Planta da bucha de banho não gosta de ser tocada enquanto cresce e pode chegar a 1,5 m de comprimento

Avibras recebe nova proposta para venda da empresa após companhia australiana desistir da compra, diz ministro da Defesa
Ciclo de produção das buchas leva, em média, cinco meses e todo o processamento é artesanal. Veja vídeo sobre o processo. Conheça de onde vem a fibra da bucha vegetal que você toma banho
Você sabia que a bucha vegetal de banho é uma planta?
Em Pirenópolis (GO), a espécie cultivada é de origem africana e não pode ser tocada durante a sua fase de crescimento porque pode apodrecer. Ela precisa ser irrigada todos os dias e pode crescer até 1,5 metro.
O ciclo de produção das buchas leva, em média, cinco meses e todo o processamento é artesanal.
Depois da colheita, elas ficam de molho em tanques de água por até 1 dia, até se soltarem por completo da casca. Em seguida, são colocadas no sol em estufas para secar. Após esse processo, são abertas e têm suas sementes são extraídas. Saiba mais no vídeo acima.
Bucha vegetal é uma planta; imagens das etapas de produção.
Globo Rural
VÍDEOS: Globo Rural Responde

De cientistas de dados a piloto de drones: as novas profissões do agro que estão mudando o Centro-Oeste

Avibras recebe nova proposta para venda da empresa após companhia australiana desistir da compra, diz ministro da Defesa
A região é que tem a população que mais cresce no Brasil, e parte disso está atrelado a novas oportunidades de trabalho, muitas delas ligadas a novas tecnologias e à sustentabilidade. Gustavo Pereira pilota drones que aplicam agrotóxicos e mapeiam pragas
ARQUIVO PESSOAL
O técnico em agropecuária Gustavo Pereira, de 22 anos, decidiu no ano passado parar de trabalhar em confecções para fazer algo mais ligado à sua formação.
Ele fez um curso em Anápolis, em Goiás, e virou piloto de drones agrícolas.
”Quando eu vi pela primeira vez fiquei encantado. É muita tecnologia! Pensei ’meu Deus, que top’”, lembra Gustavo, que trabalha hoje em uma empresa com outros três pilotos.
Esse tipo de serviço é cada vez mais usado na aplicação de agrotóxicos e fertilizantes e no mapeamento de pragas.
Gustavo conta que sua rotina é cansativa, mas tranquila. Ele acorda bem cedo, porque a pulverização de agrotóxicos não pode ser feita com o sol a pino, e trabalha em plantações de milho, banana e soja.
Ele conta que as fazendas de banana são as que mais requisitam seus serviços, porque é difícil aplicar esses produtos com um trator, e fazer manualmente é prejudicial à saúde, porque a bananeira é alta e o agrotóxico acaba caindo sobre quem aplica.
”Um piloto de drone agrícola precisa saber sobre as plantas com que trabalha, as doenças que elas têm. Conhecer questões climáticas, como umidade e vento, que afetam a aplicação”, diz Gustavo, ao explicar as diferenças do uso de drones em outras profissões.
”É um conhecimento diferente do aplicado para filmar e fotografar, em que esse profissional domina técnicas que nós não temos.”
Ele se diz apaixonado pelo novo trabalho: “Tenho muito interesse em continuar na área”.
Pilotos de drone como ele fazem parte de uma parcela crescente de profissionais do agronegócio impulsionado por novas tecnologias.
O setor cresceu 15,1% no ano passado e puxou a expansão da economia brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O agro foi apontado como o responsável por uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) do país acima do esperado pelo mercado, de 2,9%.
Para este ano, a expectativa é de desaceleração frente ao excelente desempenho do ano passado, que não deve se repetir.
O investimento em tecnologia é uma das apostas para aumentar a produtividade e compensar as perdas com quebras de safra causadas pelas mudanças climáticas e a queda do preço de commodities agrícolas no mercado internacional.
Uma das principais fronteiras desse novo agro está no Centro-Oeste, a região com a população que mais cresce no Brasil.
Consultorias e empresas de RH consultadas pela BBC News Brasil dizem que o mercado de trabalho está aquecido na região e que existe uma demanda cada vez maior por algumas profissões específicas.
As novas profissões do agro
Investimento em tecnologia é aposta para aumentar produtividade
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Glaucia Telles Benvegnú, diretora de relacionamento da Hunter4Agro, consultoria de recrutamento e seleção focada no setor, tem três décadas de experiência no setor.
Ela diz que houve nos últimos dois anos um aumento de 30% de profissionais que trabalham no Centro-Oeste, ao mesmo tempo em que surgiram novas oportunidades e tipos de empregos no mercado.
”Há uma perceptível mudança no perfil das vagas, em razão da inovação nos processos produtivos e de cultivos, investimentos em tecnologias e crescimento nos negócios”, diz Benvegnú.
“Nossos clientes buscam profissionais jovens com alto potencial para unir o agro com a tecnologia.”
Um estudo apontou em 2021 uma série de novas profissões que deverão gerar milhares de empregos ao longo da década.
O levantamento, realizado pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mostra como a tecnologia é cada vez mais presente na agropecuária.
Cientista de dados agrícolas: profissional com conhecimentos em análise de dados, estatística, programação e mercado agrícola, trabalha com softwares usados em atividades como plantio e geoprocessamento (coleta e processamento de dados geográficos para uma atividade específica).
Designer de máquinas agrícolas: com formação ou conhecimentos em design e desenvolvimento de produtos, esse profissional desenvolve máquinas para diversas funções, seguindo padrões econômicos, sociais e, cada vez mais, sustentáveis.
Engenheiro agrônomo digital: a profissão alia a engenharia agronômica com técnicas modernas de agricultura para construir fazendas baseadas em novas tecnologias.
Técnico em agricultura digital: essa função une conhecimentos de tecnologia da informação (TI) e de processos do campo para usar técnicas digitais para aprimorar atividades como plantio inteligente e recirculação de águas.
”Dado o avanço da tecnologia no agronegócio, as demandas mais requisitadas de novas carreiras são para engenheiro agrônomo digital, engenheiro de automação agrícola e cientista de dados agrícolas”, diz Benvegnú.
De acordo com um levantamento da Robert Half, consultoria americana de recursos humanos, entre as profissões tecnológicas em alta no agro, um cientista de dados pode ganhar de R$ 8 mil a R$ 12 mil. Já um operador de drones pode ganhar até R$ 9 mil.
Outro sinal dessa modernização está na multiplicação das chamadas “agtechs”, as startups do agronegócio.
Em 2023, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mapeou esse tipo de empresas no país.
Em um ano, a região teve um aumento de 11,5% do número de startups do agro listadas.
O destaque, segundo a Embrapa, ficou com Mato Grosso do Sul, que saltou de 15 para 21 empresas do tipo, um avanço de 46,6%.
O Sudeste ainda concentra a maioria delas: 56,9% são dessa região, enquanto o Centro-Oeste responde por 5,8
Os empregos criados pela agricultura sustentável
A guinada tecnológica no agronegócio também tem tudo a ver com uma busca por técnicas mais sustentáveis e que permitam, entre outras coisas, aumentar a produção sem desmatar no mesmo ritmo.
Segundo a Embrapa Soja, a produção do grão aumentou mais de 1000% entre 1973 e 2023, mas a área de cultivo cresceu apenas 400% no mesmo período.
Ainda assim, o agronegócio gera 1,8 bilhão de toneladas de gases poluentes por ano no Brasil.
De acordo com o Observatório do Clima, as emissões do setor, representadas principalmente pelo desmatamento e o metano do gado (os arrotos dos bois), representaram 73,7% das emissões no país em 2021.
Por isso, a pressão por métodos menos danosos é crescente, o que acaba alimentando a demanda por gente especializada que lide com isso.
“As empresas estão criando metas de sustentabilidade e necessitam de profissionais para estruturar projetos que as direcionem”, explica Jonas Oliveira, gerente de sustentabilidade da área de proteção de cultivos na agroquímica Syngenta.
Jonas Oliveira diz que a agricultura sustentável cria oportunidades para profissionais de diversas áreas
ARQUIVO PESSOAL
“As demandas envolvem agricultura regenerativa [voltada para a conservação e reabilitação dos sistemas de produção de alimentos] para apoiar os agricultores na transição para uma atividade que concilie preservação dos recursos e possibilite o aumento de produtividade”, diz Oliveira, ele próprio um representante de um fluxo migratório que tem feito a região crescer – é natural de Anápolis, mas morava em São Paulo até 2011, quando voltou para o Centro-Oeste.
Para Oliveira, sustentabilidade é um guarda-chuva cada vez maior que oferece oportunidades para pessoas de diversas formações.
“Hoje, meu time conta com profissionais de administração, agronomia, economia e engenharia agrícola, com experiências variadas, de usinas de etanol a bancos.”
Isso porque, segundo ele, trabalhar em áreas de sustentabilidade requer uma visão ampla do negócio. Precisa estar familiarizado com as funções de finanças, operações, comercial e marketing.
O crescimento agrícola do Centro-Oeste atrelado a uma crescente preocupação com a área ambiental fez aumentar também a demanda e, consequentemente, a migração de profissionais especializados em certificação ambiental para a região, aponta Carlos Eduardo de Freitas Vian, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo.
Polo de oportunidades
Vian aponta que o Centro-Oeste passou a atrair muitas pessoas porque se tornou um polo de oportunidades.
No pós-pandemia, o Centro-Oeste puxou a geração de vagas formais e informais de trabalho.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a ocupação na região cresceu 6,8% entre dezembro de 2019 e março de 2023, pouco antes do início da pandemia.
Hoje, a região atrai profissionais de diversos perfis e especializações, que refletem as demandas e os desafios de um país que se tornou uma potência global do agronegócio.
O Centro-Oeste foi a região com o maior crescimento populacional do país na década passada, segundo o Censo. Um aumento de 1,23%, ante 0,52% do Brasil como um todo.
Senador Canedo, em Goiás, é a representante mais expressiva do novo fluxo migratório que está mudando a cara do Centro-Oeste.
Foi a cidade com mais de 100 mil habitantes que teve o maior crescimento relativo do Brasil durante o período.
No pós-pandemia, o Centro-Oeste puxou a geração de vagas formais e informais de trabalho
GETTY IMAGES
Segundo o último Censo, sua população quase dobrou entre 2010 e 2022: um salto de 84,31%, de 84.443 habitantes para 155.653.
Sinop e Sorriso, ambas em Mato Grosso e com uma economia centrada na soja, também figuram entre os municípios com mais de 100 mil habitantes que tiveram o maior crescimento no período 2010-2022 (73,36% e 66,32%, respectivamente).
Quanto às capitais, todas figuram entre as cidades que tiveram maior crescimento em números absolutos de habitantes.
Cuiabá (MT) ganhou 97.710 novos moradores. Campo Grande (MS) registrou 111.164 habitantes a mais. Goiânia (GO), 135.325.
Isso sem contar Brasília, que ficou atrás apenas de Manaus (AM) no número total de novos moradores (244.909) e desbancou Salvador (BA), tornando-se a terceira cidade mais populosa do país.
Na economia da capital federal, além do comércio e dos serviços de metrópole – e, claro, da máquina da administração pública –, também há espaço para o campo.
De acordo com uma pesquisa da consultoria Urban Systems de 2022, Brasília é a quarta melhor cidade do país para fazer negócios no agro.
Senador Canedo, por sua vez, mostra que nem só de agronegócio vive a região.
As principais atividades econômicas da cidade são o comércio e a indústria, representada, especialmente, por um complexo petroquímico da Petrobras.
No pós-pandemia, o Centro-Oeste puxou a geração de vagas formais e informais de trabalho.
Hoje, a região atrai profissionais de diversos perfis e especializações, que refletem as demandas e os desafios de um país que se tornou uma potência global do agronegócio.
O Centro-Oeste foi a região com o maior crescimento populacional do país na década passada, segundo o Censo. Um aumento de 1,23%, ante 0,52% do Brasil como um todo.
Senador Canedo, em Goiás, é a representante mais expressiva do novo fluxo migratório que está mudando a cara do Centro-Oeste.
Foi a cidade com mais de 100 mil habitantes que teve o maior crescimento relativo do Brasil durante o período.
Segundo o último Censo, sua população quase dobrou entre 2010 e 2022: um salto de 84,31%, de 84.443 habitantes para 155.653.
Sinop e Sorriso, ambas em Mato Grosso e com uma economia centrada na soja, também figuram entre os municípios com mais de 100 mil habitantes que tiveram o maior crescimento no período 2010-2022 (73,36% e 66,32%, respectivamente).
Quanto às capitais, todas figuram entre as cidades que tiveram maior crescimento em números absolutos de habitantes.
Cuiabá (MT) ganhou 97.710 novos moradores. Campo Grande (MS) registrou 111.164 habitantes a mais. Goiânia (GO), 135.325.
Isso sem contar Brasília, que ficou atrás apenas de Manaus (AM) no número total de novos moradores (244.909) e desbancou Salvador (BA), tornando-se a terceira cidade mais populosa do país.
Na economia da capital federal, além do comércio e dos serviços de metrópole – e, claro, da máquina da administração pública –, também há espaço para o campo.
De acordo com uma pesquisa da consultoria Urban Systems de 2022, Brasília é a quarta melhor cidade do país para fazer negócios no agro.
Senador Canedo, por sua vez, mostra que nem só de agronegócio vive a região. As principais atividades econômicas da cidade são o comércio e a indústria, representada, especialmente, por um complexo petroquímico da Petrobras.
População de Senador Canedo, em Goiás, quase dobrou entre 2010 e 2022
DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE SENADOR CANEDO
Demanda forte também por carreiras 'tradicionais'
Para Erika Moraes, gerente da Robert Half, há um aquecimento geral no mercado profissional do agro.
“De uns três anos para cá, houve aumento na demanda por profissionais no Centro-Oeste, principalmente para posições voltadas ao agronegócio. E, aqui, falamos de defensivos agrícolas, sementes, fertilizantes, máquinas, ou seja, tudo que está relacionado à cadeia do agronegócio.”
Mas ela concorda que o perfil geral dos trabalhadores mudou, está mais especializado do que antigamente.
“Algo que chama a atenção é a demanda pelo domínio em um segundo idioma”, diz Moraes.
“Muitas empresas da região hoje têm relação com clientes e investidores externos, o que tornou a exigência do inglês bastante comum.”
Para atrair profissionais de outras regiões, os salários precisam ser competitivos. “Ainda assim é um desafio”, explica Glaucia Telles Benvegnú, da Hunter4Agro.
“É preciso considerar a necessidade de mudança de residência, as diferenças climáticas, a diversidade cultural e o apego familiar dos profissionais mais seniores.”
Moraes diz que a remuneração segue os padrões dos grandes centros, o que acaba sendo uma vantagem, já que o custo de vida é menor.
De acordo com o Guia Salarial 2024, da Robert Half, os salários mais altos são para cargos de gerente jurídico (R$ 13.150 a R$ 29 mil) e gerente de fazenda (R$ 19 mil a R$ 25 mil).
A falta de profissionais qualificados em cidades que são, segundo Moraes, ainda muito pequenas e muito jovens, faz com que as próprias empresas invistam em capacitação.
Mas isso não substitui a demanda de “importar” mão de obra qualificada. Só que a necessidade de se mudar para longe é um peso para muita gente.
Este ano, o paulista Francisco Delfino Fortunato completará dez anos vivendo no Centro-Oeste. Ele trocou sua Barretos natal por Inhumas (GO).
Diretor administrativo e financeiro da Beauvallet Brasil, um grupo francês de proteína animal, Fortunato conta que o fator salarial foi importante, mas que ele teve surpresas agradáveis na nova empreitada.
“Minha qualidade de vida melhorou. Morar numa cidade mais segura, a cinco minutos do trabalho, muito próxima a Goiânia, faz sobrar muito mais tempo para as atividades pessoais – e sem perder as coisas boas de uma cidade grande.”
Essas “coisas boas” indicam algo também apontado no guia da Robert Half: o setor de serviços acaba se aquecendo de tabela.
Com cada vez mais gente chegando ao Centro-Oeste para trabalhar na agropecuária, as cidades obviamente crescem, o que aumenta a demanda por uma série de profissionais.
Os municípios que quase dobraram de tamanho em uma década precisam de mais professores, médicos, engenheiros, garçons, entre outros profissionais.
Trata-se de um tipo de migração que não favorece apenas o agronegócio: a boa safra do Centro-Oeste se estende pela economia como um todo.
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Por que trabalhadores em funções 'heroicas' ganham menos

Mega-Sena pode pagar R$ 53 milhões nesta terça-feira

Avibras recebe nova proposta para venda da empresa após companhia australiana desistir da compra, diz ministro da Defesa
As apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h
Marcelo Brandt/G1
O concurso 2.738 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 53 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta terça-feira (18), em São Paulo.
No concurso do último sábado (15), ninguém levou o prêmio máximo.
A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer.
A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados.
Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos.
É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Petrobras faz acordo para encerrar disputa tributária; impacto é de R$ 11 bilhões no lucro do 2º trimestre

Companhia divulgou um comunicado ao mercado com a informação. A disputa se referia a alguns tributos que, segundo a União, não foram pagos como deveriam ter sido entre os anos de 2008 e 2013. O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta segunda-feira (17) a adesão a um acordo com o governo para encerrar uma disputa tributária envolvendo a empresa e a União.
O acordo, segundo a Petrobras, terá um impacto de R$ 11 bilhões no lucro do segundo trimestre da companhia. A Petrobras divulgou um comunicado ao mercado com a informação.
A disputa se referia a alguns tributos que, segundo a União, não foram pagos como deveriam ter sido entre os anos de 2008 e 2013: Cide e PIS/ Cofins.
O total do contencioso era de R$ 44 bilhões, mas a Petrobras obteve um desconto de 65% para aderir ao acordo e pagar a dívida. Com isso, terá que pagar R$ 19 bilhões, dinheiro que vai para os cofres públicos e ajuda a União a tentar encerrar o ano com déficit zero.
O acordo será pago da seguinte forma:
▶️Entrada de R$ 3,57 bilhões, a serem pagos em 30 de junho de 2024.
▶️ O saldo remanescente será pago em seis parcelas mensais de aproximadamente R$ 1,38 bilhão cada, com a primeira parcela em 31 de julho de 2024 e as demais no último dia útil dos meses subsequentes, atualizadas pela taxa Selic.
Aproximadamente 13% do valor em questão é responsabilidade de parceiros da Petrobras em consórcios de exploração e produção, e a empresa está negociando com esses parceiros para o ressarcimento de suas respectivas partes.
Essa adesão, segundo a Petrobras, traz benefícios econômicos para a empresa, porque vai evitar custos e esforços financeiros com a manutenção de garantias judiciais e outras despesas processuais.

Avibras recebe nova proposta para venda da empresa após companhia australiana desistir da compra, diz ministro da Defesa

Avibras recebe nova proposta para venda da empresa após companhia australiana desistir da compra, diz ministro da Defesa
Segundo o ministro José Múcio Monteiro, a indústria bélica e a empresa da Austrália não fecharam o negócio, mas uma nova empresa está interessada em comprar a Avibras. Avibras, em Jacareí
Claudio Vieira/Sindicato dos Metalúrgicos
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, informou que a empresa australiana que estava negociando a compra da Avibras desistiu do negócio, mas que a indústria bélica brasileira recebeu uma nova proposta para a venda de parte da empresa. Ele não revelou o nome nem o país de origem da empresa interessada na compra da Avibras.
No início de abril, a Avibras divulgou um comunicado sobre uma negociação de venda para a empresa australiana DefendTex. A nota dizia que as tratativas estavam avançadas, mas, de acordo com o ministro da Defesa, os australianos desistiram do negócio.
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A declaração foi feita na última quinta-feira (13) durante um evento online em comemoração aos 25 anos do Ministério da Defesa. José Múcio disse ainda que uma nova empresa demonstrou interesse na compra da Avibras, sem revelar de onde veio a proposta.
"Havia uma empresa da Austrália interessada, mas que essa semana disse que não está mais interessada. E hoje apareceu um novo candidato, pediu sigilo, hoje à tarde eu recebi uma carta de um país muito forte, de uma empresa, dizendo que tinha interesse em entrar nisso com 49% e o resto seria capital brasileiro. De maneira que nós estamos trabalhando para que isso aconteça. Há um interesse absoluto das forças armadas em manter a Avibras e o presidente Lula, diariamente, me cobra isso”, disse o ministro no evento.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a proposta foi de uma empresa da China. Segundo apuração do jornal, o interessado na compra da Avibras seria a Norinco, uma empresa estatal chinesa.
A indústria Norinco atua em diversas áreas, como no setor de defesa, com fabricação de blindados e bombas, na área militar, com a fabricação de armamentos, além de estar envolvida em segmentos petroquímicos e de construção civil, entre outras atividades.
De acordo com o site da empresa, a Norinco tem relações econômicas e comerciais com mais de 130 países e investiu no exterior, só no ano passado, quase 20 bilhões de dólares, ou seja, mais de R$ 100 bilhões no câmbio atual.
A TV Vanguarda acionou o Ministério de Defesa e a Avibras, mas os dois não quiseram comentar a negociação.
Anteriormente, a direção da Avibras chegou a admitir que a venda da Avibras é uma forma da companhia se recuperar financeiramente, manter as fábricas no Brasil e retomar a operação para poder cumprir os contratos.
A crise na Avibras já se arrasta há pelo menos uma década. Os funcionários estão há mais de dois anos sem trabalhar e sem receber salários. A Justiça homologou este ano a recuperação judicial solicitada pela empresa, essa é uma das etapas necessárias para uma possível negociação – leia mais abaixo.
Cerca de 400 funcionários da Avibras entram em licença remunerada em Jacareí
Licença remunerada
Cerca de 400 funcionários da Avibras em Jacareí encerraram em maio o período de layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho) na empresa e iniciaram o período de licença remunerada em junho.
Ao g1, a Avibras confirmou que são cerca de 400 funcionários nessa situação e que a licença remunerada será aplicada por tempo indeterminado.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região apontou que a medida atinge, ao todo, 420 trabalhadores na unidade.
A aplicação da licença remunerada ocorre no momento em que a Avibras enfrenta uma crise financeira, que foi desencadeada há pelo menos dois anos, além de passar por uma recuperação judicial.
No fim de maio, a Justiça pediu esclarecimentos sobre as negociações envolvendo a venda da empresa a um grupo australiano.
LEIA TAMBÉM:
Empresa negocia aquisição da Avibras, companhia bélica brasileira
Especialistas avaliam que falta de incentivo do governo piorou crise da Avibras
Avibras vive crise financeira há pelo menos dois anos
Em março, trabalhadores da Avibras fizeram uma manifestação em frente à empresa. O protesto reuniu cerca de 100 funcionários. O protesto foi para reivindicar o pagamento de salários atrasados.
Ainda segundo o sindicato da categoria, ao todo, cerca de 800 trabalhadores estão em greve e outros 400 funcionários estavam em layoff – agora em licença remunerada – sem receber os salários há mais de um ano.
O Sindicato dos Metalúrgicos alega que quer uma decisão sobre a situação, com a empresa efetuando o pagamento dos salários atrasados, já que a crise está se estendendo por anos.
Trabalhadores da avibras reivindicam salários atrasados
Recuperação judicial
Em 22 de março de 2022, a Avibras pediu recuperação judicial, alegando uma dívida de R$ 600 milhões. Em julho de 2023, credores aprovaram o plano de recuperação judicial da empresa.
A recuperação judicial serve para evitar que uma empresa em dificuldade financeira feche as portas. É um processo pelo qual a companhia endividada consegue um prazo para continuar operando enquanto negocia com seus credores, sob mediação da Justiça.
Fábrica da Avibras em Jacareí
Reprodução/TV Vanguarda
Demissões e greve
A crise na Avibras se arrasta há alguns anos. Em 18 de março de 2022, a empresa demitiu cerca de 400 trabalhadores na fábrica em Jacareí. Na época, o Sindicato dos Metalúrgicos informou que não houve nenhum comunicado prévio ou tentativa de negociação sobre medidas para evitar as demissões, como adoção de um layoff (suspensão de contratos), por exemplo.
A fábrica alegou que teve de adotar "ações de reestruturação organizacional da empresa, mantendo as atividades essenciais para o cumprimento dos compromissos contratuais assumidos junto aos seus clientes". Ao mesmo tempo em que fez o corte, pediu à justiça a recuperação judicial alegando dívida de R$ 600 milhões.
A entidade recorreu à Justiça do Trabalho e conseguiu reverter o corte porque o juiz entendeu que não seria possível ter recuperação, se não havia força de trabalho na empresa.
Com a readmissão, a empresa colocou os funcionários em layoff. Os trabalhadores da Avibras de Jacareí entraram em greve, reivindicando a garantia de estabilidade para todos os funcionários, pagamento dos salários atrasados e também para que a empresa adote um sistema de trabalho rotativo, no qual os grupos se revezem entre o layoff e o trabalho na fábrica.
Trabalhadores da Avibras protestam contra atrasos de salário e estatização em trecho da Rodovia dos Tamoios
Divulgação
A Avibras
A Avibras Aeroespacial é a maior indústria bélica do país e foi fundada em 1961 por engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP). Ela é uma das primeiras empresas nacionais a atender o setor aeroespacial.
A empresa desenvolve tecnologia para as áreas de Defesa e Civil. A organização foi uma das primeiras no Brasil a construir aeronaves, desenvolver e fabricar veículos espaciais para fins civis e militares.
Presente no mercado nacional e internacional, a empresa tem sede em Jacareí, no interior de São Paulo, e desenvolve diferentes motores foguetes para a Marinha do Brasil e para a Força Aérea Brasileira, além de produzir sistemas fixos ou móveis de C4ISTAR (Comando, Controle, Comunicação, Computação, Inteligência, Vigilância, Aquisição de Alvo e Reconhecimento) e Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) – o Falcão.
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