queda nos últimos minutos do pregão.
As ações da Azul e da Gol subiam 4,37% e 11,11%, respectivamente.
Na quinta-feira, o índice encerrou com um recuo de 0,73%, aos 124.729 pontos.
Com o resultado, acumulou:
queda de 2,67% na semana;
recuo de 0,95% no mês;
perdas de 7,05% no ano.

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O principal destaque desta semana fica com a ata da última reunião do Fomc, divulgada na quarta-feira (22). O documento mostrou que as autoridades do Fed ainda acreditam que as pressões sobre os preços diminuirão, mesmo que lentamente e a despeito da decepção com as recentes leituras de inflação nos Estados Unidos.
Além disso, apesar de a resposta do BC dos EUA ainda envolver a manutenção da taxa de referência em seu nível atual, a ata também refletiu a discussão sobre possíveis novos aumentos de juros, com vários participantes dispostos a apertar mais a política monetária do país se necessário.
Em sua última reunião, o Fomc decidiu mais uma vez pela manutenção das taxas dos Estados Unidos na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano, em uma decisão unânime.
Com a ata do Fomc na mira, falas de dirigentes do Fed também ficaram sob os holofotes ao longo da semana, à medida que investidores continuam a buscar pistas sobre a direção da política monetária no país.
Na terça-feira, o diretor do Fed Christopher Waller disse que os dados mais recentes de inflação são "tranquilizadores", mas ressaltou que precisa ver mais alguns meses de bons dados de preços antes de se sentir confortável para defender uma flexibilização na orientação da política monetária.
Até o momento, investidores preveem uma probabilidade 52,2% de um corte nos juros de pelo menos 25 pontos-base em setembro, abaixo dos quase 67% de uma semana atrás, segundo a ferramenta FedWatch da CME.
Ainda no exterior, a agenda também foi recheada de indicadores e balanços corporativos. Na quinta-feira (23), dados da S&P Global mostraram que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que acompanha os setores de manufatura e serviços, subiu para 54,4 em amio, no maior nível desde abril de 2022.
Vale lembrar que uma leitura acima de 50 indica expansão no setor privado. Economistas consultados pela Reuters previam que o índice ficaria em 51,1.
Além disso, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, indicando uma força subjacente no mercado de trabalho que deve continuar a sustentar a maior economia do mundo.
Por aqui, os rumos do cenário fiscal também ficaram sob os holofotes nesta semana. Na quarta-feira, os ministérios do Planejamento e da Fazenda projetaram que o governo central fechará este ano com déficit primário (despesas maiores que receitas) de R$ 14,5 bilhões.
A previsão representa uma piora em relação à estimativa feita em março, que apontava para um rombo de R$ 9,3 bilhões nas contas públicas, ainda dentro da margem de tolerância para a meta do ano.
A ampliação do déficit previsto ocorre mesmo com a equipe econômica incluindo nas contas uma estimativa de arrecadação com dividendos extraordinários ainda não aprovados pela Petrobras, além de manter nos cálculos ganho relacionado a uma extinção que não ocorrerá no programa de apoio ao setor de eventos.
*Com informações da agência de notícias Reuters