Aeroporto Salgado Filho só deve reabrir em setembro; Anac suspende venda de passagens de voos com destino ao terminal

A Aeronáutica confirmou ao blog nesta terça-feira (14) que a Fraport, concessionária do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, pediu mais 90 dias de interdição das operações aéreas no terminal internacional. Diante disso, o terminal só deve reabrir em setembro.
A comunicação da concessionária é feita via Notam — um sistema de mensagem que divulga alterações e restrições de aeroportos no país. A razão segue sendo o alagamento do terminal e da pista.
O Ministério dos Portos e Aeroportos informou que aguarda a baixa da água na pista e no terminal para que a concessionária possa fazer o diagnóstico dos danos, em especial na pista
Enquanto isso, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou a suspensão da comercialização de passagens aéreas para voos de origem e destino ao Salgado Filho.
Ainda segundo a Agência, a medida visa "resguarda os interesses dos usuários do transporte aéreo" e se estenderá até uma nova avaliação.
"A proibição da comercialização de passagens, que vigorará até nova avaliação pela Agência, abrange todos os canais de comercialização, inclusive sistemas que disponibilizem vendas por terceiros, como agências de viagem e outros intermediários que possam comercializar os bilhetes", diz nota da Anac.

O que fazer se o celular cair na água?

Vendedora chinesa viraliza mostrando produtos por apenas 3 segundos em lives
Deixar o telefone no arroz? Nem pensar. Tem que secar bem o aparelho com um pano e deixar em um local com bastante fluxo de ar. Aprenda também a identificar o quão protegido é o seu smartphone. Saiba o que fazer se o celular cair na água
O celular caiu na água ou, por algum acidente, ficou encharcado. Mas, calma, dá para tentar salvar o smartphone.
O Guia de Compras reuniu as indicações dos fabricantes com as melhores recomendações para tentar resolver o problema. Nada de colocar o aparelho dentro de um pote com arroz, hein?
✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp
Veja a seguir o que fazer e o que não fazer no caso de derrubar água (ou algum outro líquido) no telefone.
E entenda qual é o nível de proteção do seu aparelho.
O que fazer:
Desligue o aparelho imediatamente. "A umidade no dispositivo pode causar sérios danos ou corrosão na placa-mãe", orienta a Samsung.
Talvez precise dar um banho: as fabricantes também indicam que pode ser necessário remover impurezas que tenham entrado no telefone – como água do mar (que tem sal), da piscina (com cloro) ou resíduo de alguma bebida.
Nesse caso, a recomendação das marcas é mergulhar o celular em água limpa por 1 a 3 minutos e enxaguar. Use um pano seco para remover o excesso de líquido na parte externa.
Sem excesso: Tente remover o líquido restante batendo de leve no topo do aparelho, com o conector USB apontado para baixo.
Bote para secar: Coloque o telefone em um local seco e com bastante fluxo de ar – pode ser perto de um ventilador. A água irá evaporar aos poucos.
Será que está pronto para usar? Caso surja na tela um alerta de umidade – que aparece em iPhones e alguns modelos Samsung Galaxy –, ainda pode ter um resto de água no conector ou nos pinos do cabo. Continue com o telefone em uma área seca, com bastante fluxo de ar, entre 24 horas (na recomendação da Apple) e 48 horas (de acordo com o site da Motorola).
Use um carregador sem fios: se for preciso recuperar alguma informação urgente do celular e ele estiver descarregado, uma alternativa – caso seja compatível – é utilizar um carregador sem fios, para evitar o uso de cabos. Não se esqueça de secar a traseira do telefone antes.
Nem toda situação de exposição à água é igual. Se o problema não for resolvido, é recomendável procurar a assistência técnica do fabricante do celular para uma avaliação técnica.
O que não fazer:
Nada de arroz: Não coloque o smartphone em um recipiente ou saco de arroz. "Pequenas partículas de arroz podem causar danos", diz a Apple, em nota em seu site de suporte.
Não use o cabo com o aparelho molhado. Com isso, os pinos do conector ou do cabo podem ser corroídos e causar dano permanente ou interromper o funcionamento, ressalta a Apple.
Não use acessórios: Nem pense em usar uma fonte externa de calor, como secador de cabelos, ou de ar comprimido para tentar remover o líquido. O vento quente do secador pode, por exemplo, descolar a tampa traseira do equipamento e outros componentes internos.
Nada de cotonete: Sempre existe a tentação de usar um cotonete ou palito para enxugar o celular: os resíduos de algodão (ou outro material) podem ficar presos dentro dos orifícios dos alto-falantes ou do conector USB-C (no caso dos Androids e do iPhone 15) ou Lightning (para iPhones 14 e anteriores). E aí é mais um estrago em potencial.
Celular dentro d'água
Sergey Meshkov/Pexels
Qual o nível de proteção do seu aparelho?
Telefones mais antigos tinham partes móveis, como tampas, gavetas para cartões de memória e baterias removíveis. E eram mais suscetíveis a danos por umidade.
Os aparelhos mais modernos têm poucas partes móveis e fica tudo “travado” em uma única peça.
Esse tipo de projeto ajuda a impedir entrada de água, mas ainda deixa alguns espacinhos livres: as aberturas dos alto-falantes, do microfone, da gaveta para o cartão SIM da operadora e o conector do cabo de energia.
Os fabricantes de smartphones passaram a certificar os equipamentos pela classificação IP. Esse é um código criado pela IEC (Comissão Eletrotécnica Internacional, em inglês) que ajuda a identificar a proteção e a resistência dos aparelhos contra poeira, impacto e líquidos.
O primeiro dígito da classificação informa a proteção contra objetos sólidos. O segundo dígito, a proteção contra água:
O que significam os números na proteção IP?
Aparelhos mais caros são resistentes à água, com a classificação IP67 (profundidade máxima de 1 metro por até 30 minutos) ou IP68 (profundidade máxima de 1,5 metro por até 30 minutos).
Ou seja, dá pra dar um mergulho rápido para tirar uma foto embaixo da piscina sem ficar com medo de danificar o aparelho.
Mas, se passar do tempo, esse mesmo “mergulho" pode estragar mesmo o aparelho e levar à perda da garantia. "O dispositivo pode ficar encharcado”, complementa a Samsung. "A exposição a condições fora desses parâmetros não está coberta pela garantia”, comenta a Motorola.
Celulares mais básicos contam com a classificação IP53 ou IP54, que garante proteção contra poeira, borrifos ou respingos de água. Um exemplo com essa proteção é a linha Redmi, da Xiaomi– mas esses não podem mergulhar.
iPhone 'antigo': até qual versão ainda vale a pena comprar?

Veja a seguir uma lista com sete smartphones com proteção IP68 disponíveis nas lojas da internet. Os preços dos aparelhos começavam em R$ 2.200 e chegavam até R$ 11.000 nos vendedores on-line consultados em março.
Apple iPhone 14
Apple iPhone 15 Pro Max
Asus Zenfone 10
Motorola Edge 40
Motorola Edge 40 Neo
Samsung Galaxy A55
Samsung Galaxy S24 Ultra
Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

Ações da rede social de Trump sobem 40% no 1º dia de negociações nos EUA

Vendedora chinesa viraliza mostrando produtos por apenas 3 segundos em lives
Ação foi cotada a US$ 66,36 até as 12h55 (horário de Brasília) na Nasdaq, uma das principais bolsas de valores do mundo. Donald Trump
REUTERS
As ações da (TMTG) Trump Media e Technology Group subiram 40% nesta terça-feira (26) na Nasdaq, uma das principais bolsas de valores do mundo, que fica em Nova York, nos Estados Unidos. O valor atingiu US$ 66,36 até as 12h55 (horário de Brasília), marcando o primeiro dia de negociações da rede social Truth Social, lançada por Donald Trump.
Pouco depois da abertura das operações na bolsa, as ações, muito procuradas, tiveram que ser suspensas por alguns minutos.
A estreia da TMTG no mercado acontece após fusão com a Digital World Acquisition, que levou 29 meses. Com isso, ele entrou, pela primeira vez, no grupo das 500 pessoas mais ricas do mundo.
A participação maioritária de Trump na empresa foi avaliada US$ 5,89 milhões. Ele detém cerca de 60% das ações.
Juntas, as empresas subiram mais de 700% desde que o acordo foi anunciado, consolidando o status da TMTG como gigante do setor de tecnologia.
Essa abertura de capital representa um alívio financeiro para o ex-presidente (2017-2021), que enfrenta várias acusações judiciais em diferentes frentes.

Um quarto dos celulares vendidos no Brasil é irregular, diz associação de fabricantes de eletrônicos

Vendedora chinesa viraliza mostrando produtos por apenas 3 segundos em lives
Entidade culpa os marketplaces, dizendo que falta fiscalização contra produtos contrabandeados. Imagem de arquivo mostra pessoa usando celular
Tânia Rêgo/Agência Brasil
O volume de celulares vendidos ilegalmente no Brasil mais que dobrou em apenas um ano, diz a associação de fabricantes de produtos eletroeletrônicos (Abinee).
Segundo dados divulgados pela entidade na última terça-feira (26), a quantidade de aparelhos ilegais passou de 10% do mercado total de telefones celulares no Brasil em 2022 para 25% no último trimestre de 2023, fechando o ano com um total de 6,2 milhões. O estudo cita levantamento da empresa de pesquisa de mercado IDC.
A Abinee estima que 90% do total de smartphones contrabandeados hoje no Brasil sejam vendidos via marketplaces, com valor 38% abaixo do praticado no mercado oficial.
E que, com isso, R$ 4 bilhões deixem de ser arrecadados em impostos em função da evasão fiscal com esses produtos.
"O problema é que o modelo de venda dos marketplaces facilita a venda de produtos irregulares, uma vez que um site abarca diferentes vendedores, e muitos deles agem na ilegalidade", afirmou Humberto Barbato, presidente da associação, sem citar nomes de locais de venda.
O que fazer se o celular cair na água?
O que dizem as lojas
Procurado pela Reuters, o Mercado Livre, maior marketplace do Brasil, disse atuar "proativamente" para coibir tentativas de mau uso de sua plataforma.
"Assim que um produto irregular é identificado na plataforma, o anúncio é excluído e o vendedor notificado, podendo até ser banido definitivamente", afirmou a companhia em nota, reiterando que colabora com a Anatel e com fabricantes de celulares no combate a mercadorias irregulares.
A Amazon disse que exige por contrato que todos os produtos ofertados no site possuam licenças, autorizações, certificações e homologações necessárias, e declarações de que cumprirão as leis aplicáveis.
"A eventual infração dessas obrigações previstas em contrato pode acarretar a suspensão e interrupção das vendas dos seus produtos, a consequente destruição de qualquer inventário existente nos centros de distribuição da Amazon sem direito a reembolso, bem como o bloqueio da sua conta de vendedor", afirmou a empresa.
A Aliexpress, outro gigante do comércio eletrônico, não respondeu de imediato a pedido de comentários da Reuters.
VÍDEO: Saiba o que fazer se seu celular for roubado
Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião

Vendedora chinesa viraliza mostrando produtos por apenas 3 segundos em lives

Vendedora chinesa viraliza mostrando produtos por apenas 3 segundos em lives
Mas ela teve que mudar a técnica depois que uma rede social impôs restrições. Especialistas explicam quais são os pontos problemáticos e o que pode ser aproveitado no método. Influenciadora chinesa viraliza ao mostrar produtos à venda por apenas 3 segundos em lives
Três segundos. Esse era o tempo máximo que a influenciadora chinesa Zheng Xiang Xiang costumava usar para divulgar cada um de seus produtos à venda em uma rede social.
As transmissões ao vivo eram feitas no Douyin, a versão chinesa do TikTok , mas trechos das "lives" extravasaram a rede local e têm viralizado há alguns meses em outras plataformas mundo afora.
Neles, a vendedora mostra os objetos num ritmo que mais parece o de uma caixa de supermercado passando produtos pelo leitor de código de barras. Ela segura o item por alguns segundos, diz apenas o preço e passa para o próximo (veja no vídeo acima).
Os produtos vão de roupas a calçados, secadores de cabelo e até cabides, adquiridos pela influenciadora e sua equipe diretamente de distribuidores para revenda.
Em entrevistas na imprensa chinesa, Xiang Xiang disse ter arrecadado de 75 milhões de yuans (cerca de R$ 51,6 milhões) em uma série de "lives" durante um feriado chinês.
'Live shopping': o método que fez Virgínia comemorar faturamento de R$ 22 milhões
Em todos os vídeos, ela mantém um mesmo padrão visual: vestido e luvas pretos, cabelo preso, batom vermelho, produtos em caixas laranja que lembram as da marca de luxo francesa Hermès.
Para especialistas em marketing e negócios, esta é uma das características adotadas pela influenciadora que podem ser aproveitadas por outros empreendedores (leia mais abaixo).
O ponto mais problemático, claro, é o fato de que ela não dava quase nenhuma informação sobre os produtos.
Tanto que a Xiang Xiang se viu obrigada a mudar a tática quando o Douyin entendeu que esse "método" prejudicava a experiência de compra e impôs restrições.
A vendedora então, passou mostrar os itens por um pouco mais de tempo: 18, 20 e até 60 segundos. E, agora, explica como utilizar o produto e o material de que ele é feito, entre outros detalhes.
Influenciadora chinesa mostra produtos por apenas 3 segundos em lives
Zheng Xiang Xiang/Kuaishou
Por que fez sucesso?
Para especialistas de marketing e negócios ouvidos pelo g1, a estratégia da chinesa deu resultado porque estimula a compra por impulso, além de gerar conexão com os consumidores a partir de "lives" repetitivas e previsíveis.
Segundo eles, a influenciadora também aproveitou uma tendência bastante apreciada na internet, de vídeos cada vez mais curtos e diretos.
E, ao apresentar os produtos rapidamente, Zheng Xiang Xiang trabalha com uma técnica muito poderosa em vendas: o princípio de escassez.
"Essa estratégia mexe com a cabeça das pessoas de maneira inconsciente, tipo: 'É bom você comprar logo porque vai ficar sem. Mostrei o produto por 3 segundos. Não quis? Teve alguém que quis'", diz Fernando Moulin, especialista em negócios, transformação digital e experiência do cliente.
Para a publicitária Emilia Rabello, que é fundadora do Nós, uma empresa que apoia empreendedores da periferia, essa estratégia é uma forma de levar para o mundo digital o dinamismo que já é muito observado no comércio popular brasileiro.
Produtos são apresentados durante lives
Arquivo Pessoal
Como se inspirar?
O "live shopping" (ou "live commerce"), modelo de vendas por meio de transmissões ao vivo pela internet, é um mercado consolidado na China, mas ainda precisa amadurecer em países como o Brasil, afirma Moulin, que também dá aulas na ESPM, no Insper e na Live University.
“A China se adaptou a esse tipo de comércio, principalmente depois da pandemia. Mas, no Brasil, isso nem sempre emplaca", observa. "E não tem resposta certa, tem que testar com seu consumidor. Pode ser que tenha uma resposta positiva ou negativa, dependendo do seu público-alvo.”
A influenciadora Virgínia Fonseca é uma das adeptas mais famosas da técnica. Em 2023, ela disse ter faturado R$ 22 milhões em uma "live" de 13 horas. No caso, a brasileira detalhava bem mais os produtos do que a chinesa.
Para Moulin, as "marcas têm que ser criativas e ousadas, tentando novos formatos de venda para o público mais jovem".
"É uma geração muito antenada, que usa as redes sociais o tempo inteiro, e a gente ainda é muito conservador. Esses consumidores mais jovens já fazem mais buscas dentro do TikTok do que do próprio Google. Então, tem muita coisa mudando rápido e o empreendedor precisa testar."
Como fazer seu negócio bombar com vídeos na web: empresários influencers dão 10 dicas práticas
Outros pontos destacados pelos especialistas:
👉 Ter um padrão para os vídeos: aparecer sempre com o mesmo visual e no mesmo ambiente ajuda a criar uma sensação de consistência, familiaridade e confiança, ensina a professora de marketing Maiara Kososki, da PUC-PR.
“É uma pessoa completamente desconhecida, mas parece que está se tornando uma amiga sua. Você já espera como ela vai se vestir, se comportar, o que facilita o processo de compra”, diz.
"As pessoas acham que têm que ficar mudando o tempo todo nas redes sociais, mas a repetição é o que faz dar certo. Sempre ter a mesma aparência ou um cenário, um jargão, algo que a pessoa se familiarize para gerar confiança."
👉 Ser rápido e prático: “Nessa guerra por atenção na internet, quanto mais sucinto você é mais sucesso você tem. Por isso, cada vez mais, os vídeos são menores”, afirma a publicitária Emilia Rabello.
Para ela, Zheng Xiang Xiang teve sucesso com a técnica da venda rápida por fazer um conteúdo simples, que resume o que o consumidor quer saber sobre o produto. "Mostra a cor, o tamanho real na frente de uma pessoa e os principais aspectos", diz.
Não demorar demais em um item também é o conselho de Maiara Kososki. “Quanto mais produtos você apresentar, maior a probabilidade de uma pessoa comprar."
Mas Moulin reforça o risco embutido se o vendedor for rápido demais, como era Xiang: "Se o consumidor comprar por impulso e acabar achando que levou gato por lebre, pode haver um volume de devolução de produtos muito grande. E isso mata qualquer negócio".
A dica dele é "ter bons produtos para que, ao comprar, o consumidor não se sinta lesado por não ter tido informações suficientes".
'Dá um Google' está com os dias contados? Entenda por que jovens preferem o TikTok na hora de fazer pesquisas