Economistas do mercado elevam estimativa de inflação para 2024 e 2025

Expectativas para o crescimento do PIB e para a taxa básica de juros da economia não foram alteradas pelo mercado financeiro. Números foram divulgados pelo BC. Analistas do mercado financeiro elevaram as estimativas de inflação para este e para o próximo ano.
As previsões constam no relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central. O levantamento ouviu mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, sobre as projeções para a economia.
Para a inflação deste ano, os analistas dos bancos subiram a expectativa de inflação, de 3,80% para 3,86%. Esse foi o terceiro aumento seguido no indicador.
Com isso, a expectativa dos analistas para a inflação de 2024 se mantém acima da meta central de inflação, mas abaixo do teto definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A meta central de inflação é de 3% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano.
Para 2025, a estimativa de inflação avançou de 3,74% para 3,75% na última semana. No próximo ano, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.
Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, o BC já está mirando, neste momento, na meta do ano que vem, e também em 12 meses até meados de 2025.
Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.
Copom e enchentes no sul
Um aumento mais pronunciado nas estimativas de inflação vem sendo registrado após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter baixado a taxa básica de juros de 10,75% para 10,5% ao ano no começo deste mês.
A decisão foi dividida. Os quatro diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva votaram por um corte maior nos juros, de 0,5 ponto percentual, para 10,25% ao ano. Mas foram voto vencido. Quatro diretores mais antigos e o presidente do BC, formando uma maioria, optaram por uma redução menor na taxa Selic.
O "racha" no Copom teve efeito no mercado financeiro no dia seguinte. A bolsa de valores caiu, enquanto o dólar e os juros futuros avançaram.
O temor do mercado é que a diretoria do BC indicada pelo presidente Lula — com maioria no Copom a partir de 2026 –, possa ter mais leniente com a inflação em busca de um ritmo maior de crescimento da economia.
Além do racha no Copom, outro fator que tem influenciado o comportamento da inflação, segundo o Ministério da Fazenda, é o efeito das enchentes no Rio Grande do Sul, assim como a mudança da meta fiscal para 2025 e 2026 (liberando R$ 160 bilhões a mais em gastos nestes anos).
Para definir o nível da taxa Selic, o Banco Central trabalha com o sistema de metas de inflação. Se as estimativas para o comportamento dos preços estão em linha com as metas pré-definidas, pode reduzir a taxa. Se as previsões de inflação começam a subir, pode optar por manter ou subir os juros.
Produto Interno Bruto
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, a projeção do mercado ficou estável em 2,05%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.
Já para 2025, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro continuou em 2%.
Taxa de juros
Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para a taxa básica de juros da economia brasileira para o final deste ano.
Atualmente, a taxa Selic está em 10,50% ao ano, após sete reduções seguidas promovidas pelo Banco Central.
Para o fechamento de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia permaneceu em 10% ao ano.
Para o fim de 2025, por sua vez, o mercado financeiro manteve a projeção estável em 9% ao ano.
Outras estimativas
Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:
Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2024 subiu de R$ 5,04 para R$ 5,05. Para o fim de 2025, a estimativa continuou em R$ 5,05.
Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção ficou estável em US$ 82 bilhões de superávit em 2024. Para 2025, a expectativa para o saldo positivo avançou de US$ 76,3 bilhões para US$ 78 bilhões.
Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano continuou em US$ 70 bilhões de ingresso. Para 2025, a estimativa de ingresso recuou de US$ 73,5 bilhões para US$ 73 bilhões.

Cartão de crédito: juros sobem novamente em abril e atingem 423% ao ano, mesmo com medida que limita dívida no rotativo

Juros bancários médios apresentaram queda marginal em abril deste ano; taxa de inadimplência ficou estável. Dados foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira. Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo subiram de 421,3% ao ano, em março, para 423,5% ao ano em abril, informou o Banco Central nesta segunda-feira (27). Esse é o maior patamar desde dezembro de 2023 (442,1% ao ano).
O aumento de 2,2 pontos percentuais em março aconteceu apesar de o Conselho Monetário Nacional (CMN) ter limitado, desde janeiro deste ano, o valor total da dívida dos clientes no cartão de crédito rotativo. O valor do débito não pode mais exceder 100% da dívida original.
Acima de 400% ao ano, essa é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro. O patamar de março é quase 40 vezes acima da taxa básica da economia (atualmente em 10,75% ao ano), que serve de parâmetro para os bancos buscarem recursos no mercado.
O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento.
Segundo analistas, essa linha de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.
Os números também mostram relativa estabilidade nas concessões (novos empréstimos) no rotativo do cartão de crédito. Em abril, foram contratados R$ 30,5 bilhões nessa modalidade de crédito. Patamar pouco acima à média de 2022 (R$ 28,38 bilhões por mês) e de 2023 (R$ 30 bilhões por mês).
Limitação da dívida
Abril foi o quarto mês de validade da decisão que limitou a dívida total no cartão de crédito.
Pela nova regra, por exemplo, se a dívida inicial for de R$ 100, o débito total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200. O custo do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), entretanto, está fora desse cálculo. A norma vale somente para débitos contraídos a partir de janeiro.
Em janeiro, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicou que a solução adotada pelo CMN de limitar a dívida do cartão de crédito – que já havia sido aprovada anteriormente pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula – seria temporária.
"A gente precisa ainda estudar esse assunto, ver como vai fazer de uma forma equilibrada. Começamos a ver a inadimplência melhorando, é um bom sinal (…) Não temos uma solução hoje, avaliamos várias soluções. Temos uma solução de curto prazo que melhorou um pouco, a gente precisa entrar em um entendimento", declarou à ocasião.
A discussão sobre os juros do cartão de crédito rotativo também tem gerado atrito entre os bancos e credenciadoras independentes, as chamadas maquininhas.
Como pano de fundo das discussões, está o parcelado sem juros no cartão de crédito, questionado pelos bancos, mas defendido pela equipe econômica e pelas credenciadores independentes.
Juros bancários
Em abril deste ano, ainda de acordo com o Banco Central, a taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas teve pequena queda de 0,1 ponto percentual em abril, para 40,4% ao ano.
O juro foi calculado com base em recursos livres – ou seja, não inclui os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A taxa média de juros cobrada nas operações com empresas subiu de 20,9% ao ano, em março, para 21,3% ao ano em abril deste ano.
Já nas operações com pessoas físicas, os juros recuaram de 53,4% ao ano, em março, para 53% ao ano em abril deste ano.
No cheque especial das pessoas físicas, a taxa subiu de 128,1% ao ano, em março, para 129,9% ao ano em abril de 2024.
Volume do crédito bancário
Já o volume total do crédito bancário em mercado, de acordo com o Banco Central, subiu 0,2% em abril deste ano, para R$ 5,89 trilhões. No fechamento do ano passado, estava em R$ 5,79 trilhões.
"Esse desempenho decorreu, basicamente, do crescimento de 0,9% do estoque de crédito para pessoas físicas, total de R$ 3,6 trilhões, em contraposição à redução de 0,9% no crédito a pessoas jurídicas, total de R$ 2,2 trilhões.", informou o Banco Central.
O BC informou que o saldo total do crédito livre às famílias cresceu 0,8% no mês passado, e 8,9% em doze meses, atingindo R$ 2 trilhões. "Esse resultado mostrou-se mais significativo no crédito não rotativo, que aumentou 0,8% no mês e 9,2% em doze meses", acrescentou.
Inadimplência
De acordo com dados do Banco Central, a taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito ficou estável em 3,2% em abril — o maior patamar desde novembro de 2023 (3,4%).
Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 3,6% em abril.
Já a inadimplência das empresas subiu de 2,5% para 2,6% de março para abril deste ano.

Como descobrir o que o Google sabe sobre você

Imposto de Renda 2024: Receita paga 1º lote de restituição nesta semana; veja quem recebe e calendário
Site permite revisar informações armazenadas por serviços como Gmail, YouTube e Maps. Entre outros itens, aplicativos da empresa mantêm alguns dados pessoais e registros sobre sua navegação na internet. Fachada do Google em Irvine, Califórnia
Reuters/Mike Blake
Os serviços do Google, como Gmail, YouTube e Maps, coletam uma série de dados dos usuários para funcionarem. Entre eles, por exemplo:
Informações pessoais (nome, data de nascimento, gênero e telefone, além do e-mail);
Histórico de navegação e vídeos assistidos;
Registro de cartões, caso o usuário tenha efetuado algum pagamento dentro das plataformas;
Aplicativos baixados.
Os detalhes sobre o que cada plataforma tem acesso estão disponíveis em um painel da empresa, disponível neste link.
A ferramenta permite apagar alguns dados da conta e mudar as preferências sobre por quanto tempo elas ficam armazenadas. Veja abaixo como revisar o que está salvo na sua conta do Google.
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Dados pessoais
Ao clicar em "Informações pessoais" no painel do Google (ou neste link), é possível revisar foto de perfil, nome, data de nascimento e gênero salvos na sua conta, além de e-mail e telefone.
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Na página, há a seção "Escolha o que as outras pessoas podem ver", que reúne o que fica público no seu perfil. Além dos dados acima, a página pode reunir sua formação escolar e sua experiência profissional, caso você tenha informado isso ao Google em algum momento.
O painel também tem a página "Pagamentos e assinaturas", que reúne dados usadas em transações. Nesta área, a seção sobre formas de pagamento (também disponível neste link) mostra cartões de crédito salvos na conta.
Histórico de navegação
Os serviços do Google fazem registros de sua atividade na internet enquanto sua conta está logada. Essas informações podem ser encontradas ao abrir a página "Dados e privacidade" e buscar a seção "Suas atividades e os lugares em que esteve" (link).
A ferramenta reúne registros para os seguintes casos:
Atividade na Web e de apps: registros sobre uso de sites e apps do Google, como busca, Chrome, Maps, Play Store, Tradutor, entre outros;
Histórico de localização: locais que você visitou com seus dispositivos, mesmo quando não estava usando um serviço do Google – a lista de aparelhos vinculados na conta pode ser acessada neste link;
Histórico do YouTube: vídeos assistidos e pesquisas feitas com a sua conta no serviço.
Para os três casos, há como definir em quanto tempo os dados serão excluídos automaticamente. O Google também permite desativar o armazenamento dos dados e excluir registros salvos até então.
Google permite revisar registros que são feitos durante navegação em seus aplicativos
Reprodução/Google
Conteúdo de aplicativos
A ferramenta também permite encontrar em um só local conteúdos que você salvou nos serviços da empresa, incluindo comentários no YouTube, endereços no Maps, arquivos no Google Drive e contatos. Para acessar as informações, siga estes passos:
Na página inicial do painel, clique em "Dados e privacidade";
Busque pela seção "Dados de apps e serviços que você usa";
Em "Apps e serviços", clique no ícone de seta para direita próximo a "Conteúdo salvo dos Serviços do Google".
Também em "Dados de apps e serviços que você usa", há o trecho "Apps de terceiros com acesso à conta". Ele permite revisar quais informações da sua conta são compartilhadas com outros serviços. Ao selecionar este item, é possível acessar retirar o acesso para os que você não usa mais.
Ferramenta do Google reúne conteúdos que usuário salvou nos serviços da empresa
Reprodução/Google
Saiba como buscar pontos de doação de alimentos no Google Maps
Google Maps ganha recurso para pesquisar pontos de doação de alimentos em todo o Brasil
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Educação Financeira #296: O que o consumidor pode fazer se não teve sua viagem realizada pela Hurb ou 123 Milhas

Imposto de Renda 2024: Receita paga 1º lote de restituição nesta semana; veja quem recebe e calendário
Neste episódio, nós vamos falar sobre o que aconteceu desde então e o que fazer caso você tenha tido sua viagem cancelada e como reaver seu dinheiro. Há pouco mais de um ano, os clientes do Hurb, antigo Hotel Urbano, começaram a enfrentar ma série de problemas: cancelamentos de reservas, passagens, viagens que eram um sonho e viraram pesadelo, porque os hotéis alegavam que não estavam sendo pagos pela plataforma.
O ex presidente da empresa debochou dos clientes e teve que renunciar depois que a história pegou mal. A companhia vive, desde então, um processo de reestruturação financeira.
Pouco tempo depois, em agosto, a 123 Milhas entrou com um pedido de recuperação judicial apenas duas semanas após suspender os pacotes e as emissões de passagens de sua linha promocional, que é aquela que tinha datas flexíveis.
O ponto em comum entre essas duas empresas é que o modelo de negócios não era sustentável, com pacotes muito mais baratos que o normal. Com isso, muitos clientes ficaram na mão.
Neste episódio do podcast Educação Financeira, nós vamos falar sobre o que aconteceu desde então e o que fazer caso você tenha tido sua viagem cancelada e como reaver seu dinheiro.
OUÇA O PODCAST ABAIXO:
* Estagiária sob supervisão de Raphael Martins
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Comunicação/Globo
O que são podcasts?
Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no g1, no ge.com e no gshow, de modo gratuito.
Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser!
Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel.

Imposto de Renda 2024: Receita paga 1º lote de restituição nesta semana; veja quem recebe e calendário

Imposto de Renda 2024: Receita paga 1º lote de restituição nesta semana; veja quem recebe e calendário
Ao todo, mais de 5,5 milhões de contribuintes serão contemplados, com um valor total de crédito de R$ 9,5 bilhões. Mais de R$ 1 bilhão serão pagos a contribuintes que residem no Rio Grande do Sul. Imposto de renda
Marcos Serra/g1
A Receita Federal vai começar a pagar o 1º lote de restituições do Imposto de Renda 2024 na sexta-feira (31) desta semana — mesmo dia em que se encerra o prazo para declaração.
Ao todo, mais de 5,5 milhões de contribuintes serão contemplados, com um valor total de crédito de R$ 9,5 bilhões. Este é o maior valor já pago pelo Fisco em um lote de restituição do IRPF. O lote também inclui restituições residuais de exercícios anteriores.
Do montante de R$ 9,5 bilhões, aproximadamente R$ 8,9 bilhões referem-se aos contribuintes prioritários. São eles:
258.877 idosos acima de 80 anos
2.595.933 contribuintes entre 60 e 79 anos
162.902 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave
1.105.772 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério
787.747 contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a Declaração Pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX.
Ainda segundo a Receita, em razão do estado de calamidade decretado no Rio Grande do Sul (RS), foi dada prioridade aos contribuintes domiciliados no estado. No RS, serão restituídas 886.260 declarações, incluindo exercícios anteriores, totalizando mais de R$ 1 bilhão.
Os gaúchos foram inseridos na faixa de preferência após as prioridades legais e antes daqueles que optaram pelos modelos de pagamento via PIX e pela declaração pré-preenchida. Saiba mais aqui.
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Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2024
Veja como fazer a declaração
Veja quem é obrigado a declarar
Veja como baixar o programa
Veja o calendário dos lotes de restituição
Imposto de Renda 2024: Saiba como evitar cair na malha fina
Veja o calendário da restituição do IR 2024
Os pagamentos das restituições do IR 2024 serão feitos em cinco lotes, segundo informações da Receita. O prazo para entrega das declarações começou no dia 15 de março.
Veja as datas dos pagamentos:
1º lote: 31 de maio
2º lote: 28 de junho
3º lote: 31 de julho
4º lote: 30 de agosto
5º lote: 30 de setembro
Como saber se vou receber?
Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet e clicar na opção "Meu Imposto de Renda". Em seguida, basta clicar em "Consultar a Restituição".
A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.
A Receita Federal lembrou que disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.
Malha fina
Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina".
Para saber se está na malha fina, os contribuintes também podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento).
Ao fazer o login, selecione a opção “Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF)”. Na aba “Processamento”, escolha o item “Pendências de Malha”. Lá, você poderá verificar se sua declaração está na malha fina e verificar qual o motivo pelo qual ela foi retida.
Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.
As restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão, ou após o contribuinte apresentar comprovação de que sua declaração está correta.
Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2024
quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 em 2023. O valor é um pouco maior do que o da declaração do IR do ano passado (R$ 28.559,70) por conta da ampliação da faixa de isenção desde maio do ano passado;
contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;
quem obteve, em qualquer mês de 2023, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;
quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;
quem teve, em 2023, receita bruta em valor superior a R$ 153.199,50 em atividade rural (contra R$ R$ 142.798,50 em 2022);
quem tinha, até 31 de dezembro de 2023, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil (contra R$ 300 mil em 2022);
quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2023;
quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;
Possui trust no exterior;
Deseja atualizar bens no exterior.