Projetor Full HD: g1 testa 3 modelos para ter um cinema em casa

Azul e Gol anunciam acordo de ‘codeshare’ e irão compartilhar voos domésticos
Modelos avaliados vão de 100" a 300" de tamanho máximo de projeção. Veja o resultado dos testes feitos com modelos da Epson, LG e Samsung. Guia de Compras: Projetores
Veronica Medeiros/g1
Nem todo mundo tem R$ 1 milhão sobrando para gastar em uma TV gigante.
Mas, pelo preço de um televisor 4K de 55" ou menos, dá para levar para casa um projetor conectado com resolução Full HD (1.920 x 1.080) e "criar" um telão de 100 polegadas ou mais na sala.
🍿 Escolher um produto desses requer planejamento. Antes de qualquer coisa, é preciso verificar se existe espaço no ambiente para conseguir exibir as imagens em tamanhos gigantes.
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Quanto maior a distância entre o projetor e a tela/parede, maior será o tamanho da imagem. Até dá para projetar no teto, mas fica meio incômodo para ver, não?
Também é bom checar o estado da parede: se não tem imperfeições (pregos, furos) que atrapalhem a projeção. Se tiver, a recomendação é gastar mais um pouco em uma tela específica de projeção.
📽️ O Guia de Compras testou três projetores com resolução Full HD que podem gerar imagens de 30 a 300 polegadas e custavam menos de R$ 4.500 nas lojas on-line em maio.
🎦 Os aparelhos avaliados foram:
Epson EpiqVision FH-02
LG CineBeam Smart PF510Q
Samsung The Freestyle 2
📽️ Os modelos contam com recursos de Smart TV integrados, com apps de streaming e compartilhamento de tela do celular ou notebook, e conectividade com dispositivos externos pela porta HDMI.
Todos dividem um problema: a qualidade do som, que é fraquinha. É recomendável usar o projetor com um alto-falante, fones de ouvido ou uma soundbar conectados por bluetooth.
Foram avaliados a facilidade de uso, o brilho da imagem e os recursos adicionais dos projetores. Veja o resultado do teste a seguir e leia a conclusão no final.
Epson EpiqVision FH-02
O Epson EpiqVision FH-02 consegue projetar as maiores imagens entre os modelos do teste, atingindo de 30 até 300 polegadas. Para chegar a tanto, precisa de bastante espaço em casa, quase 8 metros entre parede e projetor.
Nas lojas da internet, o Epson também era o modelo mais caro do teste, sendo vendido na faixa de R$ 4.200 no meio de maio. Sua garantia é de 2 anos.
O projetor tem um design retangular (mede 32 x 21,1 x 8,2 cm) com acabamento em plástico. Apesar de portátil, é o mais pesado (2,6 kg) entre os três avaliados.
Projetor Epson FH-02 durante uso
Henrique Martin/g1
O uso é bastante simples. O equipamento roda sistema Android TV (uma versão parecida com a usada nos celulares) e tem uma configuração rápida e fácil.
Basta digitar a senha do wi-fi, entrar com a conta do Google e começar a projetar. Também dá para configurar pelo celular usando o aplicativo Google Home.
O sistema permite baixar games na Play Store, assim como traz as principais plataformas de vídeo sob demanda – Globoplay, Netflix, Amazon Prime Video, Max, Disney+, entre outras, que vêm em versões mais recentes dos apps.
O projetor conta com dois controles remotos, um simplificado com microfone para uso com comandos de voz e outro para acessar as configurações mais avançadas do equipamento.
Apesar de ter uma porta HDMI disponível, o projetor já vem com ela ocupada por um item que a fabricante chama de Dongle Epson.
Projetor Epson FH-02 visto de lado com o Dongle Epson conectado
Henrique Martin/g1
Esse item nada mais é do que um dispositivo para ver streaming (como Roku Express, Amazon Fire TV Stick e Apple TV, entre outros).
Se quiser ligar outro aparelho, como um computador ou videogame, é preciso retirar o Dongle Epson. E aí o projetor perde a conectividade.
Na qualidade de imagem, o Epson EpiqVision FH-02 tem o brilho mais forte dos três projetores, com 3.000 lúmens (medida que indica o fluxo de luz; quanto maior, melhor será o brilho da imagem).
Esse número em lúmens é bastante acima dos modelos da Samsung (230 lúmens) e LG (450 lúmens).
Isso ocorre por conta da capacidade máxima do tamanho da tela (300”) que ele é capaz de gerar.
O da LG chega a até 120 polegadas, e o da Samsung, 100".
Segundo a Epson, para projetar uma tela de 30 polegadas, é preciso ter uma distância de 70 cm entre parede/tela e equipamento.
Entre 100 e 120”, entre 2,6 e 3,1 metros. As 300” precisam de 7,9 metros entre parede e projetor.
O produto tem ajustes manuais de foco e da proporção das de imagens (chamado keystone, que evita que a imagem fique em formato de trapézio, independente do ângulo que está o projetor).
Durante os testes, foi possível projetar cerca de 100 a 120 polegadas na parede. Para comparação, ficou pouco maior que o comprimento de uma cama de solteiro (1,88m).
Projeção do Epson em tamanho de tela em torno das 100" fica maior que a largura de uma cama de solteiro
Henrique Martin/g1
Foi o projetor em que deu para ver as imagens com melhor qualidade durante o dia, com a janela aberta. À noite, no escuro, as imagens ficaram excelentes e muito nítidas.
Em um teste mais distante, foi possível ficar a uns 5 metros e arriscar a projeção em um armário que vai de parede a parede (com 3 m de largura, aproximadamente). Veja abaixo.
Projeção acima de 100" com o Epson FH-02
Henrique Martin/g1
Reduzir o tamanho da tela pode ser um problema, já que imagens menores (em um teste com 70 cm de distância) ficaram muito brilhantes e incomodaram os olhos, mesmo deixando o projetor com o brilho no modo econômico.
Outro ponto negativo é o volume baixo. Os alto-falantes embutidos não conseguem atingir um volume muito alto ou envolvente, algo que se repete no projetor da LG e, em menor escala, no da Samsung.
Para conseguir assistir filmes no streaming com melhor qualidade, foi preciso conectar o projetor a um alto-falante bluetooth.
LG CineBeam Smart PF510Q
O LG Cinebeam Smart PF510Q é um projetor compacto e o mais barato do teste. Ele projeta telas de até 120” e é mais brilhante que o da Samsung.
Nas lojas on-line, era vendido por R$ 2.900 no meio de maio.
O modelo tem um formato quadrado (14,8 x 14,8 x 6,65 cm) e pesa 1 kg. A garantia da fabricante é de 1 ano.
LG CineBeam em funcionamento
Henrique Martin/g1
Sua instalação é rápida e simplificada. O projetor usa o sistema WebOS 22, o mesmo utilizado nas Smart TVs da LG, e vem com um controle remoto com pilhas.
O único passo adicional após o wi-fi é definir a posição do uso: se ficará pendurado no teto ou posicionado sobre uma mesa, com a projeção com o aparelho de frente para uma tela/parede ou traseira, em um vidro fosco específico para essa tarefa.
O sistema WebOS já veio com vários apps pré-instalados, como Globoplay, Prime Video e Apple TV+. Dá para baixar novos apps sem cadastro na loja da LG.
O LG Cinebeam é, dos três produtos, do teste, o que tem mais opções de conexões externas, de fácil acesso na parte traseira do projetor.
São duas portas HDMI, uma porta RJ-45 (Ethernet) para internet por cabo e uma saída para fones de ouvido com fio. O produto permite conectar dois dispositivos bluetooth simultâneos – como dois fones ou alto-falantes.
Conexões do projetor LG CineBeam
Henrique Martin/g1
Algo curioso do produto é que, após a configuração, toda vez que ele era ligado entrava sozinho como se estivesse conectado a um dispositivo pelo HDMI, sem ir direto para a tela principal do sistema.
A qualidade de imagem do LG Cinebeam Smart PF510Q ficou no meio do caminho na comparação com os concorrentes.
Seu brilho é bem menor (450 lúmens) que o do projetor da Epson (3.000 lúmens), mas mais que suficiente para projetar imagens nítidas e claras em menores tamanhos (entre 30” e 120”).
Durante o dia, com luz ambiente, a imagem ficou um pouco opaca. À noite, funcionou muito bem com todas as luzes do quarto apagadas.
Nos testes com a tela na faixa das 100-120”, a imagem ficou nítida e clara, como dá para ver abaixo.
Projeção no LG CineBeam a 100" – na largura de uma cama de solteiro
Henrique Martin/g1
Em projeções menores, o brilho foi bom para curtas distâncias, mais suave que o da Epson e mais claro que o da Samsung.
O projetor conta com ajuste de foco manual e vem com recurso para correção automática da proporção de imagem (keystone).
Outra comparação do LG Cinebeam com o projetor da Epson é a qualidade do som, baixa e de qualidade ruim. Nesse teste, um alto-falante externo bluetooth também salvou os filmes vistos.
Samsung The Freestyle 2
O Samsung The Freestyle 2 é quase igual ao primeiro modelo (veja o teste), com quase nenhuma mudança perceptível.
É o projetor com a menor luminosidade, mas o mais versátil na comparação com os aparelhos da LG e da Epson.
Nas lojas da internet, o The Freestyle 2 custava na faixa dos R$ 3.500 em maio. A garantia é de 1 ano.
A versatilidade do Samsung vem do seu formato: é um cilindro de menos de 10 cm de diâmetro com uma base basculante, que pesa “menos de 1kg” (o número exato não foi divulgado pela fabricante).
Projetor Samsung The Freestyle 2
Henrique Martin/g1
Por conta disso, sua lente não precisa ficar exatamente na horizontal para projetar a imagem, podendo ser movida para cima e para baixo em 180°.
O modelo também conta com foco e ajuste de proporção de imagem (keystone) automáticos. Se precisar mover para os lados ou ajustar o ângulo, a imagem se encaixa em um formato correto (retangular) sozinha e corrige o foco em poucos segundos.
A instalação do produto foi rápida e o The Freestyle 2 foi o único modelo que, ao ser ligado, baixou uma atualização de software.
O sistema usado é o Tizen, que também faz parte das TVs inteligentes da marca. Veio com os principais serviços de vídeos on-line instalados (Globoplay, YouTube, Netflix, Prime Video) e conta com canais de TV gratuitos (Samsung TV Plus).
Se, ao ligar o aparelho, você não escolher imediatamente um serviço, o projetor entra automaticamente na TV gratuita no primeiro canal da lista, mesmo que você não queira ver aquilo.
Para baixar apps novos, é preciso criar uma conta Samsung ou utilizar uma já existente.
O produto se conecta ao smartphone usando a plataforma SmartThings (disponível para celulares Android e iPhone). Além de espelhar a tela do telefone, o app ajuda a calibrar a qualidade de imagem da projeção.
Projeção com o Freestyle 2, da Samsung, virado para cima, com 2 metros de distância entre teto e projetor
Henrique Martin/g1
Ainda nos recursos extras do Freestyle 2, o modo Ambiente projeta imagens estáticas de quadros e fotos na parede e permite programar o desligamento automático do aparelho.
Tem até uma projeção de estrelas, que pode ser uma decoração interessante para o quarto das crianças.
O controle remoto do projetor utiliza uma bateria interna, que pode ser recarregada por cabo USB-C ou por “energia solar, luz ambiente e ondas de radiofrequência”, de acordo com a fabricante.
Dos 3 projetores do teste, o da Samsung é o mais limitado nas conexões externas.
Tem apenas uma porta micro HDMI, que requer um adaptador que precisa ser comprado à parte por R$ 50 ou mais. A porta USB-C serve para conectar o cabo de energia.
Conexões do Samsung The Freestyle 2 e marcas de sujeira do uso frequente da unidade enviada para testes
Henrique Martin/g1
A qualidade da imagem era boa, mas o Freestyle tem pouca “potência" luminosa.
São apenas 230 lúmens, bem abaixo dos modelos da Epson e da LG, o que deixava ruim de ver durante o dia com luz no ambiente. É bom no escuro, mas menos vibrante que o da LG.
O tamanho máximo da tela é de 100”.
O som é nítido, com menos sensação de “rádio de pilha” que o dos concorrentes. E, se for preciso, dá para conectar fones ou uma caixinha de som bluetooth para aprimorar a experiência.
A Samsung não destaca muito as diferenças entre a primeira e segunda gerações do projetor Freestyle. Uma delas é que, se você usar dois Freestyle 2 sincronizados, pode criar uma tela única de até 160”.
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Conclusão
CUSTO/BENEFÍCIO: O LG CineBeam Smart PF510Q é o modelo com a melhor relação custo/benefício da avaliação.
Vendido por R$ 2.900, é o mais barato dos três aparelhos e consegue entregar uma imagem grande e brilhante para ambientes domésticos para quem procura até 120”.
O modelo da Epson é indicado para quem quer ver uma tela realmente grande, acima das 100 polegadas e que tem espaço disponível que comporte essa projeção. O valor do Epson é pouco maior (R$ 4.200) que o da Samsung (R$ 3.500), com o brilho mais fraco dos três.
RESOLUÇÃO X BRILHO: Se o projetor for usado apenas como substituto da TV, o ideal é que sua configuração tenha entre 500 e 1.000 lúmens de brilho para conseguir uma tela de 100".
Quanto maior o brilho, melhor a experiência de "cinema em casa". Não é à toa que o Epson EpiqVision FH-02 tem 3.000 lúmens para conseguir chegar às 300”.
PRECISO DE UMA TELA? Uma parede branca resolve o problema na maioria dos casos, ainda mais se for projetar algo até 80 a 100”.
Para melhor resultado, porém, o indicado é ter uma tela específica de projeção. Nas lojas on-line, uma tela de 100" custava, em maio, entre R$ 600 e R$ 1.000.
PRECISO DE SOM ADICIONAL? É uma boa ideia incluir uma soundbar ou alto-falante bluetooth na lista de compras na hora de escolher o projetor. Os sistemas internos dos projetores são bastante fracos.
COMO FORAM ESCOLHIDOS OS PRODUTOS: Os projetores foram selecionados pela sua faixa de preço – abaixo de R$ 4.500 – e estavam disponíveis nas lojas da internet pesquisadas em maio.
Os equipamentos foram enviados por empréstimo pelas marcas e serão devolvidos.
DE OLHO NO PREÇO: Vale notar que modelos muito baratos à venda nas lojas on-line nem sempre entregam a qualidade e resolução que prometem.
É comum encontrar modelos que prometem resolução “4K” na faixa dos R$ 500 com brilho muito baixo, definição menor que HD e sem garantia do fabricante.
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‘Me tornou mais independente’: primeiro paciente da Neuralink conta como é ter chip no cérebro

Azul e Gol anunciam acordo de ‘codeshare’ e irão compartilhar voos domésticos
Noland Arbaugh usa implante que permite controlar um computador com o pensamento. Empresa de Elon Musk recebeu permissão nos Estados Unidos e já pode fazer implante em segundo paciente. Nolan Arbaugh foi a primeira pessoa a receber um implante do chip da Neuralink, do bilionário Elon Musk
Reprodução/Neuralink
A primeira pessoa a receber o chip cerebral da Neuralink, do bilionário Elon Musk, tem apenas 15% dos conectores em funcionamento. Os demais se soltaram do cérebro, o que obrigou a empresa a "recalibrar" seu sistema para que o paciente siga usando o aparelho.
A falha já havia sido revelada pela Neuralink no início do mês, mas foi detalhada na última quarta-feira (22) no The New York Times. Segundo o jornal, a empresa ajustou o sistema do chip para o paciente voltar a controlar um computador usando seus pensamentos.
Noland Arbaugh, que perdeu o movimento abaixo do pescoço após bater a cabeça ao mergulhar em um lago, se candidatou para receber o chip nos testes da empresa de Musk. Mas admitiu que teve medo depois de ser escolhido como o primeiro a receber o implante.
"Sou tetraplégico e tudo que eu realmente tenho é meu cérebro. Então, deixar alguém mexer lá e bagunçar é um grande compromisso. Eu queria ajudar e não queria deixar meus medos atrapalharem isso", disse Arbaugh à Wired.
Ele tem a opção de deixar o estudo e retirar o implante no início de 2024, mas disse que espera seguir trabalhando com a Neuralink – a empresa de Musk afirma que terminará o estudo em cerca de seis anos.
"[O chip] me tornou mais independente e isso ajuda não só a mim, mas todos ao meu redor. Me faz sentir menos desamparado e menos um fardo", disse. "Além de estar curado, acredito que o que a maioria dos tetraplégicos deseja é independência".
A Neuralink já pode implantar seu chip em uma segunda pessoa, depois de receber autorização da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), autoridade sanitária dos Estados Unidos. Confira abaixo como está o primeiro paciente da empresa de chips de Elon Musk.
Neuralink faz demonstração com 1º paciente a receber seu chip cerebral
Quem é o milionário da tecnologia que tenta alcançar a juventude eterna
Quem é Noland Arbaugh?
Noland Arbaugh nasceu em Yuma, cidade do Arizona com cerca de 100 mil habitantes. E trabalhava como monitor de acampamento em 2016, quando sofreu uma lesão de medula espinal no mergulho em um lago.
Ele disse à imprensa dos EUA que bateu sua cabeça em algo e, então, sentiu seu corpo afundar. Após voltar a superfície, não conseguia mais movimentar braços e pernas. Desde então, ele usa cadeira de rodas para se deslocar.
E, até receber o chip da Neuralink, Arbaugh não achou bons dispositivos para ajudar pessoas com paralisia a controlarem outros aparelhos. A saída era pedir que alguém colocasse um bastão em sua boca que o ajudava a usar um tablet.
Antes do implante da Neuralink, Noland Arbaugh precisava usar bastão na boca para usar aparelhos eletrônicos
Reprodução/Neuralink
Em 2023, um amigo contou a Arbaugh sobre o teste que a Neuralink faria em humanos e o incentivou a se inscrever. O processo até a confirmação levou um mês e envolveu várias entrevistas e uma bateria de exames médicos.
"Durante todo esse processo, eles me disseram que, a qualquer momento, se eu não atendesse a um dos critérios, eles seguiriam em outra direção", disse Arbaugh.
"Tentei diminuir qualquer expectativa porque não queria ter muita esperança e me decepcionar. Foi difícil não ficar animado, mas acho que precisava disso para me manter com os pés no chão durante todo o processo".
Como é o chip cerebral que a Neuralink implantou em Noland Arbaugh
'Me olham com estranheza': como é ter um chip implantado na mão
Como foi implantar o chip?
Aprovado, Arbaugh passou por uma nova rodada de testes no hospital em que faria o implante. Foram cerca de oito horas até completar exames de sangue e urina, bem como análises em seu cérebro.
"Se alguma coisa mudasse [em termos cognitivos], eles poderiam saber como eu estava quando comecei. Foi um longo dia", disse.
Neuralink, do bilionário Elon Musk, realizou bateria de exames antes de implantar chip em seu primeiro paciente
Reprodução/Neuralink
O implante envolveu o corte de um pequeno círculo em seu crânio e a colocação do chip, que tem o tamanho de uma moeda (veja ao final como o chip funciona).
O chip Telepathy, da Neuralink, é uma interface cérebro-computador, ou seja, ele analisa sinais cerebrais e os transforma em comandos para outro dispositivo eletrônico.
Mas, para funcionar, ele deve ser calibrado: Arbaugh teve que pensar repetidas vezes em movimentos como mexer os dedos para os lados e apertar em botões. Ainda que ele não consiga se movimentar, seu cérebro emite sinais que são lidos pelo chip.
Ele disse que o chip é muito intuitivo e permite usar vários aplicativos em seu computador ao mesmo tempo, sem muito esforço para a navegação. "O que estou pensando o tempo todo é exatamente onde quero que o cursor vá".
Biohacking: como e por que seres humanos estão implantando chips no próprio corpo
Noland Arbaugh, durante demonstração de chip da Neuralink
Reprodução/Neuralink
Fios se soltaram: e agora?
Arbaugh percebeu que algo estava errado com o implante quando perdeu o controle total que tinha sobre os movimentos do cursor do computador. No início, ele acreditou que a Neuralink poderia ter feito uma mudança no programa em que o chip se baseia.
Mas a maioria dos fios do implante havia se soltado do cérebro. "Não sabia que isso era possível. Não acho que eles já tinham visto isso em um dos testes com animais", disse Arbaugh. "Nunca foi previsto que isso aconteceria em mim".
Para contornar isso, a Neuralink atualizou o sistema para que ele ficasse sensível a sinais cerebrais mais sutis. A empresa avaliou que a situação tinha se estabilizado e não recomendou uma nova cirurgia para reconectar os fios.
E o paciente também percebeu que seu controle sobre o cursos melhorou após a atualização. "Foi apenas um pequeno ajuste que eles fizeram no lado do software e, a partir desse ponto, as coisas foram melhorando cada vez mais".
Com a autorização nos EUA para um segundo implante, a empresa de Elon Musk já pode testar melhorias para seu chip em outro paciente, mas ainda não revelou se já escolheu um candidato.
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Chip no cérebro anunciado por Elon Musk é marketing ou inovação?
Chip da Neuralink
Arte/g1

Outback: por que vender a operação no Brasil se o restaurante está sempre cheio?

Azul e Gol anunciam acordo de ‘codeshare’ e irão compartilhar voos domésticos
Especialistas ouvidos pelo g1 consideram que os maiores desafios da rede no Brasil são a desvalorização do real, a inflação dos alimentos e o modelo de expansão de franquias. Unidade do Otback no Shopping Salvador
Divulgação
A empresa controladora do Outback, a Bloomin' Brands, pegou muita gente de surpresa no começo do mês quando revelou que estuda a possibilidade de vender o comando dos restaurantes da rede no Brasil.
A rede garante que as lojas do Outback não vão fechar no país, mas a possibilidade de uma mudança no controle da operação brasileira é concreta. Mas por que vender a operação se os restaurantes seguem cheios no país?
Para especialistas ouvidos pelo g1, a possível venda do negócio no Brasil pode ser uma boa alternativa para que a Bloomin' Brands levante recursos para investir e para ter uma melhor eficiência financeira no seu mercado principal, os Estados Unidos.
A operação brasileira é a segunda mais importante do mundo para a empresa. Por isso, os analistas entendem que a venda do comando da operação seria uma forma de a companhia arrecadar bastante dinheiro com a negociação, além de manter o recebimento de uma taxa sobre a receita do Outback, como um licenciamento da marca.
"É muito comum que uma companhia venda alguma operação de valor, como é o caso do Brasil para o Outback, quando a sede precisa de dinheiro", destaca Samuel Barros, reitor do Ibmec Rio de Janeiro.
Veja abaixo os principais pontos que ajudam a explicar a possível venda da operação do Outback no Brasil.
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Real mais fraco pode afetar a receita
A operação brasileira da Bloomin' Brands inclui 159 restaurantes do Outback no Brasil, além de 16 unidades da rede Abbraccio e duas da Aussie Grill. É a principal operação internacional da companhia.
Em 2023, o lucro das operações internacionais da rede foi de US$ 84 milhões (cerca de R$ 432 milhões), e o Brasil responde por 87% do faturamento internacional da empresa. As vendas no país, contudo, tiveram uma pequena queda, de 0,7% no trimestre.
Uma das questões com o Brasil é que houve uma forte desvalorização do real em relação ao dólar nos últimos anos. É uma situação que reduz as margens da empresa, que continua apurando seus resultados em dólar.
Rodolfo Olivo, professor da FIA Business School, explica que boa parte dos investimentos que foram feitos pela Bloomin' Brands para expandir a operação do Outback no país foram feitos em um momento em que o real estava mais valorizado. E, agora, o retorno acontece em uma moeda mais fraca.
"A nossa moeda ficou mais pobre. Antes da pandemia estava na casa de R$ 3,50 ou R$ 4. Agora, quando se transforma a receita de real para dólar, ela fica efetivamente menor", pontua Olivo.
Como o faturamento dos restaurantes no Brasil é na moeda brasileira, a apuração de resultado para uma operadora nacional pode ser mais vantajoso para ela. E, ao mesmo tempo, também para a Bloomin' Brands, já que o contrato de licenciamento poderia prever um repasse fixo para a matriz, que seria independente das flutuações do câmbio.
Alimentos mais caros e dificuldade em repassar os preços
Outro ponto que afetou não só a operação do Outback, mas de todo o setor de bares e restaurantes é a inflação dos alimentos. Samuel Barros, do Ibmec Rio, explica que a alimentação ficou mais cara no mundo inteiro, acompanhando a pressão inflacionária que surgiu após a pandemia.
"As operações tiveram um aumento significativo de custos por conta dos produtos alimentícios", diz.
A alta de preços de alimentos afeta os restaurantes em duas frentes. Primeiro, na própria matéria-prima, que aumenta a despesa da empresa. Ao mesmo tempo, alimentos mais caros reduzem o consumo da população, porque são itens essenciais e que acabam reduzindo o dinheiro disponível para momentos de lazer.
Alta de inflação também causa alta de juros. Para controlar o avanço dos preços, tanto o Banco Central do Brasil (BC), quanto o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) subiram suas taxas de juros, desestimulando ainda mais o consumo.
Entra aqui o dilema do setor: repassar os preços na velocidade necessária pode afastar ainda mais o consumidor. Para manter os restaurantes lotados, o Outback teve pouca margem para reajustar um produto que teve alta expressiva nos últimos anos: as carnes.
"Também vivemos um cenário em que o consumidor passou a buscar uma alimentação mais saudável, o que pode reduzir o interesse pelo tipo de comida que o Outback oferece", comenta Barros.
A companhia chega a elencar no relatório que a "reação dos consumidores à questões de saúde pública e segurança alimentar" é um dos riscos e incertezas que podem impactar as perspectivas financeiras para os próximos meses.
Nesse contexto todo, o balanço da Bloomin' Brands reconhece um esfriamento dos negócios. No primeiro trimestre de 2024, por exemplo, o tráfego de pessoas nas churrascarias do Outback teve uma queda de 4,2% nos Estados Unidos e de 3,7% no Brasil, de acordo com o balanço da Bloomin' Brands.
Já o tíquete médio por pessoa no consumo nos restaurantes da rede subiu apenas 3% lá fora e 2,7% aqui.
Modelo de expansão da rede
Rodolfo Olivo, da FIA, acredita que outro desafio que o modelo de negócios do Outback enfrenta no Brasil é a forma como a rede se expande pelo país, com franquias.
"Eu já fui franqueado e já fui franqueador, e um grande problema das franquias é que, para você expandir em número de lojas, não necessariamente você consegue ter as melhores praças", afirma o professor.
Ele explica que o formato do Outback é de ter grandes lojas, com uma estrutura semelhante, além do atendimento padrão. Esse modelo funciona bem para locais em que há um público expressivo, como as cidades grandes e bairros populosos, com bom poder aquisitivo.
Já para as cidades menores ou bairros com moradores que não sejam o público-alvo da rede, essa infraestrutura padrão pode ser muito cara e não compensar a quantidade de gente que passa pelos restaurantes.
Nesse sentido, Olivo considera que o Outback precisa olhar para uma possível adaptação de infraestrutura, oferecendo às franquias opções de espaços diferentes, que apresentem custos menores — e podem, consequentemente, gerar mais lucro.
Temor sobre os impostos no Brasil
A Bloomin' Brands também afirmou no balanço que "o impacto da anulação da isenção do imposto sobre valor agregado no Brasil" pesou sobre a receita da empresa. O g1 pediu mais detalhes sobre quais isenções a companhia considera que afetaram a receita, mas a empresa não respondeu até a publicação desta reportagem.
Em dezembro do ano passado, uma medida provisória enviada pelo governo ao Congresso previa o fim do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), que teve início na pandemia para impulsionar bares, restaurantes e o setor de eventos.
Mas a medida só passaria a valer a partir de abril deste ano, depois do período de apuração dos resultados do primeiro trimestre da empresa. No fim do mês, o governo acabou optando por manter o Perse até 2026.
Apesar de, na prática, o incentivo não tenha sido retirado há tempo de impactar as contas da companhia, Samuel Barros, do Ibmec Rio, ressalta que somente a especulação em torno do tema já é o suficiente para mudar as perspectivas de faturamento da empresa e afetar o valor das ações.
"Com a expectativa de que haveria a retirada do Perse, as empresas precisam fazer todo um planejamento, um provisionamento, uma reserva de capital para lidar com a possibilidade de ter mais gastos. Isso já basta para impactar no preço das ações", destaca.
Perspectivas
Além do Outback, os especialistas ouvidos pelo g1 acreditam que outras empresas internacionais com operação no Brasil podem se interessar por realizar o mesmo movimento, já que a receita em reais não pode não compensar mais tanto quanto antes.
Por enquanto, a venda do controle do Outback no Brasil ainda é apenas uma possibilidade. Em seu balanço corporativo do primeiro trimestre, a empresa disse que " está explorando e avaliando alternativas estratégicas para as operações no Brasil que tenham o potencial de maximizar valor para nossos acionistas, incluindo, mas não se limitando a, uma possível venda das operações".
Enquanto isso, a Bloomin' Brands se limita a dizer que persiste no compromisso de "manter os restaurantes em pleno funcionamento para continuar proporcionando de forma consistente uma experiência excepcional aos clientes".

Imposto de Renda 2024: prazo acaba em uma semana; entrega da declaração incompleta evita multa

Quem não entregar a declaração a tempo está sujeito ao pagamento de uma penalização mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2024 termina em uma semana, na próxima sexta-feira (31).
Caso você ainda tenha dúvidas se os dados estão corretos ou mesmo que não tenha todos os documentos, a recomendação dos especialistas é a de cumprir o prazo estipulado pela Receita Federal. Ou seja, é melhor entregar incompleta e fazer as correções necessárias posteriormente.
Isso porque quem não entregar a declaração dentro do prazo está sujeito ao pagamento de multa — e, dependendo do caso, pode até ficar com o nome sujo e ter o CPF apontado como irregular pelo Fisco. (saiba mais abaixo)
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Por que entregar atrasado?
Quem entregar a declaração incompleta pode, depois, fazer as alterações necessárias sem ser penalizado. Basta reenviar com os dados corretos por meio da chamada declaração retificadora.
Nesse caso, o contribuinte precisa apenas selecionar essa opção na ficha de Identificação do Contribuinte, informando o número do recibo encontrado na declaração enviada inicialmente.
Modelo não pode ser alterado
Mas é preciso cuidado para um detalhe: depois do final do prazo de entrega, o contribuinte não pode mais alterar o modelo de declaração – simples ou completa.
A declaração no modelo completo é mais indicada para quem tem muitas deduções a incluir, como dependentes e gastos com saúde. Já a simples é mais vantajosa para os contribuintes que não têm essas deduções.
O contribuinte pode corrigir a declaração enviada quantas vezes julgar necessário sem ter de pagar multa.
O que acontece se eu não declarar?
Segundo informações do Fisco, no caso de envio da declaração após o prazo previsto ou da não apresentação do documento, o contribuinte que é obrigado a declarar fica sujeito ao pagamento de multa por atraso, calculada da seguinte forma:
Multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculado sobre o valor do imposto devido na declaração, ainda que integralmente pago, até um teto de 20%;
Multa mínima de R$ 165,74 (apenas para quem estava "obrigado a declarar", mesmo sem imposto a pagar)
Além disso, o CPF pode ficar irregular, o que pode impedir a liberação de empréstimos, tirar passaportes, obter certidão negativa para venda ou aluguel de imóvel e até prestar concurso público até a regularização da situação.
Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2024
quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 em 2023. O valor é um pouco maior do que o da declaração do IR do ano passado (R$ 28.559,70) por conta da ampliação da faixa de isenção desde maio do ano passado;
contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;
quem obteve, em qualquer mês de 2023, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;
quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;
quem teve, em 2023, receita bruta em valor superior a R$ 153.199,50 em atividade rural (contra R$ R$ 142.798,50 em 2022);
quem tinha, até 31 de dezembro de 2023, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil (contra R$ 300 mil em 2022);
quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2023;
quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;
Possui trust no exterior;
Deseja atualizar bens no exterior.

Azul e Gol anunciam acordo de ‘codeshare’ e irão compartilhar voos domésticos

Azul e Gol anunciam acordo de ‘codeshare’ e irão compartilhar voos domésticos
A palavra inglesa, que pode ser traduzida para o português como 'compartilhamento de código', refere-se a um acordo no qual duas ou mais companhias aéreas compartilham o mesmo voo, os mesmos padrões de serviço e os mesmos canais de venda. Aviões da Azul e da Gol
Ministério da Saúde/Divulgação e Celso Tavares/G1
As companhias aéreas Azul e Gol anunciaram, nesta quinta-feira (23), acordo de cooperação comercial que vai conectar as suas malhas aéreas no Brasil por meio de um "codeshare" no final de junho. A parceria inclui as rotas domésticas exclusivas, ou seja, operadas por uma das duas empresas.
Codeshare é quando se compra passagem de uma determinada companhia aérea, escolhe dia, horário e assento, mas na hora de embarcar o avião é de outra empresa. Essa situação é legal. A prática se chama codeshare.
A palavra inglesa, que pode ser traduzida para o português como “compartilhamento de código”, refere-se a um acordo no qual duas ou mais companhias aéreas compartilham o mesmo voo, os mesmos padrões de serviço e os mesmos canais de venda.
O acordo envolve também os programas de fidelidade, permitindo que membros do Azul Fidelidade e do Smiles acumulem pontos ou milhas no programa de sua escolha ao comprar os trechos inclusos no codeshare.
Os consumidores poderão se beneficiar da parceria comercial a partir do final de junho, quando a oferta estará disponível nos canais de vendas de ambas as empresas.
"Esse acordo vai trazer enormes benefícios para os nossos clientes. Ambas as companhias têm uma história de desenvolvimento da aviação no Brasil, focadas na excelência no atendimento ao cliente. Com a malha altamente conectada da Azul servindo a maioria das cidades no Brasil e a forte presença da Gol nos principais mercados brasileiros, nossas ofertas complementares vão oferecer aos clientes a mais ampla gama de opções de viagem", disse Abhi Shah, presidente da Azul.
"A Gol e a Azul sempre estiveram comprometidas em expandir o mercado de aviação brasileiro. Este acordo de codeshare vai proporcionar aos clientes acesso a ainda mais opções para viajar pelo nosso país. A Gol já oferece mais de 60 acordos comerciais diferentes com muitas companhias aéreas parceiras globais e estamos ansiosos para expandir esse benefício dentro do Brasil também", disse Celso Ferrer, CEO da Gol.
Azul e Gol possuem cerca de 1.500 decolagens diárias.
Os clientes poderão, segundo as companhias, pesquisar trechos nacionais exclusivos de uma ou de outra companhia e comprar pelos canais de vendas das duas empresas.
As rotas que são operadas por ambas as companhias não entram no codeshare.
O check-in deverá sempre ser feito nos canais digitais ou presencialmente nos balcões nos aeroportos da companhia aérea que opera o voo ou o primeiro trecho no caso de voos com conexão, independentemente da companhia que vendeu a passagem.
No caso de voos com conexão, o cliente receberá os cartões de embarque de sua viagem no check-in.
O despacho de bagagens segue a mesma regra do check-in: deverá ser realizado com a companhia aérea que opera o voo ou o primeiro trecho, e serão entregues no destino final, independente de conexão com a outra companhia.
Remarcações e cancelamentos das reservas deverão ser tratados com a companhia que vendeu a passagem.