Leilão da Conab arremata 263 mil toneladas de arroz, com preço médio de R$ 24,98 a R$ 25

Quatro maiores bancos comerciais representaram 58% do mercado de crédito em 2023, diz BC
Os lotes arrematados foram de produtores locais, do Ceará, Bahia e Maranhão. Segundo o ministro ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, foi definido o preço justo pelo produto. Governo arremata 263 mil toneladas de arroz a R$ 25
Foi realizado nesta quinta-feira (6) o leilão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a importação de arroz. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, falou ao blog sobre o resultado, que somou 263 mil toneladas das 300 mil previstas.
Os lotes arrematados foram de produtores locais, do Ceará, Bahia e Maranhão. O preço médio atingido foi de R$ 24,98 a R$ 25
"Nós sempre dissemos que não faltaria arroz, mas houve quem especulasse em cima da tragédia. Depois das cheias, o preço do arroz saltou e teve gente vendendo a R$ 40 um saco de cinco quilos. Esse leilão não só reforça que não haverá desabastecimento, como prova o valor justo do produto: R$ 25", afirmou Fávaro.
Nesta quinta, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Fernando Quadros da Silva, acatou pedido da Advocacia-Geral da União e liberou a realização do leilão para compra de arroz. A medida era uma reivindicação do governo federal, para garantir estoque e impedir uma escalada nos preços do produto.
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Colheita de arroz.
GloboNews/Reprodução
O governo decidiu importar arroz poucos dias depois do início das enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional do grão, mas já havia colhido 80% do cereal antes das inundações.
No dia 7 de maio, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o governo decidiu comprar arroz para evitar alta de preços diante da dificuldade pela qual o estado passava para transportar o grão para o restante do país. Na ocasião, ele disse também que nenhum atacadista, naquele momento, tinha "estoques para mais de 15 dias".
Os pacotes importados virão com os logotipos da Conab e da União, além do escrito "Produto Adquirido pelo Governo Federal". O produto terá um preço tabelado: será vendido em pacotes de 5 quilos por R$ 20 reais, ou seja, por R$ 4 o quilo, como o governo tem anunciado.

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Justiça Federal acolhe pedido do Novo e suspende leilão da Conab para importação de 300 mil toneladas de arroz

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Iniciativa para importar arroz se deve às inundações no Rio Grande do Sul, um dos principais estados produtores. A Justiça Federal da 4ª Região atendeu a uma solicitação do partido Novo e suspendeu o leilão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) previsto para importar 300 mil toneladas de arroz. O juiz federal substituto Bruno Risch Fagundes de Oliveira concedeu uma liminar que impede a realização do evento, agendado para esta quinta-feira (6).
A iniciativa para importar arroz se deve às inundações no Rio Grande do Sul, um dos principais estados produtores.
Em sua decisão, o juiz Oliveira destacou que a urgência do caso se deve ao agendamento iminente do leilão e ressaltou que, apesar das enchentes recentes no Rio Grande do Sul, não há indicações concretas de que esses eventos tenham causado desabastecimento que justifique a importação.
“Não há indicativo de perigo concreto de desabastecimento de arroz no mercado interno ocasionado pelas enchentes no Rio Grande do Sul, mas apenas um apontamento de dificuldade temporária no escoamento da produção local”, afirmou.
Em nota, a Conab disse que "a Advocacia Geral da União, junto com o jurídico da Conab, já está trabalhando nas medidas cabíveis".
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A decisão também aponta que as justificativas para o leilão, baseadas nas portarias e medidas Provisórias emitidas devido ao estado de calamidade, não são suficientes para justificar a ação.
“A efetivação do leilão para compra de arroz importado, fundada em medidas provisórias cuja motivação é o estado de calamidade ocasionado pelas enchentes, não se justifica pelas razões apresentadas pela Conab”, explicou o magistrado.
Rótulo
Mais cedo, a Conab divulgou o rótulo do arroz que seria importado.
Os pacotes virão com os logotipos da Conab e da União, além do escrito "Produto Adquirido pelo Governo Federal". O produto terá um preço tabelado: será vendido em pacotes de 5 quilos por R$ 20 reais, ou seja, por R$ 4 o quilo, como o governo tem anunciado.
Imagem do rótulo do pacote de arroz que será vendido por governo federal
Reprodução
Importação: motivos e críticas
O governo decidiu importar arroz poucos dias depois do início das enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional do grão, mas já havia colhido 80% do cereal antes das inundações.
No dia 7 de maio, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o governo decidiu comprar arroz para evitar alta de preços diante da dificuldade pela qual o estado passava para transportar o grão para o restante do país. Na ocasião, ele disse também que nenhum atacadista, naquele momento, tinha "estoques para mais de 15 dias".
Em maio, durante as enchentes, o arroz atingiu a sua maior cotação no dia 22, quando a saca chegou a R$ 122, uma alta de 15% em relação ao início do mês. A partir de então, o preço começou a recuar e atingiu R$ 118 na terça-feira (4).
Em entrevista ao g1, o presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o deputado Luciano Silveira (MDB), disse que a decisão do governo foi precipitada. "Nós tínhamos sim, em um primeiro momento, problemas de logística, mas isso tudo foi resolvido", disse.
Segundo ele, as rotas de escoamento de arroz estão, atualmente, liberadas. "Tu vai pegar a BR-290, em direção à Uruguaiana, que é um grande produtor, nós estamos com ela liberada. Tu vai pegar a Zona Sul, pela BR-116, está liberada", disse.
"Nós estamos com problema [logístico] no Vale do Taquari, onde o principal produto é a proteína animal, e na Serra Gaúcha, onde também não tem arroz", afirmou.
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Além disso, Silveira e a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Fedearroz) afirmam que o arroz colhido pelos produtores nacionais é suficiente para abastecer o país. Segundo a associação, o estado deve colher 7,1 milhões de toneladas do grão nesta safra, uma redução de 1,2% em relação à temporada anterior.
"O subsídio deveria ter sido feito para o produtor gaúcho", disse Silveira. "Não é um momento de desestimular a produção, nós já passamos por muitas dificuldades", destacou.
Na segunda-feira (3), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do governo. A ADI pede a suspensão do leilão.
"A importação, de acordo com a entidade, vai afetar uma cadeia produtiva 'com potencial de desestruturá-la, criando instabilidade de preços, prejudicando produtores locais de arroz, desconsiderando os grãos já colhidos e armazenados, e, ainda, comprometendo as economias de produtores rurais que hoje já sofrem com a tragédia e com os impactos das enchentes", ressaltou a entidade.
Além disso, o juiz salientou que a produção de arroz vem diminuindo ao longo dos anos e que a situação econômica, incluindo dados de inflação de abril de 2024, não corroboram a necessidade de importação emergencial. Oliveira enfatizou que a realização do leilão de forma apressada, sem uma avaliação adequada da situação e outras soluções possíveis, era prematura.
A liminar suspende temporariamente o leilão, permitindo tempo para uma avaliação mais detalhada das necessidades de importação frente à produção nacional e às condições de mercado. A decisão pode ter impactos significativos nas políticas de abastecimento alimentar e na gestão de crises agropecuárias no país.

Tribunal suspende liminar que impedia leilão de arroz do governo federal

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Certame que seria realizado pelo governo Lula para minimizar impactos da tragédia no RS sobre o abastecimento, havia sido vetado por liminar (decisão provisória) a pedido de parlamentares do Partido Novo, de oposição ao governo. Arroz na colheitadeira
Celso Tavares / g1
O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Fernando Quadros da Silva, acatou pedido da Advocacia-Geral da União e liberou a realização do leilão para compra de arroz. A medida era uma reivindicação do governo federal, para garantir estoque e impedir uma escalada nos preços do produto.
Parlamentares do partido Novo, de oposição ao governo, tinham acionado a Justiça para vetar a compra emergencial. A AGU ingressou com recurso, e o presidente do TRF-4 assentiu.
“Restaram demonstrados os riscos de grave lesão aos bens juridicamente protegidos pela legislação de regência e que decorrem dos efeitos causados pela tutela liminar concedida em primeiro grau, em especial grave lesão à ordem público-administrativa”, escreveu o magistrado em decisão a que o blog teve acesso.
Com isso, o leilão, previsto para hoje, está liberado. Houve ordem de comunicação urgente aos órgãos que vão conduzir a compra.
Ao g1, a Conab confirmou que o leilão está mantido, com início às 9h.
Cheias no Rio Grande do Sul
O governo decidiu importar arroz poucos dias depois do início das enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da produção nacional do grão, mas já havia colhido 80% do cereal antes das inundações.
No dia 7 de maio, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o governo decidiu comprar arroz para evitar alta de preços diante da dificuldade pela qual o estado passava para transportar o grão para o restante do país. Na ocasião, ele disse também que nenhum atacadista, naquele momento, tinha "estoques para mais de 15 dias".
Os pacotes importados virão com os logotipos da Conab e da União, além do escrito "Produto Adquirido pelo Governo Federal". O produto terá um preço tabelado: será vendido em pacotes de 5 quilos por R$ 20 reais, ou seja, por R$ 4 o quilo, como o governo tem anunciado.

Quatro maiores bancos comerciais representaram 58% do mercado de crédito em 2023, diz BC

Quatro maiores bancos comerciais representaram 58% do mercado de crédito em 2023, diz BC
Informações constam no Relatório de Economia Bancária de 2023, divulgado nesta quinta-feira. Instituição mudou formato do indicador de concentração bancária. Fachada do Banco Central do Brasil.
Marcello Casal/Agência Brasil
Os quatro maiores conglomerados bancários do país (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) encerraram 2023 com 57,8% do mercado de crédito e com 57,9% dos depósitos totais. As informações foram divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (6).
Os números do BC mostram queda marginal na concentração bancária no país. Em 2022, segundo a instituição, os quatro maiores bancos do país detinham 58,6% das operações de crédito e 58,4% dos depósitos totais do sistema financeiro nacional.
"A concentração no Sistema Financeiro Nacional reduziu-se em 2023, seguindo a tendência dos últimos anos (…) A redução da concentração envolveu o aumento da participação dos segmentos das cooperativas de crédito e instituições não bancárias", informou o BC.
Ainda segundo o BC, a queda na concentração bancária em 2023 pode ser associada:
à atuação das instituições não bancárias no mercado de cartão de crédito e de crédito sem consignação;
as cooperativas de crédito se destacaram por sua atuação nos mercados de cheque especial e de capital de giro.
Segundo Banco Central, tem menos dinheiro físico circulando no mercado
A divulgação de dados de concentração bancária por parte do Banco Central mudou de formato. Até 2021, o BC contabilizava os cinco maiores bancos para auferir a concentração bancária — ano em que essas instituições financeiras detinham 81,4% do mercado de crédito do país.
O g1 entrou em contrato com o Banco Central, por meio de sua assessoria de imprensa, e questionou por que foi alterado o formato de divulgação dos dados de concentração bancária, mas não obteve resposta até a última atualização dessa reportagem.
A instituição informou também, por meio do relatório de economia bancária, que a concorrência no mercado de crédito aumentou em 2023, ao mesmo tempo em que a concorrência em serviços financeiros ficou relativamente estável.
"Em geral, desde o início da pandemia, tem-se observado aumento da concorrência ou pelo menos relativa estabilidade. A concorrência nos segmentos bancário e cooperativo do mercado de crédito aumentou", acrescentou o Banco Central.