Indústria bélica Avibras coloca 400 trabalhadores em licença remunerada por tempo indeterminado no interior de SP

Em razão das enchentes, governo suspende prova de vida de aposentados e pensionistas do RS
Período de layoff terminou no dia 31 de maio. Empresa enfrenta crise há pelo menos dois anos, com funcionários sem receber os salários há mais de um ano. Avibras, em Jacareí
Claudio Vieira/Sindicato dos Metalúrgicos
Cerca de 400 funcionários da Avibras em Jacareí, no interior de São Paulo, encerraram, na última sexta-feira (31), o período de layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho) na empresa. Agora, segundo a própria empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos, os trabalhadores iniciaram o período de licença remunerada.
Ao g1, a Avibras confirmou que são cerca de 400 funcionários nessa situação e que a licença remunerada será aplicada por tempo indeterminado.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região apontou que a medida atinge, ao todo, 420 trabalhadores na unidade.
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A aplicação da licença remunerada ocorre no momento em que a Avibras enfrenta uma crise financeira, que foi desencadeada há pelo menos dois anos, além de passar por uma recuperação judicial.
No fim de maio, a Justiça pediu esclarecimentos sobre as negociações envolvendo a venda da empresa a um grupo australiano.
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Em março, trabalhadores da Avibras fizeram uma manifestação em frente à empresa. O protesto reuniu cerca de 100 funcionários. O protesto foi para reivindicar o pagamento de salários atrasados.
Ainda segundo o sindicato da categoria, ao todo, cerca de 800 trabalhadores estão em greve e outros 400 funcionários estavam em layoff – agora em licença remunerada – sem receber os salários há mais de um ano.
O Sindicato dos Metalúrgicos alega que quer uma decisão sobre a situação, com a empresa efetuando o pagamento dos salários atrasados, já que a crise está se estendendo por anos.
Trabalhadores da avibras reivindicam salários atrasados
Recuperação judicial
Em 22 de março de 2022, a Avibras pediu recuperação judicial, alegando uma dívida de R$ 600 milhões. Em julho de 2023, credores aprovaram o plano de recuperação judicial da empresa.
A recuperação judicial serve para evitar que uma empresa em dificuldade financeira feche as portas. É um processo pelo qual a companhia endividada consegue um prazo para continuar operando enquanto negocia com seus credores, sob mediação da Justiça.
Fábrica da Avibras em Jacareí
Reprodução/TV Vanguarda
Demissões e greve
A crise na Avibras se arrasta há alguns anos. Em 18 de março de 2022, a empresa demitiu cerca de 400 trabalhadores na fábrica em Jacareí. Na época, o Sindicato dos Metalúrgicos informou que não houve nenhum comunicado prévio ou tentativa de negociação sobre medidas para evitar as demissões, como adoção de um layoff (suspensão de contratos), por exemplo.
A fábrica alegou que teve de adotar "ações de reestruturação organizacional da empresa, mantendo as atividades essenciais para o cumprimento dos compromissos contratuais assumidos junto aos seus clientes". Ao mesmo tempo em que fez o corte, pediu à justiça a recuperação judicial alegando dívida de R$ 600 milhões.
A entidade recorreu à Justiça do Trabalho e conseguiu reverter o corte porque o juiz entendeu que não seria possível ter recuperação, se não havia força de trabalho na empresa.
Com a readmissão, a empresa colocou os funcionários em layoff. Os trabalhadores da Avibras de Jacareí entraram em greve, reivindicando a garantia de estabilidade para todos os funcionários, pagamento dos salários atrasados e também para que a empresa adote um sistema de trabalho rotativo, no qual os grupos se revezem entre o layoff e o trabalho na fábrica.
Trabalhadores da Avibras protestam contra atrasos de salário e estatização em trecho da Rodovia dos Tamoios
Divulgação
A Avibras
A Avibras Aeroespacial é a maior indústria bélica do país e foi fundada em 1961 por engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos (SP). Ela é uma das primeiras empresas nacionais a atender o setor aeroespacial.
A empresa desenvolve tecnologia para as áreas de Defesa e Civil. A organização foi uma das primeiras no Brasil a construir aeronaves, desenvolver e fabricar veículos espaciais para fins civis e militares.
Presente no mercado nacional e internacional, a empresa tem sede em Jacareí, no interior de São Paulo, e desenvolve diferentes motores foguetes para a Marinha do Brasil e para a Força Aérea Brasileira, além de produzir sistemas fixos ou móveis de C4ISTAR (Comando, Controle, Comunicação, Computação, Inteligência, Vigilância, Aquisição de Alvo e Reconhecimento) e Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) – o Falcão.
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As ilhas de R$ 63 bilhões que se tornaram ‘projeto mais inútil do mundo’ em Dubai

Em razão das enchentes, governo suspende prova de vida de aposentados e pensionistas do RS
Em 2003, foi apresentado um ambicioso projeto chamado 'O Mundo', que previa a construção de centenas de ilhas. Elas seriam urbanizadas e teriam o formato de um mapa-múndi. O complexo 'O Mundo' é um dos projetos imobiliários mais ambiciosos que os Emirados Árabes Unidos já desenvolveram.
Getty Images via BBC
No final do século passado, os Emirados Árabes Unidos iniciaram um ambicioso projeto para construir luxuosos complexos em ilhas artificiais.
Embora não tenha sido uma ideia original — no Lago Titicaca, entre o Peru e a Bolívia, existem ilhas artificiais com vários séculos de história — o projeto chamou atenção, entre outras coisas, por apresentar um desenho de figuras elaboradas e simétricas que podiam ser apreciadas do alto.
Um desses projetos, talvez o mais ambicioso deles, era chamado de "O Mundo": ele compreendia um arquipélago de quase 300 ilhas artificiais que recriava a forma dos sete continentes, como visto nos mapas.
O plano foi lançado pelo próprio primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Rashid Al Maktoum, em 2003.
A ideia era que os compradores interessados ​​pudessem escolher uma ilha que simulasse o formato de um país ou uma região — desde o Reino Unido e os Estados Unidos até a Groenlândia.
Com um investimento de US$ 12 bilhões (aproximadamente R$ 63 bilhões na cotação atual), somado à utilização de quase 321 milhões de metros cúbicos de areia e 386 milhões de toneladas de pedra, o objetivo era criar ilhas que pudessem ser convertidas em propriedades luxuosas para as pessoas mais ricas do mundo.
"Os Emirados Árabes Unidos queriam encontrar uma forma de substituir a dependência do petróleo como principal fonte de recursos. E a escolha foi o negócio imobiliário", explica o professor Alastair Bonnett, geógrafo da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, e autor do livro Elsewhere – A Journey into Our Age of Islands ("Outro lugar – Uma Viagem à Nossa Era das Ilhas", em tradução livre).
"O modelo de ilhas artificiais, que foi copiado por outros países como a Nigéria, teve sucessos e fracassos", salienta ele.
E esse empreendimento nos Emirados Árabes Unidos parece ser um dos que não prosperaram como planejado: o portal Top Luxury acaba de declarar "O Mundo" como o "megaprojeto mais inútil do planeta".
A razão é simples: 21 anos após o início da iniciativa, apenas algumas ilhas foram completamente construídas. Além disso, vistas do céu, elas parecem uma série de pontos desertos e abandonados que estão longe de formar um mapa-múndi.
"Nenhum dos planos traçados foi realizado ainda. Do jeito que as coisas estão, a maioria das ilhas que compõem 'O Mundo' ficou deserta e forma terrenos vazios de areia", descreve o portal.
O prognóstico é ainda mais sombrio. Com 60% do empreendimento vendido e com os próprios promotores assegurando que os planos continuam em pé, várias investigações indicam que as ilhas já apresentam alguns sinais de erosão.
Mas como um empreendimento que contava com o apoio de um país em expansão se tornou um complexo fantasma?
A palmeira e o mundo
Em 1999, os Emirados Árabes Unidos apresentaram-se ao planeta como um país moderno e internacional.
Nesse mesmo ano, foi inaugurado o hotel Burb al Arab, que redefiniria o conceito de luxo no mundo.
Além disso, o xeque dos Emirados Árabes Unidos também anunciou a construção do projeto "A Palmeira Jumeirah", um complexo residencial e hoteleiro que se ergueria numa ilha artificial que, como o nome indica, teria o formato de uma palmeira.
Esse projeto teve um bom desempenho em vendas e incentivou planos de construção de outros empreendimentos semelhantes.
Em 2003, o próprio Al Maktoum deu luz verde à construção do empreendimento "O Mundo", a rede de 300 ilhas ao largo das praias de Dubai que tentava, numa escala muito maior, replicar o sucesso da "Palmeira Jumeirah".
Existem apenas algumas ilhas com projetos desenvolvidos n'O Mundo.
Getty Images via BBC
"O projeto era ainda muito mais ambicioso: tratava-se de um complexo de ilhas chamado 'O Universo', onde também foram desenhados espaços como a Via Láctea, o Sol, a Terra", lembra Bonnett.
O plano era amplo, mas também trazia simplicidade: consistia basicamente em instalar cerca de 300 ilhas artificiais, para que as pessoas ricas pudessem adquirir um "pedaço do mundo" e construíssem o que quisessem.
Como salienta Oliver Wainwright, repórter do jornal britânico The Guardian, "os projetos em cada ilha também foram bastante marcantes: um bilionário chinês traçou planos para refazer o horizonte de Xangai na sua ilha, com uma réplica da icônica Torre de Televisão da cidade".
Uma empresa chamada Opulence Holdings adquiriu o pedaço de areia equivalente à Somália, "com a ambição de esculpi-la na forma de um cavalo-marinho, onde os residentes pudessem jogar golfe a partir das suas varandas", acrescenta Wainwright.
Na prática, porém, apenas alguns complexos foram construídos.
Um deles, com o formato da Groenlândia, recebeu uma espécie de "casa modelo" e expunha tudo o que o projeto incluiria no futuro — não apenas espaços residenciais, mas também resorts e restaurantes.
Outro empreendimento foi um casa doada, já totalmente construída, ao heptacampeão mundial de Fórmula 1, Michael Schumacher.
Em 2003, o projeto foi apresentado assim pelo xeque dos Emirados Árabes Unidos.
Getty Images via BBC
Esta é a situação atual das ilhas
Getty Images via BBC
No entanto, a crise financeira de 2008 acelerou o colapso do projeto.
Muitos dos investidores que se comprometeram em comprar as casas ficaram sem recursos para continuar adiante,
Desse modo, os planos iniciais continuam de pé, embora sem grandes avanços.
"Um dos grandes problemas do projeto 'O Mundo' é que, ao contrário da 'Palmeira', ele não tem ligação física com Dubai. Não existe uma ponte ou qualquer ligação entre as ilhas", acrescenta Bonnett.
A empresa Nakheel Properties, que é a atual responsável pelo projeto, indicou em diversas ocasiões que "O Mundo" continua e que eles buscam recursos para seguir em frente.
Outros projetos
Mas o fato de "O Mundo" não ter avançado como o esperado não significa que a ideia de transformar Dubai num centro de negócios imobiliários naufragou.
Atualmente, a "Palmeira Jumeirah" abriga cerca de 4 mil casas, onde residem ao redor de 25 mil pessoas. Dezenas de hotéis e outras atrações também funcionam lá.
Mas, apesar do bom desempenho, o negócio das ilhas artificiais para criar espaço de novos desenvolvimentos urbanos comerciais é um tanto arriscado.
"O aumento do nível do mar torna arriscado o investimento em ilhas. Mas se há algo que caracteriza Dubai é assumir riscos, mesmo que sejam dispendiosos", acrescenta o professor Bonnett.
Além disso, a construção de Jumeirah e de outros complexos como "O Mundo" ou a enorme "Ilha Deira" — cuja construção foi interrompida também por falta de recursos — teve um impacto ambiental alvo fortes críticas.
A organização Greenpeace salientou que o projeto não é sustentável e que a construção das ilhas artificiais afetou gravemente os recifes de coral localizados nas proximidades da costa dos Emirados Árabes Unidos.
A Nakheel Properties, embora tenha admitido que alguns ecossistemas marinhos foram afetados pelo desenvolvimento do projeto, disse que contratou uma equipe de biólogos marinhos para reconstruir e reabilitar os recifes afetados.

Caixa atrasa pagamento de restituição do Imposto de Renda em três dias e clientes reclamam nas redes

Em razão das enchentes, governo suspende prova de vida de aposentados e pensionistas do RS
Pagamento do 1º lote de restituição foi liberado pela Receita Federal na última sexta-feira (31. Edifício Sede da Caixa Econômica Federal, em imagem de arquivo
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Alguns clientes da Caixa Econômica Federal ainda não conseguiram receber o pagamento da restituição do Imposto de Renda, que estava previsto para a última sexta-feira (31).
O atraso acontece mesmo após a liberação do pagamento por parte da Receita Federal e tem gerado uma onda de reclamações de clientes nas redes sociais.
Procurada, a Caixa não havia respondido até a última atualização desta reportagem.
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Pagamento liberado na última sexta-feira (31)
A Receita Federal liberou o pagamento do 1º lote de restituições do Imposto de Renda 2024 na última sexta-feira (31) — mesmo dia em que se encerra o prazo para declaração.
Imposto de Renda 2024: saiba o que fazer se você perdeu o prazo para enviar a declaração
Ao todo, mais de 5,5 milhões de contribuintes foram contemplados, com um valor total de crédito de R$ 9,5 bilhões. Este é o maior valor já pago pelo Fisco em um lote de restituição do IRPF. O lote também inclui restituições residuais de exercícios anteriores.
Até às 23h59 de sexta-feira, mais de 42,2 milhões de declarações haviam sido entregues. As declarações enviadas após o prazo legal estão sujeitas à multa por atraso.
Em razão do estado de calamidade decretado no Rio Grande do Sul (RS), foi dada prioridade aos contribuintes domiciliados no estado. No RS, serão restituídas 886.260 declarações, incluindo exercícios anteriores, totalizando mais de R$ 1 bilhão.
Os gaúchos foram inseridos na faixa de preferência após as prioridades legais e antes daqueles que optaram pelos modelos de pagamento via PIX e pela declaração pré-preenchida. Saiba mais aqui.
Do montante de R$ 9,5 bilhões, aproximadamente R$ 8,9 bilhões referem-se aos contribuintes prioritários. São eles:
258.877 idosos acima de 80 anos
2.595.933 contribuintes entre 60 e 79 anos
162.902 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave
1.105.772 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério
787.747 contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a Declaração Pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX.

Aos 93 anos, bilionário Rupert Murdoch se casa pela 5ª vez; veja fotos

Em razão das enchentes, governo suspende prova de vida de aposentados e pensionistas do RS
Magnata da mídia, que está entre as 100 pessoas mais ricas do mundo, casou-se com a russa Elena Zhukova, de 67 anos. Rupert Murdoch e sua esposa, Elena Zhukova, posam para foto em sua cerimônia de casamento.
Divulgação/ News Corp. via AP
O magnata da mídia, Rupert Murdoch, de 93 anos, casou-se no último sábado (1) com sua noiva, a russa Elena Zhukova, de 67 anos. O casamento aconteceu em um vinhedo de propriedade do bilionário em Bel Air, na Califórnia.
A cerimônia marca o 5º casamento de Murdoch, que está entre as 100 pessoas mais ricas do mundo, com uma fortuna de US$ 19,9 bilhões (R$ 1104,3 bilhões), segundo a Forbes.
Murdoch e Zhukova, que é uma bióloga molecular aposentada, ficaram noivos em março deste ano.
O casamento acontece poucos meses após Murdoch deixar o cargo de presidente da Fox e da News Corp, encerrando uma carreira de mais de sete décadas na liderança de um vasto império de mídia.
O casamento mais recente de Murdoch foi com a atriz e modelo Jerry Hall, e terminou em um divórcio em 2022, após seis anos juntos.
Além disso, o bilionário também ficou noivo no ano passado com a ex-capelã da polícia de São Francisco, Ann Lesley Smith, por um breve período de tempo. O casal, no entanto, cancelou o noivado semanas depois.
Zhukova, por sua vez, também já foi casada antes de Murdoch, com o investidor de energia bilionário e político russo Alexander Zhukov. Eles têm uma filha, Dasha, que já foi casada com o bilionário russo Roman Abramovich, que era dono do Chelsea, clube de futebol da Premier League da Inglaterra.
Veja fotos do casamento de Murdoch:
Rupert Murdoch e sua esposa, Elena Zhukova, posam para foto em sua cerimônia de casamento.
Divulgação/ News Corp. via AP
Rupert Murdoch e sua esposa, Elena Zhukova, posam para foto em sua cerimônia de casamento.
Divulgação/ News Corp. via AP
Quem é Rupert Murdoch?
Rupert Murdoch nasceu em Melbourne, na Austrália, e é um dos principais magnatas de mídia do mundo, tendo sido empresário do setor desde os anos 1950. Entre os nomes do seu império estão os caias de televisão Fox e os jornais "The Wall Street Journal", "The Sun" e "The Times of London".
Junto com o sucesso nos negócios, Murdoch também colecionou polêmicas na gestão de suas empresas pelo alinhamento irrestrito ao conservadorismo. Comandante máximo da Fox News, transformou o canal em uma ampla rede de apoio para o governo de Donald Trump, em especial por meio dos programas de opinião.
Além da rumorosa linha editorial dos últimos anos, a Fox News enfrentou problemas com seus grandes nomes, com sérias acusações de assédios morais, abusos sexuais e endosso a teorias conspiratórias.
Até 2017, a família também era dona da 21st Century Fox, braço cultural do grupo e que incluía um complexo de estúdios de cinema e TV. A divisão foi comprada pela Disney em um negócio de US$ 52 bilhões.
Murdoch só deixou de vez a gestão de suas empresas em setembro do ano passado. As presidências da Fox Corporation e da Fox News foram ocupadas por seu filho homem mais velho, Lachlan Murdoch.
Clube dos 90+: veja quem são os bilionários mais velhos do mundo

Em razão das enchentes, governo suspende prova de vida de aposentados e pensionistas do RS

Em razão das enchentes, governo suspende prova de vida de aposentados e pensionistas do RS
Medida não se aplica às pessoas cujo pagamento do benefício estava suspenso em 1º de maio. Neste caso, restabelecimento do benefício fica condicionado à realização do procedimento. Casas danificadas pelas fortes enchentes no Rio Grande do Sul
Gentilly Costa/Divulgação
O governo federal decidiu suspender, até 31 de outubro, a atualização cadastral destinada à comprovação de vida de beneficiários cadastrados no Sistema de Administração de Pessoas (SIAPE) como residentes do Rio Grande do Sul (RS).
A suspensão temporária, que busca amenizar os efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul para a população local, consta de portaria do Ministério da Gestão e Inovação, publicada no "Diário Oficial da União" desta segunda-feira (3).
A prova de vida é uma checagem periódica que permite comprovar que pessoa está viva e pode continuar recebendo o benefício do INSS a que tem direito.
"Os beneficiários que foram dispensados da comprovação deverão fazê-la logo após o fim da suspensão, a partir de 1° de novembro. Aqueles que fazem aniversário entre março e outubro deverão realizar a comprovação de vida de 2024 até 31 de dezembro", informou o governo federal.
Segundo a pasta, a medida que protege aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis do Sistema de Pessoal Civil da Administração Pública Federal (SIPEC) no recebimento de proventos e pensões faz parte da série de iniciativas do Governo Federal destinadas ao enfrentamento da calamidade pública ocasionada por eventos climáticos no estado.
De acordo com a portaria, a suspensão da Prova de Vida não se aplica às pessoas cujo pagamento do benefício estava suspenso em 1º de maio de 2024.
Desse modo, o restabelecimento do benefício, nesse caso, fica condicionado à realização da Prova de Vida.
Famílias vítimas das chuvas no RS acampam em ruas e rodovias há quase um mês
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Em março deste ano, o governo anunciou que está suspensa, até 31 de dezembro deste ano, o bloqueio de pagamento a beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por falta de prova de vida.
No início de fevereiro, o instituto informou que cerca de 4,3 milhões de beneficiários estavam sendo convocados para fazer a prova de vida porque o órgão não conseguiu fazer a comprovação somente pelas informações obtidas pelas base de dados.