Mega-Sena, concurso 2.728: prêmio acumula e vai a R$ 47 milhões

Petrobras: Silveira sinaliza a aliados que apoia pagamento de 100% dos dividendos em 2024
Veja as dezenas sorteadas: 02 – 09 – 11 – 25 – 43 – 51. Quina teve 83 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 34,7 mil. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h
Marcelo Brandt/G1
O
O sorteio do concurso 2.728 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (23), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 47 milhões.
Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp
Veja os números sorteados: 02 – 09 – 11 – 25 – 43 – 51
5 acertos – 83 apostas ganhadoras: R$ 34.712,93
4 acertos – 4.779 apostas ganhadoras: R$ 861,25
O próximo sorteio da Mega será no sábado (25).
Mega-Sena, concurso 2.728
Reprodução/Caixa
Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos.
É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Governo quer definir ‘preço fixo’ de energia para quem mora em local de milícia e tráfico; entenda

Ideia é facilitar cobrança onde distribuidoras têm dificuldade de acessar relógios de luz. Regra consta em rascunho de decreto enviado à Casa Civil; g1 teve acesso ao texto. Os consumidores de energia em áreas de difícil acesso para as equipes de medição das distribuidoras – como locais dominados por milícia e tráfico, por exemplo – poderão pagar uma tarifa fixa, definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A medida consta em um rascunho de decreto enviado à Casa Civil pelo Ministério de Minas e Energia nesta quinta-feira (22).
O texto, ao qual o g1 teve acesso, estabelece diretrizes para a renovação dos contratos das distribuidoras de energia.
Imagens exclusivas mostram como a milícia age em Rio das Pedras; quem não paga e não aceita as condições impostas é agredido ou morto
Como vai funcionar?
Na prática, o texto permite que a Aneel possa adotar tarifas de acordo com a situação socioeconômica dos consumidores.
Ou seja, se o lugar for considerado de difícil acesso por questões de segurança, o consumidor vai pagar uma tarifa fixada pela agência para evitar situações de risco para as equipes de medição.
Hoje, as distribuidoras não cobram tarifas quando não conseguem medir o consumo. Essa energia que deixa de ser medida é considerada uma perda não técnica, cujo custo é repartido com os outros consumidores.
Plano de ação
Pela minuta de decreto, as distribuidoras terão que elaborar planos de ação para combater as chamadas "perdas não técnicas", que são os furtos de energia.
Os planos terão que ser fiscalizados pela Aneel e devem trazer resultados, com reflexos nos níveis de perdas e receitas.
Segundo a área técnica do ministério, a agência deverá aprovar os planos de ação. Caso a empresa não cumpra os níveis máximos de furtos estabelecidos, o que ultrapassar será arcado pela distribuidora.
Ou seja, o custo com os furtos de energia que ultrapassarem o limite estabelecido pelo plano será do acionista. A ideia, segundo interlocutores do governo, é que a distribuidora se esforce para reduzir os furtos de energia.

Governo prevê enviar ao Congresso, em agosto, projeto que libera consumidores para escolher fornecedores de energia

Ministério de Minas e Energia espera que 'mercado livre', hoje disponível para empresas, esteja à disposição das casas até 2030. Para isso, distribuidoras deverão detalhar custos. O Ministério de Minas e Energia prepara um projeto de lei para permitir que os consumidores de energia escolham seus próprios fornecedores. Segundo fontes da pasta, o texto deve ser enviado ao Congresso em agosto.
O ministério trabalha com a projeção de que, em 2030, os consumidores residenciais poderão ter acesso ao chamado "mercado livre" — do qual, atualmente, só as empresas podem participar.
Para que isso aconteça, no processo de renovação das concessões das distribuidoras de energia, o governo incluiu uma diretriz que permite a separação entre "energia" e "fio" (entenda mais abaixo).
Começa a valer o mercado livre de energia para pequenas e médias empresas
Isso significa que, em suas demonstrações contábeis, as empresas vão ter que diferenciar o que elas ganham e gastam para administrar a infraestrutura – fios, postes, estações de distribuição — e o que é receita e despesa da compra e venda de energia.
Essa medida prepara o terreno para a abertura do mercado, quando as distribuidoras não terão mais o monopólio da comercialização de energia e serão remuneradas pela administração do fio.
A medida é uma das diretrizes do decreto de renovação dos contratos das distribuidoras, que vencem até 2031. São 20 distribuidoras, que atendem a mais de 60% do mercado, como Enel SP e Light.
Entenda o mercado livre
O mercado livre existe no Brasil desde 1996, mas só grandes consumidores podiam comprar energia nessa modalidade por causa das regras de migração, que exigiam padrões altos de consumo.
Em setembro de 2022, o governo publicou uma portaria que permitiu a migração de todos os consumidores em alta tensão a partir de 1º de janeiro de 2024.
Ou seja, pequenas empresas e indústrias que antes não estavam qualificadas para o mercado livre passaram a ter acesso a ele. Segundo estimativas da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), são, geralmente, empreendimentos de grande e médio porte, em que a conta de luz média é superior a R$ 10 mil mensais.
Contudo, a baixa tensão — consumidores residenciais e rurais, por exemplo — segue sem acesso ao mercado livre. Em 2022, o governo chegou a abrir uma consulta pública para abrir o mercado a essa parcela dos consumidores até 2028, mas o texto nunca foi publicado.

Governo quer que distribuidoras contratem empresas para ordenar fios nos postes de rua

Petrobras: Silveira sinaliza a aliados que apoia pagamento de 100% dos dividendos em 2024
Figura do 'posteiro' é ponto de disputa entre empresas de telecomunicações e energia elétrica. Tema está em debate em agências desde 2018, mas sem consenso. O Ministério de Minas e Energia pretende obrigar as distribuidoras de energia a contratar empresas para ordenar os fios nos postes de rua, que também são usados pelas operadoras de telecomunicações.
A figura do "posteiro", que é a empresa contratada para administrar o uso dos postes, é um ponto de contenda entre o setor de telecomunicações e de energia elétrica.
Em setembro de 2023, o governo lançou programa para organizar emaranhado de fios nos postes
Reprodução
A norma que regula o uso dos postes de rua deve ser elaborada e aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A atualização dessas regras está em discussão desde 2018, mas não há consenso entre as agências.
Agora, o ministério está decidindo colocar em decreto a obrigação de contratação do "posteiro" — tema que enfrenta resistência pelas distribuidoras.
Essas empresas fariam a fiscalização do uso da infraestrutura e a cobrança dos pontos de fixação usados pelas operadoras de telecomunicações.
Segundo a Aneel, em 2021, só cerca de 42% das operadoras de telecomunicações tinham contratos celebrados com as distribuidoras para usar os postes.
O rascunho do texto, obtido pelo g1, determina que as distribuidoras de energia cedam a exploração dos postes a outras empresas, por meio de ofertas de referência. O texto foi enviado à Casa Civil nesta quinta-feira (22).
Vai e vem das agências
A norma precisa ser aprovada pelas duas agências reguladoras. Em outubro de 2023, Anatel e Aneel chegaram a pautar o tema em suas respectivas reuniões de diretoria, que aconteceram no mesmo dia.
A ideia era que as agências aprovassem a norma sem alterações, uma vez que o texto aprovado precisa ser igual nas duas casas.
A Anatel aprovou a norma, mas a Aneel adiou a discussão. No setor elétrico, o tema só voltou à pauta nesta semana, na reunião de diretoria da Aneel, quando houve mais um pedido de adiamento.
Um relatório da Anatel, de 2020, estima que havia 10 milhões de postes em situação crítica que precisavam ser tratados como prioridade para ordenamento.
A agência também previa que seriam necessários cerca de oito anos para regularizar os 46 milhões de postes do país — isso num ritmo de ordenamento de 3% da infraestrutura a cada ano, com um esforço maior nos três primeiros anos.

Petrobras: Silveira sinaliza a aliados que apoia pagamento de 100% dos dividendos em 2024

Petrobras: Silveira sinaliza a aliados que apoia pagamento de 100% dos dividendos em 2024
Disputa sobre repasse a acionistas rachou governo e é apontada como gota d'água para troca no comando da estatal. Conselho vota nome de Magda Chambriard nesta sexta. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em imagem de 2023
MATEUS BONOMI/ESTADÃO CONTEÚDO
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, indicou a aliados que apoia a ideia de que a Petrobras distribua 100% dos dividendos extraordinários neste ano.
Isso representa uma mudança de postura do ministro em relação ao tema, que esteve no centro do embate que culminou na demissão de Jean Paul Prates do cargo de presidente da estatal.
A Petrobras ainda precisa aprovar o pagamento do restante dos dividendos.
Silveira também disse a aliados que está tudo acertado para que Magda Chambriard assuma o comando da estatal nesta sexta-feira (24), ou seja, o ministro indicou caminho livre para a aprovação do nome dela pelo conselho de administração.
'Palavra intervencionismo é completamente inadequada na Petrobras', diz Alexandre Silveira
Magda Chambriard: quem é a engenheira que deve assumir a presidência da Petrobras
Dividendos
O Ministério da Fazenda informou nesta quinta-feira (23) que já incluiu na previsão de 2024 a distribuição de 100% dos dividendos extraordinários da Petrobras.
A distribuição rende em torno de R$ 14 bilhões para os cofres públicos, já que a União é acionista majoritária da Petrobras.
No final de abril, a assembleia de acionistas da Petrobras aprovou a distribuição de 50% dos dividendos – no valor total de R$ 21,9 bilhões, dos quais R$ 6,3 bilhões são destinados ao governo federal.
A outra metade dos dividendos, contudo, continua retida em conta de reserva de remuneração da estatal. Esses recursos só podem ser destinados aos acionistas, mas não há prazo para o repasse.
Petrobras: entenda a polêmica dos dividendos
Até agora, a assembleia da Petrobras aprovou apenas "avaliar ao longo do exercício a viabilidade de distribuição a título de dividendos intermediários, até 31 de dezembro de 2024, dos 50% remanescentes ora destinados à reserva de remuneração do capital". Ou seja, não há compromisso de distribuição expresso.
Mas, segundo pessoas próximas a Silveira ouvidas pela TV Globo e g1, esses R$ 6,3 bilhões restantes devem ser aprovados ainda nesse ano. Isso deve ocorrer à medida em que a estatal confirme que há espaço para realizar os investimentos previstos mesmo com o repasse de dividendos para os cofres da União.
Um dos argumentos apresentados por aliados do ministro de Minas e Energia é que houve uma reavaliação do caixa da empresa em relação ao plano de investimentos, já que projetos que estavam previstos para esse ano não foram iniciados na gestão de Prates.
Polêmica dos dividendos
A disputa em torno dos dividendos da Petrobras colocou a área econômica e a ala política em lados opostos.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendia a distribuição. Já a Casa Civil e o Ministério de Minas e Energia queriam segurar os dividendos –portanto, Silveira estava, antes, na defesa da retenção desses recursos no caixa da estatal.
O processo acelerou o desgaste do então presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que se absteve da primeira votação sobre o tema – quando o Conselho de Administração da Petrobras, sob orientação do Planalto, votou por maioria para reter os recursos.
Depois, Haddad conseguiu convencer o governo a apoiar a distribuição parcial dos dividendos, que foi aprovada no final de abril.