Haddad diz que Lula ficou ‘surpreso’ com notícia de que carga tributária caiu no Brasil em 2023

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou surpreso que a carga tributária do país recuou em 2023, informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, após reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO) no Palácio do Planalto.
"Ficou até surpreso com a notícia de que a carga tributária no Brasil ano passado caiu, porque as pessoas às vezes reclamam, grupos de interesse reclamam e não veem a confirmação do todo, da evolução da carga tributária. Nós apresentamos várias séries históricas também para ele, desde o governo Fernando Henrique, até hoje", disse Haddad a jornalistas.
Segundo números do Tesouro Nacional, a carga tributária – ou seja, a proporção entre os impostos pagos e a riqueza total do país – somou 32,44% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023.
No último ano, a arrecadação da União, dos estados e dos municípios somou R$ 3,52 trilhões, enquanto o PIB em valores correntes totalizou R$ 10,85 trilhões.
De acordo com o órgão, a carga tributária teve uma queda de 0,64 ponto percentual do PIB em relação ao valor registrado em 2022 – que foi de de 33,07% do PIB.
Após reação negativa do mercado financeiro, e piora de indicadores, como a disparada do dólar nas últimas semanas, a equipe econômica informou que vai intensificar a agenda de trabalho em relação aos gastos públicos, ou seja, que deve focar os trabalhos na revisão de despesas.

O Assunto #1.236: Celular deve ser banido para crianças e adolescentes?

O lançamento do novo livro do psicólogo social Jonathan Haidt ('The Anxious Generation', ou 'A Geração Ansiosa', em tradução livre) mobilizou famílias de diversos lugares do mundo contra o uso excessivo de celulares. Começam, assim, a ganhar corpo organizações que unem pais e mães para proibir coletivamente o acesso dos filhos a esses dispositivos – é o caso do Movimento Desconecta. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio.
🔔 O g1 agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar
O lançamento do novo livro do psicólogo social Jonathan Haidt ( "The Anxious Generation", ou "A Geração Ansiosa", em tradução livre) mobilizou famílias de diversos lugares do mundo contra o uso de celulares. Ao constatar que a exposição excessiva de telas e redes sociais para crianças e adolescentes resulta em queda no desempenho escolar, problemas na socialização, falhas no desenvolvimento cognitivo e riscos severos à saúde mental, Haidt recomenda que os celulares devem ser dados só a partir dos 14 anos. Começam, assim, a ganhar corpo organizações que unem pais e mães para proibir coletivamente o acesso dos filhos a esses dispositivos — é o caso do Movimento Desconecta, descrito neste episódio por uma de suas fundadoras, Camila Bruzzi.
O escritor e roteirista Antonio Prata (pai da Olivia, 10, e Daniel, 9 anos) analisa as motivações e as consequências da permissividade exagerada com o uso dos eletrônicos. Natuza Nery também entrevista Lucia Dellagnelo, doutora em educação pela Universidade de Harvard e consultora de políticas de educação digital do Banco Mundial, sobre o uso da tecnologia nas escolas.
Escolas devem banir celular para crianças?
'Pior coisa é dar aos filhos tudo o que querem'
O que você precisa saber:
‘Geração ansiosa’: transtornos mentais em crianças que vivem grudadas no celular aumentam no mundo todo
Brasil e outros países discutem restrições de celulares em escolas diante dos impactos na aprendizagem infantil
Especialistas alertam sobre o uso excessivo de telas entre crianças e adolescentes
O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Carol Lorencetti, Gabriel de Campos, Luiz Felipe Silva e Thiago Kaczuroski. Apresentação: Natuza Nery.
VEJA CORTES DO PODCAST O ASSUNTO EM VÍDEO
A semana tenebrosa para Fernando Haddad
O caminho do meio para o ajuste fiscal

Dólar sobe e volta a encostar em R$ 5,42, com juros e risco fiscal brasileiro no radar; Ibovespa cai

Dólar abre em alta e volta a ser cotado acima dos R$ 5,40
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,28% fechou cotada a R$ 5,3819. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com uma alta de 0,08%, aos 119.662 pontos. Mulher segura notas de dólar, dinheiro
Karolina Grabowska/Pexels
O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (17) e voltou a ser cotado acima dos R$ 5,40, iniciando uma semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco central do Brasil (BC) se reúne para decidir a nova Selic, taxa básica de juros.
A expectativa do mercado financeiro é de que o Copom mantenha a taxa Selic inalterada em 10,50% ao ano, por conta da aceleração da inflação brasileira, ao mesmo tempo em que os juros permanecem elevados nos Estados Unidos.
Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, opera em baixa.
Real está entre as 10 moedas que mais perderam valor frente ao dólar neste ano; veja ranking
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 11h10, o dólar subia 0,67%, cotado a R$ 5,4179. Na máxima do dia, já bateu os R$ 5,4184. Veja mais cotações.
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,28%, cotado a R$ 5,3819.
Com o resultado, acumulou altas de:
0,80% na semana;
2,24% no mês;
10,60% no ano.

Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,72%, aos 118.805 pontos.
Na sexta, o índice fechou com uma alta de 0,08%, aos 119.662 pontos
Com o resultado, acumulou quedas de:
0,69% na semana;
1,77% no mês;
10,62% no ano.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens?
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
O que está mexendo com os mercados?
Na agenda interna, o principal destaque da semana fica com a decisão do Copom. Hoje, inclusive, o Boletim Focus – relatório do BC que reúne as expectativas de economistas do mercado para indicadores econômicos – mostrou pela primeira vez que os especialistas não projetam mais nenhum corte para a taxa Selic em 2024.
Até então, as instituições financeiras projetavam uma redução de 0,25 ponto percentual no juro básico, para 10,25% ao ano – estimativa que foi abandonada. Vale lembrara que, no começo do ano, o mercado acreditava que a taxa Selic encerraria 2024 a 9% ao ano.
O Focus também prevê uma inflação maior para 2024, a 3,96% no fim do ano. Até semana passada, as projeções eram de uma inflação de 3,90%. O mesmo vale para as estimativas para a taxa de câmbio: economistas acreditam que o dólar vai fechar o ano a R$ 5,13, contra R$ 5,05 na última semana.
Todas esses fatores, na verdade, se relacionam. Um dólar mais caro pressiona a inflação brasileira, já que a nossa economia importa muitos produtos. Com preços maiores, o BC não consegue continuar reduzindo as taxas de juros.
E o que tem impulsionado o dólar, principalmente, é a perspectiva de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos. Analistas previam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deveria iniciar um ciclo de corte nas taxas americanas no começo do ano, o que não aconteceu.
Agora, o mercado espera que isso ocorra somente uma vez no último trimestre, tendo em vista que a economia dos Estados Unidos se mostrou resiliente durante todo o primeiro semestre.
Junto a isso, pesa a incerteza fiscal sobre o Brasil. Na última semana, falas do presidente Lula aumentaram a percepção de que o governo não conseguirá reduzir seus gastos, o que fez disparar o preço do dólar.
Hoje, Lula e sua junta econômica – Rui Costa, ministro da Casa Civil; Fernando Haddad, ministro da Fazenda; Simone Tebet, ministra do Planejamento; e Esther Dweck, ministra da Gestão – se reúnem para falar sobre o orçamento.
"Eu quero fazer a discussão sobre o orçamento e quero discutir os gastos. O que muita gente acha que é gasto, eu acho que é investimento", afirmou Lula no sábado (14), ao encerrar viagem à Itália.
O presidente deu a declaração em um cenário de pressão de economistas, empresários e investidores para que o governo reduza despesas. Entre as propostas, está a mudança nas regras que tratam dos investimentos mínimos em saúde e educação, a fim de equilibrar o orçamento.
Lula, no entanto, afirmou que não fará ajuste de contas "em cima dos pobres". O presidente costuma frisar, em discursos, que considera "investimento" o dinheiro destinado à educação. Na semana passada, ele destacou que não pensa em economia apartada do lado social.

Dólar abre em alta e volta a ser cotado acima dos R$ 5,40, com juros e risco fiscal no radar; Ibovespa cai

Dólar abre em alta e volta a ser cotado acima dos R$ 5,40
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,28% fechou cotada a R$ 5,3819. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com uma alta de 0,08%, aos 119.662 pontos. Mulher segura notas de dólar, dinheiro
Karolina Grabowska/Pexels
O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (17) e voltou a ser cotado acima dos R$ 5,40, iniciando uma semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco central do Brasil (BC) se reúne para decidir a nova Selic, taxa básica de juros.
A expectativa do mercado financeiro é de que o Copom mantenha a taxa Selic inalterada em 10,50% ao ano, por conta da aceleração da inflação brasileira, ao mesmo tempo em que os juros permanecem elevados nos Estados Unidos.
Real está entre as 10 moedas que mais perderam valor frente ao dólar neste ano; veja ranking
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 10h15, o dólar subia 0,42%, cotado a R$ 5,4046. Na máxima do dia, já bateu os R$ 5,4125. Veja mais cotações.
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,28%, cotado a R$ 5,3819.
Com o resultado, acumulou altas de:
0,80% na semana;
2,24% no mês;
10,60% no ano.

Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,50%, aos 119.065 pontos.
Na sexta, o índice fechou com uma alta de 0,08%, aos 119.662 pontos
Com o resultado, acumulou quedas de:
0,69% na semana;
1,77% no mês;
10,62% no ano.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens?
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
O que está mexendo com os mercados?
Na agenda interna, o principal destaque da semana fica com a decisão do Copom. Hoje, inclusive, o Boletim Focus – relatório do BC que reúne as expectativas de economistas do mercado para indicadores econômicos – mostrou pela primeira vez que os especialistas não projetam mais nenhum corte para a taxa Selic em 2024.
Até então, as instituições financeiras projetavam uma redução de 0,25 ponto percentual no juro básico, para 10,25% ao ano – estimativa que foi abandonada. Vale lembrara que, no começo do ano, o mercado acreditava que a taxa Selic encerraria 2024 a 9% ao ano.
O Focus também prevê uma inflação maior para 2024, a 3,96% no fim do ano. Até semana passada, as projeções eram de uma inflação de 3,90%. O mesmo vale para as estimativas para a taxa de câmbio: economistas acreditam que o dólar vai fechar o ano a R$ 5,13, contra R$ 5,05 na última semana.
Todas esses fatores, na verdade, se relacionam. Um dólar mais caro pressiona a inflação brasileira, já que a nossa economia importa muitos produtos. Com preços maiores, o BC não consegue continuar reduzindo as taxas de juros.
E o que tem impulsionado o dólar, principalmente, é a perspectiva de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos. Analistas previam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deveria iniciar um ciclo de corte nas taxas americanas no começo do ano, o que não aconteceu.
Agora, o mercado espera que isso ocorra somente uma vez no último trimestre, tendo em vista que a economia dos Estados Unidos se mostrou resiliente durante todo o primeiro semestre.
Junto a isso, pesa a incerteza fiscal sobre o Brasil. Na última semana, falas do presidente Lula aumentaram a percepção de que o governo não conseguirá reduzir seus gastos, o que fez disparar o preço do dólar.
Hoje, Lula e sua junta econômica – Rui Costa, ministro da Casa Civil; Fernando Haddad, ministro da Fazenda; Simone Tebet, ministra do Planejamento; e Esther Dweck, ministra da Gestão – se reúnem para falar sobre o orçamento.
"Eu quero fazer a discussão sobre o orçamento e quero discutir os gastos. O que muita gente acha que é gasto, eu acho que é investimento", afirmou Lula no sábado (14), ao encerrar viagem à Itália.
O presidente deu a declaração em um cenário de pressão de economistas, empresários e investidores para que o governo reduza despesas. Entre as propostas, está a mudança nas regras que tratam dos investimentos mínimos em saúde e educação, a fim de equilibrar o orçamento.
Lula, no entanto, afirmou que não fará ajuste de contas "em cima dos pobres". O presidente costuma frisar, em discursos, que considera "investimento" o dinheiro destinado à educação. Na semana passada, ele destacou que não pensa em economia apartada do lado social.

Dólar abre em alta e volta a ser cotado acima dos R$ 5,40

Dólar abre em alta e volta a ser cotado acima dos R$ 5,40
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,28% fechou cotada a R$ 5,3819. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com uma alta de 0,08%, aos 119.662 pontos. Mulher segura notas de dólar, dinheiro
Karolina Grabowska/Pexels
O dólar abriu em alta nesta segunda-feira (17) e voltou a ser cotado acima dos R$ 5,40, iniciando uma semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco central do Brasil (BC) se reúne para decidir a nova Selic, taxa básica de juros.
A expectativa do mercado financeiro é de que o Copom mantenha a taxa Selic inalterada em 10,50% ao ano, por conta da aceleração da inflação brasileira, ao mesmo tempo em que os juros permanecem elevados nos Estados Unidos.
Real está entre as 10 moedas que mais perderam valor frente ao dólar neste ano; veja ranking
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 09h40, o dólar subia 0,46%, cotado a R$ 5,4069. Na máxima do dia, já bateu os R$ 5,4117. Veja mais cotações.
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,28%, cotado a R$ 5,3819.
Com o resultado, acumulou altas de:
0,80% na semana;
2,24% no mês;
10,60% no ano.

Ibovespa
O Ibovespa começa a operar às 10h.
Na sexta, o índice fechou com uma alta de 0,08%, aos 119.662 pontos
Com o resultado, acumulou quedas de:
0,69% na semana;
1,77% no mês;
10,62% no ano.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens?
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
O que está mexendo com os mercados?
Na agenda interna, o principal destaque da semana fica com a decisão do Copom. Hoje, inclusive, o Boletim Focus – relatório do BC que reúne as expectativas de economistas do mercado para indicadores econômicos – mostrou pela primeira vez que os especialistas não projetam mais nenhum corte para a taxa Selic em 2024.
Até então, as instituições financeiras projetavam uma redução de 0,25 ponto percentual no juro básico, para 10,25% ao ano – estimativa que foi abandonada. Vale lembrara que, no começo do ano, o mercado acreditava que a taxa Selic encerraria 2024 a 9% ao ano.
O Focus também prevê uma inflação maior para 2024, a 3,96% no fim do ano. Até semana passada, as projeções eram de uma inflação de 3,90%. O mesmo vale para as estimativas para a taxa de câmbio: economistas acreditam que o dólar vai fechar o ano a R$ 5,13, contra R$ 5,05 na última semana.
Todas esses fatores, na verdade, se relacionam. Um dólar mais caro pressiona a inflação brasileira, já que a nossa economia importa muitos produtos. Com preços maiores, o BC não consegue continuar reduzindo as taxas de juros.
E o que tem impulsionado o dólar, principalmente, é a perspectiva de juros altos por mais tempo nos Estados Unidos. Analistas previam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deveria iniciar um ciclo de corte nas taxas americanas no começo do ano, o que não aconteceu.
Agora, o mercado espera que isso ocorra somente uma vez no último trimestre, tendo em vista que a economia dos Estados Unidos se mostrou resiliente durante todo o primeiro semestre.