Em parceria com a B3, Tesouro cria Olimpíada de Educação Financeira e mira 1 milhão de alunos

Pomares de laranja de SP sentem efeitos do clima e safra será muito menor
Inscrições para a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira começam em 27 de maio; provas serão realizadas em setembro. Alunos poderão estudar via plataforma virtual, e escolas com maior engajamento e desempenho médio receberão prêmios em dinheiro. Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef)
Material de divulgação do Tesouro Nacional
Buscando a participação de mais de 1 milhão de alunos, a Secretaria do Tesouro Nacional, em parceria com o Ministério da Educação e com a B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), abre nesta segunda-feira (27) as inscrições para a 1ª Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef).
As inscrições, que devem ser feitas pelas escolas, se estendem até 9 de setembro por meio do site da olimpíada. A prova está prevista para 17 de setembro.
Poderão participar estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e da 1ª série do Ensino Médio em todo o Brasil.
Segundo o governo, mais de 91 mil escolas estão aptas a participar do processo, englobando, ao todo, 19,36 milhões de estudantes.
"Estamos mirando ser, de partida, a maior olimpíada de educação financeira do país", disse ao g1 o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.
Segundo ele, o objetivo é levar reflexão e discussão, de forma mais leve, aos alunos de escolas públicas e privadas em torno da educação e planejamento financeiros — temas que desempenham papel social e ajudam no desempenho escolar.
De acordo com o Tesouro, os pilares da olimpíada são simbolizados por três moedas empilhadas, representando a Educação, as Finanças e os Investimentos no Futuro.
"A Olitef não é apenas uma competição; é uma missão de transformação. Acreditamos que cada estudante merece acesso à educação financeira de qualidade, essencial para tomar decisões conscientes e responsáveis ao longo da vida. Nossa olimpíada é uma plataforma que capacita professores com recursos didáticos e valoriza suas carreiras, ao mesmo tempo em que prepara os alunos para gerenciar dinheiro, investir e economizar", diz o Tesouro Nacional.
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Plataforma de estudos e prêmios
Os professores receberão formação e materiais didáticos especializados, por meio de plataforma eletrônica, e os alunos terão acesso a conhecimentos financeiros práticos.
De acordo com o Tesouro Nacional, todos os alunos participantes receberão certificados digitais, e os melhores desempenhos serão premiados com medalhas.
As escolas da rede pública mais engajadas, e com melhor desempenho médio, serão premiadas. As inscrições para concorrer à premiação ocorrerão em um segundo momento, ao longo de junho.
Considerando o engajamento e o desempenho médio dos alunos, as duas melhores escolas públicas de cada estado receberão um prêmio de R$ 100 mil para investir na próprio local de ensino, para fazer pequenas reformas e comprar equipamentos, por exemplo.
Os professores que participarem do programa também receberão um premio de R$ 40 mil para dividir entre eles e o diretor das escolas premiadas.
Entre as 54 escolas premiadas, as três melhores receberão prêmios, respectivos, de R$ 300 mil, R$ 200 mil e R$ 100 mil. O critério, nesse caso, será o uso do valor anterior, de R$ 100 mil, em prol dos alunos, de mobilização da comunidade e de impulso à educação financeira. Uma banca avaliadora definirá os vencedores nessa segunda etapa.
Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, lembra que o órgão tem trazido uma série de inovações no programa Tesouro Direto — por meio do qual as pessoas físicas podem comprar e vender títulos públicos em corretoras na internet. Ele lembra que foram lançadas ações para facilitar a complementação de renda na aposentadoria e, também, o financiamento de estudos.
"Queremos levar a discussão da educação e do planejamento financeiro para dentro das famílias, cada vez de forma mais popular, buscando uma linguagem mais simples. E agora estamos lançando a olimpíada da educação financeira, que visa levar à uma grande reflexão, mobilizar as comunidades e os alunos, professores das escolas públicas e privadas. A gente está com um olhar especial para as escolas públicas", explicou o secretário do Tesouro Nacional.
Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef)
Material de divulgação do Tesouro Nacional

É salmão ou truta salmonada? Entenda as diferenças

Pomares de laranja de SP sentem efeitos do clima e safra será muito menor
Salmão não pode ser criado no Brasil porque precisa de águas muito frias. Como alternativa é usada uma técnica deixa a truta arco-íris com cor parecida. Detalhe: nenhum deles nasce alaranjado. Truta salmonada fica laranja para se parecer com o salmão
Caroline Attwood na Unsplash
Famoso pelos restaurantes de comida japonesa, o salmão não tem a mesma cor a vida inteira. Na sua juventude, a cor de sua carne é branca, mas, a partir da alimentação na fase adulta, ela vai mudando.
Camarões e crustáceos servem como corantes naturais para o salmão e vão deixando ele alaranjado, graças a um componente que possuem que se chama carotenoide.
Essa característica é típica dos salmonídeos, a família do salmão e de suas primas: as trutas.
No Brasil, onde não é possível criar salmão, a truta arco-íris passa pelo processo de salmonização em cativeiro, usando carotenoides artificiais que a deixam laranja. A partir daí ela fica conhecida como "truta salmonada".
Apesar da troca do nome popular, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), alertou ao g1 que em sua embalagem o peixe não pode ser chamado de "salmão" ou "truta salmonada", o que caracterizaria fraude.
Entenda a seguir como esta mudança de cor acontece e a diferença entre os dois peixes.
Por que não tem salmão no Brasil?
O Brasil não é capaz de produzir salmão porque o peixe precisa de águas mais frias do que as localizadas no território do país. Por isso, todo o produto comercializado no Brasil é importado, vindo, principalmente, do Chile.
Ele nasce em água doce, mas migra para o mar na sua fase adulta, precisando de temperaturas que variam de 5°C a 7°C.
A variedade do Atlântico é a mais consumida pela população brasileira. Ela é natural da Europa, principalmente da Noruega. Também é possível encontrá-la na América do Norte.
Na América do Sul, o Chile é o principal criador da espécie, que apesar de não ser nativa daquele país, está adaptada para a piscicultura intensiva, ou seja, a criação em gaiolas marinhas, explica Caroline Maia, especialista em peixes da ONG Alianima.
A truta arco-íris, a mais usada no Brasil como salmonada, surgiu como alternativa para o salmão no país, porque se desenvolve em água doce (apesar de ter a capacidade de se adaptar à água salgada) e em temperaturas mais amenas, de 10°C a 20°C.
Por que o salmão troca de cor?
Enquanto o salmão ainda vive na água doce, ele não pigmenta e sua carne tem a coloração branca. Depois que ele vai para o mar devido a um comportamento natural da espécie, acontece uma mudança no organismo dele, explica Lícia Lundstedt, chefe-adjunta de pesquisa e desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Pesca e Aquicultura (Embrapa).
Já na fase adulta, ele se alimenta de pequenos camarões e krills, crustáceos que se assemelham aos camarões.
Esses animais fornecem os carotenoides, substâncias químicas que geram pigmentos, que também existem na cenoura e na beterraba, por exemplo.
Os carotenoides presentes na alimentação do salmão são astaxantina e cantaxantina, que além de fazerem com que ele se torne laranja, são ricos em antioxidantes, que protegem as células de oxidarem, explica Lícia.
Outro benefício é que os caratenoides têm ácidos graxos, aumentando a taxa de sobrevivência do animal. E a cor alaranjada o protege da luminosidade.
No caso da criação do salmão em cativeiro, a ração dada ao peixe tem o carotenoide desenvolvido em laboratório, com a formulação química idêntica à encontrada na natureza, fornecendo cor e antioxidantes, afirma Neuza Takahashi, pesquisadora do Instituto de Pesca da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).
Incluir o carotenoide na ração é importante para a saúde do salmão, além de ser uma alternativa sustentável para não precisar realizar uma pesca volumosa para obter o camarão, por exemplo, para alimentação do peixe, explica Juliana Galvão, especialista na área de pescado da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-Usp).
Como a truta fica salmonada?
A truta arco-íris se torna salmonada quando na sua ração também é acrescentada a formulação química da astaxantina ou cantaxantina. Por ser um salmonídeo, ela também tem a característica de absorver a tonalidade alaranjada.
Esse processo começou a ser realizado após uma quebra no fornecimento de salmão vindo do Chile, em 2014, devido a uma doença chamada Isavírus, que acometeu as criações do país.
Na época, a Apta havia lançado alguns testes com a truta salmonada, informa Neuza. Então, como uma alternativa para o abastecimento do mercado interno, alguns produtores se interessaram em começar a criar a modalidade.
Mas Neuza ressalta: o produto foi e continua sendo comercializado com o nome na embalagem de “truta salmonada”, ele não pode ser vendido como salmão. Isso caracterizaria fraude.
Apesar de ser mais barata que o salmão no mercado, a truta salmonada pode ser mais cara de se produzir. Isso porque o custo da ração com carotenoide é mais elevado e a truta ainda pode precisar de tecnologias que a deixem maiores, para alcançar o tamanho de um salmão, explica Neuza.
Ainda assim, o preço do salmão ao consumidor é mais elevado por ele ter mais apelo de mercado e ser mais popular, e pelo custo da importação, diz Juliana.
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Como saber se é truta ou salmão?
Para o público comum, pode ser bem difícil identificar a diferença entre a truta salmonada e o salmão quando o peixe está cortado como filé, aponta Lícia.
Mas existem algumas características que podem ajudar ao consumidor diferenciá-los. Veja abaixo.
Entenda as diferenças entre a truta salmonada e o salmão
Wagner Magalhaes / Dhara Assis / g1
Salmão é um peixe polêmico
Apesar de ser um peixe muito desejado, o salmão tem algumas polêmicas em seu sistema de criação intensiva. Veja dois pontos abaixo.
Antibióticos: Caroline, da ONG Anialima, aponta que muitos produtores usam antibióticos na ração dos animais para prevenir o aparecimento de doenças. Além de gerar impactos ambientais pelas fezes dos animais, isso proporcionaria o surgimento das superbactérias.
Mas, para Neuza, pesquisadora da Apta, não é isso que de fato acontece. A pesquisadora explica que os antibióticos em sua maioria são proibidos na criação de peixes, por causa do avanço da vacinação. Portanto, são usados apenas quando os animais estão doentes e sendo prescritos por um médico veterinário especializado.
Outro ponto que a especialista em pescados defende é que, quando administrado, há um período em que o medicamento é degradado no organismo, para apenas depois o salmão ir para o abate.
E cabe aos fiscais do Ministério da Agricultura pegar amostras desses peixes e fazer análises sobre se o produto que está entrando no país está conforme a legislação.
O g1 questionou o Ministério da Agricultura e Pecuária para saber se há fiscalização da presença de antibiótico nos peixes importados, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Fezes poluem o oceano: considerando que o volume de peixes na gaiola é grande, haveria um grande volume de fezes e alimentos que não foram ingeridos se acumulando no fundo do oceano e matando as espécies nativas ali, diz Caroline.
“É uma ração rica em proteína, visando o crescimento e o desenvolvimento de um peixe, com um filé maior e de mais qualidade, então tem muita proteína e isso também gera um outro processo de eutrofização do ambiente”, afirma.
Mas Neuza defende que, quando há uma ração de boa qualidade, o peixe terá uma digestibilidade alta, absorvendo os nutrientes e diminuindo o volume de fezes.
Além disso, a ração é otimizada, sendo servida apenas a quantidade ideal para a alimentação, evitando o desperdício. Essa otimização é feita também porque a comida é responsável por mais de 50% do custo de produção.
“Esse resíduo que sobra é porque foi ração ruim ou foi um manejo descuidado. A gente tem que trabalhar para minimizar a quantidade de ração perdida ou de fezes que saem com o alimento não aproveitado. Trabalhando com ração de digestibilidade boa, de qualidade, usar fontes alternativas, mais sustentáveis para minimizar o impacto no meio ambiente”, explica.
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Framboesa é novidade em sítios de Jundiaí

Pomares de laranja de SP sentem efeitos do clima e safra será muito menor
Fruta é confundida com a amora por muitas pessoas, e existe uma importante diferença visual: a framboesa é oca. Framboesa é novidade em sítios de Jundiaí
Reprodução/TV TEM
Típica de climas temperados, a framboesa é uma produção difícil de ser encontrada no estado de São Paulo. A fruta, no entanto, sendo cultivada por produtores da região de Jundiaí (SP).
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Na primeira vez que provou a fruta, em outubro do ano passado, o produtor rural Ricardo de Oliveira se surpreendeu com o gosto doce misturado a uma acidez inconfundível. No mês seguinte, ele plantou 350 pés de framboesa.
A fruta gosta de clima frio e, por isso, está sendo cultivada a variedade autumn bliss, que é adaptada a temperaturas mais altas. Ricardo não é produtor de primeira viagem, e cultiva morangos há 47 anos. Essa experiência ajuda no plantio de outras frutas vermelhas.
Até o momento, há somente quatro produtores de framboesa no município, e essa é a primeira safra. A colheita ainda conta com suas particularidades. A primeira coisa a saber é que a planta tem espinhos. A segunda é que, quanto mais escura, mais madura e mais doce.
É necessário ter cuidado para colher a fruta, usando dois dedos e delicadeza para não amassar, porque ela é oca. Por conta da fragilidade, a framboesa colhida vai direto para a embalagem, já que é vendida de forma natural.
A atual colheita está sendo um desafio, principalmente para encontrar mercado e uma aposta para obter lucro é por meio do turismo rural, que é tão recente na região.
Veja a reportagem exibida no programa em 26/05/2024:
Framboesa é novidade em sítios de Jundiaí
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Mudanças na alimentação do gado podem reduzir emissão de gás metano

Pomares de laranja de SP sentem efeitos do clima e safra será muito menor
Com uma produção completamente sustentável, uma propriedade rural de Pirajuí (SP) se esforça para reduzir a emissão de gás metano na atmosfera. Mudanças na alimentação do gado podem reduzir emissão de gás metano
Reprodução/TV TEM
A produção pecuária é uma das principais fontes da emissão de metano, um gás de efeito estufa altamente potente liberado pelos gases da vaca. Para enfrentar o desafio das mudanças climáticas, é crucial desenvolver uma prática sustentável que reduza essa emissão.
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Em uma propriedade rural de Pirajuí (SP), a meta é prioridade. Na área de preservação, existem mais de 1,2 mil cabeças vivendo em harmonia. De acordo com Tarcísius Tonetto, dono da produção, o gás já foi diminuído em 4%.
"O animal produz quando ele fermenta aquilo que ele ingeriu dentro do rúmen. Então, nós conseguimos um gado que come menos e ganha mais, com isso, nós temos uma quantidade menor de metano por quilo de carne. A redução foi considerável nos últimos 12 anos", relata.
A dieta do gado tem 70% de silagem de milheto, uma forrageira produzida na própria fazenda. O restante é composto por farelos de proteína e energia, atingindo o foco da propriedade: produzir reprodutores eficientes. Com a implantação das mudanças, o resultado foi positivo.
"Chegamos em um resultado sinônimo de sustentabilidade econômica, social e ambiental. Se não tivéssemos um gado que desse lucro, não teríamos investido nos cochos eletrônicos para aumentar a eficiência alimentar, muito menos uma equipe tão empenhada em produzir de forma saudável", finaliza Tarcísius.
Veja a reportagem exibida no programa em 26/05/2024:
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Pomares de laranja de SP sentem efeitos do clima e safra será muito menor

Pomares de laranja de SP sentem efeitos do clima e safra será muito menor
Não só o clima dificultou a safra de laranjas, o greening também é um dos fatores responsáveis pela queda na produção. Doença é a mais destrutiva na citricultura em todo o mundo, isso pela rápida disseminação, dificuldade de controle e poder de destruir a fruta. Pomares de laranja de SP sentem efeitos do clima e safra será muito menor
Reprodução/TV TEM
A laranja é uma das frutas mais produzidas no Brasil e, para conferir de perto como funciona o manejo e a produção, o Nosso Campo visitou algumas propriedades do interior de São Paulo.
Em uma das propriedades há mais de 50 mil pés da variedade pêra rio, uma das mais cultivadas no país e que pode ser consumida tanto in natura como em suco.
São três colheitas no ano, sendo a principal entre os meses de maio e junho. Nos últimos meses do ano, ocorre a colheita das frutas tardias, que demoram um pouco para atingir o ponto ideal.
Apesar da grande quantidade de árvores e frutas para serem colhidas, o produtor estima que a safra não será tão boa, isso porque ela foi prejudicada por vários motivos, dentre eles, a onda de calor, e consequentemente, a produção será 20% menor do que a do ano passado.
Com as altas temperaturas e a falta de chuva, a umidade do solo é reduzida, não permitindo que a flor se desenvolva como deveria.
Mas, não só o clima dificultou a safra de laranjas, o greening também é um dos fatores responsáveis pela queda na produção. A doença é a mais destrutiva na citricultura em todo o mundo, isso pela rápida disseminação, dificuldade de controle e poder de destruir a fruta.
Veja a reportagem exibida no programa em 26/05/2024:
Pomares de laranja de SP sentem efeitos do clima e safra será muito menor
Em uma outra propriedade que fica em Garça (SP), o produtor acredita que, de 10 pés, dois estejam contaminados com a doença. O alívio para ele é que nas laranjeiras que não foram afetadas pela praga, a fruta cresceu bonita e bem docinha.
De acordo com dados do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a produção de laranja do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo Mineiro deverá atingir mais de 232 milhões de caixas de 40,8 quilos nesta safra, uma queda de quase 25% em relação à safra passada.
A queda na produção também atingiu a plantação de um produtor e engenheiro agrônomo das regiões de Ibitinga (SP) e Itajaú (SP). Com mais de 100 mil pés da fruta, ele aponta as mudanças climáticas como responsáveis pela queda da safra deste ano. A solução encontrada por ele é esperar um pouco para iniciar a colheita, que dessa vez será no mês de julho.
Apesar da baixa produtividade da fruta, o engenheiro está otimista pois, segundo ele, o valor pago pela caixa da laranja deverá recompensar a queda na produção.
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