Em março, uma a cada três cidades com antenas 5G ainda não tinha sinal ativo

Dos 763 municípios com antenas compatíveis, 269 ainda não receberam licenciamento. Trâmite federal é um dos principais entraves, segundo operadoras. Ainda assim, empresas afirmam que país está adiantado em relação ao cronograma estabelecido pela Anatel. Em março deste ano, quase dois anos depois da chegada da internet 5G ao Brasil, uma a cada três cidades com antenas compatíveis ainda não disponibilizava a tecnologia.
(Correção: em uma primeira versão deste texto, constava a comparação entre dados sobre antenas existentes em maio deste ano com dados sobre antenas operantes em março. A comparação não é válida, uma vez que precisam ser relacionados dados necessariamente referentes ao mesmo período. O g1 corrigiu a informação às 17h16 deste domingo (2).)
Até o dia 3 de abril deste ano, dos 5.570 municípios brasileiros, 706 possuíam antenas compatíveis, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No entanto, de acordo com dados de março da agência 212 desses municípios ainda não utilizavam efetivamente a rede.
Essa diferença nos números acontece porque em algumas cidades com antenas ainda pode levar algum tempo para finalizar o processo de autorização para ativar o sinal.
Para operar o 5G em uma cidade, as empresas precisam de licenciamentos municipal e federal. A Conexis Brasil Digital, associação que representa as operadoras, afirmou que as empresas enfrenta entraves para conseguir licenciamento em cidades que ainda não contam com leis de antenas atualizadas, mas, ainda assim, diz estar adiantada nas metas para disponibilização.
O cronograma prevê que ela seja completamente implementada nas 26 capitais e no Distrito Federal até julho de 2025. E só a partir dessa data começam a vencer os prazos para a tecnologia chegar a cidades menores.
Cronograma
O cronograma para a implementação da rede 5G no Brasil foi divulgado em 2021, pela Anatel. Brasília foi a primeira capital onde a tecnologia foi autorizada, em julho daquele ano.
Os primeiros três passos, voltados para as capitais, já foram cumpridos, segundo a agência:
capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 100 mil habitantes, cujo prazo era até 27 de novembro de 2022;
capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 50 mil habitantes; previsto para 31 de julho de 2023;
capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 30 mil habitantes, estabelecido para 31 de julho de 2024.
"Se compararmos o cronograma com o que está sendo feito, nós estamos bem adiantados. Porque as obrigações para 2024 nós já cumprimos", disse Marcos Ferrari, presidente-executivo da Conexis, ao g1.
Ainda de acordo com a agenda da Anatel, a próxima meta, que deve ser realizada até 31 de julho de 2025, é que as capitais e o DF, e também as cidades com mais de 500 mil habitantes, tenham uma antena a cada 10 mil habitantes.
Vale lembrar que, além da disponibilização do sinal pelas operadoras, para usar o 5G é necessário ter um celular compatível.
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Uma a cada três cidades com antenas 5G ainda não tem sinal ativo; veja mapa

Dos 763 municípios com antenas compatíveis, 269 ainda não receberam licenciamento. Trâmite federal é um dos principais entraves, segundo operadoras. Ainda assim, empresas afirmam que país está adiantado em relação ao cronograma estabelecido pela Anatel. Quase dois anos depois da chegada da internet 5G ao Brasil, uma a cada três cidades com antenas compatíveis ainda não disponibiliza a tecnologia. Isso acontece especialmente fora das capitais (veja no mapa abaixo a situação na sua região).
Até maio deste ano, dos 5.570 municípios brasileiros, 763 possuíam antenas compatíveis, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No entanto, de acordo com dados da Conexis, que representa as principais operadoras, 269 desses municípios ainda não utilizavam efetivamente a rede.
Segundo as operadoras, essa diferença nos números acontece porque em algumas cidades com antenas ainda não há autorização para ativar o sinal (saiba mais ao final da reportagem).
Para operar o 5G em uma cidade, as empresas precisam de licenciamentos municipal e federal. O licenciamento federal, que é feito após o municipal, é visto como um entrave pela Conexis. Mas, ainda assim, a responsável pelas operadoras diz estar adiantada nas metas para disponibilização.
O cronograma prevê que ela seja completamente implementada nas 26 capitais e no Distrito Federal até julho de 2025. E só a partir dessa data começam a vencer os prazos para a tecnologia chegar a cidades menores.
👉 Confira no MAPA abaixo qual a situação da sua região. Digite o nome de um município no campo de pesquisa ou passe o mouse sobre a cidade.

➡️ Até o início de maio, o país tinha 21.713 antenas instaladas, também chamadas de estações rádio-base (ERB). Quando a tecnologia completou 1 ano no Brasil, em julho de 2023, eram 13 mil. Mais da metade (66%) está concentrada nas capitais.
Quanto mais antenas por habitantes, maior a cobertura da rede. Vale lembrar que, além da disponibilização do sinal pelas operadoras, para usar o 5G é necessário ter um celular compatível.
O cronograma para a implementação da rede 5G no Brasil foi divulgado em 2021, pela Anatel. Brasília foi a primeira capital onde a tecnologia foi autorizada, em julho daquele ano.
Os primeiros três passos, voltados para as capitais, já foram cumpridos, segundo a agência:
capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 100 mil habitantes, cujo prazo era até 27 de novembro de 2022;
capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 50 mil habitantes; previsto para 31 de julho de 2023;
capitais e Distrito Federal tendo uma ERB a cada 30 mil habitantes, estabelecido para 31 de julho de 2024.
"Se compararmos o cronograma com o que está sendo feito, nós estamos bem adiantados. Porque as obrigações para 2024 nós já cumprimos", disse Marcos Ferrari, presidente da Conexis, ao g1.
Ainda de acordo com a agenda da Anatel, a próxima meta, que deve ser realizada até 31 de julho de 2025, é que as capitais e o DF, e também as cidades com mais de 500 mil habitantes, tenham uma antena a cada 10 mil habitantes.
Por que existe diferença nos números das cidades com conexão?
A associação das operadoras explica que a disparidade entre o número de cidades com antenas e as que de fato utilizam a conexão se dá, entre outros motivos, por conta dos processos de licenciamentos.
Primeiro, a empresa precisa do licenciamento municipal para instalar a antena física e a infraestrutura necessária. Os municípios devem seguir padrões técnicos previamente definidos, além de se adequar à Lei Geral de Antenas, criada para facilitar a implementação da rede no país.
A partir daí, a Anatel, que cuida das telecomunicações no país, realiza o licenciamento federal. São exigidos documentos sobre as características técnicas da infraestrutura, a concessão do serviço e o pagamento de taxas extras. Depois disso, a Anatel tem até 30 dias para autorizar a ativação do sinal.
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Após tentar banir TikTok nos EUA, Trump entra no app de olho na campanha presidencial

Agricultores do Paraná investem na produção de sorgo, cereal usado para preparo de ração animal
Porta-voz do empresário disse que estratégia é se aproximar do público mais jovem. Conta foi aberta três depois de ele ter se tornado o primeiro ex-presidente a ser condenado por um crime. Donald Trump abre conta no Tik Tok
Após tentar banir o TikTok nos EUA quando era presidente, Donald Trump abriu uma conta no aplicativo neste domingo (2) de olho na campanha presidencial. Ele aderiu à plataforma três dias depois de ter se tornado o primeiro ex-presidente a ser condenado por um crime.
“É uma honra”, disse Trump no vídeo do TikTok, que apresenta imagens dele acenando para os fãs e posando para selfies na luta do Ultimate Fighting Championship (UFC), em Newark, Nova Jersey, na noite de sábado (1º). O vídeo termina com Trump dizendo para a câmera: “Foi uma boa caminhada, certo?”
Trump já acumulou mais de 1,5 milhão de seguidores e sua postagem teve mais de 2 milhão de curtidas e 32 milhões de visualizações.
“Não deixaremos nenhuma frente indefesa e isso representa o alcance contínuo a um público mais jovem que consome conteúdo pró-Trump e anti-Biden”, disse o porta-voz de Trump, Steven Cheung, em um comunicado sobre a decisão da campanha de aderir à plataforma.
O TikTok, de propriedade da ByteDance, com sede em Pequim, em cerca de 170 milhões de usuários nos EUA, a maioria dos quais são mais jovens – um grupo demográfico que é especialmente difícil de ser alcançado pelas campanhas porque evitam a televisão.
A estratégia da equipe de Trump tem também o objetivo de se aproximar de eleitores latinos e negros, informou a agência de notícias Associated Press (AP).
Trump tentou banir o TikTok dos EUA em 2020, alegando, sem provas, risco de espionagem de dados de usuários por parte da China. A Justiça barrou banimento do app na época, mas o atual presidente dos EUA, Joe Biden, retomou a discussão e sancionou, em abril, uma lei que pode banir o TikTok do país.
Após tentar banir TikTok nos EUA, Trump entra no app de olho na campanha presidencial
Reprodução
Candidato e condenado
Mesmo condenado, Trump pode disputar a eleição e governar, se vencer. Inclusive se for preso. Não há nada na lei americana que o impeça. Ele também pode recorrer da condenação.
Trump foi condenado por fraude contábil ao ocultar um pagamento de US$ 130 mil para comprar o silêncio da atriz pornô Stormy Daniels na eleição de 2016, quando derrotou Hillary Clinton, do Partido Democrata. Segundo a acusação, o suborno foi usado para ocultar a relação com Daniels e, assim, interferir no processo eleitoral.
A decisão do júri, anunciada num tribunal de Nova York, foi unânime. Trump foi declarado culpado em todas as 34 acusações pelos 12 integrantes do colegiado.
Trump condenado: o futuro político

Entressafra do alho faz preço do tempero subir

Agricultores do Paraná investem na produção de sorgo, cereal usado para preparo de ração animal
Cerca de 36% do alho vendido no Paraná é plantado no próprio estado; cidade de Congonhinhas, na região norte, está entre maiores produtoras da hortaliça. Entressafra do alho faz preço do tempero subir
O alho, tempero bastante presente no dia a dia de muitos paranaenses, está um pouco mais caro. Nas gôndolas de um supermercado em Londrina, norte do estado, o preço da hortaliça pode até intimidar alguns clientes – o quilo do alho está R$ 39,90.
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Um dos motivos é a entressafra. Enquanto o produto nacional não sai do campo, quem abastece as prateleiras são os produtos importados, que acabam deixando a conta mais cara para o consumidor final.
Enquanto a caixa de 10kg do alho de origem nacional é vendida a R$ 130,00, a do importado, que vem principalmente da China e da Argentina, custa R$ 175,00. Mas, para os produtores, a alta traz a esperança de maiores rendimentos.
Entressafra do alho faz preço do tempero subir
RPC
“Quem sabe eu consigo vender também, sempre vendi barato”, diz o agricultor Antônio Carlos Reghin. “Estou contente, estou animado.”
Reghin acompanha de perto a plantação de alho na propriedade arrendada em Congonhinhas, no norte pioneiro. São sete hectares semeados e a expectativa é de colher entre 12 e 15 toneladas por hectare.
O volume ajuda a colocar a cidade entre as maiores produtoras da hortaliça no estado.
De acordo com dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), 36% do produto vendido no Paraná é produzido no próprio estado – dos quais 44% são produzidos no norte pioneiro. Rio Grande do Sul e Santa Catarina complementam o estoque.
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Agricultores do Paraná investem na produção de sorgo, cereal usado para preparo de ração animal

Agricultores do Paraná investem na produção de sorgo, cereal usado para preparo de ração animal
Facilidade de manejo e baixo custo de produção estão entre atrativos da cultura. Agricultores do oeste do Paraná investem na produção de sorgo
Um grão fino, que brota de uma cultura rústica, vem conquistando agricultores no oeste do Paraná: é o sorgo, usado para o preparo de ração animal. Jocemar Smolki foi um dos que investiram na cultura.
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Na propriedade em Toledo, ele cultivou 80 hectares e gostou do resultado. “Quis apostar [na cultura] esse ano devido à estiagem que tivemos aqui na região, que afetou o milho, e o sorgo não afetou tanto”, ele disse.
Agricultores do oeste do Paraná investem na produção de sorgo
Facilidade de manejo e baixo custo de produção estão entre atrativos da cultura.
O grão também pode ser uma opção para silagem e nutrição animal. E para ajudar o agricultor na decisão do que plantar no inverno, um bom caminho é buscar orientação técnica.
“Ele tem uma redução de custos, mas também tem uma redução de preço”, disse Lissandro Sarolli, chefe regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento em Cascavel.
“Junto com o técnico, o agricultor pode decidir se é melhor plantar milho ou sorgo, isso é de caso a caso.”
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