PIX deverá ter opção de pagamento por aproximação de celular, diz Campos Neto

Brasil será 1º país no mundo a ter ‘modo ladrão’ em celulares Android; veja como vai funcionar
Presidente da autoridade monetária afirmou que está sendo feita uma associação com carteiras como Google Pay e Apple Pay. Celular é usado para leitura de QR code em pagamento via PIX.
Reuters/Pilar Olivares
O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, disse nesta terça-feira (11) que está sendo feita uma associação com Google Pay e Apple Pay para que seja possível fazer pagamentos com PIX por aproximação, usando o telefone celular.
Em evento promovido pelo Valor Capital Group, em São Paulo, Campos Neto afirmou que uma das razões que levam as pessoas a usarem o cartão de crédito no lugar do PIX é a facilidade da ferramenta de aproximação.
Na apresentação, ele também defendeu o diálogo entre países para que se avance em uma integração global de sistemas de pagamento instantâneo.

Após suspeitas de irregularidades, governo anula leilão para compra de arroz importado

Brasil será 1º país no mundo a ter ‘modo ladrão’ em celulares Android; veja como vai funcionar
Segundo Edegar Pretto, da Conab, um novo leilão será realizado, para contratar empresas 'com capacidade técnica e financeira'. Governo decidiu importar arroz após enchentes no RS. Presidente da Conab anuncia anulação de leilão do arroz
O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, anunciou nesta terça-feira (11) a anulação do leilão do governo para compra de arroz importado. Segundo ele, um novo procedimento, "mais ajustado", será realizado.
A medida foi tomada após suspeitas de irregularidades no leilão para compra de 263 mil toneladas de arroz realizado na última quinta-feira (6).
"Pretendemos fazer um novo leilão, quem sabe em outros modelos, para que a gente possa ter as garantias de que vamos contratar empresas que tenham capacidade técnica e financeira […]. A decisão é anular este leilão e proceder um novo mais ajustado, vendo todos os mecanismos possíveis para a gente contratar empresas com capacidade de entregar arroz com qualidade, a preço barato para os consumidores", declarou Pretto no Palácio do Planalto.
Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Paulo Teixeira, o presidente Lula endossou a decisão de anular e convocar um novo leilão. Ele, Pretto e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, participaram de reunião com Lula antes do anúncio da suspensão.
No leilão realizado na semana passada, o preço médio de cada saco de arroz de 5 quilos atingido foi de cerca de R$ 25. Segundo o portal Globo Rural, empresas sem histórico de atuação no mercado de cereais participaram do certame e arremataram lotes.
O governo decidiu importar arroz poucos dias depois do início das enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional do grão, mas já havia colhido 80% do cereal antes das inundações.
No dia 7 de maio, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o governo decidiu comprar arroz para evitar alta de preços diante da dificuldade pela qual o estado passava para transportar o grão para o restante do país.
Na ocasião, ele disse também que nenhum atacadista, naquele momento, tinha "estoques para mais de 15 dias".
Fragilidades
Segundo Teixeira e Fávaro, o governo identificou que a maior parte das empresas que participou do leilão tinha "fragilidades" para operar um volume tão grande de arroz e de dinheiro. Fávaro frisou que não houve pagamento pelo produto do leilão anulado.
"Ninguém vai pagar sem que o arroz esteja aqui, entregue", disse o ministro da Agricultura, que prometeu "régua mais alta" no próximo leilão.
O edital do novo leilão será feito com auxílio da Controladoria-Geral da União (CGU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Receita Federal.
O governo deseja avaliar antes do pregão se as empresas habilitadas têm condições técnicas e financeiras de executar os contratos. Os ministros explicaram que, no modelo do leilão anulado, o governo soube após o pregão as informações das empresas.
"Não podemos ficar sabendo depois do leilão quem que se habilitou e quem que ganhou", disse Fávaro.
A falta de experiência das empresas vencedoras chamou atenção no mercado, conforme o Globo Rural.
Também gerou mal-estar o fato de a Bolsa de Mercadorias de Mato Grosso (BMT) e da Foco Corretora de Grãos terem intermediado parte da venda. As empresas, que receberiam comissões pelo leilão, foram criadas em 2023 por Robson Luiz de Almeida França, ex-assessor de Neri Geller, que até esta terça era secretário de Política Agrícola do governo federal.
Conforme Globo Rural, França também é sócio de Marcelo Geller, filho de Neri, em uma empresa aberta em 2023. Ele também foi colega de Thiago dos Santos, atual diretor de operações e abastecimento da Conab.
Pretto afirmou que ainda vai avaliar a permanência de Santos no cargo.
Neri Geller, agora ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura
Guilherme Mazui/g1
Queda de secretário
Nesta terça-feira, em razão da polêmica em torno do leilão para importação de arroz, o ministro da Agricultura anunciou a saída de Neri Geller do cargo de secretário de Política Agrícola.
Segundo o ministro, Neri Geller colocou o cargo à disposição do governo e foi demitido.
"Hoje [terça-feira], pela manhã, o secretário Neri Geller me comunicou, fez ponderação, quando filho dele estabeleceu sociedade com esta corretora do Mato Grosso, ele não era secretário de político agrícola. Não há fato que desabone ou que gere qualquer tipo de suspeita, mas que de fato gerou transtorno, e por isso colocou cargo a disposição", afirmou Fávaro.
Segundo o portal Globo Rural, há no governo federal uma avaliação de possível conflito de interesses por parte do ex-secretário, uma vez que uma corretora de um ex-assessor de Neri Geller está envolvida no leilão.
Geller, ex-ministro da Agricultura e ex-deputado federal, foi um dos nomes ligados ao agronegócio que apoiou Lula na eleição de 2022.

‘Modo ladrão’ no Android, IA no Gmail e mais: as novidades do Google para o Brasil

Brasil será 1º país no mundo a ter ‘modo ladrão’ em celulares Android; veja como vai funcionar
Em seu principal evento no país, empresa anunciou outros lançamentos para o mercado local, como um recurso para monitorar seus dados pessoais que estão na busca e função para permitir que bares e restaurantes ativem um botão de contato por WhatsApp no Maps. Gemini no Gmail, 'modo ladrão' no Android e mais: as novidades do Google para o Brasil
Divulgação/Google
O Google anunciou nesta terça-feira (11) uma série de novidades para o mercado brasileiro. Entre elas estão recursos para Android, Gmail, Maps e buscador, além de soluções de inteligência artificial (IA).
A empresa também divulgou que, com os seus produtos, conseguiu gerar R$ 188 bilhões no Brasil em 2023.
As apresentações foram feitas no evento anual da big tech, chamado de Google For Brasil 2024, que aconteceu em São Paulo.
➡️ A partir de agora, o Gmail pode te ajudar a escrever um e-mail em português e o "modo ladrão" pode bloquear a tela do seu celular Android caso ele identifique que foi arrancado de sua mão abruptamente.
Também foram reveladas novas funcionalidades para pequenas e médias empresas dentro da busca e do Maps. Confira abaixo as principais novidades:
Gmail pode escrever seus e-mails em português
Gmail pode escrever seus e-mails em português
Divulgação/Google
Com o Google Gemini por trás, sua inteligência artificial generativa mais poderosa, o Gmail pode ajudar o usuário a resumir uma longa troca de e-mails e até sugerir respostas com o recurso "Ajude-me a Escrever", que agora está disponível em português.
Se preferir, a pessoa ainda pode alterar o tom do texto gerado pela IA, deixando ele mais ou menos formal, além de adicionar detalhes para desenvolver o conteúdo criado ou reduzir para deixá-lo mais objetivo.
O mesmo vale para o Docs, que ganhou o botão "Ajude-me a Escrever" e, a partir de um comando, ele pode gerar conteúdos. "Com a IA, é possível acessar diversos comandos em relação ao texto como resumir, apresentando os pontos principais do texto; encurtar, tornando o texto mais conciso; ou reformula o texto", explica o Google.
A função está disponível apenas para assinantes do Google One AI Premium, que no Brasil custa R$ 96,99 por mês, e para empresas que têm o plano Google Workspace.
'Modo ladrão' no Android
Anunciado inicialmente em seu evento para desenvolvedores, o Google I/O 2024, a empresa oficializou nesta terça o lançamento do "modo ladrão" no Android. A novidade, criada para combater roubos, bloqueia a tela do celular ao identificar que alguém o arrancou de sua mão abruptamente.
O Brasil é o primeiro país do mundo a receber esse recurso, que estará em fase de teste a partir de julho para alguns usuários. Para que seja ativado, o aparelho deve estar rodando Android 10 ou superior.
A empresa explicou que o próprio celular identifica a ação de roubo usando inteligência artificial e o acelerômetro, sensor que mede vibração e aceleração. Assim que o criminoso puxar o aparelho de sua mão, o dispositivo bloqueia a tela e ele só poderá ser ativado novamente com a senha.
Monitorar dados pessoais na busca
O Google anunciou um recurso que monitora se a busca está exibindo algum de seus dados pessoais, como telefone, e-mail e endereço. Para usá-lo, basta acessar este link e buscar pela opção "Privacidade nos Resultados sobre você".
Em seguida, é preciso adicionar os dados que você deseja monitorar. Se algum deles aparecer no buscador, o Google vai exibir um alerta e oferecer a opção de solicitar que o conteúdo seja removido.
O pedido será analisado e poderá ser aceito se atender aos critérios de remoção da empresa.
WhatsApp de comércios na busca e no Maps
De novidades para pequenas e médias empresas, o Google está permitindo que comerciantes possam inserir o seu canal de mensagens favorito, como o WhatsApp ou SMS, e uma rede social do negócio para exibir os posts mais recentes no buscador e no Google Maps (veja na imagem abaixo).
Ao clicar no botão, o consumidor será redirecionado diretamente para o aplicativo de mensagens. Ao g1, o Google explicou que está trabalhando para permitir que outros apps possam ser inseridos ali e, por enquanto, só é possível adicionar um canal.
"Com essa nova experiência, estamos facilitando a conexão entre empresas e clientes, permitindo que elas compartilhem conteúdo das redes sociais diretamente na busca e escolham o canal de mensagens preferido para interagir, tornando a comunicação mais eficiente e personalizada", disse o vice-presidente global da busca do Google Bruno Pôssas.
WhatsApp de restaurantes na busca e no Maps
Divulgação/Google
Cardápio de restaurantes na busca
No Google For Brasil, a big tech anunciou que donos de bares e restaurantes podem inserir seus cardápios diretamente no buscador e no Maps. Para isso, eles precisam tirar uma foto, subir ela no "Perfil da Empresa" e a inteligência artificial do Google gera uma versão digital que aparecerá em seus serviços.
A própria IA cria como se fosse uma tabela com as mesmas informações da foto. Os nomes dos itens, a descrição e os preços vão aparecer na seção "Cardápio".
"O recurso, disponível em inglês e português, já está sendo implementado no Brasil, um dos primeiros países a receber a funcionalidade", disse o Google.
Funcionalidade para incluir cardápio no Google Maps e no Buscador
Divulgação/Google
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Presidente da Conab anuncia anulação de leilão para compra de arroz importado

Segundo Edegar Pretto, um novo leilão será realizado, para contratar empresas 'com capacidade técnica e financeira'. Governo decidiu importar arroz após enchentes no RS. O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, anunciou nesta terça-feira (11) a anulação do leilão para compra de arroz importado. Segundo ele, um novo procedimento será realizado.
"Pretendemos fazer um novo leilão quem sabe em outros modelos para que a gente possa ter garantia que vamos contratar empresa com capacidade técnica e financeira […]. A decisão é anular este leilão e proceder um novo mais ajustado", declarou Pretto no Palácio do Planalto.
O governo decidiu importar arroz poucos dias depois do início das enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional do grão, mas já havia colhido 80% do cereal antes das inundações.
No dia 7 de maio, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o governo decidiu comprar arroz para evitar alta de preços diante da dificuldade pela qual o estado passava para transportar o grão para o restante do país.
Na ocasião, ele disse também que nenhum atacadista, naquele momento, tinha "estoques para mais de 15 dias".

Brasil será 1º país no mundo a ter ‘modo ladrão’ em celulares Android; veja como vai funcionar

Brasil será 1º país no mundo a ter ‘modo ladrão’ em celulares Android; veja como vai funcionar
Recurso estará disponível para alguns usuários já a partir de julho. Antes do lançamento, as lideranças do Google vieram ao país para entender como agem as 'gangues da bicicleta', que arrancam o smartphone de pedestres em grandes cidades. Mulher observa o celular na avenida Paulista, em São Paulo
Marcelo Brandt/G1
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Anunciado inicialmente no Google I/O 2024, a gigante das buscas oficializou nesta terça-feira (11) o lançamento do "modo ladrão" no Android. A novidade, criada para combater roubos, bloqueia a tela do celular ao identificar que alguém o arrancou de sua mão abruptamente.
O Brasil é o primeiro país no mundo a receber esse recurso, que estará em fase de teste a partir de julho para alguns usuários. Para ser ativado, o aparelho deve estar rodando Android 10 ou superior.
O lançamento no Brasil foi confirmado hoje durante o Google For Brasil 2024, evento anual da big tech para apresentar suas novidades para o mercado local.
A empresa explicou que o próprio celular identifica a ação de roubo usando inteligência artificial e o acelerômetro, sensor que mede vibração e aceleração. Assim que o criminoso puxar o aparelho de sua mão, o dispositivo bloqueia a tela e ele só poderá ser ativado novamente com a senha.
A tecnologia, segundo o Google, pode identificar fugas a pé, de bicicleta, de moto e carro. A mensagem "Possível roubo detectado: este dispositivo foi bloqueado automaticamente para proteger seus dados" é exibida logo após o roubo.
'Gangue da bicicleta' motivou criação do recurso
Em coletiva com a imprensa brasileira, o Google disse que, em setembro de 2023, várias lideranças do Android vieram ao Brasil para entender de perto como agem criminosos de roubo de celular. Entre elas estava Sameer Samat, presidente do ecossistema Android.
Naquele mês, os executivos tiveram conversas em Brasília com o então secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, nome por trás do aplicativo Celular Seguro, do governo federal.
"A gente vem conversando recorrentemente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esperamos que o lançamento apresentado hoje possa contribuir para manter as pessoas mais seguranças", disse Maia Mau, diretora de marketing do Google Brasil".
Recurso do Android que bloqueia a tela do celular se alguém o arrancar da sua mão
Google/Divulgação
A "gangue da bicicleta" foi um dos casos que chamou a atenção da liderança do Android, motivando a criação do "modo ladrão". As quadrilhas, que atuam no centro de São Paulo, circulam procurando vítimas na rua. Quando encontram, elas arrancam o celular da mão da vítima e saem pedalando.
"O Brasil é uma prioridade altíssima para a liderança do Android. Foi importante ter esse contexto aqui no nosso país para eles anunciarem esses recursos hoje", afirmou Bruno Diniz, engenheiro de software do Google.
Para que o recurso funcione, o usuário deve ativar o bloqueio de detecção de roubo nas configurações do aparelho. A big tech admite que, quando habilitado, pode ocorrer de o dispositivo identificar um movimento abrupto por engano e bloquear a tela.
Também no Google For Brasil 2024, a empresa anunciou o "Bloqueio de dispositivo offline", que passa a bloquear a tela do smartphone automaticamente caso ele fique por muito tempo sem acesso à internet. Isso para evitar que criminosos tentem desconectar o aparelho da internet para não serem localizados.
'Bloqueio remoto' sem login
O Google ainda disse que pretende facilitar o acesso indevido ao aparelho caso ele seja roubado, furtado ou perdido. Em uma página dedicada, o usuário poderá digitar o número do seu celular para fazer o bloqueio da tela instantaneamente a partir de outro dispositivo, como notebook.
Para evitar que bots (robôs) desativem a tela em massa de vários smartphones e até para evitar brincadeiras entre amigos, o usuário precisa "concluir um rápido desafio de segurança" antes de fazer o bloqueio.
"A medida visa dar mais tempo para que o usuário recupere os detalhes da sua conta e acesse opções mais robustas no Encontre Meu Dispositivo – como a localização do aparelho ou a exclusão de todo seu conteúdo", explicou o Google.
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