Dólar dispara e vai a R$ 5,42 após declarações de Lula; Ibovespa cai

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No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,07%, cotada a R$ 5,3605. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com um avanço de 0,73%, aos 121.635 pontos. Dólar
Karolina Grabowska/Pexels
O dólar inverteu o sinal e opera em forte alta nesta quarta-feira (12), com investidores repercutindo falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento realizado hoje, no Rio de Janeiro.
Lula disse que não consegue discutir economia sem "colocar a questão social na ordem do dia" e que o "mercado (financeiro) não é uma entidade abstrata, apartada da política e da sociedade".
A declaração vem em um momento em que investidores estão cautelosos com a questão fiscal brasileira e o governo vem sendo pressionado a reduzir gastos.
Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em forte queda.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 10h55, o dólar subia 0,92%, cotado a R$ 5,4096. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4271. Veja mais cotações.
Na terça-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,07%, cotada a R$ 5,3605.
Com o resultado, acumulou altas de:
0,68% na semana;
2,12% no mês;
10,47% no ano.

Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa caía 1,06%, aos 120.343 pontos.
Na terça, o índice encerrou em alta de 0,73%, aos 121.635 pontos.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,72% na semana;
queda de 0,38% no mês;
perdas de 9,35% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
O mercado começou o dia com maios tranquilidade nesta quarta, depois que dados de inflação dos Estados Unidos mostraram que os preços na maior economia do mundo começam a arrefecer.
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) não teve alteração em maio, enquanto o mercado esperava uma leve alta de 0,01%. No mês anterior, a inflação no país havia crescido 0,03%.
Com a inflação dando esses sinais de arrefecimento, crescem as expectativas dos investidores de que o Federal reserve (Fed, o banco central americano) não deve promover novas altas em suas taxas de juros e que, além disso, um ciclo de quedas pode começar nos próximos meses.
Hoje, inclusive, o Fed se reúne para definir as novas taxas de juros americanas, atualmente entre 5,25% e 5,50% ao ano. As projeções são de que a instituição mantenha essas taxas inalteradas.
Apesar da visão mais positiva com o futuro da inflação e dos juros nos Estados Unidos, o mercado nacional inverteu o sinal depois do presidente Lula discursar em um evento, defendendo que a economia não pode estar apartada do social.
"Todos os debates que se fazem se tratando de economia, a gente fala de um monte de coisa, mas me parece que os problemas sociais não existem. Eles existem. Estão nos nossos calcanhares, estão nas nossas portas, estão nas ruas", disse Lula.
O presidente deu a declaração em um momento no qual o governo é pressionado pelo mercado a reduzir gastos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que apresentará a Lula uma proposta de mudança no formato dos pisos (gastos mínimos) em saúde e educação.
Lula, cujo governo tem dificuldade para zerar o déficit das contas públicas, disse que trabalha para equilibrar contas sem comprometer investimento.
"Estamos arrumando a casa e colocando as contas públicas em ordem para assegurar o equilíbrio fiscal. O aumento da arrecadação e a queda da taxa de juros permitirão a redução do déficit sem comprometer a capacidade de investimento público", declarou.
Em abril, a arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 228,9 bilhões, segundo a Receita Federal, o maior valor para o mês em 30 anos. No primeiro quadrimestre (janeiro a abril), a arrecadação cresceu acima da inflação.

Por que Elon Musk vem ameaçando banir o uso de iPhones e Macs em suas empresas

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Empresário criticou a parceria feita entre Apple e OpenAI que permitiu a introdução do robô ChatGPT nos iPhones. Ele é dono da Tela, da SpaceX e do X (ex-Twitter). Elon Musk, fundador da Tesla
Joe Skipper/Reuters
O bilionário Elon Musk vem criticando um acordo feito entre a Apple e a OpenAI que possibilitou a integração do robô ChatGPT nos iPhones. A parceria foi anunciada na última segunda-feira (10), durante a WWDC 2024, evento da Apple para desenvolvedores.
Musk, que é dono da Tesla, da SpaceX e do X (ex-Twitter), afirma que o acordo da Apple com a criadora do ChatGPT ameaça à segurança de dados e, por isso, pensa em proibir o uso de iPhones e MacBooks em suas empresas.
Vale lembrar que o bilionário foi cofundador da OpenAI, em 2015, mas ele deixou a presidência da empresa em 2018. Em 2023, Musk abriu a sua própria empresa de IA, a xAI, para rivalizar com a OpenAI.
"A Apple não tem noção do que realmente vai acontecer assim que entregar teus dados à OpenAI. Estão te traindo", disse Musk em uma postagem no X.
"É evidentemente absurdo que a Apple não seja inteligente o suficiente para criar sua própria IA, mas seja de alguma forma capaz de garantir que a OpenAI protegerá sua segurança e privacidade!", completou o empresário. Em seguida, ele postou um meme:
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O Apple Intelligence, tecnologia apresentada pela Apple na segunda será incorporado à nova versão do iOS 18. A inovação deverá facilitar tarefas do dia a dia ao levar inteligência artificial generativa para recursos de iPhone, iPad e Mac.
A Apple pôs no centro deste sistema sua assistente pessoal Siri, que passou por uma grande reformulação. E, para isso, a empresa se associou à OpenAI.
"Estamos felizes em colaborar com a Apple para integrar o ChatGPT em seus aparelhos mais à frente este ano. Acho que vão gostar", disse no X o diretor-geral da OpenAI, Sam Altman.
"Pensamos que o Apple Intelligence será indispensável nos produtos que já têm um papel essencial em nossas vidas", completou Tim Cook, presidente-executivo da Apple.
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Mudanças climáticas influenciam na adoção de agropecuária mais sustentável, diz autor de estudo internacional

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Práticas sustentáveis como plantio direto, sistemas integrados e recuperação de pastagem têm potencial de reduzir emissões de gases do efeito estufa no Brasil, diz pesquisador. Sistema de plantio direto é uma das práticas consideradas mais sustentáveis
Fundação ABC
As mudanças climáticas já estão entre os principais fatores que levam produtores a adotarem uma agropecuária mais sustentável. É o que aponta um dos autores de um estudo recém-publicado por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), na revista Journal of Cleaner Production, dos Estados Unidos.
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O autor do estudo, que também está vinculado ao Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON) e Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), da USP, revela que 60% das áreas de pastagem do país estão em algum grau de degradação, mas que o país tem potencial para recuperá-las por meio de práticas de uma produção mais sustentável.
Em entrevista ao g1, Maurício Roberto Cherubin, professor do Departamento de Ciência do Solo da Esalq e vice-diretor do CCARBON, explicou como essas práticas tornam a agropecuária mais resistente a eventos extremos e geram maior retorno financeiro ao produtor.
Ele também alertou que a quantidade de dados sobre emissões de gases do efeito estufa é baixa no Brasil e é necessário maior investimento nesses estudos. Confira abaixo, em perguntas e respostas:
Maurício Roberto Cherubin, professor doutor do Departamento de Ciência do Solo da Esalq
Gerhard Waller
Qual é a importância da publicação na Journal of Cleaner Production? 📰
Cherubin explica que o estudo sintetiza o conhecimento existente, até o momento, em relação a emissão de gases de efeito estufa no sistema agropecuário.
"Nós temos uma série de sistemas agrícolas e pecuários ou agropecuários que podem, desde que adotadas práticas de manejo, serem sistemas mais sustentáveis ou que impactem menos em termos de impactos ambientais mesmo. E podem ser de fato algo benéfico inclusive na mitigação das mudanças climáticas", explica.
O professor acrescenta que a publicação compila dados que são úteis para uma série de ações.
"Inclusive para o próprio governo utilizar nos inventários nacionais de gases do efeito estufa. São úteis para empresas ou o setor privado utilizar em projetos de carbono, são úteis para outras pesquisas, são úteis para investimentos, para que promovam a adoção de práticas de manejo na agropecuária que impactem menos o meio ambiente".
Solo que possui plantio direto e também rotatividade
Agricult
Qual é o potencial do Brasil para mitigação desses gases? 🌱
Segundo o pesquisador, o Brasil já é um país internacionalmente reconhecido como referência no uso de práticas mais sustentáveis na agropecuário, que também são chamadas de conservacionistas.
"Nós temos uma área de plantio direto que supera 35 milhões de hectares. Isso é basicamente o tamanho da Alemanha em território. A evolução dessa área de plantio direto em sistema ainda mais conservacionistas é a integração de pecuária e eventualmente floresta. E aí o Brasil também é protagonista. O país já tem cerca de 17 milhões de hectares com algum sistema conservacionista, o que representa cerca de cinco vezes o tamanho da Bélgica".
Para ele, o país ainda tem um "potencial enorme" para expandir essas práticas. Um dos dados que ele cita é que os 35 hectares em plantio direto estão incluídos em um território de quase 80 milhões de hectares de plantações.
"Então, nós temos metade da área ainda para evoluir com o uso dessas práticas em agricultura. E particularmente em pecuária, em pastagem, hoje, estima-se que nós temos cerca de 60% das áreas de pastagem do país que estão em algum grau de degradação. Isso dá 110 milhões de hectares. Assim, o país tem uma oportunidade enorme de recuperar essas pastagens. E essas áreas, então, se tornarem drenos de carbono, sequestrar carbono e reduzir emissões".
O efeito estufa está ligado à emissão de dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O). Cherubin explica que mudar de uma pastagem degradada para um sistema integrado (mais sustentável) reduz a emissão óxido nitroso, numa faixa de mais ou menos 1 ,6 quilo por hectare por ano. "Essa mudança de manejo também tem um efeito positivo sobre a emissão de metano", pontua.
Maurício Roberto Cherubin foi premiado por trabalhos nas áreas de crédito de carbono e agricultura regenerativa.
Gerhard Waller
O produtor vê benefícios a ponto de adotar essas práticas? 🚜
"Eu sou bastante otimista nesse ponto. Eu tenho circulado por vários lugares do país e estou sentindo uma grande receptividade pelos produtores, consultores, técnicos da iniciativa privada. Antigamente, havia uma certa repulsão ao assunto mudanças climáticas. Hoje, estou sentindo uma ótima receptividade para escutar, para pensar sobre o assunto, e principalmente eu vejo um cenário muito positivo para os produtores adotarem as práticas", aponta o professor.
Ele cita dois motivos pelos quais isso tem ocorrido:
"O primeiro motivo é que utilizar essas práticas faz com que o produtor produza mais e tenha mais renda. Há uma série de iniciativas no país, públicas e também privadas, fomentando o uso das práticas para produzir mais, produzir melhor, rentabilizar em cima disso. E a redução das emissões dos gases do efeito estufa e o sequestro de carbono, principalmente no solo, são consequências desse processo", detalha.
O segundo motivo, segundo o pesquisador, são os efeitos das mudanças climáticas. Ele cita uma série de exemplos recentes, como as inundações no Sul, comprometimento da safra da soja no Mato Grosso pela falta de chuva, uma das maiores estiagens no bioma amazônico ano passado, além do registro do ano mais quente da história em 2023.
"Nós estamos vendo no país inteiro exemplos muito claros e inequívocos de que o clima está mudando e mudando muito rápido […] Todos esses aspectos, e considerando que a agropecuária é um dos setores mais vulneráveis a essas mudanças climáticas, tem feito o produtor repensar. Tornar o sistema de produção dele mais resiliente a esses eventos extremos", afirma.
Por outro lado, o professor alerta que se não forem adotadas práticas de manejo como essas, que garantem maior resistência e resiliência do sistema de produção a secas e período de chuva mais intenso, a perspectiva é de que haverá "muita dificuldade de continuar fazendo agricultura como nós fazemos hoje".
Imagem de drone feita em 13 de maio mostra inundação em Porto Alegre
Reuters/Adriano Machado
Qual é a importância de investir mais em medições e estudos? 🧪
Cherubin aponta que, durante a revisão de estudos, foi possível perceber que há "uma lacuna muito grande de dados no Brasil".
"Tem regiões que têm muito pouco dado, dados muito incipientes ainda. Na região do semiárido, praticamente não tem informações. O Cerrado, por toda a relevância que tem, tem poucos dados. No Pampa brasileiro, que pega o estado do Rio Grande do Sul, tem uma enorme importância em termos de biodiversidade, mas tem poucos dados. A própria Amazônia tem alguns dados na borda da Amazônia com o Cerrado, mas ainda há uma carência de informações muito grande", exemplifica.
Ele alerta para a necessidade de investimento público no fomento à pesquisa nesse assunto.
"Se nós não tivermos os dados, a gente não consegue prever qual é o impacto de uma prática adotada. O governo tem dificuldade para assumir um compromisso de redução das emissões porque não sabe se ele vai conseguir cumprir ou não. Uma empresa não tem segurança de propor um projeto de crédito de carbono, porque não sabe quanto que aquela prática de manejo contribui ou não contribui", exemplifica.
O professor relata que participou da criação do CCARBON, que é um Centro de Estudos de Carbono e Agricultura Tropical da USP voltado exatamente para este tipo de estudos, localizado na Esalq, em Piracicaba, com financiamento da Fapesp e iniciativa privada.
"Nós estamos muito envolvidos para fazer essas pesquisas, essas medições, essas extrapolações e ajudar o país a melhorar a sua imagem internacionalmente, e também contribuir, de fato, para melhoria ou atenuação dessas crises que são globais, como aquecimento global, como a insegurança alimentar", finaliza.
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QUIZ: Gasta ou guarda? Descubra seu perfil financeiro como par romântico

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Especialistas de educação financeira trazem dicas de como lidar com um parceiro com um perfil diferente do seu. Gasta ou guarda?
Ana Moscatelli/g1
Uma visão muito discrepante sobre as finanças pessoais em um relacionamento amoroso pode gerar diversos conflitos entre os casais — e, inclusive, uma sensação de insatisfação com o parceiro.
Um estudo recente da Universidade de Carleton indicou que parceiros que têm valores financeiros semelhantes — ou seja, que olham para o dinheiro e as finanças com a mesma perspectiva — são mais propícios a se sentirem satisfeitos com o relacionamento do que os casais com valores financeiros diferentes.
O estudo, feito pelos pesquisadores Johanna Peetz e Morgan Joseph, foi publicado na revista acadêmica Personal Relationship.
Para especialistas em educação financeira, isso não é à toa. Afinal, se um quer poupar para uma viagem, por exemplo, e o outro gasta muito mais do que ganha, fica difícil para o casal tocar os seus planos adiante.
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Descubra, no quiz, qual o seu perfil financeiro como par romântico, e veja abaixo dicas de como melhorar a relação com o dinheiro dentro do relacionamento amoroso.
Gasta ou guarda? Descubra o seu perfil financeiro como par romântico
Dicas para cada perfil financeiro
💸 GASTADOR
O perfil gastador é o mais "crítico", segundo o especialista em educação financeira Thiago Godoy, da Rico Investimentos. Seja um dos dois ou ambos a terem esse perfil financeiro dentro do relacionamento, o primeiro passo é criar um orçamento.
Godoy explica que esse orçamento pode ser feito da forma que for mais fácil e que funcionar melhor: seja com uma planilha, um aplicativo, com caneta e papel.
"O que é importante é começar a anotar e controlar as despesas, porque isso ajuda a pessoa a visualizar para onde o dinheiro está indo", pontua.
O segundo passo é priorizar o pagamento das dívidas já existentes, buscar formas de quitar qualquer valor em aberto, começando pelas contas com os juros mais elevados — que são aquelas que, no longo prazo, pesam mais sobre o orçamento.
Godoy destaca que, geralmente, essas dívidas mais problemáticas e que precisam ser olhadas com atenção primeiro normalmente são as do cartão de crédito.
Para aqueles que não têm dívidas, após a organização do orçamento, a melhor estratégia é começar a traçar metas de curto, médio e longo prazo. Segundo o especialista, essas metas podem ajudar a pessoa a "se blindar para não fazer compras por impulso", já que existe um objetivo à frente.
Além disso, com as metas estabelecidas, fica mais fácil saber quanto será necessário economizar e por quanto tempo, o que ajuda muito na organização financeira.
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Os problemas psicológicos trazidos pelo dinheiro — ou a falta dele
😴 DESLIGADO
Para o casal ou parceiro que tem o perfil desligado, Godoy comenta que é necessário adquirir mais consciência sobre a vida financeira, de forma a estar mais conectado com as finanças pessoais e evitar que imprevistos aconteçam.
O especialista destaca que, para quem é desligado com as finanças, um primeiro passo importante é montar uma reserva de emergência. Isso porque o hábito de não gastar tudo o que ganha, mas não saber o quanto está sobrando na conta pode deixar a pessoa na mão caso alguma emergência aconteça — como uma demissão ou uma doença, por exemplo.
Outra ferramenta que pode ajudar na missão de ter um maior controle sobre as finanças é buscar formas de automatizar tudo: das contas em débito automático aos investimentos.
Godoy também afirma que, para evitar desalinhamentos entre os objetivos do casal, quando ambos ou um dos dois tem esse perfil, uma boa tática é "adotar um ritual de conversas mensais sobre a vida financeira".
Isso, quando feito com honestidade, garante que cada um saiba o que esperar do outro e evita a infidelidade financeira.
🔎 ECONÔMICO
Quem tem um perfil financeiro econômico já está um passo à frente na questão da organização financeira, principalmente com o controle de gastos. Essa é a pessoa que sabe quanto ganha, quanto gasta e quanto guarda.
Se, com esse perfil, o parceiro ou casal já guarda algum dinheiro, mas ainda não investe, Thiago Godoy considera que o próximo passo é, justamente, começar a investir.
No entanto, esses investimentos não podem excluir o parceiro da vida do outro. Por isso, o especialista pontua que vale a pena ter uma comunicação aberta sobre a vida financeira e os objetivos com o dinheiro.
Dessa forma, é possível investir tanto pensando nos sonhos pessoais, quanto naquilo que é meta do casal.
😠 EXAGERADO
O perfil exagerado é comumente chamado, também, de "mão-de-vaca". Godoy afirma que, embora possa ser difícil lidar com um parceiro que tem esse comportamento, é importante ter um olhar acolhedor para a pessoa porque essa atitude, muitas vezes, esconde o medo de ficar sem dinheiro — e todas as consequências que isso pode trazer.
Para quem tem esse perfil, o especialista considera que a melhor estratégia é, justamente, a organização financeira, a começar pela construção sólida de uma reserva de emergência.
Um consenso no mercado financeiro é que uma boa reserva é a quantia suficiente para passar de seis meses a um ano sem nenhuma outra renda, mas ainda conseguindo arcar com todas as despesas.
Além da reserva de emergência, Godoy explica que é necessário traçar metas de como usar o dinheiro, deixando tudo fácil de ser visualizado: tanto os valores que serão usados para pagar as contas, quanto os que vão ser poupados.
Além disso, também é importante deixar separado uma quantia para ser gasta durante o mês com coisas que sejam prazerosas. Afinal, o dinheiro é o bem necessário para arcar com as despesas, mas também pode proporcionar boas experiências de vida, inclusive em casal.
Como evitar que o dinheiro azede a relação
Para Ana Leoni, especialista em comportamento financeiro e cofundadora da Bem Educação, a melhor maneira de evitar que o dinheiro se torne um assunto problemático para o casal é começar a falar sobre isso quando a relação está boa, sem crises, sejam elas do próprio relacionamento ou financeiras.
Isso porque o dinheiro ainda é um tabu para muitas pessoas — e mesmo quando não é um tabu, tende a ser enxergado como um “assunto burocrático”, o bem necessário para pagar as contas.
Ana explica que, para além dessa função burocrática do dinheiro, é importante olhar para ele como um meio para a realização de sonhos e objetivos futuros. Traçar essas metas pode ser uma atividade prazerosa e de criação de vínculos, principalmente “em um momento em que os casais estão apaixonados”.
“O que potencializa a visão de que o dinheiro é um tabu nos casais é que eles também têm medo de expor suas fraquezas e desejos de uma maneira bastante explícita. E o dinheiro pode trazer uma carga e dificultar o diálogo", afirma.
"O ideal para os casais é começar a conversar sobre dinheiro de uma maneira natural e não esperar o momento de crise para discutir. Sempre é bom fazer isso no melhor momento da vida”, acrescenta Leoni.
A especialista ainda aconselha que o olhar para o dinheiro seja direcionado para uma ideia de que, com ele, será viável a construção de planos e metas conjuntas que podem ajudar na prosperidade e no bem-estar do casal.
“Estabelecer planos conjuntos, por exemplo, de uma viagem em que os dois vão contribuir não só com a parte financeira, mas deixando claro o que cada um gostaria de fazer, o que não quer fazer, criando esses projetos que podem dar um significado mais positivo para o dinheiro do que apenas ser aquela coisa de dividir a conta do restaurante, pagar o boleto da casa, dividir as contas domésticas”.
Por fim, Ana diz que é essencial que o casal tenha seus planos conjuntos, mas que um não delegue ao outro o assunto. “A responsabilidade é individual para que os resultados coletivos possam ser melhores”.

Como deixar o celular mais simples e acessível (VÍDEO)

Como deixar o celular mais simples e acessível (VÍDEO)
Aparelhos com sistema iOS e Android vêm com recursos que ajudam a aumentar as letras do sistema e os ícones dos apps. Veja o vídeo. Como deixar o celular mais acessível
Na hora de usar o celular, o monte de ícones e configurações pode ser fácil para a maioria das pessoas. Mas nem todo mundo consegue navegar pelo caminho correto e se perde, não importa a idade.
Ativar os recursos de acessibilidade no smartphone ajuda a deixar os ícones dos apps maiores, mudar o tamanho das letras e deixar o texto em negrito, entre outras modificações.
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Nos aparelhos da Apple, ajustar essas funcionalidades é mais simples e o resultado, mais direto. Nos das demais marcas que usam sistema Android (como Samsung, Motorola e Xiaomi, por exemplo), alguns passos adicionais são necessários.
📲O Guia de Compras separou dicas de acessibilidade para as duas plataformas. Veja a seguir.
Para quem tem iPhone
O Acesso Assistivo deixa o visual do iPhone – e dos iPads também – mais simples para facilitar o uso e menos apps para “confundir”.
O recurso cria uma interface diferente, com botões em alto contraste e etiquetas com letras maiores e uma disposição dos ícones em grade (lado a lado) ou fileiras, com texto.
iPhone 14 Pro com o modo assistivo ativado
Henrique Martin/g1
Também dá para definir uma foto de fundo de tela e configurar controles de volume e do modo silencioso – para o telefone tocar sempre, sem se preocupar que o dono deixou sem volume sem querer.
Para ativar, é preciso ajustar as configurações de Acessibilidade do sistema iOS.
Entre no menu de configurações do iPhone, selecione Acessibilidade.
No final da lista, em "Geral", selecione a opção Acesso Assistivo.
Escolha os aplicativos e o formato (lista ou grade de apps).
Em Ajustes de Código, defina um código de 4 dígitos para ativar e desativar o Acesso Assistivo.
O recurso pode ser ativado com o uso de um atalho: vá a Configurações | Acessibilidade | Atalho de Acessibilidade e selecione a opção Acesso Assistivo.
Desse modo, com três cliques no botão de liga/desliga do iPhone, é possível acionar o recurso de forma mais rápida.
Ao ser ativado ou desativado, o Acesso Assistivo sempre irá pedir o código de quatro dígitos, que é diferente do código para desbloquear o iPhone.
Desse modo, o Acesso Assistivo também pode ser usado como um recurso de segurança adicional por donos de iPhone – já que as configurações principais do celular não podem ser modificadas sem acesso à senha do Acesso Assistivo.
Para quem tem Android
Nos celulares com sistema Android, não existe um “modo simples” como o da Apple, mas atalhos para deixar ícones maiores e melhorar a acessibilidade de todo o sistema.
Aparelhos da Samsung contam com um recurso chamado Modo Fácil, que amplia todos os itens na tela, aumenta o atraso do toque (para evitar cliques acidentais no display) e muda o teclado para teclas de alto contraste, mais fáceis de ver.
O Modo Fácil da Samsung está presente nas Configurações do sistema | Visor | Modo Fácil.
Modo Fácil ativado em celular Samsung
Reprodução
Em aparelhos de outras marcas, o ajuste precisa ser feito direto no menu de configurações | acessibilidade.
É possível ajustar tamanho de texto e dos ícones, ativar uma lupa para aproximar itens, fazer controles de áudio e até ativar a transcrição instantânea em vídeos.
Recursos de acessibilidade do Android em celular da Motorola
Reprodução
Uma alternativa para deixar o acesso nos Androids mais básicos, como ocorre no Acesso Assistivo da Apple, é utilizar apps pagos que modificam o visual do smartphone, como o Big Launcher (R$ 60 na Google Play Store) e o Big Phone (R$ 50).
Apps Big Launcher e Big Phone, que facilitam o uso do celular Android por idosos
Reprodução
Veja a seguir uma lista de 8 celulares selecionados pelo Guia de Compras com recursos de acessibilidade. Os preços variavam de R$ 1.800 a R$ 7.000 nas lojas on-line consultadas em junho.
Apple iPhone 14 Plus
Apple iPhone 15
Moto Edge 50 Pro
Moto G84
Oppo A79
Poco X6 Pro
Samsung Galaxy A55
Samsung Galaxy M55
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