Dólar fecha em alta e vai a R$ 5,43 após falas de Lula sobre BC e Campos Neto; Ibovespa sobe

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A moeda norte-americana avançou 0,22%, cotada a R$ 5,4335. O principal índice acionário da bolsa de valores brasileira opera em alta. Cédulas de dólar
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O dólar operou com volatilidade boa parte do dia, mas fechou em alta nesta terça-feira (18), com investidores de olho nas novas falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lula disse que o Banco Central (BC) é a "única coisa desajustada" no Brasil e que o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, "trabalha para prejudicar o país".
"Só temos uma coisa desajustada neste país: é o comportamento do Banco Central. Essa é uma coisa desajustada. Presidente que tem lado político, que trabalha para prejudicar o país. Não tem explicação a taxa de juros estar como está", afirmou Lula, em entrevista à Rádio CBN.
A declaração vem na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que acontece nesta quarta-feira (19) e vai definir o rumo da Selic, taxa básica de juros. A expectativa do mercado é que o colegiado mantenha os juros inalterados em 10,50% ao ano.
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, opera em alta.
Campos Neto, aborto, taxa das blusinhas, corte de gastos: veja os principais pontos da entrevista de Lula à CBN
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
O dólar subiu 0,22%, cotado a R$ 5,4335. Na máxima do dia, já bateu R$ 5,444. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou altas de:
0,96% na semana;
3,51% no mês;
11,97% no ano.
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,73%, cotada a R$ 5,4214. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4304.

Ibovespa
Por volta das 17h, o Ibovespa subia 0,30%, aos 119.497 pontos.
Na véspera, o índice fechou com baixa de 0,44%, aos 119.138 pontos.
Com o resultado, acumulou quedas de:
0,44% na semana;
2,42% no mês;
11,21% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
Em uma semana em que os olhos do mercado doméstico estão voltados para o Copom, na expectativa por qual será a postura do BC em relação aos juros, as novas declarações do presidente Lula pesam negativamente sobre os ativos brasileiros, o que ajuda a explicar a desvalorização do real em relação ao dólar.
Enquanto investidores e especialistas esperam por uma manutenção da taxa Selic em 10,50% ao ano, Lula voltou a criticar a postura do BC em relação aos juros, afirmando que o país não precisa de uma taxa elevada.
"Temos situação que não necessita essa taxa de juros. Taxa proibitiva de investimento no setor produtivo. É preciso baixar a taxa de juros compatível com a inflação. Inflação está controlada. Vamos trabalhar em cima do real", completou.
Sobre o presidente do BC, Lula disse que Roberto Campos Neto tem pretensões políticas e sugeriu que ele pode assumir um cargo no Governo do Estado de São Paulo quando seu mandato acabar: "A quem esse rapaz é submetido? Como vai a festa em SP quase assumindo candidatura a cargo no governo de SP? Cadê a economia dele?", questionou.
Vale lembrar que o mandato de Campos Neto acaba em 2024 e que, desde 2021, a legislação brasileira determina a autonomia do BC, que deve tomar suas decisões sem interferência política. No entanto, Lula afirmou que vai indicar para a presidência da instituição alguém com "compromisso com o crescimento do país".
A legislação determina que o presidente e os diretores do BC terão mandatos de 4 anos não coincidentes com a presidência da República – um novo presidente assume o BC, então, no terceiro ano de mandato de cada presidente da República.
Cabe ao presidente da república indicar nomes para o comando do BC, mas estes só serão aprovados com aval do Senado Federal.
'Só temos uma coisa desajustada no Brasil: é o comportamento do Banco Central', diz Lula
Junto a isso, pesa a incerteza fiscal sobre o Brasil. Na última semana, falas do presidente Lula aumentaram a percepção de que o governo não conseguirá reduzir seus gastos, o que fez disparar o preço do dólar.
Na entrevista à CBN, Lula também foi questionado sobre corte de gastos do governo, outr ponto de tensão nos mercados nos últimos dias. Ele afirmou que o governo prepara uma proposta de Orçamento para encaminhar ao Congresso, mas não deu detalhes sobre redução de despesas.
Perguntado sobre gastos com previdência, despesas com saúde e educação e aposentadoria de militares, Lula disse que "nada é descartável".
Ontem, em entrevista a jornalistas após reunião com o presidente Lula para analisar as contas do governo e preparar a elaboração do Orçamento de 2025, os ministros da Fazenda, Fernando Haddad e do Planejamento, Simone Tebet, afirmaram que o nível elevado de renúncias fiscais na conta do governo federal chamou a atenção do presidente.
"São duas grandes preocupações: o crescimento dos gastos da Previdência e da renúncia tributária. E o aumento dos gastos da Previdência está relacionado também ao aumento das renúncias tributárias", disse Tebet.
"Esses números foram apresentados ao presidente. Ele ficou extremamente mal impressionado com o aumento dos subsídios", acrescentou a ministra.
Além disso, outro fator que tem impulsionado o dólar nas últimas semanas é a perspectiva de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos. Analistas previam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deveria iniciar um ciclo de corte nas taxas no começo do ano, o que não aconteceu.
Agora, o mercado espera que isso ocorra somente uma vez nos últimos três meses de 2024, tendo em vista que a economia dos Estados Unidos se mostrou resiliente durante todo o primeiro semestre.

Para tentar diminuir benefícios fiscais, Ministério Fazenda obriga empresas a detalhar uso de créditos tributários

Declaração, que trará informações sobre benefícios usufruídos de janeiro a maio, deverá se entregue até 20 de julho. Benefícios fiscais concedidos pelo governo deverão somar R$ 523,7 bilhões em 2024, o maior valor, na proporção com o PIB, em nove anos. A Secretaria da Receita Federal publicou nesta terça-feira (18) uma instrução normativa que traz as regras para que as empresas declarem os valores dos créditos tributários usados para pagar menos menos tributos.
O objetivo da medida, segundo informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nas últimas semanas, é identificar os benefícios utilizados pelas empresas para ver se eles estão de acordo com as regras vigentes. Se não estiverem, serão cancelados.
"Como se fosse um placar em tempo real do que está acontecendo com isso, para evitar, primeiro, que uma empresa de boa fé seja prejudicada e uma empresa de má fé seja favorecida. A grande maioria das empresas segue as regras, essas têm que ter passe livre para reaver seus créditos. Mas aqueles que estão utilizando equivocadamente um instrumento que é para favorecer a indústria, para favorecer o agro, se fizermos de conta que não está acontecendo, vamos prejudicar todo o sistema", disse Haddad, no começo de junho.
Operação da Receita Federal combate sonegação de impostos e lavagem de dinheiro
De acordo com informações da Receita Federal, os benefícios fiscais concedidos pelo governo deverão somar R$ 523,7 bilhões em 2024, o equivalente a 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Também conhecidos como gastos tributários, esses benefícios são incentivos fiscais que o governo dá para impulsionar setores. Para isso, o governo abre mão voluntariamente de parte da arrecadação de impostos (veja mais abaixo setores beneficiados).
Na comparação histórica, a projeção para o ano que vem é a maior desde 2015 — quando os benefícios atingiram o recorde de 4,93% do PIB. A comparação com o PIB é considera mais apropriada por especialistas em termos históricos.
Declaração
Segundo a Receita Federal, a chamada "Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária (Dirbi)" deverá ser apresentada por todas as empresas que usufruam de benefícios tributários utilizados desde janeiro de 2024.
"A obrigatoriedade de apresentação da declaração não alcança as empresas do Simples Nacional. Todos os valores informados na declaração serão objeto de auditoria interna", informou o órgão.
A Declaração será elaborada em formulários próprios do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte – e-CAC, disponíveis no site da Secretaria Especial da Receita Federal.
A Dirbi deverá ser enviada até o vigésimo dia do segundo mês subsequente ao período de apuração. Relativamente aos períodos de apuração de janeiro a maio de 2024, a apresentação da Dirbi ocorrerá até o dia 20 de julho de 2024.
Devem constar na declaração informações relativas a valores do crédito tributário referente a impostos e contribuições que deixaram de ser recolhidos em razão da concessão dos incentivos, renúncias, benefícios e imunidades de natureza tributária usufruídos pelas pessoas jurídicas.
Quem deixar de declarar ou apresentar a declaração em atraso estará sujeito às penalidades seguintes, calculadas por mês ou fração, incidentes sobre sua receita bruta, limitada a 30% do valor dos benefícios usufruídos: 0,5% sobre a receita bruta de até R$ 1 milhão, 1% sobre a receita bruta de R$ 1 milhão e R$ 10 milhões e 1,5% sobre a receita bruta acima de R$ 10 milhões.

Veja o que é #FATO ou #FAKE na entrevista de Luiz Inácio Lula da Silva para a CBN

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Presidente foi entrevistado, nesta terça-feira (18), no Jornal da CBN. Ele falou sobre temas como isenção fiscal, emprego, educação e investimentos. Presidente Lula em entrevista à rádio CBN
Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi entrevistado, na manhã desta terça-feira (18), pelos âncoras Cássia Godoy e Mílton Jung, no Jornal da CBN. A entrevista teve duração de quase uma hora, e Lula falou sobre alguns dos temas mais importantes do país.
A equipe do Fato ou Fake checou algumas das principais declarações do presidente. Leia:
“Nós temos quase R$ 1 trilhão (de gastos) com a Previdência Social. É muito? É muito. Agora, o que é muito é você ter quase R$ 600 bilhões de isenções, de desoneração”.

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A declaração é #FATO. Veja por quê: Os gastos com aposentadorias, pensões e benefícios previdenciários vão passar de R$ 900 bilhões este ano e podem chegar a R$ 1 trilhão já no ano que vem. Segundo dados atualizados da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024, a previsão do Ministério da Previdência é que cheguem a R$ 929 bilhões este ano.
Nesta segunda-feira (17), Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento, apresentaram ao presidente os detalhes dos gastos do orçamento de 2024 e a previsão de 2025. Tebet disse que o presidente Lula ficou “impressionado negativamente” com os números sobre renúncias fiscais e subsídios, que já chegam a R$ 600 bilhões.
“Há 40 anos que a indústria automobilística não fazia um investimento nesse país. Agora, anunciou R$ 129 bilhões até 2028. Quando eu deixei a presidência em 2010, a indústria automobilística vendia 3,8 milhões de carros. Quando voltei, vendia apenas 1,8 milhão, a metade.”

#NÃO É BEM ASSIM. Veja por quê: A indústria não deixou de fazer investimentos no Brasil nos últimos 40 anos. Somente o setor de autopeças, por exemplo, investiu US$ 8,74 bilhões no Brasil entre 2016 e 2022, segundo o Anuário 2024 da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. Apesar disso, a entidade confirma que o setor automotivo brasileiro vive o maior ciclo de investimentos da história, que deve passar de R$ 100 bilhões em 2024. A atração de investimentos está vinculada ao programa de neoindustrialização anunciado pelo governo, segundo a entidade.
Em relação à venda de veículos, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em 2010, o Brasil vendeu 3,3 milhões de veículos novos, somando automóveis e comerciais leves, e ocupava o quarto lugar no ranking global do setor. Em 2022, antes da posse do terceiro mandato de Lula, foram vendidos 1,9 milhão de veículos, a sétima posição global no segmento.
"Nós fomos o segundo país em receber investimento externo em 2023.”

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#FATO. Veja por quê: Segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado em maio deste ano, o Brasil foi o segundo principal destino de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) em 2023. No total, US$ 64 bilhões entraram no país no ano passado, colocando o Brasil atrás apenas dos Estados Unidos (US$ 342 bilhões).
“A construção civil voltou a crescer com o Minha Casa, Minha Vida.”

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#NÃO É BEM ASSIM. Veja por quê: Apesar de o retorno do programa “Minha Casa, Minha Vida” ter impulsionado o desempenho de construtoras a partir da metade do ano passado, o efeito não se espalhou por todo o setor da construção civil – pelo menos, não por enquanto.
Neste primeiro ano do atual mandato do presidente Lula, o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil caiu 0,5% em relação a 2022, segundo dados oficiais do IBGE.
Também de acordo com o instituto, no primeiro trimestre de 2024, o PIB da construção civil apresentou crescimento de 2,1% em relação ao primeiro trimestre de 2023. No entanto, em comparação ao trimestre imediatamente anterior, houve queda de 0,5%.
Essa queda chegou a surpreender economistas do setor, que acreditam em um resultado positivo para este ano. O FGV-Ibre, por exemplo, projeta um crescimento de 2,9% no ano, mas trata-se de uma expectativa, e não é possível cravar, desde já, que a construção civil voltou plenamente a crescer.
“Tem o PAC, são R$ 1,7 trilhão de investimentos. O PAC está todo lançado, em andamento.”
selo fato
g1
#FATO. Veja por quê: O novo PAC foi lançado em agosto de 2023. A previsão é que, até 2026, sejam investidos R$ 1,7 trilhão em todos os estados. O dinheiro virá de recursos do orçamento da União, das empresas estatais e de financiamentos, e quase a metade será fruto de investimentos do setor privado.
"O Brasil é um país que tem 15% de mistura de biodiesel no óleo diesel. Tem 30% de álcool misturado na nossa gasolina. Nós já temos um diesel mais limpo e uma gasolina mais limpa, antes de qualquer inovação."
selo não é bem assim
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#NÃO É BEM ASSIM. Veja por quê: Em relação à mistura de biodiesel no diesel, o valor exato, na verdade, é de 14%, em vigor desde 1º de março deste ano, quando o governo aumentou o percentual (anteriormente em 12%). A medida, antes prevista para ocorrer em 2025, foi antecipada pelo Conselho Nacional de Política Energética, que afirmou que ela pode evitar a emissão de cinco milhões de toneladas de CO² na atmosfera e reduzir a importação de combustível fóssil.
Já a gasolina comum vendida no Brasil contém 27,5% de etanol em sua composição desde 2015. O governo tem o projeto de chegar a 30%, mas ainda não há data para a mudança, que deverá acontecer de maneira gradual. Em um dos posicionamentos mais recentes do governo, durante a 6ª edição da Abertura da Safra Mineira da Cana de Açúcar, em Uberaba (MG), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a proposta tem como intuito “reduzir as emissões de gases de efeito estufa e diminuir a quantidade de gasolina importada pelo Brasil”. Silveira afirmou ainda que irá levar a proposta para a próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), ainda sem data para acontecer.
“Em 17 meses, foram (criados) 2,4 milhões de empregos formais no país. Você tem a massa salarial crescendo 11,5%.”
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#FATO. Veja por quê: De acordo com dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, quase 2,2 milhões de empregos formais foram criados no Brasil em 15 meses – de janeiro de 2023 a março de 2024. O fortalecimento da renda do trabalho resultou, em 2023, em uma massa mensal de rendimento de R$ 295,6 bilhões, o maior valor da série histórica da Pnad Contínua, do IBGE. Esse valor representa um crescimento de 11,7% em relação a 2022 (R$ 264,6 bilhões) e de 8,8% ante 2019 (R$ 271,7 bilhões).
"Quinhentos mil alunos do ensino médio desistem da escola por ano para poder trabalhar."
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#NÃO É BEM ASSIM. Veja por quê: A afirmação do presidente usa como referência apenas a redução de cerca de 500 mil alunos matriculados na rede pública em 2023, em comparação com o ano anterior. Mas esse número, divulgado pelo MEC, não representa necessariamente evasão escolar, uma vez que, no mesmo período, o número de matrículas em instituições particulares aumentou 5%. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), esse movimento sinalizou um retorno de alunos à rede privada após um período em escolas públicas, como reflexo da crise econômica causada pela pandemia de Covid-19.
“Você tem que exercitar a arte de conversar, de convencer. Nem sempre você aprova 100% do que quer. Às vezes, consegue 80%, 85%, 90%. Às vezes, você perde, mas faz parte do jogo. Obama foi presidente dos Estados Unidos por oito anos e não aprovou nada.”

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#FAKE. Veja por quê: Apesar da relação difícil com o Congresso, Obama conseguiu aprovar alguns pacotes e reformas importantes. Em 2009, por exemplo, ele alcançou a sua primeira grande vitória legislativa, com a aprovação de um pacote de estímulo econômico no valor de US$ 825 bilhões. Em 2010, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou a reforma no sistema de saúde. A nova lei, popularmente conhecida como “Obamacare”, entrou em vigor em 2014 e deu a Obama outra vitória histórica.
Fato ou Fake explica:
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Dólar opera em baixa, após Lula dizer que Campos Neto trabalha para prejudicar o país; Ibovespa sobe

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No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,73%, cotada a R$ 5,4214. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com um recuo de 0,44%, aos 119.138 pontos. Cédulas de dólar
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O dólar opera com volatilidade nesta terça-feira (18), oscilando entres altas e baixas, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que o Banco Central do Brasil (BC) é a "única coisa desajustada" no país e que o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, "trabalha para prejudicar o país".
Em entrevista à Rádio CBN, Lula disse: "só temos uma coisa desajustada neste país: é o comportamento do Banco Central. Essa é uma coisa desajustada. Presidente que tem lado político, que trabalha para prejudicar o país. Não tem explicação a taxa de juros estar como está".
A afirmação vem na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que acontece nesta quarta-feira (19) e vai definir o rumo da Selic, taxa básica de juros. A expectativa do mercado é que o colegiado mantenha os juros inalterados em 10,50% ao ano.
Campos Neto, aborto, taxa das blusinhas, corte de gastos: veja os principais pontos da entrevista de Lula à CBN
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 12h, o dólar caía 0,18%, cotado a R$ 5,4119. No entanto, na máxima do dia, já bateu R$ 5,444. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,73%, cotada a R$ 5,4214. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4304.
Com o resultado, acumulou altas de:
0,73% na semana;
3,28% no mês;
11,72% no ano.

Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,39%, aos 119.604 pontos.
Na véspera, o índice fechou com baixa de 0,44%, aos 119.138 pontos.
Com o resultado, acumulou quedas de:
0,44% na semana;
2,42% no mês;
11,21% no ano.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens?
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
O que está mexendo com os mercados?
Numa semana em que os olhos do mercado doméstico estão voltados para o Copom, na expectativa por qual será a postura do BC em relação aos juros, as novas declarações do presidente Lula pesam negativamente sobre os ativos brasileiros, o que ajuda a explicar a desvalorização do real em relação ao dólar.
Enquanto investidores e especialistas esperam por uma manutenção da taxa Selic em 10,50% ao ano, Lula voltou a criticar a postura do BC em relação aos juros, afirmando que o país não precisa de uma taxa elevada.
"Temos situação que não necessita essa taxa de juros. Taxa proibitiva de investimento no setor produtivo. É preciso baixar a taxa de juros compatível com a inflação. Inflação está controlada. Vamos trabalhar em cima do real", completou.
Sobre o presidente do BC, Lula disse que Roberto Campos Neto tem pretensões políticas e sugeriu que ele pode assumir um cargo no Governo do Estado de São Paulo quando seu mandato acabar: "A quem esse rapaz é submetido? Como vai a festa em SP quase assumindo candidatura a cargo no governo de SP? Cadê a economia dele?", questionou.
Vale lembrar que o mandato de Campos Neto acaba em 2024 e que, desde 2021, a legislação brasileira determina a autonomia do BC, que deve tomar suas decisões sem interferência política. No entanto, Lula afirmou que vai indicar para a presidência da instituição alguém com "compromisso com o crescimento do país".
A legislação determina que o presidente e os diretores do BC terão mandatos de 4 anos não coincidentes com a presidência da República – um novo presidente assume o BC, então, no terceiro ano de mandato de cada presidente da República.
Cabe ao presidente da república indicar nomes para o comando do BC, mas estes só serão aprovados com aval do Senado Federal.
'Só temos uma coisa desajustada no Brasil: é o comportamento do Banco Central', diz Lula
Junto a isso, pesa a incerteza fiscal sobre o Brasil. Na última semana, falas do presidente Lula aumentaram a percepção de que o governo não conseguirá reduzir seus gastos, o que fez disparar o preço do dólar.
Na entrevista à CBN, Lula também foi questionado sobre corte de gastos do governo, outr ponto de tensão nos mercados nos últimos dias. Ele afirmou que o governo prepara uma proposta de Orçamento para encaminhar ao Congresso, mas não deu detalhes sobre redução de despesas.
Perguntado sobre gastos com previdência, despesas com saúde e educação e aposentadoria de militares, Lula disse que "nada é descartável".
Ontem, em entrevista a jornalistas após reunião com o presidente Lula para analisar as contas do governo e preparar a elaboração do Orçamento de 2025, os ministros da Fazenda, Fernando Haddad e do Planejamento, Simone Tebet, afirmaram que o nível elevado de renúncias fiscais na conta do governo federal chamou a atenção do presidente.
"São duas grandes preocupações: o crescimento dos gastos da Previdência e da renúncia tributária. E o aumento dos gastos da Previdência está relacionado também ao aumento das renúncias tributárias", disse Tebet.
"Esses números foram apresentados ao presidente. Ele ficou extremamente mal impressionado com o aumento dos subsídios", acrescentou a ministra.
Além disso, outro fator que tem impulsionado o dólar nas últimas semanas é a perspectiva de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos. Analistas previam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deveria iniciar um ciclo de corte nas taxas no começo do ano, o que não aconteceu.
Agora, o mercado espera que isso ocorra somente uma vez nos últimos três meses de 2024, tendo em vista que a economia dos Estados Unidos se mostrou resiliente durante todo o primeiro semestre.

Saiba quem é a atriz e influencer ‘mais procurada’ do mundo nos canais de WhatsApp

Saiba quem é a atriz e influencer ‘mais procurada’ do mundo nos canais de WhatsApp
Seguida por 20 milhões de números cadastrados no WhatsApp, Katrina Kaif é uma atriz de Bollywood, como é chamada a indústria do cinema indiano. Katrina Kaif, atriz indiana
Reprodução Instagram
No ranking de canais mais procurados do WhatsApp, um nome desconhecido da maioria dos brasileiros (e que destoa dos outros) figura entre o top 10: Katrina Kaif.
📱 Antes de detalhar quem ela é, é preciso explicar: na aba "encontrar canais" do aplicativo de mensagens, lideram a lista, além do próprio WhatsApp, nomes mundialmente conhecidos, como times de futebol e plataformas de streaming.
Um lembrete: o g1 também está nos canais do WhatsApp. Nos acompanhe lá!
Nesta última segunda-feira (17), o canal de Katrina Kaif era o sexto mais procurado no mundo. Importante: se você já seguir algum canal, ele não aparecerá na lista (o que faz com que o ranking eventualmente possa mudar).
🎬 Seguida por 20 milhões de usuários cadastrados no WhatsApp, Katrina Kaif é uma influencer e atriz de Bollywood, como é chamada a indústria do cinema indiano (um trocadilho com Hollywood, nos EUA, mesmo).
Isso já diz muito: com 1,428 bilhão de habitantes, a Índia desbancou a China como a maior nação do mundo em 2023, segundo a ONU. E é também um dos países que mais usam o WhatsApp no dia a dia.
Para comparação, o canal do próprio WhatsApp (com publicações em inglês) tem 162 milhões de inscritos. O do Real Madrid, time de futebol da Espanha, tem 55 milhões (e posts em espanhol e inglês na maioria das vezes).
No seu canal, Katrina Kaif publica pouco, e um conteúdo parecido com o de seu Instagram, rede social em que ela tem 80 milhões de seguidores: selfies, fotos de viagens, do namorado, de filmes, e conteúdos relacionados à sua marca de maquiagem.
Katrina Kaif, atriz indiana
Reprodução Inatagram
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🤔 Quem é ela?
Filha de um indiano com uma britânica, Katrina Kaif nasceu em Hong Kong, tem 40 anos e seis irmãs. Trabalhou com moda antes da estreia como atriz no thriller policial "Boom", de 2003, considerado um desastre.
Em entrevista à revista "Variety" em abril deste ano, quando perguntada sobre sua carreira no cinema, respondeu:
"Acho que minha primeira incursão foi em um filme do sul da Índia. Na verdade um filme em télugo [a comédia romântica "Malliswari" de 2004, no qual ela desempenha o papel titular de uma herdeira]. E a partir daí comecei a ter experiência diante das câmeras e depois fui trabalhando aos poucos, conhecendo diretores, produtores. Eu senti que tinha feito o que queria na indústria da moda."
Em 2010, ela fez "Tees Maar Khan – O Malandro Indiano". Segundo o jornal britânico "The Guardian", o papel de Katrina Kaif no longa foi comparado ao de Keira Knightley em "Piratas do Caribe".
Seu mais recente trabalho é "Feliz Natal" (longa que estreou em 2023 e está disponível na Netflix), baseado no romance francês "Le Monte-charge", de Frédéric Dard.
Também para a "Variety", a atriz disse que já recebeu ofertas para trabalhar fora de Bollywood (sem especificar quais), mas que recusou — ao menos por enquanto.
"Acredito que isso vai acontecer e acho que será uma página totalmente nova no meu livro, por assim dizer, e realmente emocionante", disse ela.
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