Incentivo ao turismo internacional pode injetar US$ 25 milhões na economia, projeta governo

Propostas representam adição de mais de 70 mil assentos em voos internacionais até março de 2025. Novos trajetos conectam Brasil a destinos da América do Sul e Europa O governo federal prevê uma movimentação de US$ 25 milhões com os primeiros projetos contemplados pelo programa de incentivo ao turismo internacional.
Segundo dados da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), os três projetos representam adição de 70.222 assentos em voos internacionais, entre 27 de outubro deste ano e 29 de março de 2025.
Base aérea de Canoas abre para voos comerciais, no RS
Os três projetos são das empresas aéreas Azul e Latam, e do aeroporto de Guarulhos, em pareceria com a companhia Ibéria.
A Embratur apresentou os dados nesta terça-feira (11), em evento com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a ministra interina do Turismo, Ana Clara Machado, e o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.
Os projetos preveem:
voo da Latam conectando Lima (Peru) ao aeroporto de Curitiba (PR)
voo da Azul conectando Assunção (Paraguai) ao aeroporto de Viracopos (SP)
voo da Ibéria, em proposta enviada pelo GRU Airport (Aeroporto de Guarulhos), para a ampliação de frequência de 7 para 14 voos semanais da rota que conecta o terminal a Madrid, na Espanha.
As iniciativas foram selecionadas no âmbito do Programa-piloto de Aceleração do Turismo Internacional (Pati). O programa tem o objetivo de promover o Brasil nos mercados internacionais.
Por meio do Pati, as empresas aéreas e os aeroportos podem submeter projetos de novos voos e ter acesso aos fundos e campanhas.
Em sua primeira etapa, o Pati contou com R$ 1,6 milhão do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). As empresas aéreas, por sua vez, estão investindo R$ 4,8 milhões.
A Embratur recebeu 123 propostas no período entre 20 de março e 17 de maio, sejam de novos voos ou aumento de frequência de voos existentes. Dessas, foram selecionados os três projetos, cujos termos foram assinados nesta terça-feira (11).
Recorde de receita
Durante pronunciamento no evento, Freixo afirmou que os quatro primeiros meses deste ano representam um recorde em relação a 2023, , em termos de receita gerada pelo turismo internacional.
"Esses quatro primeiros meses [de janeiro a abril de 2024] são recorde em relação ao ano passado já. De janeiro a abril, está 24% maior do que no de 2023, que foi o ano recorde de todos os tempos no que diz respeito à receita com o turismo internacional", declarou.
"Esse projeto contou com R$ 1,6 milhão do Fnac [Fundo Nacional da Aviação Civil]. A ideia original era um para um, para que a gente pudesse dobrar esse valor no investimento da promoção, e esse valor foi três vezes maior [de investimento privado em relação ao público]. Sinal que existe uma relação de confiança entre esses atores", seguiu.
Ainda segundo Freixo, os dados do setor de inteligência apontam que as iniciativas que resultaram na criação de mais de 70 mil novos assentos tem representado um efeito "muito positivo na economia brasileira".

Dólar sobe e fecha a R$ 5,36, no maior patamar desde novembro de 2022; Ibovespa sobe

Arroz: entenda polêmica que causou anulação do leilão de importação e demissão no governo
A moeda norte-americana fechou em alta de 0,07%, cotada a R$ 5,3605. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou com um avanço de 0,73%, aos 121.635 pontos. Mulher segura notas de dólar, dinheiro
Karolina Grabowska/Pexels
O dólar conseguiu virar o sinal negativo visto pela manhã e voltou a fechar em alta nesta terça-feira (11). Apesar de ser um avanço mais tímido do que o observado nos últimos dias, o novo patamar da moeda norte-americana é o mais alto desde novembro de 2022, quando fechou em R$ 5,3645.
Neste pregão, as atenções mais uma vez estiveram voltadas para o cenário de juros norte-americano, com investidores em compasso de espera pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), prevista para amanhã.
No Brasil, o destaque ficou com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, que subiu 0,46% em maio, acima das expectativas do mercado.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira (B3), também encerrou em alta.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Ao final da sessão, o dólar avançou 0,07%, cotado a R$ 5,3605, no maior patamar desde novembro de 2022. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,3731. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou altas de:
0,68% na semana;
2,12% no mês;
10,47% no ano.
Na segunda-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,61%, cotada a R$ 5,3567.

Ibovespa
Já o Ibovespa encerrou com um avanço de 0,73%, aos 121.635 pontos.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,72% na semana;
queda de 0,38% no mês;
perdas de 9,35% no ano.
Na segunda-feira, o índice encerrou em leve queda de 0,1%, aos 120.760 pontos.
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A semana começou, mais uma vez, com juros e inflação no foco. Por aqui, o principal destaque ficou com o IPCA de maio, divulgado nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice registrou um avanço de 0,46% em maio, marcando uma aceleração dos preços após a alta de 0,38% vista em abril. O resultado ainda veio acima do esperado pelos analistas, que projetavam um variação positiva de 0,42% no mês.
Com isso, as atenções voltam a mirar o atual cenário de juros no país. Na véspera, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a possibilidade de o mercado de trabalho ainda apertado no país afetar a inflação de serviços continua como uma preocupação da instituição.
"Ainda há essa ideia, embora isso não esteja acontecendo mecanicamente agora, de que em algum momento o mercado de trabalho muito apertado pode afetar a inflação de serviços de uma forma que seria uma ameaça para convergência de inflação no médio prazo", afirmou Campos Neto, em evento virtual promovido pela gestora Constellation.
O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 7,5% nos três meses encerrados em abril, marcando o nível mais baixo de desocupação para o período em 10 anos.
O Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, deve decidir sobre a taxa básica de juros do país na próxima semana.
Já no exterior, o foco voltou mais uma vez para os Estados Unidos, com grande expectativa pelos novos dados de inflação e pela decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).
Os dados de preços ao consumidor, previstos para quarta-feira (12), devem mostrar uma desaceleração. Segundo estimativas de analistas consultados pela Reuters, a previsão é que o índice aumente 0,1% em maio, ante o ganho de 0,3% em abril.
Ainda no mesmo dia, o banco central norte-americano deve manter inalterada sua taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,50%, uma vez que as autoridades permanecem cautelosas com a trajetória da inflação de volta à sua meta de 2%, após números mostrarem na semana passada que o mercado de trabalho no país permanece aquecido.
"Ruídos temporários foram responsáveis pela maior parte da performance negativa do real na semana passada. Embora acreditemos que haverá um alívio no curto prazo, o real pode continuar abaixo de seus pares depois da reunião do Fed", avaliou Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.
Ainda no noticiário internacional, a decisão de política monetária do banco central do Japão também fica no radar, bem como as eleições para o Parlamento Europeu, que mostraram, no último final de semana, um forte avanço da extrema-direita em vários dos principais países da União Europeia, como França, Alemanha e Itália.
*Com informações da agência de notícias Reuters

Governo quer mais turistas estrangeiros e tem projeto para novas linhas de voo para o Brasil; veja quais

Há intenção de novos voos vindos de Lima, Assunção e Madri. Governo prevê uma movimentação de US$ 25 milhões com os primeiros projetos do programa de incentivo ao turismo internacional O governo federal prevê uma movimentação de US$ 25 milhões com os primeiros projetos contemplados pelo programa de incentivo ao turismo internacional.
Segundo dados da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), os três projetos representam adição de 70.222 assentos em voos internacionais, entre 27 de outubro deste ano e 29 de março de 2025.
Os três projetos são das empresas aéreas Azul e Latam, e do aeroporto de Guarulhos, em pareceria com a companhia Ibéria.
A Embratur apresentou os dados nesta terça-feira (11), em evento com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a ministra interina do Turismo, Ana Clara Machado, e o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.
Os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Celso Sabino (Turismo) apresentam nesta terça-feira (11) os primeiros resultados do programa de incentivo ao turismo internacional. O presidente da Embratur, Marcelo Freixo também participa do evento.
Os projetos preveem:
voo da Latam conectando Lima (Peru) ao aeroporto de Curitiba (PR)
voo da Azul conectando Assunção (Paraguai) ao aeroporto de Viracopos (SP)
voo da Ibéria, em proposta enviada pelo GRU Airport (Aeroporto de Guarulhos), para a ampliação de frequência de 7 para 14 voos semanais da rota que conecta o terminal a Madrid, na Espanha.
Ministro do Turismo votou a favor de projeto da PEC das Praias em 2022, quando era deputado
As iniciativas foram selecionadas no âmbito do Programa-piloto de Aceleração do Turismo Internacional (Pati). O programa tem o objetivo de promover o Brasil nos mercados internacionais.
Por meio do Pati, as empresas aéreas e os aeroportos podem submeter projetos de novos voos e ter acesso aos fundos e campanhas.
Em sua primeira etapa, o Pati contou com R$ 1,6 milhão do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). As empresas aéreas, por sua vez, estão investindo R$ 4,8 milhões.
A Embratur recebeu 123 propostas no período entre 20 de março e 17 de maio, sejam de novos voos ou aumento de frequência de voos existentes. Dessas, foram selecionados os três projetos, cujos termos foram assinados nesta terça-feira (11).
Recorde de receita
Durante pronunciamento no evento, Freixo afirmou defendeu que os quatro primeiros meses deste ano representam um recorde em relação a 2023, em termos de receita gerada pelo turismo internacional.
"Esses quatro primeiros meses [de janeiro a abril de 2024] são recorde em relação ao ano passado já. De janeiro a abril, está 24% maior do que no de 2023, que foi o ano recorde de todos os tempos no que diz respeito à receita com o turismo internacional", declarou.
"De janeiro a abril, estamos 24% maiores que no mesmo período do ano passado em relação à receita gerada pelo turismo internacional", defendeu o presidente da Embratur.
"Esse projeto contou com R$ 1,6 milhão do Fnac [Fundo Nacional da Aviação Civil]. A ideia original era um para um, para que a gente pudesse dobrar esse valor no investimento da promoção, e esse valor foi três vezes maior [de investimento privado em relação ao público]. Sinal que existe uma relação de confiança entre esses atores", seguiu.
"Esse projeto contou com R$ 1,6 milhão do Fnac [Fundo Nacional da Aviação Civil]. Esse valor foi três vezes maior [de investimento privado em relação ao público]. Quando pensamos juntos, temos resultado muito melhor", seguiu.
Ainda segundo Freixo, os dados do setor de inteligência apontam que as iniciativas que resultaram na criação de mais de 70 mil novos assentos tem representado um efeito "muito positivo na economia brasileira".

Socorro às aéreas pode ter início 30 dias depois de mudanças no Fundo Nacional de Aviação, diz ministro

Situação financeira das empresas aéreas tem preocupado o governo federal. Ideia para usar fundo surgiu no ano passado, pouco antes do pedido de recuperação judicial da Gol. O Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse nesta terça-feira (11) que as linhas de crédito para as empresas aéreas podem ter início 30 dias depois das mudanças na Lei Geral do Turismo, que está em tramitação na Câmara dos Deputados.
A situação financeira das empresas aéreas tem preocupado o governo federal.
A atualização da lei foi aprovada pelo Senado na última semana. O texto inclui uma mudança no Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que poderá servir de garantia para empréstimos tomados pelas empresas aéreas.
"Aprovado na Câmara, a gente espera que em 30 dias a gente já pudesse iniciar as operações. O BNDES, o Ministério da Fazenda, já está todo mundo alinhado. [A proposta] Foi construída a sete mãos, por várias mãos, com Poder Legislativo, foi construído com o Poder Executivo, e com as próprias companhias aéreas", declarou o ministro.
Contudo, Costa Filho afirmou que, depois da aprovação na Câmara, o governo deve avaliar o texto final. "Estamos aguardando agora a Câmara […] para, depois que aprovado, poder fazer uma avaliação do texto final que foi aprovado", declarou em entrevista a jornalistas.
Uso do FNAC
A discussão sobre usar o FNAC como um fundo garantidor para as empresas aéreas teve início no ano passado, pouco antes do pedido de recuperação judicial da Gol.
O FNAC conta com R$ 7 bilhões, sendo um fundo voltado para a infraestrutura portuária, cujas receitas provêm principalmente de aportes das concessionárias de aeroportos.
Contudo, o fundo tem natureza contábil e financeira com transferências para conta única do Tesouro Nacional. Isso quer dizer que ajuda a compor as receitas do governo para o cumprimento da meta fiscal.
Com a mudança, a empresas aéreas poderão tomar empréstimos em linhas de crédito que devem ser disponibilizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nesse tipo de operação, o FNAC poderá ser usado para garantir o pagamento.

Arroz: entenda polêmica que causou anulação do leilão de importação e demissão no governo

Arroz: entenda polêmica que causou anulação do leilão de importação e demissão no governo
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) disse que há indícios de incapacidade técnica e financeira de algumas empresas vencedoras. Arroz
Reprodução/Freepik
O leilão de importação de 263 mil toneladas de arroz foi anulado pelo governo federal nesta quinta-feira (11) após indícios de incapacidade técnica e financeira de algumas empresas vencedoras.
O certame também tem sido criticado por ter tido a participação de um ex-assessor parlamentar do secretário de Política Agrícola, Neri Geller, que acabou pedindo demissão para evitar uma escalada do caso. Oposição e associações de produtores alegam que houve favorecimento. O ex-assessor nega.
Além disso, eles criticam o fato de que três das quatro empresas vencedoras não são do ramo de importação de arroz. Por outro lado, nenhuma companhia tradicional deste setor participou do leilão (veja detalhes abaixo).
➡️Ao vencerem o certame, essas empresas receberiam recursos do governo para comprar arroz de outros países e entregar em unidades da Conab pelo Brasil.
O governo decidiu importar arroz poucos dias depois do início das enchentes no Rio Grande do Sul para evitar alta nos preços do cereal, diante da dificuldade pela qual o estado passava para transportar o grão para o restante do país.
A decisão contrariou os produtores, que têm afirmado que há arroz suficiente para abastecer o Brasil. O RS é responsável por 70% da produção nacional do grão, mas já havia colhido 80% do cereal antes das inundações.
Entenda a seguir os principais pontos da polêmica.
Sobre as empresas vencedoras…
Três das quatro empresas que venceram o leilão não são do ramo de importação de arroz. São essas a Icefruit, uma fábrica de polpas de frutas de SP; a Wisley A de Souza Ltda, uma loja de queijos de Macapá (AP); e a ASR Locação de Veículos e Máquinas, de Brasília;
Todas, no entanto, têm como atividade secundária o comércio de produtos alimentícios;
Por outro lado, nenhuma empresa tradicional participou do leilão, disse o dono da Bolsa de Mercadorias de Mato Grosso (BMT) Robson Luiz de Almeida França;
Em relação às empresas vencedoras, uma das principais polêmicas envolve a loja de queijos, que arrematou R$ 736 milhões no leilão, e que alterou, no site da Receita Federal, o seu capital social de R$ 80 mil para R$ 5 milhões dias antes do certame;
"O aumento da Wisley A de Sousa Ltda foi feito em função de seu plano de expansão", disse a empresa ao g1. A reportagem questionou qual seria esse plano de expansão. A companhia não respondeu a esta última pergunta;
A Wisley disse ainda que tem "mais de 17 anos de experiência no comércio atacadista, na armazenagem e na distribuição de produtos alimentícios, com um faturamento mais de R$ 60 milhões apenas no ano passado";
O g1 também procurou o dono da locadora de veículos ASR, Crispiniano Espindola Wanderley, que reforçou que a empresa também atua no comércio de alimentos e que quer aumentar a sua participação em leilões públicos;
"Temos experiência em participar de leilões do governo federal através da bolsa, fomos ganhadores do leilão realizado pela Conab em dezembro do ano passado", disse Wanderley. Na ocasião, eles entregaram 211 mil sacas de milho para a Bahia;
"As pequenas empresas que ganharam o leilão foram surpreendidas. A gente não acreditava que iria ganhar. Eu acredito que houve um boicote do agronegócio porque as grandes empresas de importação do agronegócio não participaram do leilão", ressaltou Wanderley;
O g1 procurou grandes empresas que atuam no mercado de grãos, como a Camil, a Josapar, Bunge, ADM, Cargill e a Dreyfus para saber se essas companhias importam arroz e se cogitaram em participar do leilão. A Cargill e a Bunge disseram que não comercializam arroz. Já as demais companhias não responderam até a última atualização desta reportagem;
A reportagem também busca contato com a IceFruit por e-mail e telefone desde segunda-feira, sem sucesso;
Uma outra empresa que venceu o leilão foi a Zafira Trading, que é mais conhecida no mercado. A companhia também não respondeu a um pedido de entrevista do g1;
Na avaliação de Carlos Cogo, sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, seria receoso a participação de empresas desconhecidas numa operação de importação em grandes volumes. Segundo ele, elas teriam lucro se conseguissem comprar arroz de outros países a um preço mais barato do que o de venda ao governo. "Só que não conheciam o mercado e isso era praticamente impossível", disse;
A Wisley e a ASR disseram que têm capacidade financeira de realizar a operação.
Sobre a relação de Neri Geller…
Outra polêmica do leilão envolve o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, que pediu demissão nesta quinta-feira;
Seu ex-assessor parlamentar, o advogado Robson Luiz de Almeida França, é dono da Bolsa de Mercadorias de Mato Grosso (BMT) e da Foco Corretora de Grãos, que intermediaram a venda de 44% de arroz no leilão;
Por causa dessa ligação, oposição e associações de produtores apontam que houve favorecimento da empresa de França;
Em entrevista ao g1, o advogado disse que trabalhou com o Neri até meados de 2020 e que "de lá para a frente" foi tocar outros projetos. "Nesse meio tempo, surgiu a oportunidade de criar uma bolsa de mercadorias no estado do Mato Grosso. Eu sou advogado, tenho clientes na área do agronegócio e vi uma necessidade do estado de ter uma representatividade no governo federal";
"Não tem relação nenhuma a criação da bolsa de mercadoria com o período que eu trabalhei com o Neri", disse França. A bolsa de MT foi criada em 2023.
"Não tem impedimento nenhum de eu ser presidente de uma bolsa de mercadoria, de eu ser dono de uma corretora por eu ter trabalhado com um parlamentar", acrescentou.