Imposto de Renda 2024: hoje é o último dia para entregar declaração; 3,8 milhões de pessoas ainda não declararam

Grupo Dia fecha acordo para vender 100% do capital no Brasil
O g1 separou reportagens que respondem às principais dúvidas. Especialistas recomendam que o contribuinte entregue a declaração dentro do prazo mesmo que ela esteja incompleta, para evitar a multa. Imposto de Renda 2023: prazo para declaração vai de 15 de março a 31 de maio.
Marcos Serra / g1
Termina nesta sexta-feira (31) o prazo para a declaração do Imposto de Renda 2024. A recomendação dos especialistas é que o contribuinte entregue a declaração dentro do prazo mesmo que ela esteja incompleta, e corrija depois para evitar a multa.
Mas atenção: depois da data limite, não é possível trocar o modelo da declaração, de simples para completa ou vice-versa. Quem deixa de fazer a declaração, ou entrega depois do prazo, fica sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% de todo o imposto devido.
Até as 09h31 desta sexta, quase 39,2 milhões de pessoas já haviam entregado a declaração e a Receita ainda esperava receber 3,8 milhões de declarações, de um total estimado em 43 milhões neste ano.
O programa gerador do Imposto de Renda 2024 está disponível para download desde 12 de março. Veja aqui como baixar.
Nos links abaixo, estão as dúvidas mais comuns respondidas pelas reportagens do g1, com tudo que você precisa saber para entregar sua declaração.
LEIA MAIS
Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2024
Veja como fazer a declaração
Veja quem é obrigado a declarar
Veja como baixar o programa
Veja o calendário dos lotes de restituição
Imposto de Renda 2024: Saiba como evitar cair na malha fina
Como se preparar
Como baixar o programa do Imposto de Renda e fazer a declaração
Veja o passo a passo para declarar
Confira o passo a passo para declarar pela pré-preenchida
Entenda os principais termos
Não recebi informe de rendimentos, e agora?
Quem precisa declarar
Quem precisa declarar à Receita Federal?
Sou trabalhador informal. Devo declarar?
Sou MEI, como faço a minha declaração?
O que deve ser declarado?
Empréstimos e financiamentos
Como declarar empréstimos
Como declarar imóveis financiados
Investimentos
Como declarar investimentos em renda fixa e renda variável
Como declarar planos de previdência PGBL e VGBL
Imóveis e carros
Como declarar aluguel pago e recebido
Como declarar a venda de imóveis
Como declarar a venda de carros
Carnê-leão
O que é e como emitir o carnê-leão
Rendimentos isentos e deduções
Veja lista de rendimentos isentos
Quais gastos com educação e despesas médicas posso deduzir?
Tabela e restituição
Quando vou receber a restituição?
Como consultar os valores da restituição
Veja tabela de alíquotas e saiba como fazer o cálculo do IR
Declarações pré-preenchidas e restituições via PIX terão prioridade no recebimento
Cuidado com a malha fina
Dicas para evitar a malha fina
Entregue incompleta e evite pagar multa
O que acontece se eu não declarar?

Presidente da Enel em São Paulo deixa cargo e companhia anuncia substituto; empresa enfrenta crise por apagões

Grupo Dia fecha acordo para vender 100% do capital no Brasil
Max Xavier Lins presidia a Enel Distribuidora SP desde novembro de 2018; Guilherme Lencastre é quem assume o cargo. Renúncia ocorre após crise envolvendo dois grandes apagões na capital paulista. O presidente da Enel em São Paulo, Max Xavier Lins, em depoimento à CPI da Alesp
Divulgação/Alesp
A Enel Distribuidora SP, responsável pelo fornecimento de energia elétrica na capital paulista e outros 24 municípios da região metropolitana, anunciou nesta sexta-feira (31) que o atual diretor-presidente Max Xavier Linds renunciou ao cargo. Max estava na presidência desde novembro de 2018.
Em nota enviada ao g1, a empresa afirmou que Max não será mais presidente, mas vai continuar no Grupo Enel. Quem assume sua vaga é Guilherme Lencastre, que atuava como presidente do Conselho de Administração da companhia em São Paulo.
"Como parte das recentes mudanças implementadas na gestão da Enel no Brasil, Guilherme Lencastre, que atuava como presidente do Conselho de Administração da companhia em São Paulo, assume como diretor-presidente da Enel Distribuição São Paulo, substituindo Max Xavier, que permanece no Grupo Enel. Lencastre deixa o Conselho da empresa em São Paulo e continuará presidindo o Conselho de Administração da Enel Brasil", diz a nota.
Ainda conforme a empresa, Lencastre está há 26 anos no Grupo e já foi presidente da área de Geração da empresa e diretor de Redes no Brasil. Ele é formado em Engenharia de Produção-Civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
A renúncia ocorre após uma crise envolvendo apagões registrados em São Paulo. O episódio mais recente é de março deste ano, quando moradores e comerciantes no Centro da capital ficaram mais de uma semana no escuro em razão de problemas na rede subterrânea da empresa. No período, até a Santa Casa de Misericórdia foi afetada.
Em novembro de 2023, quando a cidade sofreu com fortes temporais, moradores e comerciantes de alguns bairros ficaram mais de uma semana sem o fornecimento de luz. Na época, o então presidente Max Xavier Lins, pediu desculpas à população e disse que “sentia a dor” de quem estava mais de 100 horas sem luz.
No dia 1º de abril, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que determinou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a abertura de um processo disciplinar para investigar o que ele chama de “transgressões reiteradas” da concessionária em São Paulo.
Multas do Procon superam R$ 51 milhões
O Procon de São Paulo já multou a Enel em mais de R$ 51 milhões em cinco anos por interrupções no fornecimento de energia elétrica, cobranças indevidas e problemas na leitura do medidor de consumo mensal. É o que aponta um balanço do Procon enviado ao g1 de 2019 a de 2024.
O balanço do Procon aponta que, em cinco anos de serviço, a empresa já recebeu sete multas. A de valor mais elevado, R$ 12,9 milhões, foi aplicada na última quinta-feira (4).
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A notificação mais antiga, de junho de 2019, já entrou em dívida ativa. Outras ainda aguardam recurso (veja mais abaixo).
Procurada, a empresa informou que "a multa aplicada pelo Procon em junho de 2019, embora esteja registrada na Dívida Ativa, encontra-se temporariamente suspensa devido à contestação judicial em andamento. Quanto à sanção recentemente aplicada, em abril de 2024, a Enel foi notificada e deverá responder dentro do prazo estabelecido pelo órgão competente. A companhia ressalta que as demais multas estão em fase de recurso, seja em fase administrativa ou judicial".

Queixas
Além das multas, a concessionária também já recebeu 54.848 reclamações de consumidores por cobranças de atendimento, qualidade de serviço, contrato, informação, saúde e segurança.
Os números são de outro balanço do Procon, enviado ao g1, e foram registrados entre junho de 2021 e março de 2024.
Confira os números:
2021 (de julho a dezembro): 11.219;
2022: 19.061;
2023: 19.272;
2024 (de janeiro a março): 5.296
Copan, no Centro de SP, é atingido pelo apagão.
Reprodução/ TV Globo
Quando a Enel assumiu a gestão?
O processo de privatização da estatal Eletropaulo, anteriormente responsável pela gestão de energia elétrica de São Paulo, começou em 1995, no governo Mário Covas (PSDB), a partir do Programa Estatual de Desestatização.
Com o programa de privatização, a Eletropaulo foi desmembrada em quatro empresas: Eletropaulo Metropolitana, Empresa Bandeirante de Energia, Empresa Paulista de Transmissão e Empresa Metropolitana de Águas e Energia;
A Eletropaulo Metropolitana, então, passou a ser responsável pela distribuição de energia elétrica dos 24 municípios da Grande São Paulo, além da capital;
Em 1998, a empresa foi arrematada em leilão pelo consórcio Lightgás, com participação das empresas: AES Corporation, Electricité de France (EDF), Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Reliant Energy;
Em 2001, com a venda das ações da Reliant e da CSN para a AES Corporation, a Eletropaulo passou a ser controlada apenas pela AES Corporation, companhia de origem estadunidense e uma das maiores em energia do mundo;
Em 2018, a multinacional italiana Enel comprou 73,38% das ações da Eletropaulo por R$ 5,55 bilhões em leilão realizado na B3 (bolsa de valores). Com o negócio, a concessionária passou a ser líder em distribuição de energia no Brasil. Somente em São Paulo, 7 milhões de consumidores são atendidos;
Desde novembro de 2018, a Eletropaulo passou a ser chamar Enel Distribuição São Paulo;
Atualmente, a concessionária também atende o Rio de Janeiro e o Ceará.
Rescisão do contrato
A prefeitura voltou a pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Aneel a rescisão da concessão de energia elétrica à Enel na capital paulista. A ação ocorreu após os inúmeros e frequentes problemas de falta de energia na cidade.
Ofício assinado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) e encaminhado em 22 de março à Aneel, agência responsável pela fiscalização dos serviços prestados pela Enel, afirma que, “por serem, assim, tão graves as falhas ocorridas e a renitência da concessionária em admiti-las e corrigir sua conduta, o município de São Paulo, mais uma vez, busca que essa agência instaure procedimento com visitas à rescisão da concessão, única medida que se vislumbra capaz de garantir a continuidade de serviço público essencial à vida na maior cidade do país".
Especialistas, no entanto, consideram a suspensão do contrato uma medida tardia, já que a concessão tem apenas mais quatro anos de vigência e haveria dificuldades em encontrar um novo fornecedor neste prazo.
Aneel também já multou Enel
Em fevereiro, a Aneel multou a distribuidora concessionária em R$ 165,8 milhões por falhas relacionadas à demora excessiva no restabelecimento de energia elétrica ao longo dos dois últimos anos na região da Grande São Paulo.
O órgão considerou que a Enel prestou "serviço inadequado" no período, descumprindo uma cláusula do contrato de concessão e uma resolução da Aneel que estabelecem como dever da concessionária "assegurar a regularidade, continuidade, eficiência, segurança" na prestação dos serviços.
Passado mais de um mês do fim do prazo, a concessionária de energia ainda não liquidou a dívida e, de acordo com a agência, há um recurso administrativo interposto pela concessionária em fase de análise.
Desde 2018, a concessionária foi autuada nove vezes pela Aneel por problemas operacionais ou na prestação de serviços em São Paulo. Em pelo menos sete processos, a empresa foi multada. No total, a agência nacional já aplicou R$ 321 milhões em multas na concessionária paulista.
Falta de energia elétrica no centro de São Paulo

Dólar opera com volatilidade no último pregão de maio, com crescimento menor que o esperado nos EUA

Grupo Dia fecha acordo para vender 100% do capital no Brasil
Na quarta-feira (29), o Ibovespa fechou em queda de 122.707%, aos 122.707 pontos. Já a moeda norte-americana subiu 1,07%, cotada a R$ 5,2083. Dólar
Karolina Grabowska/Pexels
O dólar abriu com volatilidade nesta sexta-feira (31), oscilando entre altas e baixas, no último pregão do mês de maio, na volta do feriado de Corpus Christi, que deixou os mercados fechados ontem e reduz as movimentações no pregão de hoje.
Investidores repercutem dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos divulgados na véspera, que mostraram que a maior economia do mundo cresceu menos que o esperado no primeiro trimestre de 2024.
Hoje, também nos Estados Unidos, o mercado repercute a divulgação do índice de preços PCE (qu mede os gastos pessoais do consumidor), que é o indicador de inflação favorito do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), para decidir o futuro dos juros no país.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 09h50, o dólar caía 0,12%, cotado a R$ 5,2019. Veja mais cotações.
Na quarta-feira, a moeda norte-americana subiu 1,07%, cotada a R$ 5,2083.
Com o resultado, acumulou:
queda de 0,27% na semana;
perdas de 0,76% no mês;
ganho de 6,20% no ano.

Ibovespa
O Ibovespa começou a operar às 10h.
Na quarta, o índice encerrou com queda de 0,87%, aos 122.707 pontos.
Com o resultado, acumulou quedas de:
0,42% na semana;
1,70% no mês;
7,75% no ano.
Entenda o que faz o dólar subir ou descer
DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens?
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
O que está mexendo com os mercados?
O mercado olha, nesta sexta-feira, principalmente para dados dos Estados Unidos.
Hoje, o país divulgou o índice preços PCE de abril, quando a inflação subiu 2,7%, em linha com as expectativas dos analistas e se mantendo no mesmo patamar que o mês imediatamente anterior.
Ontem, o PIB da maior economia do mundo também foi divulgado, revelando um crescimento de 1,3% no primeiro trimestre, abaixo das expectativas do mercado, de alta de 1,6%. O número também representa uma desaceleração em relação ao que foi observado no último trimestre do ano passado: um avanço de 3,4%.
Esses números mais controlados fazem com que o mercado volte a acreditar que o Fed, pode iniciar o seu ciclo de cortes nos juros ainda em setembro. Segundo a ferramenta FedWatch, da CME, que mede as expectativas dos participantes do mercado financeiro, quase metade deles esperam um corte em setembro.

Imposto de Renda 2024: hoje é o último dia para entregar declaração; 3,9 milhões de pessoas ainda não declararam

Grupo Dia fecha acordo para vender 100% do capital no Brasil
O g1 separou reportagens que respondem às principais dúvidas. Especialistas recomendam que o contribuinte entregue a declaração dentro do prazo mesmo que ela esteja incompleta, para evitar a multa. Imposto de Renda 2023: prazo para declaração vai de 15 de março a 31 de maio.
Marcos Serra / g1
Termina nesta sexta-feira (31) o prazo para a declaração do Imposto de Renda 2024. A recomendação dos especialistas é que o contribuinte entregue a declaração dentro do prazo mesmo que ela esteja incompleta, e corrija depois para evitar a multa.
Mas atenção: depois da data limite, não é possível trocar o modelo da declaração, de simples para completa ou vice-versa. Quem deixa de fazer a declaração, ou entrega depois do prazo, fica sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% de todo o imposto devido.
Até as 08h31 desta sexta, quase 39,1 milhões de pessoas já haviam entregado a declaração e a Receita ainda esperava receber 3,9 milhões de declarações, de um total estimado em 43 milhões neste ano.
O programa gerador do Imposto de Renda 2024 está disponível para download desde 12 de março. Veja aqui como baixar.
Nos links abaixo, estão as dúvidas mais comuns respondidas pelas reportagens do g1, com tudo que você precisa saber para entregar sua declaração.
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Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2024
Veja como fazer a declaração
Veja quem é obrigado a declarar
Veja como baixar o programa
Veja o calendário dos lotes de restituição
Imposto de Renda 2024: Saiba como evitar cair na malha fina
Como se preparar
Como baixar o programa do Imposto de Renda e fazer a declaração
Veja o passo a passo para declarar
Confira o passo a passo para declarar pela pré-preenchida
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Como declarar empréstimos
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Como declarar investimentos em renda fixa e renda variável
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Imóveis e carros
Como declarar aluguel pago e recebido
Como declarar a venda de imóveis
Como declarar a venda de carros
Carnê-leão
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Rendimentos isentos e deduções
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Grupo Dia fecha acordo para vender 100% do capital no Brasil

Grupo Dia fecha acordo para vender 100% do capital no Brasil
A venda da operação da rede no Brasil acontece dois meses depois do grupo iniciar um processo de recuperação judicial e anunciar o fechamento de 343 lojas no país. Supermercado Dia em Araraquara
Walter Strozzi/acidade on
A rede espanhola de supermercados Dia fechou um acordo para a venda de 100% do capital do Dia Brasil, anunciou a empresa nesta sexta-feira (31).
A operação será vendida para a gestora MAM Asset Management, do Banco Master, e resultará no desinvestimento total por parte do grupo no país, permitindo que a empresa possa "focar em seus mercados mais rentáveis" .
"O Grupo Dia se compromete perante a MAM Asset Management a realizar um aporte em benefício do Dia Brasil no valor de 39 milhões de euros (mais de R$ 220 milhões)", disse a companhia, em nota.
A conclusão operação ainda depende da autorização das entidades financeiras e sindicato de bancos responsáveis pela aprovação do negócio.
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Recuperação judicial e fechamento de lojas
A venda da operação da rede no Brasil acontece dois meses depois do grupo iniciar um processo de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo e anunciar o fechamento de 343 lojas no país, com uma dívida estimada em mais de R$ 1 bilhão – sendo R$ 268 milhões só de dívidas bancárias.
Segundo a companhia espanhola, o pedido – que é válido apenas para a operação no Brasil – tem como objetivo "tentar superar sua atual situação econômica e financeira", em meio a um período de dificuldades da rede no mercado brasileiro. (Leia a nota da companhia na íntegra abaixo)
"Diante dos persistentes resultados negativos registrados no país, a companhia decidiu proceder com o fechamento de 343 lojas e 3 Centros de Distribuição, para tentar dar maior estabilidade ao seu funcionamento enquanto se aguarda a definição de novas decisões estratégicas, como a anunciada hoje", destaca o Dia, em nota.
O Dia chegou ao Brasil há 23 anos, em 2001, e afirma que fez "grandes investimentos e esforços no país, sem que tenha obtido o retorno esperado".
Uma semana antes, ao comunicar o fechamento de 343 lojas no país, a empresa comentou que vem enfrentando persistentes resultados negativos e que as unidades que seriam fechadas são de "baixo desempenho".
Os balanços corporativos da companhia mostram que, em fevereiro, tinha um prejuízo líquido anual de 30 milhões de euros, cerca de R$ 163 milhões. Em todo o ano de 2022, o prejuízo foi ainda maior, de 124 milhões de euros, ou mais de R$ 673 milhões.
A empresa afirma que foram esses resultados que desencadearam o pedido de recuperação judicial, "como potencial para gerar mais estabilidade do Dia Brasil" e buscando preservar o funcionamento de sua atividade econômica e o cumprimento de seus compromissos financeiros.
Número de empresas em recuperação judicial sobe no país
Leia a nota da companhia na íntegra:
"O Grupo Dia chegou a um acordo com a MAM Asset Management, que faz parte do Banco Master, para a venda de 100% do capital do Dia Brasil. A operação resultará no desinvestimento total por parte do grupo no país e permitirá à empresa focar em seus mercados mais rentáveis.
Com o desinvestimento total no território brasileiro e a venda de 100% do capital, o Grupo Dia terá sua responsabilidade limitada, com uma saída limpa em relação à MAM Management.
O Grupo Dia se compromete perante a MAM Asset Management a realizar um aporte em benefício do Dia Brasil no valor de 39 milhões de euros.
A efetivação da operação está condicionada à obtenção pelo Grupo Dia da autorização das entidades financeiras do sindicato de bancos.
Em 21 de março, o Dia Brasil apresentou um pedido de Recuperação Judicial após um processo de reestruturação no país, anunciado em 14 de março. Conforme informado, após os persistentes resultados negativos no país, a empresa decidiu fechar 343 lojas e 3 centros de distribuição para tentar trazer maior estabilidade à sua operação enquanto aguarda a definição de novas decisões estratégicas.
Desde sua chegada ao Brasil em 2001, Grupo Dia fez fortes investimentos no país, que não trouxeram o retorno esperado. A situação culminou na decisão de focar na Espanha e Argentina, onde atualmente Grupo Dia alcançou uma posição relevante com uma estratégia centrada na distribuição alimentar de proximidade.