O Assunto #1.236: Celular nas escolas – banir ou adotar?

O lançamento do novo livro do psicólogo social Jonathan Haidt ('The Anxious Generation', ou 'A Geração Ansiosa', em tradução livre) mobilizou famílias de diversos lugares do mundo contra o uso excessivo de celulares. Começam, assim, a ganhar corpo organizações que unem pais e mães para proibir coletivamente o acesso dos filhos a esses dispositivos – é o caso do Movimento Desconecta. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio.
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O lançamento do novo livro do psicólogo social Jonathan Haidt ( "The Anxious Generation", ou "A Geração Ansiosa", em tradução livre) mobilizou famílias de diversos lugares do mundo contra o uso de celulares. Ao constatar que a exposição excessiva de telas e redes sociais para crianças e adolescentes resulta em queda no desempenho escolar, problemas na socialização, falhas no desenvolvimento cognitivo e riscos severos à saúde mental, Haidt recomenda que os celulares devem ser dados só a partir dos 14 anos. Começam, assim, a ganhar corpo organizações que unem pais e mães para proibir coletivamente o acesso dos filhos a esses dispositivos — é o caso do Movimento Desconecta, descrito neste episódio por uma de suas fundadoras, Camila Bruzzi.
O escritor e roteirista Antonio Prata (pai da Olivia, 10, e Daniel, 9 anos) analisa as motivações e as consequências da permissividade exagerada com o uso dos eletrônicos. Natuza Nery também entrevista Lucia Dellagnelo, doutora em educação pela Universidade de Harvard e consultora de políticas de educação digital do Banco Mundial, sobre o uso da tecnologia nas escolas.
Escolas devem banir celular para crianças?
'Pior coisa é dar aos filhos tudo o que querem'
O que você precisa saber:
‘Geração ansiosa’: transtornos mentais em crianças que vivem grudadas no celular aumentam no mundo todo
Brasil e outros países discutem restrições de celulares em escolas diante dos impactos na aprendizagem infantil
Especialistas alertam sobre o uso excessivo de telas entre crianças e adolescentes
O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Carol Lorencetti, Gabriel de Campos, Luiz Felipe Silva e Thiago Kaczuroski. Apresentação: Natuza Nery.
VEJA CORTES DO PODCAST O ASSUNTO EM VÍDEO
A semana tenebrosa para Fernando Haddad
O caminho do meio para o ajuste fiscal

Educação Financeira #299: Inflação voltou a subir: o que fazer para se proteger do aumento de preços?

Abono salarial PIS-Pasep 2024 terá novo pagamento nesta segunda; veja quem vai receber
Neste episódio, nós vamos falar sobre o que está impactando a inflação atualmente e como os consumidores e investidores podem tentar se blindar do aumento dos preços. A inflação voltou a acelerar no Brasil. Em maio os preços medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tiveram uma alta de 0,46%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulando uma inflação de 3,93% em 12 meses.
O principal vilão do ultimo mês foram os preços dos alimentos, que avançaram 0,62%, com destaques para alguns itens populares, como a batata inglesa, que disparou mais de 20%.
E as expectativas para os próximos meses são de uma maior pressão inflacionária, com os consumidores sentindo no bolso esses aumentos de preço.
Neste episódio do podcast Educação Financeira, nós vamos falar sobre o que está impactando a inflação atualmente e como os consumidores e investidores podem tentar se blindar do aumento dos preços.
OUÇA O PODCAST ABAIXO:
* Estagiária sob supervisão de Bruna Miato
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Logo podcast Educação Financeira
Comunicação/Globo
O que são podcasts?
Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no g1, no ge.com e no gshow, de modo gratuito.
Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser!
Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel.

Celular Seguro completa seis meses com 56 mil bloqueios; vítimas de roubo relatam dificuldades com programa

Abono salarial PIS-Pasep 2024 terá novo pagamento nesta segunda; veja quem vai receber
Mais de 2 milhões de pessoas se cadastraram na ferramenta do governo federal para inibir crimes, mas há apenas 1,6 milhão de aparelhos registrados. Programa Celular Seguro gera dúvidas para bloqueios de smartphones
Darlan Helder/g1
O Celular Seguro, serviço criado pelo governo federal com o objetivo de inibir roubos de smartphones, completa seis meses nesta segunda-feira (18). A ferramenta serve para pedir bloqueios de aparelhos e contas bancárias após ocorrências.
E, desde seu lançamento, registrou 56.403 ocorrências, sendo 43.838 relacionadas a roubos e furtos de aparelhos. As demais são ligadas a perdas ou outras ocorrências, que não são especificadas na plataforma.
No período, 2.068.146 usuários se cadastraram, mas apenas 1.667.963 aparelhos foram registrados no programa, conforme dados atualizados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública até as 18h de sexta-feira (14).
O levantamento também indica que os pedidos de bloqueio no Celular Seguro estão caindo há três meses consecutivos desde fevereiro, quando o pico de 10.736 ocorrências.
Pedidos de bloqueios por mês no Celular Seguro
Disponível para Android, iPhone (iOS) e navegadores, o Celular Seguro foi apresentado como um meio de facilitar alertas sobre crimes e agilizar bloqueios de smartphones e contas bancárias, o que diminuiria o espaço de atuação de criminosos.
Mas o programa nem sempre funciona de forma esperada. Duas vítimas de roubos de celulares relataram ao g1 que tiveram dificuldades quando ele bloqueou um aparelho que não tinha sido roubado ou apresentou falha na seção para registrar a ocorrência.
Dificuldades com o Celular Seguro
Roberta (nome fictício*) sofreu um sequestro-relâmpago em Belo Horizonte no fim de janeiro, e os criminosos levaram seu celular. Após ser resgatada, e por orientação da polícia, ela emitiu um alerta no Celular Seguro.
Ela tinha dois celulares salvos no programa e, por um erro, ambos foram bloqueados. Os aplicativos de bancos, que estavam no celular que ficava na sua casa cortaram o acesso, e ela precisou ligar para as empresas pedindo o desbloqueio.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou ao g1 que, neste caso, o contato com cada empresa realmente é necessário, já que o Celular Seguro só funciona como um botão de emergência para alertar uma ocorrência.
"Não é possível, na ferramenta, efetuar o desbloqueio, por razões de segurança do próprio cidadão", explica.
Vinicius Valente não conseguiu mandar o alerta de bloqueio após ser assaltado em 17 de janeiro, em São Paulo. Ele tentou enviar um alerta no site do Celular Seguro, mas encontrou um problema no formulário.
"Quando a gente clica em 'Registrar ocorrência', é pedido para registrar o horário, mas o site não estava permitindo um horário inferior ao atual, e também não adiantou nem colocar um horário posterior ou igual ao do momento", explicou.
Ele relatou que, por isso, não alertou o roubo nas primeiras horas após o assalto, como é o ideal. "Consegui disparar, pelo site, só um dia depois. Então, para mim, não foi efetivo", concluiu.
O Ministério da Justiça disse não ter "evidências de que esse problema enfrentado pelo usuário possa ter sido causado pela aplicação Celular Seguro", mas que abriu uma investigação para o caso.
Mas há situações em de usuários que não enfrentam problemas para solicitar o bloqueio do aparelho. É o caso de Tayllon Platero, que conseguiu mandar o aviso instantes após ser assaltado em São Paulo, no início do ano.
Ele disse que também foi fácil conseguir desbloquear os aplicativos posteriormente, para instalar em um novo aparelho. "Após o bloqueio pelo Celular Seguro, os bancos mandaram alertas para refazer o acesso, além das operadoras", disse.
Alerta simplificado
O Celular Seguro foi atualizado em abril para facilitar o cadastro, segundo o Ministério da Justiça. Com a mudança, basta informar dados como número, operadora e marca do aparelho para registrá-lo no programa.
Até então, era preciso informar o modelo e o IMEI do aparelho, código que nem todos os usuários conhecem – saiba mais sobre ele aqui.
A atualização também incluiu uma opção para donos dos aparelhos indicaram quais dados serão bloqueados após um alerta: é possível optar somente pelo bloqueio de apps de bancos, por exemplo.
* A entrevistada pediu para não ter o nome divulgado por questões de segurança.
Como se cadastrar no programa Celular Seguro
Barbara Miranda, g1

Após falar que deseja discutir gastos do governo, Lula participa de reunião com ministros que tratam de orçamento

Presidente se reúne nesta segunda-feira (17) com equipe econômica no Planalto às 10h30. Lula declarou na Itália que considera investimento "o que muita gente acha que é gasto". 'Haddad jamais ficará enfraquecido enquanto eu for presidente', diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa na manhã desta segunda-feira (17) de uma reunião com o ministro Rui Costa e a equipe econômica. De acordo com o Palácio do Planalto, trata-se de um encontro da junta orçamentária do governo.
Rui Costa, ministro da Casa Civil;
Fernando Haddad, ministro da Fazenda;
Simone Tebet, ministra do Planejamento;
Esther Dweck, ministra da Gestão.
Marcada para as 10h30, no Planalto, a reunião ocorrerá após o presidente afirmar que pediu a Rui um encontro da junta para discutir os gastos do governo federal.
"Eu quero fazer a discussão sobre o orçamento e quero discutir os gastos. O que muita gente acha que é gasto, eu acho que é investimento", afirmou Lula no sábado (14), ao encerrar viagem à Itália.
O presidente deu a declaração em um cenário de pressão de economistas, empresários e investidores para que o governo reduza despesas. Entre as propostas, está a mudança nas regras que tratam dos investimentos mínimos em saúde e educação, a fim de equilibrar o orçamento.
Lula, no entanto, afirmou que não fará ajuste de contas "em cima dos pobres". O presidente costuma frisar, em discursos, que considera "investimento" o dinheiro destinado à educação. Na semana passada, ele destacou que não pensa em economia apartada do lado social.
Na última quinta-feira (13), a ministra Simone Tebet (Planejamento) afirmou que a proposta de cortar os valores mínimos de investimento em saúde e educação é um plano que está "no final do alfabeto" de ideias do governo. "A gente tem muita coisa antes aí para trabalhar", disse.
Tebet se reuniu na quinta com o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Após o encontro, Haddad anunciou que a equipe econômica vai intensificar a agenda de trabalho em relação aos gastos públicos, e que deve focar, nas próximas semanas, na revisão de despesas.
Tebet afirmou que a revisão dos gastos faz parte do planejamento para o ano de 2025, cujo projeto de lei orçamentária deve ser enviado em agosto. Para ela, há um cardápio de opções pelo lado das despesas. No entanto, a ministra reconheceu que há poucas opções para aumento de receita.

Abono salarial PIS-Pasep 2024 terá novo pagamento nesta segunda; veja quem vai receber

Abono salarial PIS-Pasep 2024 terá novo pagamento nesta segunda; veja quem vai receber
Benefício no valor de até um salário-mínimo é concedido anualmente a trabalhadores e servidores que atendem aos requisitos do programa; entenda. O benefício no valor de até um salário-mínimo é concedido anualmente a trabalhadores e servidores
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O pagamento do abono salarial PIS-Pasep 2024, referente ao ano-base 2022, será feito nesta segunda-feira (17) para os nascidos em julho e agosto. Esta será a quinta leva do benefício liberada pelo governo federal neste ano.
Em fevereiro, o Ministério do Trabalho fez o pagamento para os nascidos no mês de janeiro. Já em março, foi a vez dos trabalhadores nascidos em fevereiro. Em abril, receberam os nascidos em março e abril. No mês passado, os beneficiados foram os nascidos em maio e junho.
➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores e servidores que atendem aos requisitos do programa.
No geral, têm direito ao abono funcionários da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (Pasep) que trabalharam durante pelo menos 30 dias no ano-base e receberam até dois salários-mínimos por mês.
O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal Gov.br.
Neste ano, o calendário de pagamento foi unificado: tanto os trabalhadores da iniciativa privada como os servidores públicos vão receber de acordo com o mês de nascimento de cada beneficiário (confira o cronograma abaixo).
No Rio Grande do Sul, além do pagamento já programado, o governo federal segue antecipando os créditos dos benefícios para os nascidos de julho a dezembro, devido à situação de calamidade no estado.
Com isso, os trabalhadores que receberiam em julho e agosto, que tiveram a situação regularizada após o lote de pagamento em 15 de maio, irão receber nesta segunda (17).
O pagamento ocorrerá automaticamente, não sendo necessária manifestação ou solicitação por parte do beneficiário. Nesses casos, para receber, o estabelecimento empregador precisa estar no estado do RS.
Ao todo, 24,8 milhões de trabalhadores receberão o abono neste ano, segundo o Ministério do Trabalho, sendo 21,9 milhões da iniciativa privada e 2,9 milhões do serviço público.
Neste mês, o ministério liberou R$ 4,5 bilhões para o pagamento de 4.258.430 milhões de trabalhadores que têm direito a receber o benefício.Veja perguntas e respostas:
Quem tem direito ao abono salarial?
Quem não tem direito ao abono salarial?
Qual é o valor?
Como consultar? (passo a passo)
Como serão os pagamentos?
Canal de dúvidas
Calendário de Pagamento Pis-Pasep 2024 (Ano-Base 2022)
1. Quem tem direito ao abono salarial?
Os trabalhadores devem atender aos seguintes critérios para ter direito ao benefício:
estar cadastrado no programa PIS/Pasep ou no CNIS (data do primeiro emprego) há pelo menos cinco anos;
ter trabalhado para empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep);
ter recebido até 2 salários-mínimos médios (no valor em vigor no ano-base) de remuneração mensal no período trabalhado;
ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base da apuração (2022);
ter os dados informados pelo empregador (pessoa jurídica ou governo) corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no eSocial do ano-base considerado para apuração (2022).
2. Quem não tem direito ao abono salarial?
empregado(a) doméstico(a);
trabalhadores rurais empregados por pessoa física;
trabalhadores urbanos empregados por pessoa física;
trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica.
3. Qual é o valor?
O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão.
O cálculo corresponde ao valor atual do salário-mínimo dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Assim, somente quem trabalhou os 12 meses do ano-base recebe o valor total de um salário-mínimo.
Neste ano, o benefício irá variar de R$ 118 a R$ 1.412. Veja abaixo os valores conforme a quantidade de meses trabalhados:
Valor do Abono Salarial
4. Como consultar?
Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo:
Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado;
Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br;
Toque em "Benefícios" e, em seguida, em "Abono Salarial". A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício.
Vale lembrar que trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem.
5. Como serão os pagamentos?
O pagamento do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada é administrado pela Caixa Econômica Federal. São quatro opções para receber:
As pessoas que possuem conta corrente ou poupança na Caixa receberão o abono automaticamente, informou o banco.
Também é possível receber os valores por meio da Poupança Social Digital, cuja movimentação é feita pelo aplicativo Caixa Tem.
Outra opção é fazer o saque com o cartão social e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e Caixa Aqui.
Se o trabalhador não possuir cartão social, o pagamento também pode ser realizado em qualquer agência da Caixa com a apresentação de um documento de identificação.
Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é válido para os servidores públicos, e os depósitos são feitos pelo Banco do Brasil.
Nesse caso, o pagamento será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária, transferência via TED, via PIX ou presencial nas agências de atendimento, informou o Ministério do Trabalho.
6. Ainda tem dúvidas?
Mais informações podem ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo e-mail: trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo os dígitos UF pela sigla do estado do trabalhador).
Saiba regras do PIS-Pasep:
Consulta ao abono salarial PIS-Pasep 2024 é liberada