+Milionária, concurso 155: veja números sorteados

‘Haddad jamais ficará enfraquecido enquanto eu for presidente’, diz Lula
As dezenas sorteadas foram: 03 – 06 – 07 – 17 – 23 – 31. Os trevos foram: 3 – 4. Mais Milionária bilhete volante
Rafael Leal /g1
O sorteio do concurso 155 da +Milionária foi realizado na noite deste sábado (15), em São Paulo. O prêmio estimado era de R$ 224 milhões.
Veja os números sorteados:
Dezenas: 03 – 06 – 07 – 17 – 23 – 31
Trevos: 3 – 4
+Milionária, concurso 155
Reprodução/Caixa
+Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa
Sobre a +Milionária
As chances de vencer na loteria são ainda menores do que na Mega-Sena tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois “trevos”. (veja no vídeo mais abaixo)
O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis.
Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que chegam a R$ 83,1 mil.
A +Milionária teve seu primeiro sorteio em maio de 2022. Na época, a Caixa informou que ela foi a primeira modalidade "a oferecer prêmio mínimo de dois dígitos de milhões". Cada concurso distribui o valor mínimo de R$ 10 milhões. Saiba mais aqui.
Além disso, a +Milionária se destaca por ter dez faixas de premiação. São elas:
6 acertos + 2 trevos
6 acertos + 1 ou nenhum trevo
5 acertos + 2 trevos
5 acertos + 1 ou nenhum trevo
4 acertos + 2 trevos
4 acertos + 1 ou nenhum trevo
3 acertos + 2 trevos
3 acertos + 1 trevo
2 acertos + 2 trevos
2 acertos + 1 trevo

Em evento no interior de SP, Alckmin (PSB) afirma que governo deve fazer revisão de gastos: ‘Devemos ter cortes’

‘Haddad jamais ficará enfraquecido enquanto eu for presidente’, diz Lula
Vice-presidente esteve em Campos do Jordão (SP), na Serra da Mantiqueira, para participar de um congresso neste sábado (15). Em evento no interior de SP, Alckmin (PSB) afirma que governo deve fazer revisão de gastos: 'devemos ter cortes'.
Reprodução/TV Vanguarda
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), esteve em Campos do Jordão, cidade localizada na Serra da Mantiqueira, no interior de São Paulo, para participar de um congresso na tarde deste sábado (15). Em entrevista coletiva, ele abordou a revisão de gastos do governo e defendeu a reforma tributária e o combate à sonegação de impostos.
O político participou do 17º Congresso do Transporte Rodoviário de Cargas da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), onde palestrou.
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Durante a entrevista, o Alckmin foi questionado pela imprensa sobre a revisão de gastos do governo, pra saber de prazos e o que deve ser impactado. Apesar de não ter definições, o vice-presidente afirmou que o governo deve fazer cortes em breve.
“Olha, não tem nenhuma definição ainda de data, mas o fato é que nós devemos procurar ter cortes no curto prazo – medidas que têm resultado mais rápido -, no médio e no longo prazo, porque você precifica. Mesmo que eu tenha uma medida que vai se estender por vários anos, mas você traz o valor presente”, afirmou.
Alckmin (PSB) afirma que governo deve fazer revisão de gastos: 'Devemos ter cortes'
Na sequência, Alckmin comentou sobre as metas do arcabouço fiscal e falou sobre quais planos deve seguir para evitar o descontrole das contas públicas.
“De um lado, precisamos melhorar a arrecadação, combatendo a sonegação. Esse é o caminho. O outro é reduzir gastos. E, ao expandir, fazer a revisão de despesas, analisar a eficiência de cada investimento, fazer mais com menos dinheiro”, declarou Alckmin.
Ainda durante a coletiva com os jornalistas, ele foi questionado sobre a reforma tributária e defendeu a medida, alegando que a reforma pode simplificar os impostos.
“Ela (a reforma tributária) tem o benefício de simplificar. Você vai unir cinco impostos sobre consumo: IPI, PIS, Cofins, ISS e ICMS no IVA (imposto sobre o valor agregado) do álcool. Ela simplifica. E ela acaba com a cumulatividade de crédito. Ela desonera totalmente a exportação e desonera totalmente o investimento. Então, estimula a crescer a exportação e o investimento”, afirmou o vice-presidente.
“Os estudos do Ipea mostram que em 15 anos a reforma tributária pode aumentar em 12% o PIB e em 14% os investimentos e as exportações. Ela precisa ser bem regulamentada. O mais difícil foi aprovar a reforma tributária. Ela será gradual, então ela vai ser implantada, mas os benefícios já começam sobre a questão fiscal”, completou.
Ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, afirmam que governo vai revisar despesas
Revisão de despesas
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na última quinta-feira (13) que a equipe econômica do governo vai intensificar a agenda de trabalho em relação aos gastos públicos, e que deve focar, nas próximas semanas, na revisão de despesas.
O ministro da Fazenda deu as declarações depois de o mercado financeiro ter reagido negativamente a falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirmou na quarta-feira (12) não pensar a economia do país de forma apartada de medidas voltadas ao desenvolvimento social.
"Eu tenho dito isso, queremos também rever o gasto primário, estamos dispostos a cortar privilégios. Já voltaram à tona vários temas que estão sendo discutidos de novo, o que é bom, como supersalários, como correção de benefícios que estão sendo praticados ao arrepio da lei, melhoria dos cadastros, isso voltou para mesa, e nós achamos que é ótimo isso acontecer porque vai facilitando o trabalho de entregar as contas", declarou Haddad.
Após a declaração de Lula na quarta, o dólar subiu, avançou 0,86%. Na quinta, depois que Haddad falou em revisão de gastos, a moeda interrompeu uma sequência de alta. Às 12h54, o dólar operava em queda de 0,56%, cotado a R$ 5,4066.
Segundo a ministra do Planejamento, Simone Tebet, a revisão dos gastos do governo faz do planejamento para o ano de 2025, cujo projeto de lei orçamentária deve ser enviado em agosto.
"Quando nós estamos falando de gastos tributários, de revisão desses gastos –seja pela ótica da qualidade dos gastos públicos, seja pela ótica do corte de gastos públicos–, nós estamos trabalhando por um futuro que está chegando, que é o ano de 2025", afirmou.
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Reforma tributária
A proposta de emenda constitucional da reforma tributária sobre o consumo foi aprovada no fim do ano passado, e promulgada pelo Congresso Nacional.
No texto, pontos importantes, como o fim da cumulatividade, a cobrança dos impostos no destino, simplificação e fim de distorções na economia (como passeio de notas fiscais e do imposto cobrado "por dentro") já foram assegurados.
Entretanto, vários temas sensíveis, entre eles o "cashback", ficaram para o ano de 2024, pois o texto da PEC indica a necessidade de regulamentação (detalhamento) de alguns assuntos por meio de projetos de lei. É o que o governo começou a enviar ao Legislativo nos últimos meses.
O cronograma da Fazenda prevê que a regulamentação será feita entre 2024 e 2025. Com o término dessa fase, poderá ter início, em 2026, a transição dos atuais impostos para o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) — com cobrança não cumulativa.
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Relator deve prever R$ 50 bilhões em emendas e pressiona ainda mais Orçamento em 2025

Equipe econômica trabalha em medidas para revisão de despesas, enquanto Congresso quer manter o patamar elevado de emendas. No Orçamento, governo previa R$ 39,6 bilhões em emendas. O Congresso articula incluir no Orçamento do próximo ano o patamar de mais de R$ 50 bilhões em emendas parlamentares, repetindo o recorde alcançado em 2024. Isso deve pressionar ainda mais as despesas de 2025.
O governo enviou em abril a previsão para as contas públicas no próximo ano. O cálculo foi detalhado no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025, que traz as bases para a elaboração das estimativas de receitas e despesas do próximo ano.
Nessa contabilidade, o governo colocou uma reserva de R$ 39,6 bilhões para emendas parlamentares. Portanto, um valor menor do que o Congresso planeja.
A movimentação de deputados e senadores foi relatada à TV Globo e à Globonews pelo relator da LDO, senador Confúcio Moura (MDB-RO), e pelo presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), Júlio Arcoverde (PP-PI), colegiado por onde passará a LDO.
“Isso [patamar de R$ 50 bilhões] já é um trabalho que vem sendo feito há alguns anos e, para você desmantelar essa conquista do Congresso, não é fácil”, disse.
O senador reconhece que o montante é elevado, mas lembra que o relatório será feito para atender aos pleitos da maioria dos parlamentares
“R$ 50 bilhões é uma soma geral de todas as emendas, que é um valor alto, muito significativo se considerando que os recursos discricionários [despesa não obrigatória do governo] estão em torno de R$ 200 bilhões. Colocando R$ 50 bilhões [de emendas, isso] cai para R$ 150 bilhões disponíveis para o governo”, afirma.
Arcoverde também rejeita qualquer possibilidade de corte no valor das emendas parlamentares.
“Nem pensar! Os dois relatores [LDO e LOA] e o presidente [da CMO, ele próprio] são contra isso aí [corte nas emendas]. Ninguém vai diminuir nem acabar com as prerrogativas dos parlamentares”, disse.
Ana Flor: Haddad e Tebet passarão pente-fino na revisão dos gastos públicos
Veto de Lula derrubado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a vetar R$ 5,6 bilhões em emendas no Orçamento de 2024. Isso gerou uma reação no Congresso que então derrubou quase todo o ato do Palácio do Planalto. Foram repostos quase R$ 4,2 bilhões.
Com isso, o valor total de emendas nesse ano chega perto de R$ 51,5 bilhões. Esse é o patamar citado pelo relator, senador Confúcio Moura.
Uma ala do Congresso diz ainda que esse montante precisará ser corrigido pela inflação. Portanto, deve subir ainda mais, reduzindo o espaço para o governo ter gastos livres (não obrigatórios).
A LDO deve dar a indicação de como o Orçamento será elaborado. A ideia do relator é prever um patamar mínimo. Os valores exatos serão definidos na votação do projeto de Orçamento, no fim do ano.
Corte de gastos
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (13) que a equipe econômica do governo vai intensificar a agenda de trabalho em relação aos gastos públicos, e que deve focar, nas próximas semanas, na revisão de despesas.
Haddad deu as declarações depois de o mercado financeiro ter reagido negativamente a falas do presidente Lula, que afirmou nesta quarta-feira (12) não pensar a economia do país de forma apartada de medidas voltadas ao desenvolvimento social.
Ele falou ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet. Os dois reforçaram o desejo de apresentar propostas para reduzir as despesas.
Há um cardápio de ideias em estudo pela equipe econômica. Entre elas, a proposta de que benefícios previdenciários, como auxílio doença, e trabalhistas, como seguro desemprego, não sejam mais corrigidos pelo valor do salário mínimo, que, no governo Lula, tende a crescer acima da inflação.
Outra possibilidade levantada por técnicos é mudar a fórmula de correção dos pisos de saúde e educação. Atualmente, eles são atrelados a um percentual da receita. Como o governo tem tentado ajustar as contas públicas pelo aumento de arrecadação, os valores mínimos de gastos com saúde e educação têm subido em ritmo mais acelerado do que antes.
O relator da LDO defende essas discussões. Ele, porém, vê dificuldade para o governo conseguir aprovar as medidas para que elas tenham validade já para 2025.
"Este é um ano político, um ano mais difícil de fazer esses cortes, essas ações necessárias mas que devido ao componente político. E nós temos que colocar o componente político no prato da balança porque é uma realidade”, afirmou.
“Mas há uma necessidade real de uma revisão, uma construção de um orçamento novo, um modelo novo de orçamento para os próximos governos, porque com esse engessamento orçamentário que nós temos no Brasil hoje é muito difícil governar", completou.
Haddad e Tebet passarão pente-fino na revisão dos gastos públicos
O presidente da CMO também avalia que o cenário, em ano eleitoral, dificulta a análise de medidas que podem ser vistas pela população como um corte de benefícios. O deputado defende um corte no tamanho da máquina pública, mas diz que ainda não há projetos direcionados para isso no Congresso.
Para o economista-chefe do BTG, Mansueto Almeida, o governo precisará fazer um mix de medidas de redução de despesas e também de aumento de arrecadação para conseguir atingir a meta de déficit zero em 2025, como pretende a equipe econômica.
“Quando se fala em desvincular o crescimento de gasto como saúde e educação da arrecadação, ninguém está falando em reduzir gasto de saúde nem reduzir gasto de educação. A gente está falando em controlar o crescimento”, defendeu Almeida, que é ex-secretário do Tesouro.
“Atingir o déficit primário zero em 2025, por enquanto, é muito desafiador. O mercado espera para o próximo ano um déficit primário na casa de R$ 100 milhões. Para o governo levar essa conta para zero, possivelmente, além de ter um controle maior da despesa, o governo vai ter que ter um ganho muito forte de arrecadação, que, por enquanto, a gente não enxerga”, pontuou Almeida.

Haddad diz que não vai a Brasília dialogar, mas para se defender

‘Haddad jamais ficará enfraquecido enquanto eu for presidente’, diz Lula
Na última semana, ministro da Fazenda afirmou que vai rever gastos públicos, após sofrer derrota no Congresso para tentar aumentar a arrecadação, e de receber críticas do mercado financeiro. Haddad também tem recebido pressão de setores do PT, mas foi defendido por Lula neste sábado. Ministro da Fazenda Fernando Haddad. Nesta segunda (22) o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da Cerimônia de Lançamento do Programa Acredita para iniciativas que dará apoio ao empreendedorismo, por meio de novas medidas de crédito e renegociação de dívidas para pequenos negócios. O objetivo é estimular a geração de renda, emprego e promover o crescimento econômico.
TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (15) que o Brasil é uma “encrenca” e disse que, quando vai a Brasília, “não dialoga com o servidor público propriamente dito”, mas vai lá para “se defender do que está acontecendo”.
As afirmações foram feitas durante participação do ministro no evento Despertar Empreendedor, promovido pelo Instituto Conhecimento Liberta.
“A todo momento você fica apreensivo. Que lei vamos aprovar? O que nós vamos fazer? Que maluquice é essa? Do que estão falando? Por que não se dedicam a coisas sérias, que vão mudar a vida das pessoas? Para que essa espuma toda? Para criar cizânia na sociedade, briga na família?”, disse no evento.
As afirmações vêm após uma semana dura para o governo federal – e em especial para o próprio ministro.
Conforme informado pelo blog da Andreia Sadi, Haddad tem recebido pressão de setores do PT (Partido dos Trabalhadores) e sido questionado pelo mercado financeiro sobre sua capacidade de concretizar a agenda econômica e alcançar o equilíbrio fiscal.
Na última semana, por exemplo, o ministro chegou a afirmar que a equipe econômica vai intensificar a agenda de trabalho em relação aos gastos públicos e que deve focar na revisão de despesas ao longo das próximas semanas.
As declarações vieram após uma forte reação negativa dos mercados a falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando reiterou que não consegue discutir economia sem “colocar a questão social na ordem do dia”.
Além disso, no começo da semana, a notícia de que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) havia decidido devolver ao presidente Lula os trechos da Medida Provisória do PIS-Cofins que restringiram a compensação de créditos do tributo, também colaborou para a percepção de “fritura” do ministro da Fazenda.
A decisão de Pacheco foi vista como uma derrota para o governo, uma vez que Haddad já havia sinalizado que buscava, com a MP, cobrir perdas de arrecadação com a manutenção da desoneração da folha de pagamento. A estimativa é que a medida gerasse um aumento de R$ 29 bilhões na arrecadação deste ano.
Nesse cenário, o presidente Lula voltou a defender o ministro. Neste sábado, ao final da viagem que fez à Suíça e à Itália para encontros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do G7, grupo que reúne nações democráticas mais ricas do mundo, Lula afirmou que, enquanto estiver no cargo, Haddad “jamais ficará enfraquecido”.
"O Haddad jamais ficará enfraquecido enquanto eu for o presidente da República porque ele é o meu ministro da Fazenda, escolhido por mim e mantido por mim", disse.
‘Negócio difícil de administrar’
Durante o evento, o ministro da Fazenda também chegou a fazer críticas a pessoas “em condição de poder que nem sempre estão fazendo a coisa certa pelo país” e disse que o Brasil é “uma encrenca”, apesar de seu potencial.
“O Brasil é uma encrenca, né? Um negócio difícil de administrar”, disse o ministro.
“Temos um país de ouro, um povo de ouro e você vê que quem pode fazer a diferença, nem sempre está pensando no interesse público. E devia estar, né, porque está em posição de poder, porque é um grande empresário ou um político com mandato”, acrescentou Haddad.
Os acontecimentos dos últimos dias também se refletiram no mercado financeiro. O dólar, por exemplo, chegou a bater os R$ 5,42 na última semana, tendo acumulado ganhos de 2,53% no mês e de 10,91% ao ano, ao final da sessão de sexta-feira (14).
Já o Ibovespa, por sua vez, teve alta no último pregão, mas ainda acumula perdas de 1,99% em junho e de 10,82% em 2024.

‘Haddad jamais ficará enfraquecido enquanto eu for presidente’, diz Lula

‘Haddad jamais ficará enfraquecido enquanto eu for presidente’, diz Lula
Na Itália, Lula afirmou que na próxima semana pretende discutir os gastos do governo federal. Presidente repetiu críticas a Israel e disse que avalia renovar compromisso da Enel em São Paulo. 'Haddad jamais ficará enfraquecido enquanto eu for presidente', diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou neste sábado (15) que, enquanto estiver no cargo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, "jamais ficará enfraquecido".
Lula voltou a defender Haddad ao final da viagem que fez à Suiça e Itália para encontros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do G7, grupo que reúne nações democráticas mais ricas do mundo: Estados Unidos (EUA), Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.
De acordo com a colunista do g1 Andréia Sadi, o ministro da Fazenda recebe pressão de setores do PT e também tem sido questionado pelo mercado financeiro acerca de sua capacidade para concretizar a agenda econômica do governo e equilibrar as contas públicas.
Questionado sobre a situação de Haddad e a intenção de cortar gastos, Lula fortaleceu a posição do ministro no governo.
"O Haddad jamais ficará enfraquecido enquanto eu for o presidente da República porque ele é o meu ministro da Fazenda, escolhido por mim e mantido por mim", disse o presidente na Itália.
Diante da pressão do mercado, Haddad afirmou nesta semana que a equipe econômica do governo vai intensificar a agenda de trabalho em relação aos gastos públicos, e que deve focar, nas próximas semanas, em fazer uma revisão "ampla, geral e irrestrita" das despesas.
Lula concede entrevista na Itália
Ricardo Stuckert/Presidência da República/Divulgação
Lula comentou o tema na Itália. O presidente afirmou que não fará ajuste de contas "em cima dos pobres". O presidente fez o comentários em meio à pressão para que o governo modifique regras que tratam dos investimentos mínimos em saúde e educação.
Lula repetiu que empresários e senadores terão de encontrar uma saída para compensar as despesas com a desoneração da folha de pagamentos, já que o Senado devolveu a medida provisória que alterava regras do PIS/Cofins para elevar receitas.
O presidente disse que pediu ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, uma reunião na próxima semana para discutir o orçamento federal.
"Eu quero fazer a discussão sobre o orçamento e quero discutir os gastos. Porque, o que muita gente acha que é gasto, eu acho que é investimento", afirmou Lula.
Guerras
Lula reforçou as críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por conta da ofensiva militar na Faixa de Gaza. O presidente repetiu que ocorre um "genocídio" de mulheres e crianças palestinos.
"O primeiro-ministro de Israel não quer resolver o problema. Ele quer aniquilar os palestinos. Vamos ver se ele vai cumprir a decisão do Tribunal Penal Internacional, vamos ver se ele vai cumprir a decisão tirada da ONU agora", disse Lula.
Recentemente, uma resolução aprovada no Conselho de Segurança da ONU pediu que Israel e o Hamas implementem com urgência o plano dos Estados Unidos para um cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Lula também voltou a afirmar que é preciso encerrar a guerra entre Ucrânia e Rússia, mas que só acredita em um acordo de paz caso os dois países sentem para negociar.
Mercosul x União Europeia
Lula afirmou que retorna ao Brasil otimista para que Mercosul e União Europeia finalmente assinem as mudanças no acordo de livre comércio entre os blocos.
O presidente reconheceu que a definição pode demorar em razão da eleição na França e do processo que poderá reconduzir Ursula Von der Leyen para o comando da Comissão Europeia.
Lula disse que conversou com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com o primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, sobre a recente eleição do parlamento europeu, marcada pelo aumento do espaço da extrema-direita.
"Vou levar os ensinamentos para casa", disse Lula.
Energia elétrica em São Paulo
Lula afirmou que conversou com representantes da Enel, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica em São Paulo e outros 24 municípios da região metropolitana.
A empresa é alvo de críticas e multas por conta de problemas na prestação do serviço. O episódio mais recente ocorreu em março, quando moradores e comerciantes no Centro de São Paulo ficaram mais de uma semana no escuro em razão de problemas na rede subterrânea da empresa. No período, até a Santa Casa de Misericórdia foi afetada.
Lula disse que a Enel se comprometeu a ampliar investimentos e que avalia renovar o contrato da empresa.
"Estamos conversando com eles. A gente está disposto a renovar o acordo se eles assumirem compromisso de fazer investimentos. Eles assumiram o compromisso: ao invés de investir R$ 11 bilhões, eles vão investir R$ 20 bilhões nos próximos anos três anos, prometendo que não haverá mais apagão em nenhum lugar em que eles são responsáveis pela energia", disse Lula.
O presidente declarou que na próxima semana receberá proposta do Ministério de Minas e Energia para avaliar a renovação.