Indicações ainda serão submetidas à burocracia interna da Petrobras e passarão pelo crivo do Conselho de Administração da companhia. A nova presidente da Petrobras, Magda Chambriard, indicou nesta sexta-feira (14) três nomes para compor a diretoria da estatal.
As indicações ainda serão submetidas à burocracia interna da Petrobras e passarão pelo crivo do Conselho de Administração da companhia.
Veja os nomes:
Renata Baruzzi para a diretoria de Engenharia, Tecnologia e Inovação;
Sylvia dos Anjos para a diretoria de Exploração e Produção;
Fernando Melgarejo para a diretoria Financeira e de Relacionamento com Investidores.
Nova presidente diz que Petrobras precisa ser rentável e equilibrar interesses de todos os acionistas
As indicadas vão substituir os diretores Carlos Travassos (engenharia) e Joelson Falcão Mendes (exploração).
Os dois faziam parte da antiga composição da diretoria sob o comando de Jean Paul Prates, demitido em maio.
Já Fernando Melgarejo vai entrar no lugar de Carlos Alberto Rechelo Neto, que estava comandando a diretoria financeira de forma interina, depois da saída de Sergio Caetano Leite — destituído durante o processo de demissão de Prates.
Leite é próximo do ex-presidente da estatal. Os dois eram sócios em algumas empresas, nas quais Prates detinha participação antes de assumir a Petrobras. Sua saída foi uma das primeiras mudanças na petroleira sob novo comando.
Os diretores atuais vão permanecer no cargo até que os indicados passem pelo processo de governança da Petrobras, anterior à aprovação dos nomes.
"Alterações na composição da diretoria são naturais do processo de gestão da mudança e em nada desabonam a competência e o comprometimento dos colegas que saem", disse Magda Chambriard em nota.
Quem são os novos diretores?
▶️ A nova diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, é funcionária de carreira da Petrobras.
Baruzzi tem graduação em Matemática pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), especialização em Gestão Estratégica de Tecnologia pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ) e em Administração pelo IBMEC.
▶️ Sylvia dos Anjos, que vai comandar a diretoria de Exploração e Produção, também ocupou cargos na Petrobras ao longo da carreira.
Ela é formada em Geologia pela Universidade Federal do do Rio de Janeiro (UFRJ), com mestrado em Geologia pela University of Illinois, nos Estados Unidos, e PhD pela mesma universidade.
▶️ Fernando Melgarejo é funcionário do Banco do Brasil e, desde 2022, comanda a diretoria de Participações da Previ.
Ele tem graduação em Ciências Econômicas pela União Educacional de Brasília (UNEB), pós-graduado em Negócios Internacionais pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e mestrado em Economia de Empresas pela Universidade Católica de Brasília (UCB).
Alessandro Stefanutto afirmou ao g1 que cálculos foram feitos com 'tecnicidade e ciência'. Em apenas alguns dias, previsão de pagamento de benefícios previdenciários caiu em cerca de R$ 10 bilhões, o que abriu espaço para gastos dos ministérios. O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, afirmou nesta sexta-feira (14) ao g1 que solicitou a técnicos que revisassem, em maio, o valor estimado para o pagamento de benefícios previdenciários em todo ano de 2024.
Com o recálculo, feito em apenas alguns dias, a expectativa de desembolso de benefícios previdenciários neste ano ficou cerca de R$ 10 bilhões menor — o que facilitou que o governo pudesse autorizar, naquele momento, novos gastos para os ministérios no valor de R$ 5,4 bilhões.
A informação sobre o recálculo foi publicada inicialmente pelo jornal "Folha de S.Paulo".
Segundo Stefanutto, presidente do INSS, os cálculos, após a revisão, estão corretos e foram feitos "com tecnicidade, com ciência".
Nesta quinta (13), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, informaram que vão fazer uma revisão "ampla e irrestrita" dos gastos do governo. A ideia é buscar o equilíbrio das contas públicas.
Entenda
A equipe econômica divulga a cada dois meses o relatório de receitas e despesas do orçamento. O último relatório bimestral foi divulgado no dia 22 de maio, data limite fixada em lei.
Se as projeções de arrecadação e de gastos estiverem em linha com as metas de superávit primário, e com o limite fixado ano a ano para as despesas do Executivo, o governo pode liberar gastos aos ministérios. Do contrário, é obrigado a bloquear recursos.
No dia 15 de maio, o Ministério da Previdência e Assistência Social emitiu um documento, que serve de base para o relatório bimestral de orçamento do governo, estimando em R$ 912,3 bilhões o valor a ser pago em benefícios previdenciários neste ano.
Apenas alguns dias depois, em 19 de maio, antes da divulgação do relatório de orçamento pela área econômica, outro documento foi produzido pelo Ministério da Previdência, no qual o valor estimado para o pagamento de benefícios previdenciários foi reduzido para R$ 902,7 bilhões.
Essa folga a mais no valor previsto para as despesas com benefícios previdenciários em 2024 facilitou à área econômica do governo a liberação de novos gastos para os ministérios.
Para a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal, as despesas com benefícios previdenciários ficarão muito maiores em 2024: R$ 929,5 bilhões. A estimativa consta no Relatório de Acompanhamento Fiscal de maio deste ano.
"A primeira vez que veio isso fui eu que olhei e disse, nós temos que melhorar isso aí, porque isso aí está ocupando espaço orçamentário sem justificativa técnica. Vamos fazer. Se der o mesmo valor, tudo bem. Eu não tinha um número mágico. Eu fui, conversei com os técnicos e aí nós mudamos", disse o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, ao g1.
Segundo ele, o primeiro relatório do INSS, produzido em 15 de maio, embutia um crescimento vegetativo de 0,64% por mês ao estimar, para o restante do ano, um ritmo de despesas verificado de janeiro a abril — que estava influenciado, de acordo com sua explicação, por valores atrasados (de pessoas que tinham direito ao benefício e que estavam na fila esperando sua vez).
Stefanutto argumentou que, como a fila já estava mais próxima do fim, não havia razão para estimar, para o restante de 2024, um ritmo de pagamento maior que, em sua visão, não seria verificado, comprometendo assim um espaço orçamentário dos ministérios. No segundo relatório, após a revisão, o crescimento vegetativo caiu para 0,17% ao mês.
"Quando veio o relatório deles, os meus técnicos, nós debatemos o relatório e eu falei: isso está errado. Isso aí é uma previsão contando que ainda há muito processo para internalizar e não há. Eles voltaram, fizeram outra prancheta, com mais técnicos e voltaram com isso. Então sim, a primeira vez que veio isso fui eu que olhei e disse, nós temos que melhorar isso aí, porque isso aí está ocupando espaço orçamentário sem justificativa técnica", declarou o presidente do INSS.
Entre o primeiro e o segundo relatório do INSS, houve uma mudança entre os técnicos que assinaram os documentos. Questionado por que isso aconteceu, Stefanutto afirmou que os servidores que assinaram o segundo documento "são de outra diretoria que entende e que estão fazendo enfrentamento à fila". "É só por isso", acrescentou.
O presidente do INSS negou que tenha recebido qualquer pedido, por parte de autoridades do governo, para reduzir a estimativa para o pagamento de benefícios previdenciários e, assim, possibilitar a liberação de recursos artificialmente para os ministérios.
"Eu nunca recebi pedido para baixar a expectativa, nunca recebi nada, ninguém me falou, nem mesmo o presidente da República, até os técnicos. Nunca ninguém pediu isso. Eu fiz o cálculo dentro do que a gente acredita. Pode acontecer de ficar maior? Pode. Pode acontecer de ficar menor por conta dos trabalhos de revisão de benefício? Também pode", concluiu Stefanutto, presidente do INSS.

Dados do Censo 2022 divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (14) mostram que "principal" é o nome mais repetido entre as vias do país. Ao todo, Brasil tem 107 milhões de endereços oficiais.
O Brasil possui 24,3 milhões de endereços sem número, indicam dados do Censo de 2022 divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (14). Ao todo, o país tem 107 milhões de endereços oficiais no Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE).
(CORREÇÃO: na publicação desta reportagem, o g1 errou ao informar que o país tinha 2,7 milhões de ruas e outras vias sem nome, segundo o Censo de 2022. Na verdade, são 2,7 milhões de endereços em ruas e outras vias sem nome. A informação foi corrigida às 12h57.)
Brasília é a cidade com a maior quantidade absoluta de endereços sem numeração (1,2 milhão), porque o Distrito Federal possui um padrão de endereçamento específico, que geralmente não utiliza o campo número. Na sequência está Goiânia (526 mil) e Rio de Janeiro (280 mil). Veja no mapa acima.
Há também 2,7 milhões de endereços em ruas, estradas, travessas e rodovias sem nome. Entre os que têm denominação, o termo mais comum é "Principal", com 226.289 repetições pelo país; "Santo Antônio" em segundo, com 219.377; e "São José", com 219.139.
Veja, abaixo, os números de vias sem nº em cada município brasileiro:
Para Gustavo Cayres, analista do CNEFE, a pessoa que mora em uma via sem nome enfrenta uma série de dificuldades, como não conseguir apresentar seu endereço para receber encomendas ou em uma entrevista de emprego.
"Estamos falando de uma provável informalidade, mas isso se relaciona bastante com o poder público municipal que é quem atribui o nome das ruas, os números dos domicílios. Isso acontece em área urbanas em que há ocupação recente e informal", afirma. "A pessoa chamar o Samu para o lugar onde mora se torna mais difícil", exemplifica.
111 milhões de endereços
Montagem de fotos com placas de ruas de São Paulo.
Fábio Tito/g1
Ao todo, o Brasil possui 111 milhões de endereços únicos espalhados pelos 5.570 municípios – a atribuição de endereços é função das cidades, por meio do poder municipal (prefeituras).
Os dados fazem parte do o CNEFE (Cadastro Nacional de Endereços Para Fins Estatísticos), que desde 2005 mapeia os endereços brasileiros.
O país possui:
72 milhões de ruas
10,7 milhões de avenidas
7 milhões de estradas
3 milhões de travessas
1,6 milhões de rodovias
De acordo com o IBGE, a função do cadastro é dar suporte às ações do Instituto, como pesquisas censitárias e coleta de dados, e padroniza os registros dos endereços.
O governo federal repassou informações do CNEFE para estados em que houve tragédias (como em Brumadinho (MG), em 2019, e no Rio Grande do Sul, em 2024) para apoiar a Defesa Civil em situações de emergência.
Grandes condomínios são a maioria
A pesquisa mapeou os lares que ficam dentro de condomínios e qual o tamanho dessas estruturas. A maioria é composta por empreendimentos com mais de 100 unidades, veja a lista abaixo:
4.757.950 condomínios acima de 100 unidades;
3.640.694 com 6 a 20 unidades;
2.733.592 com 21 a 50 unidades;
2.153.229 com 51 a 100 unidades.
Na pesquisa, o IBGE elencou os complementos que mais aparecem nos endereços, com "casa" liderando (14,7 milhões) e "apartamento" em 2º (com 13,5 milhões). Bloco (5,2 milhões), lote (4 milhões) e quadra (3,9 milhões) completam a lista.

Mudança foi decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para os novos depósitos. Medida será válida já nos próximos dias, a partir da publicação da ata do julgamento. Aplicativo FGTS para celular
Rodrigo Marinho/g1
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na última quarta-feira (12), que os novos depósitos feitos no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) deverão ser corrigidos, no mínimo, pela inflação oficial do Brasil — medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A medida será válida já nos próximos dias, a partir da publicação da ata do julgamento.
Como vai ficar o rendimento do FGTS com a nova regra?
A proposta é que o FGTS seja corrigido pelo IPCA quando, no mês, a inflação do país superar a taxa que é utilizada atualmente para a correção dos valores. Hoje, o rendimento do FGTS é igual ao valor da TR (taxa referencial), mais 3% ao ano. A TR pode variar, mas é historicamente menor que a inflação.
Assim, com o novo sistema, os rendimentos do FGTS serão maiores ao que é praticado hoje. (Veja a simulação mais abaixo)
A decisão vale para os depósitos que forem feitos a partir da publicação e não tem poder retroativo, ou seja, não vai impactar os valores que já foram depositados.
Nesse sistema, com base numa simulação elaborada pelo planejador financeiro CFP Fabrice Blancard, um valor inicial de R$ 10 mil depositado na conta do FGTS do trabalhador teria acumulado um rendimento de 21,82% nos últimos 5 anos, chegando a R$ 12.182,36.
Se a regra da correção pelo IPCA já fosse válida naquela época, os mesmos R$ 10 mil teriam rendido 45,17% no período, chegando a R$ 14.516,95.
A nível de comparação, o mesmo valor corrigido apenas pelo IPCA no período e pela caderneta da poupança resultaria em R$ 13.580,65 e R$ 13.145,08, respectivamente.
Veja, na simulação abaixo, como os mesmos R$ 10 mil teriam rendido nos últimos 5 anos.
*A simulação considerou que o rendimento do saldo de R$ 10 mil foi corrigido mensalmente, seguindo a regra com a maior rentabilidade em cada mês. A súmula do STF com as regras para a nova correção do FGTS ainda não foi publicada, então pode ser que o órgão decida outra periodicidade para a correção.
Como é atualmente o rendimento do FGTS?
Atualmente, o rendimento do FGTS é calculado pela TR mais uma taxa de 3% ao ano. A TR varia mês a mês e, em junho, até aqui, está em cerca de 0,036%.
Vale pontuar que a correção nos valores do FGTS é feita de forma mensal. Assim, o rendimento calculado pela TR mais 3% ao ano é dividido por 12, para que seja proporcional ao mês em que um eventual saque for resgatado pelo trabalhador.