Temu no Brasil: por que empresa virou ameaça para gigantes Shopee, Shein e Amazon

Minutos pagantes: promessa de lucro fácil em jogos caça-níquel online é fraude, dizem especialistas e setor
Empresa iniciou suas vendas no Brasil, acirrando a concorrência no varejo nacional. Estima-se que 152 milhões de americanos acessam a Temu todos os meses
Getty Images via BBC
A gigante chinesa de comércio eletrônico Temu começou nesta quinta-feira (6/6) a vender no Brasil.
A empresa de comércio eletrônico é considerada uma "mistura de Shopee e Shein".
Nos países em que já está em funcionamento, a gigante varejista chinesa enfrenta críticas, como as feitas por políticos no Reino Unido e nos EUA — uma investigação do governo americano concluiu que existe um "risco extremamente elevado" de que os produtos vendidos na Temu possam ter sido fabricados com trabalho análogo à escravidão.
A Temu afirma que "proíbe estritamente" o uso de trabalho forçado, penal ou infantil por todos os seus vendedores.
A empresa, que vende de tudo — de roupas a eletrônicos e móveis — foi lançada nos EUA em 2022 e mais tarde no Reino Unido e no resto do mundo.
Desde então, ela tem liderado consistentemente os rankings globais de downloads de aplicativos, com quase 152 milhões de americanos usando a plataforma todos os meses, de acordo com dados coletados pela ferramenta de análise SimilarWeb.
É a "Amazon turbinada", diz o analista de varejo Neil Saunders.
Com o slogan "compre como um bilionário", a popularidade da plataforma explodiu, realizando entregas em cerca de 50 países em todo o mundo.
A Temu gastou perto de US$ 1,7 bilhão em anúncios em 2023, de acordo com a SimilarWeb
TEMU via BBC
Marketing agressivo
Durante a final deste ano do Super Bowl, principal partida de futebol americano nos EUA, foram veiculados seis comerciais de 30 segundos da Temu.
Um comercial desses na final da competição custa cerca de US$ 7 milhões (R$ 35 milhões).
"É muito dinheiro para um comercial muito curto", diz Saunders.
"Mas ele é visto por um número enorme de pessoas e sabemos que depois daquele comercial os downloads da Temu dispararam", acrescenta.
Os dados da SimilarWeb apontam que o número de visitantes individuais da plataforma em todo o mundo aumentou em quase 25% no dia do Super Bowl em comparação com o domingo anterior, com 8,2 milhões de pessoas navegando no site e no aplicativo.
No mesmo período, os visitantes da Amazon e do Ebay caíram 5% e 2%, respectivamente.
"Eles também gastaram muito dinheiro em micromarketing, convencendo influenciadores a promover produtos e sugerir compras na plataforma por meio de redes sociais como TikTok e YouTube", diz Saunders.
Esses influenciadores normalmente têm menos de 10 mil seguidores, de acordo com Ines Durand, especialista em comércio eletrônico da SimilarWeb.
"Os microinfluenciadores têm comunidades fortes, por isso seu apoio significa uma forte confiança nestes produtos", explica ela.
A Temu é propriedade da gigante chinesa Pinduoduo Holdings — "um monstro no comércio eletrônico chinês", segundo Shaun Rein, fundador do China Market Research Group.
"Em toda a China, todos compram produtos na Pinduoduo, desde caixinhas de som até camisetas ou meias", diz ele.
Da fábrica para o cliente
A empresa compete com a rival Alibaba pelo primeiro lugar entre as empresas chinesas mais valiosas listadas na bolsa de valores dos EUA.
Seu valor atual é de pouco menos de US$ 150 bilhões (R$ 750 bilhões – a título de comparação, a Petrobras, empresa mais valiosa da bolsa brasileira está avaliada atualmente em R$ 478 bilhões).
Com o mercado consumidor chinês sob seu domínio, a Pinduoduo Holdings expandiu-se para o exterior com a Temu, utilizando o mesmo modelo que garantiu seu sucesso anterior. Segundo Rein, que mora em Xangai, a empresa tornou-se uma grande fonte de orgulho e patriotismo.
"Eles [os chineses] estão orgulhosos de que as empresas chinesas possam matar os dragões do comércio eletrônico dos Estados Unidos, como a Amazon", afirma.
Uma rápida navegação pelo aplicativo ou pelo site da Temu traz de tudo, desde tênis com biqueira de aço até um dispositivo projetado para ajudar idosos e mulheres grávidas a calçar meias. A coleção variada de bens manufaturados é quase inteiramente produzida em fábricas na China, explica Rein.
"A Temu usa um sistema incrível baseado na coleta de dados em grande escala", diz Ines Durand.
"Eles coletam dados sobre tendências de consumo, os produtos mais pesquisados e clicados, e fornecem [essas informações] aos fabricantes individuais."
Durand diz que, enquanto a Amazon vende estes dados aos fabricantes a um preço elevado, a Temu entrega gratuitamente aos produtores – informações que estes utilizam para "testar o mercado" com um número relativamente pequeno de produtos.
A plataforma costuma usar imagens geradas por inteligência artificial para se manter atualizada com as últimas tendências, de modo que o produto à venda pode nem existir ainda, de acordo com Durand. Então eles são enviados ao consumidor por via aérea.
"Isso significa que os produtos não precisam ser armazenados. Eles não precisam ir para estoques, uma vez que são enviados de avião, vão direto para o cliente", diz Ines Durand.
A Temu envia produtos direto das fábricas na China para o cliente
GETTY IMAGES via BBC
Brecha tributária
Um terço dos pacotes que chegaram aos EUA no ano passado, se aproveitando de uma brecha tributária, eram da Temu e da concorrente Shein, de acordo com um relatório do Congresso dos EUA.
Muitos países têm um limite para a isenção de compras internacionais, concebido para ajudar os cidadãos a importar bens.
No entanto, novas regulações podem estar no horizonte para fechar brechas no comércio internacional, de acordo com Mickey Diaz, diretora de operações da empresa global de frete Unique Logistics.
"O Reino Unido já começou a olhar para a Temu com algum escrutínio, incluindo a venda de armas que de outra forma não seriam permitidas no Reino Unido, que estavam sendo importadas devido a essas brechas", explica ela.
Questão trabalhista
A Temu também tem sido criticada com relação às suas cadeias de fornecedores, com políticos do Reino Unido e EUA acusando a gigante do comércio eletrônico de permitir a venda no seu site de bens produzidos com trabalho análogo à escravidão.
No ano passado, a deputada britânica Alicia Kearns, chefe do comitê seleto de relações exteriores, disse à BBC que queria um maior escrutínio do marketplace online para garantir que "os consumidores não contribuam inadvertidamente para o genocídio uigur".
Kearns, que é membro do Partido Conservador do Reino Unido, se referia aos alegados abusos aos direitos humanos perpetrados pelo governo da China contra o povo uigur e outras minorias étnicas e religiosas.
A Temu, por sua vez, afirma que "proíbe estritamente" o uso de trabalho forçado, penal ou infantil por todos os seus vendedores.
A empresa disse ainda à BBC que qualquer um que faça negócios com ela deve "cumprir todos os padrões regulatórios e requisitos de conformidade".
"Os comerciantes, fornecedores e outros terceiros devem pagar seus funcionários e contratados em dia e cumprir todas as leis locais aplicáveis sobre salários e horários", disse um porta-voz da varejista.
"Nossos padrões e práticas atuais não são diferentes de outras grandes plataformas de comércio eletrônico em que os consumidores confiam, e as acusações a esse respeito são completamente infundadas", acrescentou o representante.
Apesar das polêmicas, analistas esperam maior expansão para a Temu.
"Provavelmente veremos as equipes começarem ampliar sua oferta, talvez apostando em alguns produtos com preços ligeiramente mais elevados", prevê o analista de varejo Neil Saunders.
Segundo Shaun Reid, o foco será conquistar uma fatia ainda maior do mercado.
"Nos próximos dois ou três anos, a estratégia deles será apenas aumentar o reconhecimento da marca e a participação no mercado. Eles não se importam com os lucros", afirma.
"Foi exatamente isso que aconteceu com a Pinduoduo quando foi lançada na China. Eles estavam oferecendo produtos incrivelmente baratos apenas para conquistar participação de mercado."
*Com a colaboração da BBC News Brasil para informações referentes ao Brasil.

Curso gratuito mostra como criar abelhas sem ferrão

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Campeões em mandar áudio e figurinhas: veja o que o dono do WhatsApp disse sobre os brasileiros

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Brasileiros mandam quatro vezes mais áudios no WhatsApp do que qualquer outro país, disse Mark Zuckerberg durante um evento em São Paulo nesta quinta-feira (6). O CEO da Meta também aproveitou para falar sobre a liberação da assistente de inteligência artificial integrada à empresa no Brasil. Brasil manda 4x mais áudios no WhatsApp do que outros países, diz Zuckerberg
Os brasileiros estão entre as pessoas mais ativas do mundo no Whatsapp e enviam quatro vezes mais mensagens de voz no aplicativo do que qualquer outro país, disse Mark Zuckerberg durante o Meta Conversations, evento global que aconteceu na quinta-feira (6) em São Paulo.
"As pessoas no Brasil enviam mais figurinhas, participam mais de enquetes e enviam quatro vezes mais mensagens de voz no WhatsApp do que em qualquer outro país", afirmou o CEO da Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp), Mark Zuckerberg.
"Um país que realmente abraçou o poder da mensageria para se conectar, expressar-se e fazer negócios. Vocês tornaram o 'Zap Zap' algo próprio e vocês estão entre as pessoas mais ativas do mundo no app".
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anuncia novidades para o WhatsApp, Instagram e Facebook em evento realizado em São Paulo
Divulgação/Meta
No vídeo, o fundador da rede social também aproveitou para falar sobre a liberação da assistente de inteligência artificial integrada ao WhatsApp, Instagram, Facebook e Messenger.
A "IA da Meta" deve ser lançada, no Brasil, em julho. A tecnologia promete interagir com os usuários, gerar imagens, criar textos e responder perguntas.
O serviço chega em português e é um assistente virtual (ou "chatbot") que interage com os usuários nas redes sociais das empresas, respondendo a perguntas, criando textos e também gerando imagens.
A iniciativa tenta concorrer com outras IAs do mercado como o ChatGPT, da OpenAI, e o CoPilot, da Microsoft, foi apresentada nos Estados Unidos em abril. A tecnologia usada pela "IA da Meta" é a Llama 3, que é uma espécie de “cérebro” do assistente.
No WhatsApp, por exemplo, a Meta afirma que a IA vai ajudar as empresas, respondendo às perguntas mais populares que são recebidas no aplicativo de mensagens para que possam ajudar rapidamente os clientes a encontrar as respostas que desejam.
Segundo Zuckerberg, o objetivo da Meta é "construir o melhor serviço de IA do mundo".
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Meta/ Reprodução
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Nvidia, Microsoft e OpenAI serão investigadas por supostas práticas contra a concorrência

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Desde o lançamento em 2022 do ChatGPT, um dos sistemas de inteligência artificial mais populares do mundo, teve início uma corrida frenética pela liderança desse terreno digital. Logo da Nvidia
REUTERS/Mike Blake
O governo dos Estados Unidos vai abrir investigações para determinar se a OpenAI, Nvidia e Microsoft são culpadas de práticas contra a concorrência, informou nesta quinta-feira (06) o New York Times.
Segundo o jornal, o Departamento de Justiça vai conduzir as investigações sobre a fabricante de chips Nvidia, enquanto a Comissão Federal de Comércio (FTC) vai se concentrar na OpenAI e Microsoft.
Procurados pela AFP, a OpenAI, Nvidia, o Departamento de Justiça e a FTC não fizeram comentários, e a Microsoft não respondeu ao contato.
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Desde o lançamento em 2022 do ChatGPT, um dos sistemas de inteligência artificial (IA) mais populares do mundo, teve início uma corrida frenética pela liderança desse terreno digital.
O desenvolvimento dessa tecnologia requer um investimento gigante, principalmente em servidores e processadores para treinar os programas de IA, conhecidos como grandes modelos de linguagem (LLM).
Poucas gigantes tecnológicas podem fazer o investimento necessário para se tornarem players legítimas da IA generativa. A OpenAI está muito bem posicionada, por ter sido pioneira ao lançar o ChatGPT.
A Microsoft também saiu na frente, graças a uma parceria com a OpenAI, ao implementar essa tecnologia em produtos e serviços, o que lhe permitiu começar a rentabilizar o investimento.
A Nvidia, por sua vez, ocupa uma posição central na indústria dos semicondutores. Seus chips, conhecidos como unidades de processamento gráfico (GPUs), são os mais demandados para o desenvolvimento da IA generativa.
A FTC anunciou em janeiro a abertura de uma investigação sobre os investimentos gigantes feitos pela Microsoft, Google e Amazon nas principais startups de IA generativa, OpenAI e Anthropic.

Minutos pagantes: promessa de lucro fácil em jogos caça-níquel online é fraude, dizem especialistas e setor

Minutos pagantes: promessa de lucro fácil em jogos caça-níquel online é fraude, dizem especialistas e setor
Pessoas afiliadas infringem regras para receber comissão das bets, enganando jogadores que buscam aumentar os ganhos. Setor defende regulamentação para lidar com o problema e responsabilizar fraudadores. Jogo caça-níquel Fortune Tiger, conhecido como jogo do tigrinho
Matheus Moreira
Popular nas redes sociais e no WhatsApp, a estratégia para jogos de caça-níquel online conhecida como minutos pagantes é uma fraude, segundo especialistas e representantes do próprio setor de apostas.
De acordo com os promotores da estratégia, os minutos pagantes seriam momentos em que os jogos tendem a pagar mais prêmios: se o minuto pagante for 9, o jogo poderia pagar mais em horários que terminam em 9, como 12h59 ou 15h19.
Uma tática comum é dizer que há um bug (erro) no jogo e que, ao seguir uma série de ações durante os supostos minutos pagantes, seria possível ganhar dinheiro.
Isso não funciona, diz Ana Paula Gatti, diretora da Associação Brasileira dos Bingos, Cassinos e Similares (Abrabincs), que define a promessa como parte de “universo paralelo de comercialização de estratégias secretas” infundadas.
“Se comprovada a inexistência de minutos pagantes, e se for certificada a aleatoriedade dos jogos, estamos diante da figura de influenciadores que estão enganando seus seguidores para obter lucros com a venda de estratégia falsa e com o comissionamento da perda desses apostadores; que podem estar sendo lesados duplamente”, disse.
Caso, eventualmente, a estratégia funcione, aí a fraude está na plataforma, segundo Ana Paula. Isso porque os caça-níqueis são jogos de azar e, por princípio, os resultados devem ser gerados de forma aleatória, sem padrão definido, e os resultados devem ser imprevisíveis – semelhante ao que acontece nas loterias.
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Os números que aparecem no caça-níquel online são gerados por meio de um RNG (Gerador de Números Aleatórios, na sigla em português). As imagens que aparecem no caça-níquel como frutas, sinos, sacos de moeda, tigres – daí a popularização da expressão "jogo do tigrinho" – são apenas representações visuais desses números.
“Não existe nada que um cliente possa fazer antes ou durante [uma rodada de um jogo caça-níquel] que possa influenciar no resultado”, afirma Leonardo Benites, diretor de comunicação da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa as plataformas de jogos online.

Por que, então, a tática de minutos pagantes é tão popular?
Segundo especialistas e representantes do próprio setor, a promessa dos minutos pagantes é feita, muitas vezes e de forma irregular, por afiliados das plataformas de apostas, que ganham comissão de acordo com o volume de apostas que conseguem atrair para ela.
Essa promessa é divulgada de forma massiva em sites. Nos últimos 30 dias, por exemplo, o termo teve mais menções no WhatsApp que o ministro Fernando Haddad e um volume semelhante a Bolsa Família, segundo dados da Palver, que monitora 70 mil grupos públicos do aplicativo de mensagens.
Segundo Luis Fakhouri, diretor da Palver, o fato de "minutos pagantes" apresentar uma consistência no número de menções diárias ao termo traz indícios de envio automatizado.
A ANJL diz que os afiliados pegos divulgando estratégias falsas para obtenção de ganhos nos jogos, deve ser expulso pela plataforma expulso da associação.
"O problema fica no colo do operador [casa de apostas], porque quando aquele cliente descobre que, na verdade, passou por um golpe, foi enganado, o único contato que ele tem é com o operador. E aí o operador fala, 'olha, não sabemos de nada disso que está acontecendo'", diz Benites, diretor de comunicação da associação.
Presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL), Magnho José defende o estabelecimento de normas mais claras sobre os jogos online.
"Essa conduta dos influenciadores só será resolvida com a regulamentação porque as plataformas vão ter responsabilidade sobre o que os influenciadores estão sugerindo aos seus seguidores”, diz.
Lei de 2023 autorizou jogos de caça-níquel online
Os jogos de caça-níquel online foram autorizados no Brasil pela lei 14.790/2023, a mesma que regulamentou o funcionamento das bets – como são chamadas as plataformas de apostas esportivas.
A lei autoriza que esse tipo de jogo de resultado aleatório seja ofertado exclusivamente online – ou seja, não permite a instalação de máquinas físicas para a realização desse tipo de jogo, e proíbe a veiculação de "afirmações infundadas" sobre as chances de ganhar.