Fortuna dos mais ricos atinge o maior nível histórico, afirma estudo

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Segundo a Capgemeni, em 2023, eram 22,8 milhões de pessoas no mundo com patrimônio superior a um milhão de dólares. A fortuna total dessas pessoas foi de 86,8 trilhões de dólares.
Pixabay
O mundo nunca teve tantas pessoas ricas e sua fortuna nunca foi tão elevada, graças aos investimentos na Bolsa, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (5) pela consultoria Capgemeni.
O número de ricos no mundo, que para a Capgemeni são as pessoas cujo capital disponível, sem considerar sua residência habitual, ultrapassa um milhão de dólares, aumentou 5,1% em um ano e alcançou a marca de 22,8 milhões pessoas em 2023, afirma o estudo "World Wealth Report".
A fortuna desta categoria de pessoas também aumentou, com um patrimônio total avaliado em 86,8 trilhões de dólares, ou seja, 4,7% a mais do que um ano antes.
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Os dois valores representam recordes desde que a Capgemini começou a publicar o estudo anual, em 1997.
O aumento das fortunas é consequência, sobretudo, do crescimento das Bolsas de todo o mundo: o índice americano Nasdaq cresceu 43% e o S&P 500 avançou 24% em 2023; o CAC 40 de Paris subiu 16% e o DAX de Frankfurt 20%.
"As ações cresceram com o mercado de tecnologia, estimuladas pelo entusiasmo provocado pela inteligência artificial generativa e seu potencial impacto na economia", afirmou a Capgemeni, que avalia a situação de 71 países e utiliza, como metodologia, um sistema de registros estatísticos e uma representação gráfica chamada curva de Lorenz.
Em 2022, o patrimônio dos mais ricos teve o retrocesso mais expressivo em 10 anos, devido à queda das cotações.
No ano passado, a América do Norte registrou o maior avanço no número de milionários, com um aumento de 7,1%, e também no valor da fortuna (+7,2%), à frente da Ásia-Pacífico e da Europa.
O nível de riqueza e o aumento paralelo das desigualdades motivaram, nos últimos anos, vários debates sobre como fazer com que as grandes fortunas contribuam de maneira mais eficiente com os impostos.
No G20, Brasil e França defendem a adoção de um imposto mínimo mundial para os maiores patrimônios, que poderia render 250 bilhões de dólares adicionais, caso os 3 mil bilionários do planeta pagassem ao menos o equivalente a 2% da sua fortuna em impostos sobre a renda, uma das hipóteses debatidas.

Disputa da ‘blusinha’ passa até por mãe de prefeito de Maceió

A taxação em 20% de compras de até US$ 50 no exterior está na berlinda e as razões passam pela mãe do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, e pela prima do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), Jó Pereira, que é secretária de Educação de Maceió.
O enrosco da politica de Alagoas, de onde é também o relator do projeto de lei no Senado, Rodrigo Cunha (Podemos-AL), envolve as eleições deste ano, para a prefeitura da capital, e o jogo para o pleito de 2026.
Está avançada a negociação para que Cunha seja candidato a vice-prefeito na chapa de reeleição de JHC, acordo que interessa a família Caldas, porque a mãe do prefeito é a 1ª suplente de Cunha e assumiria a vaga no Senado em caso de vitória.
Relator da 'taxação das blusinhas' nega ter sido convidado para ser vice em Maceió
Essa articulação, contudo, desagrada Lira, porque embaralha o jogo de 2026 — em que o deputado pretende disputar uma vaga ao Senado.
Na aliança com JHC, Lira havia acordado que indicaria o vice do prefeito neste ano. Sua intenção era colocar na vaga sua prima Jó Pereira.
Mas, para JHC, faz mais sentido hoje garantir a mãe no Senado, segurando uma vaga para ele próprio disputar em 2026.
Mas porque um senador, no caso Rodrigo Cunha, abriria mão da cadeira em Brasília para ocupar a vice-prefeitura? A leitura de muitos políticos em Alagoas é que ele teria poucas chances de se reeleger.
Retirada de pauta
Ao retirar a taxação das compras de até US$ 50 da pauta, Cunha ainda joga no colo de Lira o peso de ter defendido um aumento de impostos que bate no bolso de parte expressiva da população, em especial jovens que se utilizam dos sites chineses.
As articulações acabaram por rachar de vez bloco politico anti-Calheiros — contrário ao senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas —, que tem como principal meta reeleger Renan ao Senado, o que o tornaria o mais longevo senador da história recente da Casa.
No meio de tudo isso, a votação da taxação das compras de até US$ 50 ficou sem acordo. Depois do relator retirar o tema — corpo estranho, ou "jabuti", como se diz no Congresso — do projeto do Mover, um texto sobre transição energética, houve uma reunião de líderes e o governo não conseguiu acordo para aprovar.
Será no voto a voto, o que colocará os senadores frente a frente com uma taxação para lá de impopular.
Além do governo, que ganharia arrecadação, a taxação é importante para o setor de varejo no Brasil, que reclama da concorrência desleal dos produtos chineses que chegam com carga de impostos menor.
Na terça-feira (4), em entrevista à Globonews, Rodrigo Cunha rejeitou o argumento de que a política de Alagoas seja o motivo para cortar do PL do Mover a "taxa das blusinhas".
Segundo ele, o item era "corpo estranho" (ele cortou outros jabutis também) e, por ser de oposição ao governo, reforça que não é a favor do aumento da carga tributária. Mas não negou que pode vir a ser vice de JHC em outubro.

PEC das Praias dificultaria acesso da população às áreas à beira-mar e favoreceria especulação imobiliária, diz governo

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Ministério da Gestão divulgou nota com seis motivos que levaram o Executivo a se posicionar contra a proposta que está em debate no Senado; veja lista. Contrário à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode "privatizar" áreas à beira-mar que, atualmente, pertencem à União, o governo federal avaliou nesta quarta-feira (5) que a medida, se adotada, dificultaria o acesso da população ao mar e, também, favoreceria a especulação imobiliária.
A análise foi divulgada por meio de nota do Ministério da Gestão e Inovação.
Controversa, a proposta, que vem sendo chamada de PEC das Praias, está em análise no Senado. A polêmica cresceu ainda mais depois que a atriz Luana Piovani e o jogador Neymar trocaram farpas nas redes sociais por causa da PEC. O jogador de futebol já anunciou parceria com uma construtora para obras de um condomínio na beira do mar.
Segundo o Ministério da Gestão, a eventual privatização de terrenos à beira-mar poderia gerar as seguintes consequências:
impactos ambientais descontrolados, perda de receitas para a União e insegurança jurídica;
dificuldade de acesso da população às praias, já que ela favorece a especulação imobiliária e o interesse de um conjunto de empreendimentos costeiros;
comunidades pesqueiras também podem ser afetadas, pois precisam desses acessos para a sua produção, para a sua subsistência, fora os impactos que isso vai ter para os ecossistemas locais;
ocupação desordenada das áreas, ameaçando os ecossistemas brasileiros, tornando esses territórios mais vulneráveis aos eventos climáticos extemos;
construção de imóveis nas margens e praias de rios, áreas já visadas pela construção civil e pelo turismo, facilitando "negociações desiguais entre megaempresários e comunidades tradicionais, exacerbando conflitos fundiários";
desproteção dessas áreas, indo na contramão do que vários países têm feito de proteger essas regiões, de limitar o uso, de exercer soberania.
Entenda a polêmica sobre privatizar praias no Brasil
Nesta semana, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, já tinha dito que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é contrário à proposta.
"O governo tem posição contrária a essa proposta. O governo é contrário a qualquer programa de privatização das praias públicas, que cerceiam o povo brasileiro de poder frequentar essas praias. Do jeito que está a proposta, o governo é contrário a ela", afirmou Padilha em entrevista nesta segunda.
O texto já foi discutido em uma audiência pública no Senado, mas ainda está longe de ser analisado por comissões e pelo plenário da Casa.
"Foi bom ter tido essa audiência pública. Teve o debate, pode ter outras audiências. O governo é contrário à proposta do jeito que está neste texto. Vamos trabalhar contrário na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Tem muito tempo para discutir na CCJ", declarou o ministro Alexandre Padilha, na ocasião.
Depois da repercussão negativa sobre o texto, o próprio presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), indicou que a matéria não está entre as prioridades de votação.
Perguntas e respostas sobre a PEC
Veja nesta reportagem cinco perguntas e respostas sobre a PEC das Praias (clique no link para seguir ao conteúdo):
Como é hoje?
Como ficaria com a PEC?
Isso significa privatização?
⁠Quem defende?
Quem critica?
Como é hoje?
As áreas à beira-mar de que trata a PEC são chamadas de terrenos de marinha. Correspondem a uma faixa que começa 33 metros depois do ponto mais alto que a maré atinge. Ou seja, esses terrenos não abrangem a praia e o mar, região geralmente frequentada pelos banhistas. Essa parte continuaria pública. Os terrenos de marinha correspondem a uma camada mais atrás da praia, onde ficam geralmente hotéis e bares.
Veja a divisão das áreas na beira da praia
Ministério da Gestão e Inovação (MGI)
São uma faixa de terra contada a partir do ponto mais alto da marés- delimitada ainda no Brasil Colônia, em 1831. Rios e lagos que sofrem influência das marés são também considerados.
Os lotes correspondem a 48 mil km em linha reta e representam 70% de todas as áreas em nome do governo federal.
Pela legislação atual, a União, dona dos terrenos de marinha, pode permitir que pessoas e empresas usem e até transmitam as terras aos seus herdeiros. Mas, para isso, esses empreendimentos têm que pagar impostos específicos.
Como ficaria com a PEC?
O texto discutido no Senado prevê a autorização para a venda dos terrenos de marinha a empresas e pessoas que já estejam ocupando a área.
Pelo projeto, os lotes deixariam de ser compartilhados, entre o governo e quem os ocupa, e teriam apenas um dono, como um hotel ou resort.
Conforme o texto, só permaneceriam com o governo áreas ainda não ocupadas e locais onde são prestados serviços públicos, como portos e aeroportos, por exemplo.
Projeto de reurbanização da Praia Central, em Balneário Camboriú, com visão aérea mostrando calçadão e restinga
PMBC/Divulgação
Isso significa privatização?
A diretora de Oceano e Gestão Costeira do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ana Paula Prates, explica que o projeto abre brecha para "privatizar o acesso à praia, e não a praia em si", já que a parte frequentada pelos banhistas continuaria com a União.
Para a especialista, a proposta não prevê a "privatização direta" das praias, mas possibilita que uma empresa cerque o terreno e impeça a passagem de banhistas na faixa de areia, como já é visto hoje em alguns resorts.
"São áreas de restinga, mangues, dunas, pedaços de praia mais para cima, entradas de rios. São locais que vivem sob a influência da maré e têm ligação direta com o aumento do nível do mar. Esses terrenos são a salvaguarda para a adaptação da mudança do clima", disse Prates ao g1.
O relator da proposta no Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), diz que o texto vai permitir a transferência de 8,3 mil casas para moradores do Complexo da Maré e para quilombolas da Restinga de Marambaia — ilha também localizada no estado do Rio.
O senador pontua que haverá um aumento da arrecadação de impostos pelo governo e da geração de empregos nas regiões.
"Olhem só o mundo de arrecadação que tem para a União. Nas utilizações dos imóveis, tem aqui os valores discriminados. Pessoa física: R$ 42 bilhões; pessoa jurídica: R$ 67 bilhões; setor hoteleiro: R$1,7 bilhão; ramo imobiliário: quase R$24 bilhões. Imaginem, se houvesse a cessão onerosa dessas propriedades, o quanto que a União não arrecadaria com isso, muito mais", afirmou o parlamentar na audiência pública.
Quem critica?
Quem é contra, a exemplo do Painel Mar, plataforma que reúne sociedade civil e entidades governamentais, argumenta não fazer sentido vender lotes que podem "deixar de existir no futuro" por causa do aumento do nível do mar. Dados da Universidade de São Paulo (USP) mostram que a elevação é de cerca de 4 milímetros por ano.
Além disso, segundo o grupo de estudos, a proteção dos mangues e restingas ajuda a enfrentar as mudanças climáticas, pois essas áreas funcionam como uma barreira natural, que ameniza a gravidade de situações como a vivida no Rio Grande do Sul, assolado pelas enchentes.
Se essas áreas, responsáveis pela absorção de carbono, forem vendidas empreendimentos privados, a tendência é aumentar a degradação ambiental. E isso, de acordo com a plataforma, vai fragilizar ainda mais comunidades tradicionais que dependem do ecossistema marinho para sobreviver — populações caiçaras, quilombolas, ribeirinhas e povos indígenas.
Estudo do MMA, de 2018, revela que há "avançado processo erosivo em 40% da costa brasileira". De acordo com o Painel Mar, a erosão será intensificada, causando o chamado "estreitamento da costa" "até o colapso do turismo com a supressão das praias".
O cientista Carlos Nobre, especializado em aquecimento global, afirma que "se não controlarmos o efeito estufa, até o final do século, o mar vai subir de 80 cm a 1 metro". Para ele, ao invés da proposta, é necessário um plano, a longo prazo, para retirada das comunidades ribeirinhas dos terrenos de marinha, já que o aumento das marés e ressacas mais fortes são inevitáveis.
"Completamente sem sentido tornar propriedade privada quando, no final desse século, essas áreas serão mar", disse.
O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) sustenta que "a gestão tradicional promovida pelas comunidades indígenas, fundamentada em conhecimento sócio-tecno-ecológico profundo, resulta em práticas de conservação sustentável que impedem a degradação ambiental, a extinção de espécies e contribuem com a desaceleração das mudanças climáticas".
Quem defende?
Além de Flávio Bolsonaro, quem também defende o texto é o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), que relatou o texto na Câmara, onde a matéria já foi aprovada.
Segundo ele, o projeto vai fomentar investimento em praias que se tornaram "verdadeiros cortiços no litoral do Brasil" e criar empregos para milhares de pessoas.
"Não estamos oportunizando nenhum negócio imobiliário a quem quer que seja, não estamos autorizando a privatização de praia alguma. Absolutamente nada.", afirmou o deputado.
"Agora, pegue aí uma ilha como a de Florianópolis, pegue as áreas portuárias que nós temos abandonadas, verdadeiros cortiços no litoral do Brasil, sem nenhuma conservação, sem nada, pontos absolutamente apodrecidos, destruídos, que poderiam ser áreas nobres das cidades, agregar ao patrimônio das cidades, mas que estão fora, porque são áreas de marinha. A SPU [Secretaria do Patrimônio da União] não tem dinheiro para cuidar, não faz absolutamente nada, e elas ficam como verdadeiras cicatrizes nas nossas cidades", argumentou o parlamentar.
Terrenos à beira-mar
O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) informou que há 564 mil imóveis registrados em terreno de marinha. O governo arrecadou, em 2023, R$ 1,1 bilhão com as taxas de foro e de ocupação.
A pasta estima que o valor poderia ser cinco vezes maior, com um total de quase 3 milhões de construções nas áreas próximas ao mar, mas que não foram oficializadas.20% dos valores apurados são repassados para os municípios.
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) é responsável por gerir os terrenos. O órgão promove a regularização fundiária urbana de assentamentos irregulares.
"No ano de 2022 foram repassados para municípios cerca de 120 milhões de reais. Embora a PEC em análise determine que as áreas desocupadas permanecem na gestão da União, a possibilidade de municípios poderem acessar mais áreas a partir da expansão de perímetros urbanos, sem dúvida irá reduzir áreas disponíveis ao desenvolvimento nacional. Isso demandará futuras desapropriações trazendo altos custos indenizatórios para a União", explica o MGI.
Suelly Araújo, do Observatório do Clima, identifica no projeto um "grande lobby" do setor turístico de resorts. Segundo ela, trabalho de pessoas que vendem produtos na praia, em barracas e quiosques, será ameaçado com o estabelecimento de áreas privativas.
MMA e Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil (MPP) também são contra a medida.
Exemplo prático
Segundo a plataforma Painel Mar, em Balneário Camboriú (SC), "a supressão das dunas e praias por calçadões e avenida beira-mar durante as últimas décadas acarretou severos impactos tais como a diminuição da área de lazer da praia central e o sombreamento da praia".
"A privatização de lucros e a socialização de prejuízos acarretou custos milionários para o alargamento da praia, custeados por empresários locais, mas que a grande maioria dos municípios brasileiros não possuem condições financeiras sequer de realizar um projeto desta natureza. Outro exemplo é o que vem ocorrendo na cidade de Atafona, litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, onde o mar avança em média 2,7 metros por ano, mas já chegou a aumentar até oito metros em alguns anos, como entre 2008 e 2009, causando diversos prejuízos e transformando a cidade em uma cidade fantasma", explica a entidade.

Duelo de celulares: Moto Edge 50 Ultra x Galaxy S24+

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Com câmeras avançadas e desempenho rápido, aparelhos da Motorola e da Samsung também oferecem recursos de inteligência artificial. Veja o teste. Duelo de celulares: Moto Edge 50 Ultra x Galaxy S24+
Veronica Medeiros/g1
O Motorola Edge 50 Ultra e o Samsung Galaxy S24+ são aparelhos topo de linha para quem quer tirar boas fotos, brincar com recursos de inteligência artificial e ter desempenho veloz em um novo celular.
O Guia de Compras testou os dois smartphones, que custavam na faixa dos R$ 6.000 no começo de junho. Até parecem uma "pechincha", se comparados a outros objetos de desejo, como o Galaxy S24 Ultra ou o iPhone 15 Pro Max, que saíam por mais de R$ 9.000.
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Foram avaliados desempenho, bateria, design e câmeras. Ambos têm recursos de inteligência artificial integrados.
Veja o resultado da avaliação a seguir e, ao final, a conclusão e como foram feitos os testes.
Moto Edge 50 Ultra
O Motorola Edge 50 Ultra é o celular mais avançado da marca, com recursos avançados e o primeiro da fabricante a ter uma câmera com periscópio, que consegue alcançar um zoom bastante distante.
O telefone roda o sistema Android 14 e vem com alguns recursos de inteligência artificial integrados, a maioria deles presente na câmera desenvolvida pela Motorola e em apps de edição de fotos do Google.
No começo de junho, o Edge 50 Ultra com 256 GB de armazenamento era vendido por R$ 6.000 nas lojas da internet.
Samsung Galaxy S24+
O Samsung Galaxy S24+ faz parte da geração dos celulares mais avançados da marca, lançada no final de janeiro.
Como seu “irmão menor” Galaxy S24 (veja o teste), o aparelho é capaz de tirar ótimas fotos e oferece uma excelente duração de bateria.
O smartphone roda sistema Android 14, com recursos de inteligência artificial integrados. Algumas dessas funcionalidades foram desenvolvidas pelo Google, outras pela Samsung.
Em junho, o Galaxy S24+ com 256 GB de armazenamento era vendido na faixa dos R$ 6.000. A Samsung também vende o aparelho com 512 GB (R$ 7.200).
Desempenho
O Galaxy S24+ foi um pouco mais rápido que o Edge 50 Ultra nos testes de performance (veja ao final como eles são feitos). A diferença foi muito pequena nos resultados.
Esses testes avaliam o uso simulado do aparelho no dia a dia. De qualquer forma, nenhum dos dois ficou lento ou travou durante o uso.
Bom lembrar que demora mais ao utilizar alguns recursos de IA no Galaxy S24, como alterar o fundo de fotos e remover itens da imagem. Mas não trava.
Para games e vídeos, o Galaxy S24+ foi mais rápido que o Moto Edge 50 Ultra nos testes de desempenho gráfico. Nessa avaliação, a diferença foi maior – com o aparelho da Samsung sendo cerca de 30% mais rápido que o da Motorola.
Bateria
Os dois celulares podem passar bastante tempo longe da tomada. Durante os testes, o Galaxy S24+ bateu 16h51 de uso e o Edge 50 Ultra, 13h45.
É sempre bom ressaltar que cada pessoa tem um padrão de uso e que, na prática, o celular não vai ficar sem bateria após esse período. Também dá para ativar o modo de economia de energia nos dois aparelhos, caso seja necessário.
O aparelho da Motorola tem uma vantagem no carregador que vem junto na caixa do celular, com potência de 125W. Segundo a fabricante, ele é capaz de “encher” a carga completa em apenas 18 minutos.
O modelo da Samsung vem com um carregador rápido de 45W.
Design
Lado a lado, os dois celulares são parecidos – graças ao mesmo tamanho da tela, de 6,7”.
Mas o modelo da Motorola tem uma diferença, rara de encontrar em celulares atuais: a tela é curvada nas bordas, criando um efeito visual interessante e até bonito.
As dimensões são quase as mesmas – 161 x 72,4 x 8,5 mm (altura x largura x espessura) no Edge 50 Ultra contra 159 x 75 x 7,7 mm no Galaxy S24+.
O peso também é parecido, com 196 gramas no Galaxy e 197 gramas no Edge 50 Ultra.
O aparelho da Samsung tem um acabamento traseiro em vidro, e o da Motorola é emborrachado.
O Moto Edge 50 Ultra tem versões nas preto, pêssego e madeira. Já o Galaxy S24 conta com opções em preto, creme, violeta e cinza.
Câmeras
Os dois celulares contam com três lentes na traseira, ambos com 50 megapixels de resolução na câmera principal.
O aparelho da Motorola tem ainda uma lente grande angular/macro de 50 mp e uma teleobjetiva de 64 mp, com zoom óptico de 3x.

O modelo da Samsung conta com uma teleobjetiva de 10 mp e 3x de zoom óptico e uma grande angular de 12 mp.

Ambos contam com recursos de zoom híbrido, que mistura zoom óptico com o digital, aproximando até 30x no Galaxy S24+ e até 100x no Edge 50 Ultra. Fica esquisito o resultado, como dá par ver abaixo.

Mas é um truque – no máximo, a iluminação precisa estar muito boa e o resultado final é um tanto deprimente.
Vale notar que esse zoom de 100x do Edge 50 Ultra ocorre por conta de um periscópio na lente teleobjetiva, algo que o Samsung Galaxy S24 Ultra também faz (e é bem mais caro: custava em torno R$ 9.000 em junho).
Na configuração automática, as fotos da Motorola ficam com 12,5 mp e as da Samsung, com 12 mp. Em ambos, é possível tirar as fotos na resolução máxima, mas vale lembrar que os arquivos costumam ocupar mais espaço.
Comparando as imagens, os resultados são parecidos: fotos nítidas, claras, com bastante definição nos objetos da cena. É difícil tirar foto ruim com esses celulares.

a
A diferença de coloração é visível, com imagens mais amareladas e “quentes” no Samsung e mais “frias” e azuladas no da Motorola.

Já as selfies de 50 mp no Edge 50 Ultra parecem mais realistas nas cores e na definição na comparação com os 12 mp do S24+.

À noite, com menos luz, o resultado das duas câmeras também é muito bom. Mas o Samsung parece deixar o céu sempre mais iluminado (e artificial) que o do concorrente.

Também deu para tirar fotos da Lua com os celulares, em uma situação curiosa: a Lua cheia estava subindo no céu, bem em um local com a rede elétrica na frente.
Paisagem com a lua ao fundo, com torres e fios de energia
Henrique Martin/g1
O resultado foi inusitado, como mostram as imagens a seguir

O Motorola entendeu que tinha um fio no caminho e “dividiu” o satélite da Terra. O da Samsung, com a IA ativada de forma automática, deixou o corpo celeste “inteiro”.
Recursos de inteligência artificial
Motorola e Samsung citam que recursos de inteligência artificial estão presentes nos seus smartphones mais novos.
Após testar mais de um modelo da linha Galaxy S24 (leia o teste do S24 e do S24 Ultra), segue a sensação de que é algo útil, mas complementar ao uso do aparelho e que não será colocado em prática a todo momento.
Na Samsung, os destaques são o recurso de buscas ao circular imagens ou palavras na tela e a edição de fotos, que permite “sumir” com objetos no fundo e alterar tamanhos do objeto em cena.
Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15
Já a Motorola é mais discreta na divulgação da IA, com recursos presentes na câmera (com ajuste automático nas fotos e vídeos) e na edição de imagens, no app Google Fotos.
Conclusão
Os dois celulares com sistema Android são bastante completos. Têm um design interessante, telas grandes e câmeras excelentes. As baterias duram bastante.
A escolha entre um ou outro segue baseada do que você já tem em mãos.
Se for um modelo de 2021 ou anterior, os dois aparelhos valem como novo celular.
Se for um aparelho mais novo, talvez não valha tanto a pena trocar, já que os recursos e câmeras são atualizações pontuais de modelos recentes.
A atualização do sistema operacional é um ponto interessante de comparação entre as marcas. A Samsung diz que a linha Galaxy S24 terá sete anos garantidos de atualizações do Android.
A Motorola diz que a linha Edge 50 terá direito a três atualizações do Android.
Como foram feitos os testes
Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 6, da Primate Labs. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros.
Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação.
Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho, para poder rodar o PC Mark. Isso nem sempre é possível, já que nem todos os aparelhos permitem esse ajuste fino.
A bateria foi carregada a 100% e o teste rodou por horas até chegar ao final da carga. Ao atingir 20% ou menos de carga, o teste é interrompido e mostra o quanto aquele smartphone pode ter de duração de bateria, em horas/minutos.
Os produtos foram cedidos para o teste e serão devolvidos.
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Contas de ‘jogo do tigrinho’ inundam Instagram e incomodam usuários; entenda

Contas de ‘jogo do tigrinho’ inundam Instagram e incomodam usuários; entenda
Usuários da rede social relatam que foram seguidos ou marcados em fotos por perfis criados somente para divulgar o jogo de azar. Perfis suspeitos no Instagram que promovem o jogo do tigrinho
Reprodução/Instagram
Usuários têm reclamado do surgimento de perfis no Instagram voltados somente para divulgar o jogo de azar "Fortune Tiger", também conhecido como "jogo do tigrinho". Vários deles relatam que foram seguidos ou marcados em fotos por essas contas suspeitas.
"Toda hora perfil de jogo do tigrinho me seguindo no Instagram", reclamou um usuário no X (antigo Twitter). "Eu não aguento mais todo dia ter um perfil de jogo do tigrinho me adicionando no Instagram", disse outro (veja relatos ao final do texto).
O g1 procurou a Meta, dona do Instagram, mas a empresa disse que não vai comentar sobre esses casos.
Os perfis que promovem o jogo seguem um padrão: eles costumam ter nomes de usuário complexos, que envolvem códigos, e fotos de perfil com o desenho de um tigre. As contas geralmente seguem milhares de pessoas e têm poucos seguidores.
Contas identificadas pelo g1 afirmam que oferecem bônus em dinheiro e que milhares de pessoas já ganharam com o jogo, mas têm perfis privados ou sem nenhuma publicação. Elas também divulgam nomes de usuário de outros perfis que promovem o jogo.
O Instagram diz em suas regras que contas relacionadas a apostas online precisam ter a permissão da rede social para divulgar esse tipo de conteúdo (saiba mais abaixo).
O "jogo do tigrinho" é uma espécie de cassino online que promete altos ganhos em dinheiro. Mas ele é considerado um jogo de azar pela Lei de Contravenções Penais porque a ganha ou a perda dependem exclusivamente da sorte.
Para ganhar, o jogador deve ter uma combinação de três figuras iguais nas três fileiras que aparecem na tela, como em um caça-níquel. Como o jogo não é desenvolvido por casas de apostas, ele pode aparecer em mais de um site, geralmente em categorias como "cassino online".
'Tigrinho', 'Aviator' e mais: promessas de dinheiro fácil colecionam reclamações
O que dizem as regras do Instagram
O Instagram destaca em suas regras que as contas devem cumprir a lei ao promoverem serviços regulamentados. E afirma que conteúdo que envolva jogos de azar com apostas em dinheiro deve permanecer restrito a usuários maiores de 18 anos.
"Contas que promovem apostas online, jogos online de habilidade valendo dinheiro real ou loterias online devem obter, primeiro, nossa permissão por escrito antes de usar qualquer um dos nossos produtos", diz a rede social.
A plataforma também diz desencorajar a prática de spam e proibir a criação de contas em frequências muito elevadas.
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