Dólar opera em alta e vai a R$ 5,19, com emprego e juros no radar; Ibovespa cai

Contas públicas têm superávit em abril, mas dívida avança para 76% do PIB, nível mais alto em dois anos
Na terça-feira (28), o Ibovespa fechou em queda de 0,58%, aos 123.780 pontos. Já a moeda norte-americana caiu 0,35%, cotada a R$ 5,1534. Cédulas de dólar
bearfotos/Freepik
O dólar opera em alta nesta quarta-feira (29), à medida que investidores repercutem os novos dados de emprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e continuam a monitorar sinais sobre a política monetária no Brasil e no mundo.
Por aqui, a taxa de desemprego no Brasil foi de 7,5% no trimestre encerrado em abril, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quarta-feira (29) pelo IBGE.
Na agenda, indicadores internacionais também ficam no radar, bem como eventuais falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira (B3), opera em queda.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 10h37, o dólar operava em alta de 0,78%, cotado em R$ 5,1935. Veja mais cotações.
Na terça-feira, a moeda norte-americana caiu 0,35%, cotada a R$ 5,1534.
Com o resultado, acumulou:
queda de 0,27% na semana;
perdas de 0,76% no mês;
ganho de 6,20% no ano.

Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa operava em queda de 1%, aos 122.545 pontos.
Na terça-feira, o índice encerrou com um avanço de 0,15%, aos 124.496 pontos.
Com o resultado, acumulou quedas de:
0,42% na semana;
1,70% no mês;
7,75% no ano.

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O que está mexendo com os mercados?
As atenções dos investidores ficam voltadas para dados nacionais e internacionais nesta véspera de feriado no Brasil.
Por aqui, o destaque fica com a taxa desemprego brasileira, divulgada pelo IBGE. Segundo a Pnad, o indicador foi a 7,5% no trimestre encerrado em abril, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, encerrado em janeiro, e uma queda de 1 ponto percentual (p.p.) em comparação a igual período de 2023 (8,5%).
Esse é o melhor resultado para esse trimestre móvel desde 2014 (7,2%) e vem abaixo das projeções do mercado financeiro (7,8%).
Com os resultados, o número absoluto de desocupados não teve alteração relevante contra o trimestre anterior, atingindo 8,2 milhões de pessoas. Na comparação anual, o recuo é de 9,7%.
Na agenda, o mercado também repercute a aprovação, por parte da Câmara dos Deputados, do projeto que acaba com a isenção do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. Em seu lugar, uma alíquota de 20% será cobrada. Para compras acima de US$ 50, o tributo de 60% continuará valendo.
Compras internacionais de US$ 50: entenda o que muda caso o fim da isenção seja aprovado
Nesse caso, o foco fica com o fiscal. Recentemente, por exemplo, a Secretaria da Receita Federal informou que a isenção para compras internacionais de até US$ 50, se mantida pelo governo federal, resultaria em uma "perda potencial" de arrecadação de aproximadamente R$ 35 bilhões até 2027.
Já no exterior, as atenções continuam voltadas para os juros básicos das economias desenvolvidas. A principal expectativa fica com a divulgação de uma série de dados de inflação, com foco para o índice PCE dos EUA — medida preferida de preços do Fed — e para a leitura de inflação da zona do euro, na sexta-feira (31).
Os dados podem sinalizar a perspectiva para o início de um ciclo de afrouxamento monetário no Fed e no Banco Central Europeu. A manutenção da taxa de juros nos EUA tem ajudado a valorizar o dólar, deixando-o mais interessante para investidores globais.
Nas últimas semanas, autoridades do banco central norte-americano têm reforçado que precisam avaliar mais dados para ganhar confiança de que a inflação no país está a caminho da meta de 2%, sem indicar quando a instituição pode começar a cortar sua taxa de juros.
Na terça-feira, o presidente da distrital do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, disse em uma entrevista à emissora CNBC que a instituição deve esperar por um progresso significativo na inflação antes de reduzir os juros, abrindo a porta para até mesmo elevar a taxa básica caso os preços não desacelerem ainda mais.
Operadores começaram o ano esperando cortes de juros pelo Fed já em março, mas reduziram as expectativas para um corte de 25 pontos-base somente em novembro ou dezembro, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.
*Com informações da agência de notícias Reuters

Criação de empregos formais no Brasil tem alta de 32% em abril, com saldo de 240 mil novas vagas

Contas públicas têm superávit em abril, mas dívida avança para 76% do PIB, nível mais alto em dois anos
Dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho. Nos quatro primeiros meses deste ano, 958 mil vagas com carteira assinada foram criadas, aumento de 33,3% em relação ao mesmo período em 2023. Carteira de trabalho
Heloise Hamada/G1
O Brasil gerou 240 mil empregos formais em abril deste ano, informou nesta quarta-feira (29) o Ministério do Trabalho e Emprego.
Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em abril:
2,27 milhões de contratações;
2,02 milhões de demissões.
O resultado representa melhora de 32% em relação a abril do ano passado, quando foram criados 181,7 mil empregos com carteira assinada (valor ajustado).
IBGE: desemprego vai a 7,5% no trimestre terminado em abril
Segundo o Ministério do Trabalho, a geração de vagas com carteira assinada também é a maior, para meses de abril, desde o início da série histórica do novo Caged, em 2020.
Veja os resultados para os meses de abril:
2020: 981,6 mil vagas fechadas
2021: 90,1 mil empregos criados
2022: 205,6 mil vagas abertas
A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada, porque o governo mudou a metodologia.
Parcial do ano
De acordo com o Ministério do Trabalho, 958,4 mil empregos formais foram criados no país nos quatro primeiros meses deste ano.
O número representa alta de 33,3% na comparação com o mesmo período de 2023, quando foram criadas 718,6 mil vagas com carteira assinada.
O resultado também foi o maior registrado para esse período desde o início da série histórica do novo Caged, em 2020.
Ao final de abril de 2024, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 46,47 milhões de empregos com carteira assinada.
O resultado representa aumento na comparação com março deste ano (45,23 milhões) e com abril de 2023 (44,77 milhões).
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Setores
Os números do Caged de março de 2024 mostram que foram criados empregos formais nos cinco setores da economia. O maior número absoluto foi no setor de serviços.
Regiões do país
Os dados também revelam que foram abertas vagas em todas regiões do país no mês passado.
Salário médio de admissão
O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.126,16 em abril deste ano, o que representa alta real (descontada a inflação) em relação a março de 2024 (R$ 2.089,20).
Na comparação com abril de 2023, também houve crescimento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.080,73.
Caged x Pnad
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais.
Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).
Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil encerrou o trimestre terminado em março com taxa de desemprego em 7,9%. Com os resultados, o número absoluto de desocupados cresceu 6,7% contra o trimestre anterior, atingindo 8,6 milhões de pessoas.

Compras internacionais de US$ 50: entenda o que muda caso o fim da isenção seja aprovado

Projeto que acaba com a isenção do tributo foi aprovado pela Câmara dos Deputados na última terça-feira (28). Medida ainda vai passar pelo Senado. Compra no exterior de até US$ 50 terá taxa de 20%
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) um projeto que acaba com a isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50.
A medida foi incluída no projeto que cria o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que visa criar incentivos para estimular a indústria de veículos sustentáveis. O projeto, agora, vai ao Senado Federal. (entenda mais abaixo)
Os debates sobre a taxação de compras internacionais vêm acontecendo desde o ano passado e, mais recentemente, chegaram até a gerar um bate-boca entre parlamentares e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Entenda o que muda para o consumidor e veja a cronologia dos debates sobre o tema.
Como é a cobrança do imposto atualmente?
Como ficaria a cobrança de tributos com as novas regras?
Como tudo aconteceu?
Taxa nas importações de até US$ 50 gera bate-boca entre Haddad e deputado
Como é a cobrança do imposto atualmente?
Desde agosto do ano passado, o governo vinha isentando as compras internacionais feitas na internet de até US$ 50. A medida foi implementada por uma portaria publicada em junho pelo Ministério da Fazenda.
De acordo com as regras, as empresas que aderissem ao programa Remessa Conforme, da Receita Federal, e recolhessem o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), estariam isentas da cobrança.
O programa do Fisco também estabelecia uma série de critérios que as empresas do comércio eletrônico devem seguir, tais como:
O repasse dos impostos cobrados;
O detalhamento de informações sobre valores de impostos, tarifas postais e demais despesas para o consumidor;
Os pacotes enviados ao consumidor devem conter, de maneira visível e no campo do remetente, a marca e o nome da empresa vendedora;
O combate ao descaminho e ao contrabando;
O recolhimento de ICMS, atualmente com uma alíquota de 17%.
Como ficaria a cobrança de tributos com as novas regras?
Agora, caso o projeto seja aprovado sem mudanças, a isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50 deve acabar.
Em seu lugar, um imposto de 20% sobre as vendas deverá ser cobrado.
Para compras acima de US$ 50, o Imposto de Importação de 60% continuará valendo.
O valor reduzido para compras internacionais de até US$ 50 foi definido por um acordo entre o Congresso e o governo federal.
A medida foi incluída no projeto que cria o programa Mover pelo relator, o deputado Átila Lira (PP-PI). Em sua justificativa, o deputado afirmou que a isenção tem “preocupado a indústria nacional”.
“Propomos revogar a possibilidade de importações via remessa postal que hoje estão isentas, para não gerar desequilíbrio com os produtos fabricados no Brasil, que pagam todos os impostos e sofrem com a concorrência desleal de produtos isentos do exterior”, disse.
A Secretaria da Receita Federal informou que a isenção para compras internacionais de até US$ 50, se mantida pelo governo federal, resultaria em uma "perda potencial" de arrecadação de R$ 34,93 bilhões até 2027.
Como tudo aconteceu?
As discussões sobre como o governo deve taxar as compras internacionais vêm acontecendo desde o ano passado.
À época, o governo tentou retirar a isenção para compras de até US$ 50 — que valia apenas para remessas internacionais entre pessoas físicas —, sob o pretexto de que varejistas do exterior se usavam disso para burlar o Fisco.
A iniciativa teve uma má repercussão e, após idas e vindas, o governo decidiu criar o programa Remessa Conforme. Em suma, as varejistas que se cadastrassem no programa pagariam apenas o recolhimento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que passou a ser de 17% para todo o país.
A decisão foi mal-recebida pela indústria e pelo varejo domésticos, que continuamente diziam que a medida trazia um desequilíbrio de competitividade.
Entenda, agora, a cronologia dos fatos:
11 de abril de 2023
Em abril do ano passado, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal anunciaram a extinção da isenção para o comércio internacional entre pessoas físicas.
A decisão foi reafirmada ao g1 três dias depois, em 14 de abril, pela Casa Civil da Presidência da República e pela Fazenda. Isso porque, segundo o governo, a isenção de transações internacionais de até US$ 50 entre pessoas físicas vinha sendo usada de maneira irregular por varejistas internacionais.
Ainda de acordo com as pastas, essas empresas estariam se “disfarçando” de pessoas físicas para enviarem encomendas de forma fracionada para compradores brasileiros. O objetivo seria não pagar o Imposto de Importação (de 60%), cobrado de todas as compras de importados.
18 de abril de 2023
Com a má repercussão da medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu o recuo da decisão, tendo solicitado à equipe econômica que buscasse resolver a questão de forma administrativa, com reforço na fiscalização.
Em conversa com jornalistas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad ressaltou que a isenção era apenas para pessoas físicas e que o governo buscaria formas para aumentar a fiscalização e taxar empresas que burlassem as regras para receber o benefício de forma irregular.
"O presidente nos pediu ontem para tentar resolver isso do ponto de vista administrativo. Ou seja, coibir o contrabando. Nós sabemos aí que tem uma empresa que pratica essa concorrência desleal, prejudicando todas as demais empresas, tanto do comércio eletrônico quanto das lojas que estão abertas aí, sofrendo a concorrência desleal dessa empresa", disse Haddad à época.
30 de junho de 2023
Em junho, a Fazenda publicou uma portaria com as novas regras para compras internacionais feitas pela internet. Pela norma, o governo deixaria de cobrar o Imposto de Importação de compras on-line desde que as empresas aderissem ao programa Remessa Conforme, da Receita Federal.
Em suma, quem se cadastrasse pagaria apenas o recolhimento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado em compras feitas em plataformas online de varejistas internacionais, que passou a ser de 17% para todo o país.
Pela portaria, empresas que não cumprissem com as novas regras do governo continuariam sendo taxadas pelo Imposto de Importação de 60%.
1º de agosto de 2023
As normas de isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50 para as empresas que aderissem ao Remessa Conforme passaram a valer em agosto de 2023.
À época, especialistas disseram em entrevistas ao g1 que os consumidores poderiam sentir algumas diferenças nos preços com o novo programa.
Nas compras abaixo de US$ 50, por exemplo, apesar da isenção da taxa de importação, a incidência do ICMS, com alíquota de 17% — que muitas vezes não acontecia devido à dificuldade de fiscalização por parte da Receita —, ainda pode trazer impactos nos preços.
Já no caso das compras acima de US$ 50, embora a tributação continue a mesma, a expectativa é que as regras de conformidade do novo programa mitiguem a sonegação de impostos, de maneira que empresas que antes usavam artifícios para driblar a cobrança, não conseguirão mais fazê-lo — o que também pode resultar em um eventual aumento de preços.
Relembre o lançamento no vídeo abaixo.
Compras internacionais de US$ 50: novas regras passam a valer nesta terça (1º)
2 de outubro de 2023
Em outubro, o g1 mostrou que clientes sentiram diferença no tempo de entrega de encomendas internacionais com as novas medidas — o que incentivava a aquisição de produtos vindos do exterior.
A rapidez se dava porque a prestação de contas tributárias à Receita Federal era feita de forma antecipada, reduzindo os processos após a chegada dos pacotes, de forma que o Fisco só precisava fazer as checagens de segurança antes de liberar o envio.
A medida continuou a trazer críticas por parte da indústria e do varejo nacionais.
À época, a Associação Brasileira dos Lojistas Satélites de Shoppings (Ablos), por exemplo, afirmou que a medida trazia "muitos danos" ao país, reiterando que a "falta de isonomia tributária dos varejistas brasileiros com a isenção de impostos para as plataformas de marketplace estrangeiras teriam um impacto significativo no aumento do desemprego do setor".
"Essa disparidade cria uma competição desleal entre os varejistas nacionais e estrangeiros, resultando em consequências negativas para a economia brasileira”, disse a associação em posicionamento divulgado na época.
29 de novembro de 2023
Em novembro, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) chegou a dizer que o "próximo passo" do programa Remessa Conforme seria reinstaurar o imposto de importação para varejistas estrangeiras.
"Foi feito o trabalho nas plataformas digitais para formalização dos importados, já começou a tributação de ICMS e o próximo passo é o imposto de importação, mesmo para os com menos de US$ 50", disse Alckmin à época.
As falas voltaram a gerar uma repercussão negativa, o que fez com que o assunto esfriasse novamente.
22 de maio de 2024
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participou de uma audiência pública da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, afirmou que o programa Remessa Conforme serviu para dar transparência ao problema de entrada de produtos que burlavam a Receita Federal.
Haddad também indicou que a decisão de retomar as taxas será tomada em debate com o Congresso e com base em evidências.
"O Remessa Conforme é para dar transparência para o problema. Saber quantos pacotes estão entrando, quanto custa, quem está comprando, para dar transparência para vocês tomarem a decisão. Tem que ter a coragem de tomar a decisão. Mas antes de tomar a decisão tem que se debruçar sobre o que está acontecendo no país", disse durante a audiência.
Sua participação chegou até a gerar um bate-boca do ministro com o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que questionou a linha do PT de aumentar a arrecadação por meio de alta de tributos, e afirmou que teria havido uma briga entre deputados do PT e o governo na última semana sobre o assunto.
Lula diz que 'tendência é vetar' possível fim da isenção a compras internacionais
23 de maio de 2024
No dia seguinte à participação de Haddad na audiência pública, o presidente Lula afirmou que a tendência no governo era vetar a retomada do imposto federal sobre importações de até US$ 50, se a volta da tributação for aprovada pelo Congresso Nacional.
Ele afirmou, no entanto, que estava aberto a negociações.
"Eu só me pronuncio nos autos do processo (risos). A tendência é vetar, mas a tendência também pode ser negociar", afirmou Lula a jornalistas no Palácio do Planalto.
28 de maio de 2024
Após dias de negociação, o comando da Câmara dos Deputados fechou acordo com o governo federal para que o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 fosse de 20% – bem menor que os 60% cobrados para compras superiores a esse valor.
Os 20% foram aceitos pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com a contrapartida de que Lula não vete a proposta. Com isso, a Câmara dos deputados votou e aprovou o projeto na última terça-feira (28).

Sam Altman, ‘pai’ do ChatGPT, diz que vai doar maior parte de sua fortuna para caridade

Contas públicas têm superávit em abril, mas dívida avança para 76% do PIB, nível mais alto em dois anos
Bilionário afirma que seu objetivo é concentrar suas doações para promover o desenvolvimento de 'tecnologias que ajudem a criar abundância para as pessoas'. O valor, porém, não foi revelado. Pouco se sobre a fortuna exata de Sam Altman
Getty Images
O Giving Pledge, um movimento global de bilionários para dar destino social ao patrimônio que acumularam, anunciou que Sam Altman, cofundador da empresa por trás do ChatGPT, prometeu doar maior parte de sua fortuna para caridade.
O bilionário diz que quer concentrar as suas doações filantrópicas na "tecnologia que ajuda a criar abundância para as pessoas", segundo a agência Associated Press. O valor, no entanto, não foi revelado.
Em uma carta assinada junto de seu marido, Oliver Mulherin, Altman diz que "não estaríamos fazendo essa promessa se não fosse pelo trabalho árduo, brilhantismo, generosidade e dedicação para melhorar o mundo de muitas pessoas que construíram a estrutura da sociedade que nos permitiu chegar aqui".
O fundador da Microsoft, Bill Gates, sua ex-esposa, Melinda French Gates, e o investidor bilionário Warren Buffett fundaram o Giving Pledge em 2010 para promover uma cultura de filantropia entre as pessoas mais ricas do mundo para resolver problemas urgentes.
Mais de 240 signatários de 30 países comprometeram-se a doar a maior parte da sua riqueza a instituições de caridade, embora os críticos argumentem que há pouca supervisão para garantir que os membros da comunidade cumpram os seus votos.
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Contas públicas têm superávit em abril, mas dívida avança para 76% do PIB, nível mais alto em dois anos

Informações foram divulgadas nesta quarta pelo Banco Central. Saldo positivo do governo federal foi de R$ 8,76 bilhões no mês. Estados e municípios ficaram no vermelho. As contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 6,7 bilhões em abril deste ano, informou o Banco Central do Brasil nesta quarta-feira (29). Foi o segundo saldo positivo seguido.
O superávit primário acontece quando as receitas com impostos ficam acima das despesas, desconsiderando os juros da dívida pública. Em caso contrário, há déficit. O resultado engloba o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.
Apesar do saldo positivo no mês passado, a dívida pública subiu para 76% do PIB em abril (R$ 8,4 trilhões). É o maior patamar em dois anos (leia mais aqui).
De acordo com o BC, o superávit de abril das contas públicas foi assegurado pelo desempenho das contas do governo federal, pois os estados, municípios e estatais ficaram no vermelho no mês passado.
Veja abaixo:
governo federal registrou superávit de R$ 8,76 bilhões em abril;
estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 1,38 bilhão;
empresas estatais apresentaram saldo negativo de R$ 698 milhões.
Índice de atividade econômica do Banco Central foi negativo no mês de março
Parcial do ano e meta fiscal
Nos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo o BC, as contas públicas registraram um superávit de R$ 61,3 bilhões, ou 1,65% do PIB, contra um resultado positivo de R$ 78,7 bilhões (2,26% do PIB) no mesmo período do ano passado.
Para 2024, a meta fiscal, fixada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é de um déficit de até R$ 13,31 bilhões para as contas do setor público consolidado (governo, estados, municípios e empresas estatais).
A meta é zerar o déficit para as contas do governo federal. Porém, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual previsto no arcabouço fiscal (a nova regra das contas públicas). Ou seja, pode haver variação de até R$ 28,75 bilhões, para cima ou para baixo, em relação ao objetivo.
Com isso, o setor público pode apresentar um resultado negativo de até R$ 42,07 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.
Dívida pública
A dívida do setor público consolidado registrou alta de 0,3 ponto percentual do PIB no último mês, passando de 75,7% do PIB, em março deste ano, para 76% do PIB em abril – o equivalente a R$ 8,4 trilhões.
O atual patamar é o mais alto desde abril de 2022 – quando somou 76,3% do PIB. Ou seja, é o maior nível em cerca de dois anos.
Governo e mercado veem dívida pública em tendência de alta; entenda efeitos na economia e comparação com outros países
O reequilíbrio das contas públicas é considerado importante pelo mercado financeiro para evitar uma disparada da dívida brasileira – indicador que é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco.
No governo Lula, a dívida pública avançou 4,3 pontos percentuais, pois estava em 71,7% do PIB no fechamento do ano de 2022.
A gestão petista aprovou, no fim de 2022, a PEC da transição, e depois o arcabouço fiscal (a nova regra para as contas públicas).
As regras ampliaram em cerca de R$ 170 bilhões em gastos públicos por ano, recursos destinados a áreas como saúde, educação, investimentos e emendas parlamentares.
De acordo com o BC, o crescimento da dívida em abril está relacionado com as despesas com juros e da desvalorização do real frente ao dólar.
Mesmo com o arcabouço fiscal, os analistas do mercado financeiro estimaram, de acordo com pesquisa do Banco Central, que a dívida pública brasileira deve atingir 86% do PIB em 2033.
Para o governo, a dívida avançará até 79,7% do PIB em 2027 (cenário base), mas há possibilidade de que atinja 90,1% do PIB em 2028 (caso as previsões para as contas públicas e para o PIB sejam piores). Os números estão na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025.