IPCA-15: preços sobem 0,44% em maio, com destaque para a gasolina

Contas do governo têm superávit de R$ 11,1 bilhões em abril, pior resultado para o mês em quatro anos
Prévia da inflação acumulou 3,70% na janela de 12 meses. Números vieram abaixo das expectativas do mercado financeiro. Prévia da inflação fica em 0,44% em maio
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) — considerado a prévia da inflação oficial do país — registrou uma alta de 0,44% nos preços em maio, informou nesta terça-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A gasolina foi o subitem de maior influência nos resultados do mês, com alta de 1,90% e 0,09 ponto percentual (p.p.) de impacto no índice geral. Sua alta levou o grupo Transportes para ganhos mensais de 0,77% e também a registrar o maior impacto entre os grupos pesquisados pelo IBGE, de 0,16 p.p. em maio.
O índice geral teve uma aceleração de 0,23 p.p. na comparação com o mês anterior, quando teve alta de 0,21% para abril. Em maio de 2023, o IPCA-15 foi de 0,51%.
Com os resultados, o IPCA-15 acumulou 3,70% na janela de 12 meses. No ano, a alta é de 2,12%.
Os números vieram abaixo das expectativas do mercado financeiro. As projeções eram de alta de 0,47% para maio, chegando a 3,74% em 12 meses.

Oito dos nove grupos pesquisados pelo IBGE tiveram alta de preços em maio. Outro aumento importante do mês vem do grupo Saúde e cuidados pessoais, que teve a maior alta percentual entre os grupamentos, com 1,07%, além do segundo maior impacto no índice, de 0,14 p.p.
Segundo o IBGE, a maior contribuição veio dos produtos farmacêuticos, com ganho de 2,06% e 0,07 p.p., após a autorização do reajuste de até 4,50% nos preços dos medicamentos desde 31 de março.
Veja abaixo a variação dos grupos em maio
Alimentação e bebidas: 0,26%;
Habitação: 0,25%;
Artigos de residência: -0,44%;
Vestuário: 0,66%;
Transportes: 0,77%;
Saúde e cuidados pessoais: 1,07%;
Despesas pessoais: 0,18%;
Educação: 0,11%;
Comunicação: 0,18%.

Outros destaques
Além da gasolina, a passagem aérea voltou a contribuir bastante com a alta do grupo Transportes. A alta foi de 6,04%, com 0,04 p.p. Entre os demais combustíveis (2,10%), o etanol (4,70%) e o óleo diesel (0,37%) tiveram alta. Já o gás veicular (-0,11%) registrou queda.
Um dos grupos de atenção nos últimos meses, Alimentação e bebidas desacelerou e registrou alta de 0,26% em maio.
A Alimentação no domicílio subiu 0,22%, com altas da cebola (16,05%), do café moído (2,78%) e do leite longa vida (1,94%). Entre as quedas estão o feijão carioca (-5,36%), as frutas (-1,89%), o arroz (-1,25%) e as carnes (-0,72%).
Já a Alimentação fora do domicílio (0,37%) acelerou em relação ao mês de abril (0,25%). A refeição passou de alta de 0,07% em abril para 0,34% em maio. O lanche teve variação de 0,47%, igual ao mês anterior.
Gasolina, combustível
Reuters
Coleta de dados em meio à tragédia do RS
Para a edição deste mês do IPCA-15, o IBGE enfrentou dificuldades para realizar a pesquisa de preços no Rio Grande do Sul. A região metropolitana de Porto Alegre é área de abrangência da pesquisa e foi duramente afetada pelas cheias.
De acordo com o instituto, a coleta de preços remota foi intensificada, mas sem substituir a coleta em modo presencial quando possível. Mas o IBGE reconhece que nem todos os subitens puderam ser coletados, como algumas hortaliças e verduras.
"Em maio, aproximadamente 30% da coleta foi realizada durante a situação emergencial de modo remoto, por telefone ou internet, em vez do modo presencial. Cabe informar que o calendário de coleta do mês de maio iniciou em 16/04 e finalizou em 15/05, e a coleta remota de preços foi intensificada a partir do dia 06/05, quando aproximadamente 70% dos preços já tinham sido coletados", diz o IBGE.

Petrobras sobe no pré-mercado dos Estados Unidos após coletiva de nova presidente; dólar abre em baixa

Contas do governo têm superávit de R$ 11,1 bilhões em abril, pior resultado para o mês em quatro anos
Na segunda-feira, a moeda norte-americana subiu 0,08%, cotada a R$ 5,1713, no maior nível atingido em maio. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, encerrou em alta de 0,15%, aos 124.496 pontos. Ações da Petrobras vivem dia positivo
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O dólar abriu em baixa nesta terça-feira (28), em uma semana marcada pela liquidez reduzida, devido a feriados em Nova York, Londres e também no Brasil.
Com isso, investidores monitoram a divulgação de uma série de indicadores no Brasil e no exterior, em busca de novos sinais sobre o futuro dos juros ao redor do mundo.
Por aqui, investidores repercutem Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15, a prévia da inflação oficial do país), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta manhã. O IPCA-15 teve alta de 0,44% em maio, contra expectativas de alta de 0,49%.
O destaque do pregão brasileiro nesta manhã é a Petrobras, que inicia o dia em alta no pré-mercado americano, depois da coletiva de imprensa da nova presidente da companhia, Magda Chambriard, na véspera.
A presidente assegurou que a Petrobras "vai dar muito lucro" e que vai atender aos interesses dos acionistas públicos e privados.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 09h, o dólar caía 0,15%, cotado em R$ 5,1638. Veja mais cotações.
Na segunda-feira, a moeda norte-americana subiu 0,08%, cotada a R$ 5,1713.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,08% na semana;
perdas de 0,41% no mês;
ganho de 6,57% no ano.

Ibovespa
O Ibovespa começa a operar às 10h.
Na segunda-feira, o índice encerrou com uma alta de 0,15%, aos 124.496 pontos.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,15% na semana;
recuo de 1,13% no mês;
perdas de 7,22% no ano.

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Em uma semana de liquidez reduzida, marcada por feriados em Nova York, Londres e no Brasil, o investidor mais uma vez coloca o futuro dos juros locais e internacionais na mira.
Por aqui, o foco fica com o IPCA-15, divulgado hoje, e com a Pnad, prevista para quarta-feira (29).
A expectativa é que os dados tragam novos indícios sobre o futuro dos juros no país — principalmente após os ruídos trazidos pela última reunião de política monetária do Banco Central (BC).
Na segunda-feira (27), o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, afirmou que as expectativas de inflação subiram em meio a ruídos recentes, mas reiterou entender que uma estabilização e posterior melhora nas projeções do mercado tendem a vir ao longo do tempo.
"(A expectativa de inflação) voltou a subir… A gente entende que no longo prazo isso deve se estabilizar e voltar a melhorar", disse Campos Neto em evento promovido pelo grupo Lide, em São Paulo.
O banqueiro central citou ruídos relacionados às contas públicas brasileiras, à credibilidade do BC e às especulações sobre o compromisso com a meta de inflação, além de citar dúvidas sobre quando o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve começar a reduzir os juros por lá.
No cenário corporativo, investidores repercutem positivamente a primeira coletiva da nova presidente da Petrobras, realizada ontem.
"Nós vamos respeitar a lógica empresarial. Não há como gerir uma empresa dessas sem respeitar a lógica empresarial. Dando lucro, sendo tempestivo, atendendo os interesses tanto dos acionistas públicos quanto dos privados, nós vamos fazer", afirmou Magda Chambriard, na sede da empresa, no Rio.
"Agora, agilizar isso nessa direção. A palavra-chave é conversa. Nós vamos ter que conversar muito, entender muito as demandas de cada um e colocar a Petrobras à disposição dos interesses dos seus acionistas dentro da lógica empresarial", acrescentou.
A presidente também afirmou ter certeza que a empresa dará lucros: "Se existe uma coisa que eu tenho certeza e garanto é que essa empresa vai dar muito lucro. Se tem lucros, tem dividendos. Nós queremos ter lucros".
Já no exterior, o mercado deve ficar de olho na divulgação de uma série de indicadores tanto nos EUA quanto na Europa, além de continuarem a monitorar eventuais falas de dirigentes do Fed.
*Com informações da agência de notícias Reuters

Contas do governo têm superávit de R$ 11,1 bi em abril, pior resultado para o mês em quatro anos

No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, as contas do governo registraram superávit de R$ 30,6 bilhões. Números foram divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional. As contas do governo federal registraram superávit primário de R$ 11,08 bilhões em abril deste ano, informou nesta terça-feira (28) a Secretaria do Tesouro Nacional.
O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima as despesas do governo (não são considerados os gastos com o pagamento de juros da dívida pública). Se as despesas superam as receitas, o resultado é de déficit primário.
Segundo o governo, mesmo superavitário, o resultado de abril é o pior, para o mês, desde 2020, quando foi registrado um déficit fiscal de R$ 120,26 bilhões (valor corrigido pela inflação), em meio à alta de gastos para combater os efeitos da pandemia da Covid-19.
De acordo com o Tesouro Nacional, em abril:
A receita líquida foi de R$ 191,27 bilhões, com alta real de 8,4%;
A despesa total foi 180,19 bilhões, com crescimento real de 12,4%.
Parcial do ano e meta fiscal
Ainda segundo o Tesouro Nacional, no acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, as contas do governo registraram superávit primário de R$ 30,6 bilhões.
Com isso, houve piora em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado um superávit fiscal de R$ 46,85 bilhões nas contas do governo.
De acordo com o Tesouro Nacional, a receita líquida apresentou um aumento 8,9% (acima da inflação) nos quatro primeiros meses deste ano, para R$ 725,6 bilhões, enquanto a despesa total aumentou 12,6%, para R$ 695 bilhões, na comparação com o mesmo período de 2023.
O governo informou que busca zerar o rombo das contas públicas neste ano, meta que consta na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) — aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em 2023, o governo federal registrou um déficit primário (sem contar as despesas com juros) de R$ 230,5 bilhões. Foi o segundo pior resultado da série histórica.
O objetivo de zerar o rombo fiscal neste ano é considerado ousado pelo mercado financeiro, que projeta um déficit em torno de R$ 80 bilhões para 2024.
De acordo com o relatório de avaliação de receitas e despesas divulgado na semana passada, entretanto, as contas do governo deverão registrar um déficit de R$ 14,5 bilhões neste ano.
Pelas regras do arcabouço fiscal, há uma banda de 0,25 ponto percentual do PIB para cima e para baixo da meta fiscal.
Com isso, o governo pode registrar um rombo de até R$ 28,8 bilhões em 2024 sem que o objetivo seja descumprido.
Em busca da meta fiscal, o governo aprovou, no ano passado, uma série de medidas para aumentar a arrecadação federal. O objetivo é elevar a arrecadação em R$ 168,5 bilhões em 2024.

IPCA-15: preços sobem 0,44% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) — considerado a prévia da inflação oficial do país — registrou uma alta de 0,44% nos preços em maio, informou nesta terça-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Contas do governo têm superávit de R$ 11,1 bilhões em abril, pior resultado para o mês em quatro anos

As contas do governo federal registraram superávit primário de R$ 11,08 bilhões em abril deste ano, informou nesta terça-feira (28) a Secretaria do Tesouro Nacional.
O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo as despesas do governo (não são considerados os gastos com o pagamento de juros da dívida pública). Se as receitas superam as despesas, o resultado é de superávit primário.
Segundo o governo, mesmo superavitário, o resultado de abril é o pior, para o mês, desde 2020, quando foi registrado um déficit fiscal de R$ 120,26 bilhões (valor corrigido pela inflação), em meio à alta de gastos para combater os efeitos da pandemia da Covid-19.