Tombo maior em 2024 e forte crescimento em 2025: as projeções do Banco Mundial para a Argentina

Choque econômico promovido pelo governo de Javier Milei melhora os números da economia do país no papel, mas intensifica a crise econômica para a população. Javier Milei, presidente da Argentina
O Banco Mundial mudou suas perspectivas para a economia argentina neste ano, segundo relatório publicado na última terça-feira (11).
A instituição passou a prever uma queda de 3,5% para a atividade econômica do país vizinho, uma piora de 0,8 ponto percentual (p.p.) em comparação às estimativas de janeiro, de recuo de 2,7%.
Para 2025, no entanto, as projeções são mais otimistas. A expectativa é que o país volte a se recuperar, "com um crescimento de 5%, à medida que os desequilíbrios econômicos forem resolvidos e a inflação diminuir" no país.
Sob o comando de Javier Milei, a Argentina vive um período de melhora na economia. A inflação, que está próxima dos 300% no acumulado em 12 meses, teve o quarto mês consecutivo de desaceleração em abril, com alta de 8,8% — a primeira variação de apenas um dígito em um semestre.
Com uma melhora no quadro inflacionário, o banco central argentino também reduziu sua taxa básica de juros pela metade. Os juros, que estavam em 80% ao ano em abril, passaram para 40% ao ano em maio, o que tirou o país da liderança dos maiores juros do mundo.
Os ajustes de Milei
Após assumir a presidência, em dezembro passado, Milei promoveu uma série de ajustes que levaram a um "choque na economia". As tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais deixaram de ser subsidiadas pelo governo, o que promoveu um aumento expressivo nos preços.
Além disso, o presidente também paralisou obras federais e interrompeu o repasse de dinheiro para os estados, visando reduzir os gastos públicos.
As medidas tiveram efeitos: a inflação, depois do choque inicial, vive um período de desaceleração, os juros começaram a cair e, a notícia mais importante, o país registrou o seu primeiro superávit (quando as receitas do governo são maiores que as despesas) desde 2008 no primeiro trimestre desse ano.
Isso fez com que o Fundo Monetário Internacional (FMI) fechasse um acordo que permite o desembolso de cerca de US$ 800 milhões para os cofres públicos da Argentina, destacando o "primeiro superávit fiscal trimestral em 16 anos, a rápida queda da inflação, a mudança de tendência das reservas internacionais e uma forte redução do risco soberano".
Especialista destacam, porém, que o superávit é uma consequência direta da redução dos gastos, e não da elevação das receitas obtidas pelo governo — o que pode não ser sustentável no longo prazo.
Para isso, milhares de demissões ocorreram, assim como os salários e aposentadorias tiveram uma queda importante. A consequência é uma intensificação da crise econômica que assola o país e já colocou 41,7% dos 46,7 milhões dos argentinos abaixo da linha da pobreza, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).
Essas condições econômicas têm impactado os níveis de consumo da população e até as carnes – que representam uma das maiores tradições argentinas, o churrasco – estão perdendo espaço: até março, o consumo de carnes no país estava no menor nível em 30 anos, segundo a Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da Argentina.
A expectativa é que, com o consumo menor, a inflação possa arrefecer cada vez mais, um dos principais compromissos de Milei desde sua campanha eleitoral.
Argentinos estão comendo menos carne

+Milionária, concurso 154: prêmio acumula e vai a R$ 224 milhões

Dólar tem 4ª alta seguida e fecha a R$ 5,40 após declarações de Lula e decisão do Fed; Ibovespa cai
Oito apostas que acertaram cinco dezenas e dois trevos vão levar R$ 81,5 mil cada. Próximo sorteio será no sábado (15). Mais Milionária bilhete volante
Rafael Leal /g1
O sorteio do concurso 154 da +Milionária foi realizado na noite desta quarta-feira (12), em São Paulo, e nenhuma aposta acertou a combinação de seis dezenas e dois trevos. Com isso, o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 224 milhões.
De acordo com a Caixa Econômica Federal, oito apostas acertaram cinco dezenas e dois trevos e vão levar R$ 81.505,27 cada.
Veja os números sorteados:
Dezenas: 13 – 14 – 16 – 23 – 40 – 41
Trevos: 2 – 4
Os outros ganhadores foram:
5 acertos + 1 ou nenhum trevo – 57 apostas ganhadoras: R$ 5.084,15
4 acertos + 2 trevos – 164 apostas ganhadoras: R$ 1.893,27
4 acertos + 1 ou nenhum trevo – 1923 apostas ganhadoras: R$ 161,46
3 acertos + 2 trevos – 3797 apostas ganhadoras: R$ 50,00
3 acertos + 1 trevo – 26812 apostas ganhadoras: R$ 24,00
2 acertos + 2 trevos – 30650 apostas ganhadoras: R$ 12,00
2 acertos + 1 trevo – 217888 apostas ganhadoras: R$ 6,00
+Milionária, concurso 154
Reprodução/Caixa
+Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa
Sobre a +Milionária
As chances de vencer na loteria são ainda menores do que na Mega-Sena tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois “trevos”. (veja no vídeo mais abaixo)
O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis.
Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que chegam a R$ 83,1 mil.
A +Milionária teve seu primeiro sorteio em maio de 2022. Na época, a Caixa informou que ela foi a primeira modalidade "a oferecer prêmio mínimo de dois dígitos de milhões". Cada concurso distribui o valor mínimo de R$ 10 milhões. Saiba mais aqui.
Além disso, a +Milionária se destaca por ter dez faixas de premiação. São elas:
6 acertos + 2 trevos
6 acertos + 1 ou nenhum trevo
5 acertos + 2 trevos
5 acertos + 1 ou nenhum trevo
4 acertos + 2 trevos
4 acertos + 1 ou nenhum trevo
3 acertos + 2 trevos
3 acertos + 1 trevo
2 acertos + 2 trevos
2 acertos + 1 trevo

Líder do governo diz que não há o ‘menor interesse’ em derrubar desoneração de setores e municípios

Dólar tem 4ª alta seguida e fecha a R$ 5,40 após declarações de Lula e decisão do Fed; Ibovespa cai
Senador Jaques Wagner (PT) reforçou que governo aceitou acordo para manter a medida até o fim do ano. Veja como ficam as regras para municípios e empresas. Jaques Wagner (PT-BA) durante sessão do Senado
Marcos Oliveira/Agência Senado
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quarta-feira (12) que não há "o menor interesse", da parte do governo, em derrubar a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e dos municípios neste ano.
Jaques Wagner reforçou que o governo topou acordo para manter a medida até o fim do ano.
"Governo não tem o menor interesse de derrubar acordo feito sobre desoneração dos municípios e dos setores até o fim do ano", disse o senador.
Em maio, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) anunciaram o seguinte:
▶️ Empresas: desoneração da folha de pagamentos mantida até o fim de 2024
Significa a substituição da contribuição previdenciária de 20% sobre o total dos salários dos funcionários pelo pagamento de imposto (de 1% a 4,5%) sobre a receita bruta do empreendimento;
A partir do ano que vem, as empresas de 17 setores voltarão a contribuir com a Previdência, com imposto de 5% sobre a remuneração dos empregados;
Haverá um crescimento gradual da alíquota, que vai atingir 20% em 2028 e assim não será possível contribuir sobre a receita bruta;
Entre as 17 categorias estão indústria, serviços, transportes, construção e comunicação;
Os setores, que são estratégicos para geração de emprego no país, argumentam que um fim abrupto da desoneração pode forçar a demissão de funcionários.
▶️ Municípios: desoneração da folha mantida até o fim deste ano
Neste caso, quer dizer uma alíquota reduzida da contribuição previdenciária, de 8%, sobre os salários dos funcionários, paga pelos pequenos municípios;
Haverá aumento gradual do imposto a partir de 2025, mas os índices ainda não foram informados. Isso vale para cidades com até 156 mil habitantes.
Valdo Cruz: Pacheco tem plano B para MP da desoneração
Queda de braço
Antes do acordo entre Planalto e Congresso, houve uma queda de braço entre os dois Poderes. O parlamento havia aprovado a desoneração ainda em 2023. Mas o Executivo tentou derrubar o benefício.
Depois de ser derrotado em nova votação da matéria no Congresso, o governo levou tema para a Justiça. Em 17 de maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu 60 dias para a equipe econômica e os parlamentares apresentarem juntos uma solução. Enquanto isso, a desoneração segue valendo tanto para setores quanto para as prefeituras.
O impasse está agora na definição de como os custos gerados pela desoneração aos cofres públicos, de R$ 26,3 bilhões, serão pagos.
A primeira tentativa da equipe econômica foi uma medida provisória (MP) que proibia o setor produtivo de usar créditos da contribuição do PIS e da Cofins (tributos federais) para compensar débitos referentes a outros impostos.
O texto ainda vedava o regime especial do chamado "crédito presumido" de PIS/Cofins, em que as empresas podem compensar débitos vencidos com a Receita Federal ou pedir um ressarcimento do saldo de créditos em dinheiro vivo para o governo. A MP afetaria, por exemplo, a indústria, a indústria petroquímica e a agropecuária.
A MP foi mal recebida pelos setores impactados e também pelos parlamentares, a ponto de o presidente do Senado cancelar nesta terça (11) a mudança no uso desses créditos.
Após a devolução de parte da MP, tanto Haddad quanto Jaques Wagner afirmaram que não existe ainda um "plano B", ou seja, uma solução para ampliar a arrecadação com objetivo de bancar a desoneração.
Possíveis soluções
Pacheco defende junto ao governo uma série de propostas, que já tramitam no Congresso, para sanar o problema:
Repatrição de dinheiro de brasileiros no exterior com o pagamento de Imposto de Renda para regularização dos recursos;
Atualização de ativos no Imposto de Renda, medida que permitiria que pessoas jurídicas e físicas pudessem atualizar o valor de seus bens;
Legalização de jogos de azar, que aguarda votação em comissão do Senado;
Refis de multas aplicadas por agências reguladoras;
Uso de dinheiro esquecido no sistema financeiro;
Uso de depósitos judiciais que hoje estão sem titularidade.
Nesta quinta (13), Pacheco vai discutir os projetos com líderes partidários do Senado. Ele disse que pretende dialogar também com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Jaques Wagner, que representa o governo no Senado, explicou que algumas propostas, como a legalização dos jogos de azar, não serão imediatas, com isso não terão serventia para resolver a desoneração neste ano.
"Isso [jogos de azar] é o ovo no bumbum da galinha. Vamos supor que aprove agora, vai ter cassino para convidar gente para entrar para pagar imposto quando?", questionou o líder.
O senador petista argumenta que o Congresso precisa refletir sobre a compensação, não apenas a equipe econômica.
"Arrumaram uma despesa e não botaram como pagar. As ideias precisam completar R$ 20 bilhões. É óbvio que ele [Haddad] acha ótimo a repatriação para botar R$ 1 bilhão dentro [do orçamento]. Alguém cria um problema e ele [Haddad] tem que criar uma solução. Todos aqui [no Congresso] são devotos da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas na hora de cumprir ninguém quer. Como é que paga a conta?", completou Jaques Wagner.

Contabilidade especializada transforma a história das empresas

Dólar tem 4ª alta seguida e fecha a R$ 5,40 após declarações de Lula e decisão do Fed; Ibovespa cai
Conheça os diferenciais da KATO Contabilidade Especializada, dirigida pelo empreendedor Augusto Kato. Sede da empresa KATO Contabilidade Especializada em São Paulo
Divulgação
Uma organização de contabilidade não é apenas um serviço para lidar com números e conformidades fiscais. Ela pode transformar a realidade das empresas atendidas, proporcionando uma série de benefícios em gestão, planejamento estratégico, eficiência operacional, valorização de mercado, inovação, entre outros.
A KATO Contabilidade Especializada se tornou uma referência na área com a transformação da trajetória de seus clientes. Fundada em 1987 por Augusto Hiroshi Kato e atualmente dirigida pelo filho, Augusto Sueo Kato, a KATO se destaca no cenário contábil pela abordagem diferenciada e inovadora na prestação de serviços.
Diferenciais KATO
A melhor solução em contabilidade auxilia na gestão financeira de seus clientes, ajudando a otimizar custos e maximizar lucros. Ao analisar detalhadamente as finanças, os contadores podem identificar áreas onde a empresa pode economizar e sugerir estratégias para aumentar a rentabilidade.
Outro ponto é manter-se em conformidade com as legislações fiscais e tributárias, evitando multas e penalidades que podem ser devastadoras.
Contadores experientes não apenas lidam com números, eles também ajudam no planejamento estratégico. Com análises financeiras precisas, podem fornecer insights valiosos para decisões de investimento, expansão e outras iniciativas de negócios, contribuindo para o crescimento sustentável do negócio.
Mas de qual tipo de empresa estamos falando?
Cada empresa tem necessidades únicas, e uma contabilidade especializada oferece soluções personalizadas, que vão desde a escolha do regime tributário e da formação societária mais adequada até o aconselhamento sobre melhores práticas de gestão financeira.
"Um exemplo está na gestão eficiente do fluxo de caixa. A KATO, historicamente, ajuda a prever entradas e saídas de recursos, permitindo que a empresa planeje melhor seus investimentos e evite problemas de liquidez", comenta Augusto Kato, Diretor e CEO da KATO Contabilidade Especializada.
Equipe reunida em frente à sede da KATO
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Também tem inovação
Tecnologias avançadas são utilizadas para fornecer serviços mais rápidos e precisos. Isso inclui o uso de software de contabilidade, inteligência artificial e análise de big data, que podem fornecer insights profundos e apoiar a tomada de decisões informadas.
"Ao apoiar pequenas e médias empresas, que são a espinha dorsal de muitas economias, a KATO contribui para o crescimento econômico mais amplo, ajudando essas empresas a prosperarem, impulsionando a criação de empregos e o desenvolvimento econômico regional e nacional. Nós somos um caso de empresa de médio porte que hoje se transformou em empresa de grande porte. De São Paulo para o Brasil e o mundo, exportando para mais de 15 países", detalha o empreendedor Francisco Garcia, cliente da KATO desde 1999.
O empresário Augusto Kato
Augusto Sueo Kato, à frente da empresa, traz uma combinação única de conhecimentos. Com formação em Direito, protagonizou uma sucessão assertiva na empresa fundada pelo pai. Com muito orgulho, faz questão de elevar a organização para outro nível na carreira contábil, que está em seu DNA.
Sua liderança tem sido essencial para a consolidação da KATO como uma referência no setor, especialmente no que tange à excelência no atendimento e ao uso de conhecimentos de forma estratégica para fortalecer a parceria entre contabilidade e cliente.
Empresário Augusto Kato se mudou para os EUA em março de 2019
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A formação na área de Direito foi realizada na Universidade do Grande ABC. É membro titular certificado e inscrito no Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRC SP), desde 1996, e da Associação Comercial e Industrial de Diadema (ACE), desde 1987, além de fazer parte do Núcleo de Contadores ACE Diadema. São mais de 35 anos de experiência profissional em gestão de empresa contábil, atuando em planejamento estratégico tributário e societário para empresas de pequeno, médio e grande porte.
Augusto se mudou para os Estados Unidos em março de 2019 com o objetivo de estudar. Se aprofundou em áreas como Business Entities e Leader Training. Desde então, passou a realizar trabalhos voluntários nos Estados Unidos em fundações que ajudam famílias carentes, como a IF YOU Foundation, na Flórida.
Em fevereiro de 2016, a KATO inaugurou sua sede própria, um marco importante na trajetória da empresa. Com um espaço amplo dividido em cinco andares, a sede moderna e confortável oferece ambientes operacionais agradáveis e salas de reuniões equipadas para atender às necessidades dos clientes de forma eficaz.
"Os valores da KATO são a base da nossa atuação. Temos o compromisso de entregar o melhor. A empresa se dedica a fornecer serviços de alta qualidade que
realmente agregam valor aos negócios dos clientes. A transparência e a honestidade também são pilares fundamentais nas relações com os clientes, assim como o cuidado com o negócio do cliente e o aprendizado contínuo", afirma Augusto.
Ao longo dos anos, a KATO enfrentou e superou diversos desafios, desde a adaptação a novas legislações e tecnologias até a expansão de suas operações. A capacidade de inovar e se reinventar, aliada à liderança visionária de Augusto Kato, garantiu à empresa um lugar de destaque no setor contábil.
"Contamos com mais de 50 profissionais, além dos empregos indiretos que são gerados através das nossas parcerias. Nos orgulhamos de oferecer um serviço de qualidade que reflete o compromisso com nossos clientes. A dedicação e expertise de nossa equipe são fundamentais para mantermos altos padrões de excelência", conclui o empreendedor.
Quer saber mais?
Acesse o site da "KATO Contabilidade Especializada" para saber mais.

Dólar tem 4ª alta seguida e fecha a R$ 5,40 após declarações de Lula e decisão do Fed; Ibovespa cai

Dólar tem 4ª alta seguida e fecha a R$ 5,40 após declarações de Lula e decisão do Fed; Ibovespa cai
Moeda norte-americana avançou 0,86%, cotada a R$ 5,4066. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira fechou em queda de 1,40%, aos 119.936 pontos. Dólar
Karolina Grabowska/Pexels
O dólar engatou seu quarto dia seguido de valorização e fechou em alta nesta quarta-feira (12), com investidores repercutindo falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), sobre os juros do país.
A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,40. Com isso, segue no nível mais alto desde 4 de janeiro de 2023, quando encerrou o dia em R$ 5,4523.
Em evento realizado hoje, no Rio de Janeiro, Lula disse que não consegue discutir economia sem "colocar a questão social na ordem do dia" e que o "mercado (financeiro) não é uma entidade abstrata, apartada da política e da sociedade".
Ele também afirmou que o governo está "arrumando a casa" e "colocando as contas públicas em ordem" em busca de equilíbrio fiscal. No entanto, citou apenas o aumento de arrecadação e a redução de juros, sem abordar o controle de gastos. (veja no fim desta reportagem)
As declarações vieram em um momento em que investidores estão cautelosos com a questão fiscal brasileira e o governo vem sendo pressionado a reduzir gastos.
No exterior, o foco ficou com os novos dados de inflação dos Estados Unidos e com a decisão de política monetária do Fed, que sinalizou apenas um corte na taxa de juros do país até o final 2024.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em forte queda.
Real está entre as 10 moedas que mais perderam valor frente ao dólar neste ano; veja ranking
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
O dólar subiu 0,86%, cotado a R$ 5,4066. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4286. Veja mais cotações.
Com o resultado de hoje, a moeda norte-americana continua no nível mais alto desde 4 de janeiro de 2023, quando fechou em R$ 5,4523.
Com o resultado, acumulou altas de:
1,55% na semana;
3% no mês;
11,42% no ano.
Na terça-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,07%, cotada a R$ 5,3605.

Ibovespa
O Ibovespa caiu 1,40%, aos 119.936 pontos.
Com o resultado, acumulou quedas de:
0,69% na semana;
1,77% no mês;
10,62% no ano.
Na terça, o índice encerrou em alta de 0,73%, aos 121.635 pontos.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens?
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
O que está mexendo com os mercados?
Estados Unidos
O mercado começou o dia com mais tranquilidade nesta quarta, depois que dados de inflação dos Estados Unidos mostraram que os preços na maior economia do mundo começam a arrefecer.
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) não teve alteração em maio, enquanto o mercado esperava uma leve alta de 0,01%. No mês anterior, a inflação no país havia crescido 0,03%.
Sinais sinais de arrefecimento na inflação aumentam as expectativas dos investidores de que o banco central norte-americano não promova novas altas em suas taxas de juros. Além disso, podem significar caminho aberto para um ciclo de cortes.
O Fed decidiu nesta quarta manter os juros do país inalterados em uma faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. A leitura mais importante, no entanto, ficou com a sinalização da autoridade monetária sobre o futuro dos juros norte-americanos.
Os responsáveis pela política monetária do país indicaram que pretendem cortar a taxa de juros apenas uma vez até o final 2024, conforme previsões atualizadas nesta quarta-feira. A estimativa é de apenas um corte de 0,25 p.p (pontos percentuais) este ano.
Os juros em níveis elevados nos Estados Unidos aumentam a rentabilidade dos Treasuries (títulos públicos norte-americanos) e devem continuar a refletir nos mercados de ações e no dólar, com a migração cada vez maior de investidores para o país, em busca de uma melhor remuneração.
No cenário macroeconômico, os efeitos dos juros altos nos Estados Unidos também se refletem no longo prazo, indicando uma tendência de desaceleração econômica global, já que empréstimos e investimentos também ficam mais caros.
Cenário doméstico
No Brasil, o mercado interno inverteu o sinal positivo da manhã após o presidente Lula discursar em um evento, defendendo que a economia não pode estar apartada do social.
"Todos os debates que se fazem se tratando de economia, a gente fala de um monte de coisa, mas me parece que os problemas sociais não existem. Eles existem. Estão nos nossos calcanhares, estão nas nossas portas, estão nas ruas", disse Lula.
Lula: estamos colocando as contas em ordem
O presidente deu a declaração em um momento no qual o governo é pressionado pelo mercado a reduzir gastos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que apresentará a Lula uma proposta de mudança no formato dos pisos (gastos mínimos) em saúde e educação.
Lula, cujo governo tem dificuldade para zerar o déficit das contas públicas, disse que trabalha para equilibrar contas sem comprometer investimento.
"Estamos arrumando a casa e colocando as contas públicas em ordem para assegurar o equilíbrio fiscal. O aumento da arrecadação e a queda da taxa de juros permitirão a redução do déficit sem comprometer a capacidade de investimento público", declarou.
Em abril, a arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 228,9 bilhões, segundo a Receita Federal, o maior valor para o mês em 30 anos. No primeiro quadrimestre (janeiro a abril), a arrecadação cresceu acima da inflação.