O que são ‘cookies’ na internet e como eles funcionam?

"Clique para aceitar nossos cookies". A frase já se tornou usual para milhões de usuários. Entenda para que eles foram criados e quais as opções para quem navega na internet. Os cookies são arquivos criados por sites para coletar informações sobre a sua navegação na internet.
Eles são transferidos para o seu dispositivo e podem servir para vários objetivos, como oferecer mais comodidade. Isso inclui, por exemplo, manter a conta de um serviço ativa para você não precisar preencher login e senha toda vez, ou salvar os itens que você colocou anteriormente no carrinho de compras do site de uma loja.
O aviso "Clique para aceitar nossos cookies" que vemos ao acessar algum site, por sua vez, tem relação com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que prevê a possibilidade de multas para quem descumprir regras sobre tratamento de informações.
Ela é inspirada no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GPDR), criado pela União Europeia em 2018.
Em vários casos, antes de clicar em "Aceitar cookies", é possível selecionar botões como "Minhas opções" para alterar o que será armazenado. Mas, na pressa, algumas pessoas acabam optando por aceitar tudo. Veja abaixo perguntas e respostas sobre o tema.
Existe algum risco?
O que são 'cookies' na web e quais riscos eles representam?
Em geral, os cookies não representam perigo, já que eles costumam guardar códigos aleatórios – e não dados pessoais – para identificar usuários.
Ainda assim, sites com práticas não recomendadas podem usá-los para armazenar nome, e-mail ou telefone, por exemplo. É o que explica Fabio Assolini, analista sênior da Kaspersky no Brasil.
"Um website poderá guardar qualquer informação em um cookie, incluindo dados pessoais do usuário cadastrado – o que, claro, não é recomendado", destaca Assolini.
Mesmo sem coletar dados pessoais, os arquivos podem ter informações sobre seu histórico na internet. Cookies de terceiros, presentes em mais de um site, são capazes de identificar os termos que você busca e mostrar anúncios publicitários sobre eles em outras páginas, por exemplo.
"Quem nunca fez uma busca de um produto no Google e depois, durante a navegação de internet, começou a ver propaganda daquele produto? Esse rastreamento se dá por cookies", diz Assolini.
Em 2024, o Google começou o bloqueio do uso de cookies de terceiros em seu navegador Chrome para algumas pessoas. A empresa diz que, a partir de agora, passa a apostar em uma alternativa "mais focada em privacidade".
Quais riscos os cookies representam?
Como as empresas de tecnologia vendem publicidade on-line?
Em dispositivos compartilhados por várias pessoas, há um risco com cookies que mantêm sua conta logada. Com eles, terceiros podem acessar livremente suas contas. A dica nesses casos é sempre fazer o logout, isto é, encerrar a sessão antes de deixar de usar o dispositivo.
O analista também destaca que há meios de limitar a coleta informações por meio de cookies. "Você pode configurar o seu navegador para apagar os cookies, usar bloqueadores de propaganda, bloqueadores de rastreadores que também usam cookies", diz Assolini (veja dicas ao final do texto).
Por que pedem que o usuário aceite os cookies?
Alguns sites passaram a mostrar o aviso sobre cookies para cumprir regras da GDPR, que precisa ser seguida por empresas que processam dados de pessoas que estão na União Europeia, mesmo que não estejam sediadas na região.
O regulamento europeu determina que sites devem receber consentimento para usar cookies, exceto em casos necessários. Ele também indica que, após a autorização dos usuários, as páginas devem oferecer o mesmo destaque para uma opção de voltar atrás e retirar a permissão.
O Brasil não tem uma lei específica sobre cookies, mas especialistas apontam que seu uso é analisado no contexto do tratamento de dados. Pela LGPD, os sites que operam informações de usuários devem seguir alguns princípios, como os de necessidade, finalidade e transparência.
"Não há nenhuma regra que obrigue que haja 'autorização' do usuário, por exemplo", diz Mariana Rielli, coordenadora de projetos do Data Privacy Brasil.
No entanto, Mariana explica que, "uma vez que se considere a coleta de cookies um tratamento de dados pessoais, a LGPD se aplica como um todo, logo suas regras gerais devem ser seguidas".
Segundo Paulo Rená, professor de direito do Centro Universitário de Brasília (CEUB), é preciso ficar claro para o usuário o motivo para o cookie ser coletado. "Tem que ser dito que os dados vão ser usados porque senão o site não funciona ou que tem alguns usos que são só para publicidade", afirma.
Geralmente, essas detalhes são apresentados na Política de Privacidade dos sites.
O que acontece se eu não aceitar?
Em alguns sites, os avisos de cookies permitem controlar o que será coletado. Os termos variam, mas essas janelas costumam destacar a coleta de cookies necessários, que não pode ser desativada para não comprometer o funcionamento da página.
Entre os cookies que podem ser recusados, estão os de marketing, que rastreiam sua navegação para mostrar anúncios; os funcionais, usados para o site lembrar que a conta está logada, por exemplo; e os de estatísticas, que servem para a página criar relatórios sobre a quantidade de visitas.
Além das configurações para cada site, é possível mudar preferências em navegadores para restringir cookies de terceiros.
Confira dicas para manter a segurança na internet

Ligação, áudio ou texto? as regras de etiqueta para conversas por WhatsApp no ambiente de trabalho

Especialista em carreira dá dicas para você não errar ao mandar mensagens no ambiente de trabalho. Você é do time que detesta enviar e receber mensagens de voz ou do que manda "podcasts" diários aos amigos? No Brasil, o segundo parece estar ganhando: os brasileiros enviam quatro vezes mais áudios no WhatsApp do que em qualquer outro país do mundo. Foi o que contou Mark Zuckerberg, dono da plataforma, que inclusive se referiu ao app como ZapZap (do jeito que os brasileiros gostam de chamar).
O aplicativo de mensagem deixou de ser um meio de conversar apenas com amigos e familiares e passou a envolver todos os aspectos da vida das pessoas, até o trabalho. Com isso, também surgiram "regras" ou "boas práticas" de como se comunicar por ele (veja dicas abaixo).
"Estamos vivendo a 'plataformização' das conversas cotidianas. As redes sociais oferecem funcionalidades que nos apropriamos e isso passa a conformar as nossas práticas e, sobretudo, a nossa comunicação", explica ao g1 Issaaf Karhawi, do núcleo de pesquisa de comunicação e mídias digitais da USP (Universidade de São Paulo).
Segundo a pesquisadora, conforme uma sociedade passa a utilizar uma nova ferramenta para se comunicar, novos contratos e arranjos sociais surgem.
"Como resultado disso, nós começamos a desenhar uma 'conduta ética' entre as plataformas. O que se espera em cada uma delas e como nos apresentamos em cada uma", diz.
É essa diferença entre as características de cada rede social que faz com que uma mesma pessoa possa se comportar de maneira completamente diferente no LinkedIn, no Instagram ou no WhatsApp, por exemplo.
"Se pensamos no impacto do WhatsApp no espaço de trabalho, hoje já começamos a discutir coisas do tipo 'será que é razoável ou não receber mensagem do chefe no final de semana', 'será que ele é um espaço de trabalho ou é pessoal', 'será que uma pessoa com quem nunca falei pode mandar áudio sem antes se apresentar'?", explica Issaaf Karhawi.
Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg
🎙️Por que mandamos tanto áudio?
Não há embasamento científico que explique a adesão massiva dos brasileiros às mensagens em áudio. Mas, para a especialista, o fato do Brasil ser um país acostumado a consumir formatos audiovisuais pode ter influenciado.
"A telenovela tem uma importância ímpar na sociedade brasileira. Ela foi responsável por um certo 'letramento audiovisual' da população. Já estávamos habituados", explica.
A outra hipótese está relacionada a educação básica no Brasil. Quase 9 milhões de brasileiros de 18 a 29 anos não concluíram a escola.
"É evidente que uma funcionalidade de envio de áudio terá mais adesão, pois oferece uma maior acessibilidade", conclui.
💡 Dicas para não errar mandando zap no trabalho
Ligação, áudio ou mensagem?
"A comunicação em texto é sempre mais delicada porque o receptor da mensagem pode perceber a entonação que ele quiser, o áudio já ajuda nesse aspecto. Mas quando assunto precisa ser mais detalhado, a ligação é a melhor opção", explica Mariana Torres, especialista em Recursos Humanos e Carreira.
Na dúvida de como ter uma comunicação mais assertiva, sempre pergunte como a outra pessoa prefere falar. E claro, se for a primeira mensagem não se esqueça de fazer uma breve introdução em texto sobre você e qual é o assunto da conversa.
Veja as dicas da especialista para cada formato:
🖊️ Texto
Evite textos muito longos e sem pausas. Pode escrever tudo em uma mensagem, mas colocar um 'enter' entre parágrafos ajuda na leitura.
Nada de abreviar palavras ou usar gírias, é uma comunicação formal. Cuidado com erros de digitação.
Cuidado com palavras de dupla interpretação, precisa ter cuidado redobrado com texto.
🎙️Áudio
Prefira um ambiente sem ruídos.
Nada de áudios muito longos (mais de 3 minutos): se for um podcast, é sinal que deveria ter sido uma ligação.
Cuidado com a qualidade do som. Usar um fone de ouvido com microfone é uma boa opção.
📱Ligação
Garanta que a conexão está boa. Uma ligação com muitas falhas pode interferir negativamente na comunicação.
Seja objetivo no assunto.

Direita radical usa TikTok para ganhar jovens nas eleições do Parlamento da UE, que terminam hoje

+Milionária, concurso 153: prêmio acumula e vai a R$ 222 milhões
Público está na mira de políticos após regiões da União Europeia diminuírem idade mínima de votação para 16 anos; pesquisa mostra que maioria dos jovens se informa sobre bloco através de redes sociais. Pesquisas recentes feitas pela União Europeia mostraram que redes sociais são a principal fonte de informação de jovens entre 15 e 30 anos do bloco.
arte/ GloboNews
Termina neste domingo (9) a votação nos 27 países da União Europeia para eleger um novo Parlamento. As projeções mostram um avanço expressivo da extrema direita na conquista de cadeiras na Casa.
Nas busca de votos, o TikTok se tornou um campo de batalha importante para partidos de direita.
Políticos radicais vêm atraindo a atenção dos jovens online, com uma estratégia incomparável nas redes sociais. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, por exemplo, acumula mais de 1,6 milhão de seguidores no TikTok.
Além de Meloni, autoridades de extrema direita, como o premiê da Hungria, Viktor Orbán, e o grande nome atual do populismo francês, Marine Le Pen, acumulam um número significativo de seguidores – e todos fizeram publicações em peso sobre as eleições europeias na rede social.
Com cortes de vídeos rápidos, músicas atraentes e mensagens simples, autoridades tratam de questões polêmicas no continente, como imigração e apoio à Ucrânia. A qualquer sinal de interação, o algoritmo da plataforma impulsiona ainda mais vídeos relacionados ao conteúdo.
“A extrema direita investiu nas redes sociais desde muito cedo – e agora está colhendo os frutos”, diz o professor de ciência política na Universidade Livre de Bruxelas, Dave Sinardet, à rede britânica BBC.
A adaptação da mensagem política para atrair a “geração TikTok” acaba sendo vista como um grande laboratório experimental dos líderes populistas durante as eleições, que incluem nas postagens trechos de aparições bombásticas na televisão e discursos inflamados.
ALIANÇA NA DIREITA: as 3 mulheres decisivas para o futuro da União Europeia
Rede social como fonte de informação
Análise: Eleições para Parlamento europeu mostram avanço da extrema direita na Europa
Uma pesquisa realizada em abril pela própria União Europeia, a poucos meses da votação, mostra como as redes sociais se tornaram a principal fonte de informações entre os europeus entre 15 e 30 anos que estão aptos a votar.
Respondendo à questão “Como você se informa sobre a UE?”, a maioria (56%) afirma utilizar as redes sociais para se manter informado sobre o bloco.
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A televisão é o segundo canal mais importante de informações da faixa etária, seguida da imprensa on-line (que contempla podcasts e plataformas de notícias). Uma pequena proporção (6%) relata não se manter informada sobre a UE.
A votação neste ano traz um contexto importante de mudança na legislação de vários países, que diminuíram a idade mínima para votação. Na Alemanha, Malta, Áustria e Bélgica, os jovens de 16 anos poderão participar destas eleições. Na Grécia, a redução de idade para votar caiu para 17 anos.
Nas últimas eleições europeias, em 2019, a representação de jovens nas urnas atingiu um patamar recorde, com votos destinados, na maioria, a partidos verdes, que defendiam políticas climáticas mais eficientes. Na época, a preferência pelas legendas ambientalistas foi anunciada como “onda verde”
Neste ano, mais de seis em cada dez jovens cidadãos da União Europeia afirmaram que iriam votar. No entanto, uma mudança significativa vem à tona com a votação: no lugar de uma “onda verde”, pode ocorrer a concretização de um impulso mais significativo para a direita desde a fundação da União Europeia.

Gugu, Tarsila do Amaral, Chico Anysio: relembre disputas milionárias de herdeiros

+Milionária, concurso 153: prêmio acumula e vai a R$ 222 milhões
Quando não há herdeiros necessários, o dinheiro pode ser distribuído conforme a vontade que foi expressa no testamento. Às vezes, no entanto, esses desejos são questionados na Justiça e rendem discussões que podem levar anos para ter alguma solução. As brigas por heranças entre herdeiros que questionam na Justiça o que foi deixado em testamento é um assunto que, de tempos em tempos, volta a gerar polêmica.
A lei brasileira obriga, atualmente, que 50% do patrimônio deixado por alguém que morre devem ser destinados para seu cônjuge, enquanto os outros 50% devem ser distribuídos entre seus filhos. Esses são os chamados herdeiros necessários.
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Quando não há herdeiros necessários — ou caso exista um cônjuge, mas não haja filhos ou vice-versa — o dinheiro (ou a outra metade dele) pode ser distribuído conforme a vontade expressa no testamento.
Às vezes, no entanto, esses desejos são questionados na Justiça e rendem discussões que podem levar anos para ter alguma solução.
Relembre, a seguir, alguns casos famosos de disputas por heranças.
Gugu Liberato
Família de Gugu Liberato: João Augusto (à esq.), Rose, Marina e Sofia
Arquivo pessoal
O apresentador Gugu Liberato morreu em 2019, após sofrer um acidente doméstico em sua casa em Orlando, nos Estados Unidos. Pouco tempo depois, começou uma briga pela herança deixada por Gugu, estimada em R$ 1 bilhão, que durou anos.
De um lado, estavam o filho mais velho do apresentador, João Augusto, e sua tia, Aparecida, que foi escolhida por Gugu, em vida, para ser a inventariante do patrimônio deixado por ele. Do outro lado, estavam as gêmeas Marina e Sofia, filhas mais novas e irmãs de João, e a mãe dos três, Rose Miriam.
Enquanto João e a tia defendiam seguir o que foi definido por Gugu em seu testamento, que não inclui Rose como uma de suas herdeiras, a mãe e as gêmeas tentaram reconhecer na Justiça que Rose e Gugu tinham uma união estável, o que lhe daria direito a uma parte do patrimônio.
O testamento desenhado por Gugu em 2011 determinava que sua herança seria dividida da seguinte forma:
75% divididos entre os três filhos;
25% divididos entre os cinco sobrinhos;
Pensão vitalícia para a mãe do apresentador, Maria do Céu Moraes, de R$ 163 mil.
No ano passado, o STJ reconheceu o testamento deixado pelo apresentador.
Apesar de não constar no testamento, Gugu apresentava Rose como "minha família" enquanto estava vivo. Ela, inclusive, assinou um documento abrindo mão da herança do apresentador, mas, de acordo com o jornal "O Globo", só fez isso porque estava sob efeito de medicações, em um "quadro delirante".
Seguindo o que determina a legislação brasileira atualmente, se a Justiça reconhecesse que Rose e Gugu tinham uma relação estável, ela teria direito a metade da herança, cerca de R$ 500 milhões. Os outros R$ 500 milhões seriam divididos entre os três filhos e os sobrinhos não receberiam nada, mas a pensão da mãe de Gugu seria mantida.
Relembre o caso no vídeo abaixo:
Gugu Liberato: entenda disputa sobre a herança bilionária deixada pelo apresentador
Tarsila do Amaral
Exposição Steam Universo Curioso tem ambiente com obras e e informações sobre trajetória de Tarsila do Amaral no Engenho Central de Piracicaba
Gabriela Ferraz/EPTV
Em abril deste ano, a suspeita de que uma obra de arte atribuída por um colecionador à Tarsila do Amaral fosse falsa recolocou luzes sobre as disputas familiares que envolvem a herança deixada pela maior pintora do Brasil.
Falecida em 1973, aos 86 anos, Tarsila deixou um imenso legado com suas obras que, hoje, valem milhões. Ela não deixou filhos ou cônjuge, que são os herdeiros necessários, por lei. Então, seu espólio é administrado e dividido entre outros familiares.
Em 2005, esse espólio passou a ser administrado por quatro sobrinhos-netos — Tarsilinha, Paulo, Luís Paulo e Heitor —, que montaram uma empresa para cuidar dos licenciamentos e royalties provenientes das exposições e produtos feitos com base na obra da artista.
Quem ficava à frente das negociações era Tarsilinha. Então, qualquer renda proveniente da obra, era dividida em quatro partes iguais para os sobrinhos, que repassavam o dinheiro entre as outras dezenas de parentes. Além disso, Tarsilinha era remunerada com 10% do valor dos negócios pelo trabalho com a administração da empresa.
As coisas funcionaram dessa maneira até 2020, quando, depois da venda de dois quadros da pintora por cifras milionárias, os outros três sobrinhos também passaram a se interessar pela administração dos licenciamentos e royalties.
Os quadros "A Lua" e "A Caipirinha" foram vendidos por, respectivamente, US$ 74 milhões (o equivalente a R$ 389,8 milhões) e US$ 57,5 milhões (R$ 302,9 milhões).
Embora os quadros já não estivessem sob controle da família, a lei brasileira determina que pelo menos 5% dos valores obtidos com revenda de obras seja destinado para o artista ou seus herdeiros.
Isso fez com que os familiares de Tarsila levassem uma bolada, ao mesmo tempo em que o interesse popular pelas obras da artista cresceu, com uma maior busca por licenciamentos para produtos e exposições.
Com isso, os outros três herdeiros sócios da empresa passaram a exigir que qualquer decisão de Tarsilinha contasse com a aprovação de, pelo menos, mais um dos sobrinhos de Tarsila, o que faz a relação entre eles azedar.
Em 2022, Tarsilinha renunciou ao cargo que ocupava na empresa e é processada pelos outros sobrinhos por supostas fraudes na administração das obras da artista. Agora, quem administra a empresa é Paola Montenegro, filha de Paulo.
Chico Anysio
Chico Anysio em 2009, em seu apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
Aline MAssuca/AE
Em uma entrevista que foi ao ar na última quarta-feira (5), o ator e humorista Bruno Mazzeo disse que seu pai, Chico Anysio, não deixou herança nem dívidas para os seus herdeiros.
A declaração, feita 12 anos após a morte de Chico, é mais um capítulo nas várias controvérsias envolvendo a herança do humorista, que criou a primeira versão da "Escolinha do Professor Raymundo".
O testamento de Chico tinha como inventariante sua última esposa, Malga Di Paula, mas foi anulado pela Justiça em 2020 porque não deixava nada para um de seus oito filhos, o também humorista Lug de Paula. A legislação brasileira não permite que um pai deserde um filho.
Malga afirmou, em entrevistas, que Chico queria que todos os seus bens materiais (como carros e imóveis) fossem destinados para ela, enquanto os filhos herdariam apenas os bens intelectuais (como livros e outras obras). A Justiça também não permite isso, porque 50% dos bens devem ser distribuídos entre os filhos.
Malga é investigada por conta de sua conduta como inventariante, já que as dívidas que envolvem os bens de Chico, principalmente com seus imóveis, deixaram de ser pagas e já acumulam altos juros.
Um dos filhos de Chico, Nizo Neto, disse que o pai não era bom administrando seu dinheiro e que provavelmente "foi roubado".
Enquanto essa briga pela herança parece longe de terminar, os herdeiros garantem que ainda não viram nada do dinheiro deixado pelo pai.

+Milionária, concurso 153: prêmio acumula e vai a R$ 222 milhões

+Milionária, concurso 153: prêmio acumula e vai a R$ 222 milhões
Oito apostas que acertaram cinco dezenas e dois trevos levam R$ 88.600,96. Próximo sorteio será no quarta (12). Mais Milionária bilhete volante
Rafael Leal /g1
O sorteio do concurso 153 da +Milionária foi realizado na noite deste sábado (8), em São Paulo e nenhuma aposta acertou a combinação de seis dezenas e dois trevos. Com isso, o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 222 milhões.
Veja os números sorteados:
Dezenas: 09-10-13-20-34-50
Trevos: 1-6
Os outros ganhadores foram:
5 acertos + 2 trevos – 8 apostas ganhadoras: R$ 88.600,96
5 acertos + 1 ou nenhum trevo – 61 apostas ganhadoras, R$ 5.164,35
4 acertos + 2 trevos – 309 apostas ganhadoras, R$ 1.092,32
4 acertos + 1 ou nenhum trevo – 2744 apostas ganhadoras, R$ 123,00
3 acertos + 2 trevos – 4536 apostas ganhadoras, R$ 50,00
3 acertos + 1 trevo – 30148 apostas ganhadoras, R$ 24,00
2 acertos + 2 trevos – 31674 apostas ganhadoras, R$ 12,00
2 acertos + 1 trevo – 224933 apostas ganhadoras, R$ 6,00
O próximo sorteio será na quarta-feira (12).
Números sorteados no concurso 153 da +Milionária.
Reprodução
+Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa
Sobre a +Milionária
As chances de vencer na loteria são ainda menores do que na Mega-Sena tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois “trevos”. (veja no vídeo mais abaixo)
O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis.
Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que chegam a R$ 83,1 mil.
A +Milionária teve seu primeiro sorteio em maio de 2022. Na época, a Caixa informou que ela foi a primeira modalidade "a oferecer prêmio mínimo de dois dígitos de milhões". Cada concurso distribui o valor mínimo de R$ 10 milhões. Saiba mais aqui.
Além disso, a +Milionária se destaca por ter dez faixas de premiação. São elas:
6 acertos + 2 trevos
6 acertos + 1 ou nenhum trevo
5 acertos + 2 trevos
5 acertos + 1 ou nenhum trevo
4 acertos + 2 trevos
4 acertos + 1 ou nenhum trevo
3 acertos + 2 trevos
3 acertos + 1 trevo
2 acertos + 2 trevos
2 acertos + 1 trevo