Parceria entre Azul e Gol: veja o que se sabe sobre os voos compartilhados

Aeroporto de Porto Alegre fica fechado pelo menos até agosto
Companhias anunciaram um acordo de 'codeshare' para operação conjunta. A partir do fim de junho, as duas empresas vão vender trechos nacionais que sejam executados por uma ou pela outra. Aviões da Azul e da Gol
Ministério da Saúde/Divulgação e Celso Tavares/G1
As companhias aéreas Azul e Gol anunciaram nesta quinta-feira (23) um acordo de cooperação comercial para conectar suas malhas aéreas no Brasil. A parceria contempla as rotas domésticas exclusivas, ou seja, operadas por uma das duas empresas.
A colaboração será feita por meio de um codeshare (compartilhamento de código) — quando duas ou mais companhias aéreas compartilham o mesmo voo, os mesmos padrões de serviço e os mesmos canais de venda.
Com isso, o consumidor terá opções para comprar passagens aéreas no site da Gol para trechos operados por aviões da Azul, por exemplo — e vice-versa.
Na prática, portanto, o cliente poderá fazer todo o processo normalmente: escolher dia, horário e comprar passagens no site de uma das companhias aéreas. Na hora de embarcar, no entanto, o avião poderá ser da outra empresa.
Essa cooperação comercial terá início no final de junho, quando a oferta estará disponível nos canais de vendas de ambas as companhias.
Por que foi feita a parceria?
Segundo as empresas, a ideia do acordo é ampliar as opções de voos para os clientes. Atualmente, Azul e Gol somam cerca de 1,5 mil decolagens diárias.
A medida tem como pano de fundo a atuação das duas companhias: tradicionalmente, a Azul opera em mais rotas alternativas — aquelas fora das grandes rotas aéreas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A Gol, por outro lado, se concentra nas grandes rotas aéreas.
"Com a malha altamente conectada da Azul servindo a maioria das cidades no Brasil e a forte presença da Gol nos principais mercados brasileiros, nossas ofertas complementares vão oferecer aos clientes a mais ampla gama de opções de viagem", afirma Abhi Shah, presidente da Azul.
O acordo envolve também os programas de fidelidade. Durante a compra das passagens inclusas no codeshare, os clientes do Smiles, da Gol, e do Azul Fidelidade poderão optar por acumular pontos no programa de preferência.
"O acordo de codeshare vai proporcionar aos clientes acesso a ainda mais opções para viajar pelo nosso país", diz Celso Ferrer, CEO da Gol.
Segundo ele, a companhia oferece atualmente mais de 60 acordos comerciais com parceiras globais. "Estamos ansiosos para expandir esse benefício dentro do Brasil também."
Quais rotas serão contempladas?
Segundo as aéreas, todas as rotas que são operadas por uma empresa e não por outra serão contempladas no codeshare.
As companhias também ressaltaram que os trechos atualmente executados por ambas não entrarão na parceria. Ou seja: como Gol e Azul operam o trecho São Paulo/Brasília, por exemplo, a rota não estará na colaboração.
Para os trechos nacionais contemplados, as empresas reforçaram que os clientes poderão pesquisar e comprar pelos canais de vendas de qualquer uma das duas companhias.
Como fica o check-in?
O check-in deverá ser feito nos canais digitais ou presencialmente no aeroporto, nos balcões da companhia que opera o voo — ou o primeiro trecho no caso de voos com conexão, independentemente da companhia que vendeu a passagem.
E o despacho de bagagem?
O processo segue a mesma regra do check-in: deverá ser feito com a companhia aérea que opera o voo ou o primeiro trecho em caso de conexão. As bagagens serão entregues no destino final, independente de conexão com a outra companhia.
Como cancelar o voo?
Segundo as empresas, remarcações e cancelamentos das reservas deverão ser tratados com a companhia que vendeu a passagem.
Gol entra com pedido de recuperação judicial nos EUA

Dólar opera em alta e vai a R$ 5,17, com juros ainda no foco; Ibovespa cai

Aeroporto de Porto Alegre fica fechado pelo menos até agosto
Ações da Gol e da Azul são destaque no pregão, após acordo entre as empresas. Na quinta-feira, a moeda norte-americana caiu 0,06%, cotada a R$ 5,1534. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, encerrou com um recuo de 0,73%, aos 124.729 pontos. Dólar
Karolina Grabowska/Pexels
O dólar passou a operar em alta nesta sexta-feira (24), com os juros norte-americanos mais uma vez na mira dos investidores.
Nesta semana, as atenções ficaram voltadas para a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), divulgado na última quarta-feira (22).
O documento mostrou que as autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ainda acreditam que as pressões nos preços devem diminuir, mesmo que lentamente. Além disso, a ata também refletiu a discussão sobre possíveis novos aumentos. (entenda mais abaixo)
Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira (B3), opera em baixa.
Na sessão, destaque para as ações da Gol e da Azul, que vivem um dia de alta após as empresas anunciarem um acordo de "codeshare". Esse é um tipo de um acordo no qual duas ou mais companhias aéreas compartilham o mesmo voo, os mesmos padrões de serviço e os mesmos canais de venda.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 16h, o dólar subia 0,36%, cotado a R$ 5,1719. Na máxima do dia, chegou aos R$ 5,1764. Veja mais cotações.
Na quinta-feira, a moeda norte-americana caiu 0,06%, cotada a R$ 5,1534.
Com o resultado, acumulou:
alta de 1,01% na semana;
perdas de 0,76% no mês;
ganho de 6,20% no ano.

Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,31%, aos 124.340 pontos.
As ações da Azul e da Gol subiam 4,37% e 11,11%, respectivamente.
Na quinta-feira, o índice encerrou com um recuo de 0,73%, aos 124.729 pontos.
Com o resultado, acumulou:
queda de 2,67% na semana;
recuo de 0,95% no mês;
perdas de 7,05% no ano.

Entenda o que faz o dólar subir ou descer
DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens?
DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda?
O que está mexendo com os mercados?
O principal destaque desta semana fica com a ata da última reunião do Fomc, divulgada na quarta-feira (22). O documento mostrou que as autoridades do Fed ainda acreditam que as pressões sobre os preços diminuirão, mesmo que lentamente e a despeito da decepção com as recentes leituras de inflação nos Estados Unidos.
Além disso, apesar de a resposta do BC dos EUA ainda envolver a manutenção da taxa de referência em seu nível atual, a ata também refletiu a discussão sobre possíveis novos aumentos de juros, com vários participantes dispostos a apertar mais a política monetária do país se necessário.
Em sua última reunião, o Fomc decidiu mais uma vez pela manutenção das taxas dos Estados Unidos na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano, em uma decisão unânime.
Com a ata do Fomc na mira, falas de dirigentes do Fed também ficaram sob os holofotes ao longo da semana, à medida que investidores continuam a buscar pistas sobre a direção da política monetária no país.
Na terça-feira, o diretor do Fed Christopher Waller disse que os dados mais recentes de inflação são "tranquilizadores", mas ressaltou que precisa ver mais alguns meses de bons dados de preços antes de se sentir confortável para defender uma flexibilização na orientação da política monetária.
Até o momento, investidores preveem uma probabilidade 52,2% de um corte nos juros de pelo menos 25 pontos-base em setembro, abaixo dos quase 67% de uma semana atrás, segundo a ferramenta FedWatch da CME.
Ainda no exterior, a agenda também foi recheada de indicadores e balanços corporativos. Na quinta-feira (23), dados da S&P Global mostraram que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que acompanha os setores de manufatura e serviços, subiu para 54,4 em amio, no maior nível desde abril de 2022.
Vale lembrar que uma leitura acima de 50 indica expansão no setor privado. Economistas consultados pela Reuters previam que o índice ficaria em 51,1.
Além disso, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, indicando uma força subjacente no mercado de trabalho que deve continuar a sustentar a maior economia do mundo.
Por aqui, os rumos do cenário fiscal também ficaram sob os holofotes nesta semana. Na quarta-feira, os ministérios do Planejamento e da Fazenda projetaram que o governo central fechará este ano com déficit primário (despesas maiores que receitas) de R$ 14,5 bilhões.
A previsão representa uma piora em relação à estimativa feita em março, que apontava para um rombo de R$ 9,3 bilhões nas contas públicas, ainda dentro da margem de tolerância para a meta do ano.
A ampliação do déficit previsto ocorre mesmo com a equipe econômica incluindo nas contas uma estimativa de arrecadação com dividendos extraordinários ainda não aprovados pela Petrobras, além de manter nos cálculos ganho relacionado a uma extinção que não ocorrerá no programa de apoio ao setor de eventos.
*Com informações da agência de notícias Reuters

Aeroporto de Porto Alegre pede renegociação de contrato por prejuízo com as chuvas; entenda

Agência Nacional de Aviação Civil disse que está analisando o pleito, 'já considerando que há razão para apresentação do pedido'. Aeroporto está interditado e alagado há semanas. A empresa que administra o aeroporto de Porto Alegre, a Fraport, pediu a renegociação dos termos do seu contrato à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por causa dos prejuízos causados pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul.
A Anac confirmou ao g1 que pedido foi registrado na última terça-feira (21). A agência disse que está analisando o pleito, “já considerando que há razão para apresentação do pedido”.
Na avaliação da Anac, o caráter de “força maior” dos prejuízos causados no aeroporto foi reconhecido. Essa é uma condição para que o governo faça o ressarcimento de recursos à administradora do aeroporto, que detém a concessão.
“Na análise serão avaliados: a questão securitária relacionada ao sinistro observado, os prejuízos causados pelas enchentes e os custos de reconstrução do aeroporto”, disse a Anac.
Aeroporto Salgado Filho segue fechado por tempo indeterminado
De acordo com a agência, ainda não é possível conhecer a dimensão das perdas no Aeroporto Salgado Filho. “A situação só poderá ser avaliada após a diminuição de todo volume de água no complexo aeroportuário.”
As operações no aeroporto Salgado Filho estão suspensas desde o início do mês. Na quarta-feira (22), a Anac publicou uma portaria proibindo operações de pouso e decolagem no aeroporto por tempo indeterminado.
Questionado sobre os termos da renegociação, o Ministério de Portos e Aeroportos disse que “a estratégia quanto à forma de eventual reequilíbrio econômico-financeiro do contrato ainda está em discussão entre os atores envolvidos”.
Entenda:
O que é reequilíbrio econômico-financeiro?
Quando ele pode ser solicitado?
Que mudanças esse processo provoca?
Aeroporto Salgado filho permanece fechado e companhias aéreas buscam alternativas
O que é reequilíbrio econômico-financeiro?
Alguns empreendimentos de infraestrutura, como grandes hidrelétricas, rodovias e aeroportos, são concessões. Ou seja, são bens públicos cujo direito de exploração é cedido por um determinado período ao setor privado.
Nos contratos de concessão, há um trecho que permite o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato –um ajuste nas cláusulas para impedir que a concessionária entre em prejuízo e, eventualmente, deixe de cumprir com suas obrigações por questões financeiras.
“O próprio contrato prevê os instrumentos para solucionar situações como essa, situações extraordinárias. Então, você pode fazer uma revisão de alguns aspectos do contrato por conta de uma situação excepcional”, afirmou o advogado João Paulo Pessoa, sócio do escritório Toledo Marchetti.
O especialista explica que a lógica do chamado “equilíbrio econômico-financeiro” das concessões é que a empresa e o governo não podem assumir prejuízos aos quais eles não tenham dado causa.
Ou seja, se a empresa fez uma má gestão do ativo, o prejuízo deve ser arcado por ela, por exemplo. Mas, se uma decisão do governo causou perdas para o empreendimento, o risco não deve ser reconhecido pela empresa.
No caso de eventos extremos, como as chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul, o risco é atribuído ao governo pelos contratos (saiba mais abaixo).
“Essa é a ideia: não pode ter nenhum ganho extraordinário, mas também nenhum prejuízo que não era esperado. A ideia é que haja um equilíbrio para que nenhuma parte se beneficie da outra”, explicou Pessoa.
Chuvas afetaram boa parte do sistema de saúde do Rio Grande do Sul
Quando ele pode ser solicitado?
Os contratos trazem uma série de riscos do empreendimento que devem ser suportados pelo governo ou pela empresa. Os riscos assumidos pelo governo podem motivar reajustes nos termos do contrato.
Alguns dos riscos citados no contrato do aeroporto Salgado Filho são:
restrição operacional por causa de decisão ou omissão de órgãos públicos;
criação de benefícios tarifários pelo poder público;
ocorrência de “eventos de força maior ou caso furtuito”, exceto em casos em que os eventos estejam cobertos por seguros.
“A concessionária tem uma proteção do contrato para situações excepcionais e, quando acontece uma situação excepcional, você adota um mecanismo do contrato que é também excepcional, seria a revisão extraordinária”, declarou Pessoa.
Segundo o advogado, a revisão extraordinária precisa ser solicitada pela empresa que tem a concessão ou pelo poder concedente. A Anac é responsável pela análise e condução do processo.
Que mudanças esse processo provoca?
Pessoa explica que as revisões extraordinárias, para que haja reequilíbrio econômico-financeiro da concessão, podem provocar algumas mudanças nos termos do contrato.
“O contrato já traz algumas possibilidades, que é a revisão tarifária, eventualmente uma revisão em relação às obrigações previstas no contrato, você pode diminuir investimento, compensar o investimento a ser feito e as partes, em comum acordo, também podem prever alguma outra solução”, afirmou.
As possibilidades, de acordo com o advogado, podem incluir:
aumento de tarifa;
redução dos investimentos mínimos e outras obrigações da empresa;
ampliação do período de vigência do contrato;
revisão da contribuição anual paga pela empresa; ou
outra solução em acordo com o governo.
O advogado também não descarta a possibilidade de aporte público para reconstrução do aeroporto. Esse mecanismo normalmente é usado antes da assinatura do contrato para aumentar a atratividade do empreendimento.
“Mas às vezes pode ser que, nessa situação excepcional, se avalie uma solução como essa. Às vezes, pode ser uma solução que se mostre viável, tenha celeridade e faça sentido para o governo, às vezes pode ser um caminho”, declarou.

Plano de saúde: governo notifica 20 operadoras por ruptura unilateral de contratos; veja lista

Secretaria Nacional do Consumidor cita aumento do número de reclamações e pede dados sobre idade e condição médica dos beneficiários. Prazo para resposta é de 10 dias. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, notificou nesta sexta-feira (24) 20 operadoras de planos de saúde após verificar um aumento no índice de rupturas unilaterais de contratos.
No documento, a Senacon cita uma elevação no registro de Notificações de Intermediação Preliminar (NIPs) – um instrumento da Agência Nacional de Saúde (ANS) para intermediar disputas entre planos e beneficiários.
Foram notificadas as operadoras:
Unimed Nacional
Bradesco Saúde
Amil
SulAmérica
NotreDame Intermédica
Porto Seguro Saúde
Golden Cross
Hapvida
GEAP Saúde
ASSEFAZ
Omint
One Health
Prevent Senior
Assim Saúde
MedSênior
Care Plus
Unidas – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde
FenaSaúde – Federação Nacional de Saúde Suplementar
Abramge – Associação Brasileira de Planos de Saúde
Ameplan – Associação de Assistência Médica Planejada
Planos de saúde estão mais caros e restritos
Na notificação, a secretaria dá prazo de 10 dias para as operadoras informarem:
o número de cancelamentos unilaterais realizados por cada empresa em 2023 e 2024;
os motivos para os procedimentos;
quantos, entre os beneficiários atingidos, estavam em tratamento e exigem assistência contínua de saúde;
quantos, entre os atingidos, eram idosos ou portadores de transtornos globais de desenvolvimento;
qual a faixa etária dos clientes que tiveram as apólices canceladas.
A Senacon cita as "situações de vulnerabilidade" de consumidores que são comunicados em um espaço curto de tempo, "o que impossibilita aos consumidores buscarem alternativas para a situação".
"Ademais, cabe destacar os beneficiários que estão em tratamento, seja para câncer, autismo ou qualquer outra situação que exija prestação de assistência contínua ou a longo prazo", diz o governo.
Batalha do autismo com planos de saúde

Aeroporto de Porto Alegre fica fechado pelo menos até agosto

O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, ficará fechado e sem operação comercial pelo menos até o dia 7 de agosto.
A data consta em um pedido de extensão da interdição do terminal, alagado pelas enchentes históricas que afetam quase 90% do Rio Grande do Sul. O documento é assinado pela Fraport, concessionária que administra o espaço.
A empresa também pediu revisão dos termos do contrato de concessão do terminal.
Aeroporto Salgado Filho segue fechado por tempo indeterminado
Fontes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmaram ao blog que os detalhes do pedido de revisão serão discutidos apenas depois que a água baixar no terminal e a empresa tomar conhecimento dos estragos.
O pedido é sempre feito por meio de um sistema chamado "Notam" ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Força Aérea Brasileira. Novos pedidos de extensão podem ser feitos sempre que a administradora do terminal identificar a necessidade.
A nova data indica que o principal aeroporto do Rio Grande do Sul não deve voltar a funcionar até o auge da temporada de inverno – quando o estado costuma receber grande fluxo de turistas.