O imigrante ex-lavador de pratos que fundou a Nvidia, gigante dos microchips que vale mais que Google e Amazon

Elon Musk, Zuckerberg, Jeff Bezos: as pessoas mais ricas da tecnologia em 2024, segundo a Forbes
Tendo imigrado para os Estados Unidos aos 9 anos sem falar inglês, Jensen Huang acabou fundando a Nvidia, uma das empresas de tecnologia mais valiosas do mundo. Jensen Huang chegou aos EUA quando tinha 9 anos e não sabia falar inglês
Getty Images via BBC
No nome da Nvidia, a empresa fundada por Jensen Huang em 1993, misturam-se três elementos reveladores: NV, para "nova/próxima visão" (a visão do que está por vir); VID, uma referência a vídeo — pois a empresa começou focando no desenvolvimento de placas gráficas para computadores —; mas também a palavra "invidia", que é usada em latim para se referir à inveja.
E, julgando pelos resultados surpreendentes que essa empresa tecnológica teve no último ano, é provável que esse seja realmente o sentimento que tanto a empresa quanto seu fundador despertaram em seus concorrentes.
Entre março de 2023 e março de 2024, o valor das ações da Nvidia saltou de US$ 264 para US$ 886, levando sua avaliação total para mais de US$ 2 trilhões e tornando-a a terceira empresa de capital aberto mais valiosa do mundo, ultrapassando a Alphabet (Google), Amazon e Meta; e ficando atrás apenas da Microsoft e da Apple.
A rápida multiplicação do valor da Nvidia é explicada pela febre em torno da inteligência artificial e pelo fato de esta empresa ser fornecedora de mais de 70% dos chips que tornam essa tecnologia possível.
Chips em alta: por que a Nvidia está crescendo mais do que 'big techs'
Mas estes, por sua vez, não existiriam se não fosse pela visão de Huang, que apostou neste mercado quando ele praticamente ainda não existia e, dessa forma, contribuiu para torná-lo realidade.
Hoje, como recentemente declarou a revista Wired, Huang é considerado "o homem da hora, do ano e talvez da década"; enquanto Jim Cramer, analista de investimentos da rede americana CNBC, afirmou que o fundador da Nvidia supera Elon Musk como visionário.
A história de Huang, no entanto, não foi isenta de dificuldades, riscos e muito trabalho, incluindo muitas horas gastas lavando banheiros e servindo mesas como garçom.
Infância no reformatório
Jensen Huang nasceu em Taipei, capital de Taiwan, em 1963.
Ele passou parte da infância no próprio país e na Tailândia, até que seus pais decidiram enviá-lo com seu irmão para os Estados Unidos.
Os meninos não falavam inglês e foram recebidos pelos tios, também imigrantes, que os mandaram para estudar no Instituto Oneida Baptist, em Kentucky. Na época, o instituto parecia mais um reformatório do que uma escola comum.
Segundo um boletim publicado pela escola em 2016, os dois irmãos receberam permissão para morar, comer e trabalhar na instituição que, na época, só oferecia cursos de bacharelado. Eles frequentavam as aulas da Escola Primária Oneida.
O pequeno Jensen Huang foi encarregado de lavar os banheiros.
"Os meninos eram realmente difíceis", comentou o empresário em entrevista à rádio pública americana NPR em 2012. "Todos tinham navalhas no bolso e, quando havia brigas, não era bonito de se ver. Os meninos ficavam feridos."
Apesar de todas essas dificuldades, Huang sempre declarou que aquela foi uma grande experiência e que ele apreciou seu tempo no instituto.
Em 2016, ele e sua esposa, Lori, doaram US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) para a construção de um edifício com classes e dormitórios para meninas naquele centro educativo.
Tirando a sorte grande
Poucos anos depois, os meninos se mudaram para Oregon. Eles se reuniram com os pais, que também migraram para os Estados Unidos.
Huang frequentou a Universidade Estadual de Oregon, onde estudou Energia Elétrica.
Ele conta que foi ali que seus olhos se abriram para "a magia por trás" dos computadores. E também foi ali que a "sorte" o levou a conhecer sua esposa Lori, sua companheira de práticas de laboratório.
Lori era uma das três alunas que frequentavam um curso com 80 estudantes.
Em uma palestra ministrada na universidade em 2013, Huang destacou como ele também ele conhecido por acaso os dois cofundadores da Nvidia, Chris Malachowsky e Curtis Priem.
"De forma geral, estou dizendo que o acaso é muito importante para o sucesso", afirmou ele.
Os três fundadores da Nvidia tiveram a ideia de criar a empresa durante um café da manhã em uma lanchonete da rede de fast food Denny's em San José, na Califórnia.
A lanchonete recebeu uma placa que recorda o ocorrido, depois que, em 2023, a empresa de tecnologia chegou a ser cotada pela primeira vez no valor de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões).
Os microchips da Nvidia estão desempenhando um papel protagonista na revolução em IA
Getty Images via BBC
Huang tem uma relação de longa data com a Denny's. Foi em uma lanchonete daquela rede em Portland que ele conseguiu seu primeiro emprego com 15 anos de idade, lavando pratos, limpando mesas e trabalhando como garçom.
"Excelente escolha trabalhista", declarou ele. "Recomendo encarecidamente a todos que tenham seu primeiro emprego no setor de restaurantes, que ensina a ser humilde e trabalhar duro."
Huang costuma comentar que era bom nas tarefas do restaurante.
"Meu primeiro trabalho antes de ser CEO [diretor-executivo] foi lavar pratos e me saí muito bem", destacou ele recentemente, em uma palestra na Escola de Graduação em Negócios de Stanford.
O empresário declarou também que trabalhar no Denny's o ajudou a superar sua extrema timidez. "Eu ficava horrorizado com a possibilidade de precisar falar com as pessoas", contou ele ao jornal The New York Times.
Apostando no desconhecido
Huang se formou engenheiro em 1984.
"Um ano perfeito para me formar", segundo ele. Foi naquele ano que começou a era dos computadores pessoais, com o lançamento dos primeiros computadores Mac.
Ele fez mestrado em Engenharia Elétrica na Universidade de Stanford. O curso levou oito anos.
Paralelamente, ele trabalhou em diversos cargos em empresas de tecnologia, como a Advanced Micro Devices (AMD) e a LSI Logic, que abandonou pouco antes de fundar a Nvidia.
Em palestra ministrada em 2013 na Universidade Estadual de Oregon, ele contou que, antes de criar a empresa, os três fundadores se fizeram três perguntas: Este trabalho é algo que "realmente adoraríamos" fazer? Vale a pena realizar este trabalho? Este trabalho é algo "realmente difícil" de realizar?
"Hoje me faço essas mesmas perguntas o tempo todo", disse ele. "Porque você não deveria fazer nada que não adore. E só deve trabalhar nas coisas que importam na sua vida."
Parte da sua filosofia de trabalho se baseia em apostar nessas coisas importantes, mesmo quando não existe um mercado claro estabelecido.
"Não encontramos inspiração no tamanho do mercado, mas na importância do trabalho, pois a importância do trabalho é um indicador precoce do mercado futuro", afirmou ele, na Escola de Graduação em Negócios de Stanford.
Jensen Huang, fundador da empresa de tecnologia Nvidia
Reprodução/Instagram/NVIDIA
Huang também recomendou que as pessoas retornem constantemente aos princípios básicos. Ele garantiu que isso cria muitas oportunidades.
Aplicando este tipo de ideias, Huang criou uma empresa com estrutura bastante horizontal. Nela, mais de 40 pessoas se reportam diretamente a ele. E Huang também incentiva a comunicação transversal e de baixo para cima.
Ele explicou que esta é uma forma de facilitar o fluxo de ideias e informações – e também se manter atualizado sobre as melhores sugestões da equipe.
"Liderar as pessoas para que elas consigam fazer grandes coisas, inspirar, empoderar e ajudar os outros – estas são as razões da existência da equipe gerencial, para servir a todos os demais trabalhadores da empresa", indicou ele, na palestra em Stanford.
A julgar pelos resultados da Nvidia, esta filosofia funciona. Mas é claro que não evitou que a empresa passasse por momentos difíceis.
O primeiro deles chegou muito rapidamente. Depois de passar os dois primeiros anos da Nvidia procurando soluções tecnológicas para evitar o alto preço da memória DRAM, seu preço caiu em 90%.
Esta redução fez com que todo o esforço investido se tornasse inútil e ainda abriu as portas para dezenas de outras empresas começarem a concorrer no desenvolvimento dos melhores chips gráficos.
Mas a Nvidia conseguiu redirecionar seus esforços e, em 1999, lançou a Unidade de Processamento Gráfico (GPU, na sigla em inglês), um tipo de microprocessador que redefiniu os jogos por computador.
A partir dali, a empresa continuou trabalhando no desenvolvimento da computação acelerada por GPU, um modelo que aproveita o uso em massa dos processadores gráficos paralelos e permite acelerar o trabalho de programas que exigem grande poder de computação, como a análise de dados, simulações, visualizações e a inteligência artificial.
A aposta na IA fez disparar o preço das ações da Nvidia, fazendo com que a fortuna pessoal de Huang atingisse US$ 79 bilhões (cerca de R$ 395 bilhões). Com isso, segundo a revista Forbes, ele se tornou o 18º homem mais rico do mundo.
E Huang pode ainda ir mais além, graças à posição de quase monopólio da Nvidia na produção desses superchips. As previsões são de que sua demanda siga crescendo no futuro próximo.
Como destacou um analista de Wall Street mencionado na revista The New Yorker, "existe uma guerra em andamento no campo da inteligência artificial e a Nvidia é o único vendedor de armas".
Ao que parece, a sorte de Jensen Huang pode continuar melhorando no futuro.
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Trend do ‘Clique aqui’: entenda como recurso de acessibilidade está sendo usado para mensagens ocultas nas redes sociais

Elon Musk, Zuckerberg, Jeff Bezos: as pessoas mais ricas da tecnologia em 2024, segundo a Forbes
Imagem de seta com o texto 'clique aqui' viralizou no X, antigo Twitter, mas muitos usuários não entenderam sobre o que se trata. Ferramenta 'ALT' de transcrição de imagem traz possibilidade de incluir mensagens ocultas. Imagem de fundo branco com uma seta e o texto "Clique Aqui" viralizou no X.
Reprodução/X
Quem abriu o X, antigo Twitter, nesta sexta-feira (29) deu de cara com várias contas oficias de influencers, usuários comuns e até empresas que postaram a mesma imagem: um fundo branco com uma seta e o texto "Clique Aqui".
Mas nem todo mundo entendeu como funciona essa nova "trend", que usa um recurso de descrição de imagem originalmente criado para a acessibilidade de pessoas com deficiência para deixar mensagens ocultas.
"Do nada minha timeline cheia de clique aqui", "que p*** é essa de clique aqui?" e "não aguento mais esse clique aqui" foram alguns dos comentários dos usuários confusos.
Print de post no X com a mensagem: "A rede social X amanheceu assim no dia 29/03".
Reprodução/X
Descrição de imagem
A descrição de imagem, também chamada de texto alternativo, é uma forma de aumentar a acessibilidade para pessoas cegas, com baixa visão, ou que usam programas de leitura de texto.
No X, ela é representado pelo selo "ALT" que aparece ao clicar sobre uma imagem, e não foi criada agora. Na página oficial da rede social há um tutorial que ensina como utilizá-la.
Por exemplo, se o usuário posta uma foto de uma flor, há a possibilidade de acrescentar uma legenda acessível que descreva aquela imagem, como algo do tipo: "Foto mostra a mão de uma pessoa segurando um botão de rosa vermelha sobre um fundo escuro".
Mas a trend do "Clique aqui" usa o recurso para escrever mensagens não relacionadas à imagem. Páginas de empresas usaram para fazer propaganda de produtos ou serviços, influencers usaram para divulgar horários em que fariam transmissões ao vivo, e muitos usuários publicaram palavrões ou piadas.
O movimento gerou críticas de quem considera que as pessoas com deficiência estão sendo prejudicadas.
"As marcas entrando nessa de Clique Aqui desvirtuando o real propósito da aplicação que é permitir que as pessoas com deficiência visual 'vejam' o que tem na imagem 🤡", escreveu o usuário da conta @STENl0.
Já o jornalista Rodrigo Alves, do perfil "Vida de Jornalista", usou o próprio recurso ALT para fazer a crítica.
"Se você é uma pessoa cega, a imagem da trend é a frase Clique Aqui e uma seta apontando para o ALT. Se você não é uma pessoa cega e clicou no ALT só pela trend, faz favor de tomar vergonha e passar a usar a ferramenta pra descrever as imagens, assim pessoas com deficiência visual também conseguem saber o que você postou 😉", escreveu.
Post do perfil "Vida de Jornalista" critica a trend que usa o ALT para fins que não sejam descrição de imagem.
Reprodução/X

‘Videogames podem estimular a criatividade das crianças’, diz milionário da inteligência artificial

Elon Musk, Zuckerberg, Jeff Bezos: as pessoas mais ricas da tecnologia em 2024, segundo a Forbes
Demis, uma criança prodígio do xadrez, projetou e programou um jogo multimilionário chamado Theme Park na adolescência, antes de ir para a Universidade de Cambridge. Demis quer ver as crianças abraçarem a capacidade de adaptação num 'mundo em rápida mudança'
Getty Images/via BBC
Os pais que "arrancam os cabelos" porque os filhos passam horas no videogame deveriam, em vez disso, encorajar o uso criativo da tecnologia, defende um milionário inglês, que é referência em inteligência artificial (IA), à BBC.
💻Sir Demis Hassabis avalia que as crianças deveriam ser encorajadas a criar e a fazer programação no computador.
♟️O cofundador e chefe do DeepMind do Google joga xadrez e videogame desde a infância. O Google comprou a empresa dele por £ 400 milhões (R$ 2,5 bilhões) em 2014.
Demis disse ao programa Today, da Radio 4 da BBC, que os jogos o ajudaram a ter sucesso.
"É importante alimentar a parte criativa, não apenas jogar", disse.
"Você nunca sabe onde as paixões podem te levar, então eu apenas encorajaria os pais a deixarem seus filhos realmente apaixonados pelas coisas e, então, desenvolverem habilidades por meio disso."
Ele acredita que as crianças precisam estar prontas para se adaptarem ao que será um "mundo em rápida mudança" e "abraçar essa adaptabilidade".
Demis, uma criança prodígio do xadrez, projetou e programou um jogo multimilionário chamado Theme Park ainda na adolescência, antes de ingressar na Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
Depois de se formar, ele fundou uma empresa de videogames, completou um doutorado em neurociência e foi cofundador da DeepMind em Londres no ano de 2010, que posteriormente foi vendida ao Google.
Na quinta-feira (28/3), ele postou no X (o antigo Twitter) que estava "encantado" em receber o título de cavaleiro britânico pelos serviços prestados à IA.
Ele disse à BBC que o título de cavaleiro foi o reconhecimento do que ele e sua equipe fizeram para "semear todo o campo e a indústria da IA", além de sua contribuição para a vida britânica.
Demis disse que não se arrependia de ter vendido a DeepMind há 10 anos, pois considerava o Google a empresa certa, com o poder computacional necessário para assumir o negócio.
"À época, não havia capacidade no Reino Unido para angariar as centenas de milhões de dólares que seriam necessários para assumir as coisas do ponto de vista global", disse ele.
Demis Hassabis (à direita) participou de evento sobre segurança da IA com Rishi Sunak, o primeiro-ministro do Reino Unido
Getty Images/via BBC
O uso da IA para imitar pessoas em vídeos deepfake tem causado preocupação, incluindo o uso de rostos e vozes de pessoas da vida real em vídeos de sexo gerados pelas ferramentas mais avançadas.
Christopher Doss, pesquisador da Rand Corporation, um centro de pesquisa em política internacional, disse que detectar vídeos deepfake se transformou em "uma corrida armamentista entre aqueles que estão tentando detectá-los e aqueles que estão tentando evitar a detecção".
Há também preocupações de que a forma como a IA é treinada, usando dados disponíveis publicamente, possa levar a um "viés de algoritmo". Esta é uma preocupação particular, pois é implementada para automatizar a tomada de decisões, como a escolha dos currículos relevantes para os candidatos a uma determinada vaga de emprego.
À medida que essa indústria se desenvolve rapidamente, o primeiro-ministro britânico Rishi Sunak realizou a primeira conferência sobre a segurança da IA em 2023, onde disse reconhecer que havia uma "ansiedade" sobre o impacto que as novas ferramentas poderiam ter no trabalho, mas disse que elas aumentariam a produtividade ao longo do tempo.
Neste evento, Demis assinou uma declaração que diz:
"Mitigar o risco de extinção por causa da IA deveria ser uma prioridade global, juntamente com outros riscos, como as pandemias e a guerra nuclear".
Em declarações ao editor de negócios da BBC, Simon Jack, Demis disse que não se via como um Robert Oppenheimer, o criador da bomba nuclear.
Ele disse que a atual geração de cientistas está ciente dos "alertas" sobre o poder da tecnologia e "os riscos" envolvidos se tal poder não for "administrado corretamente".
Ele acrescentou que a IA tem um "impacto positivo inacreditável" que é "mais amplo que o [poder] nuclear".

OpenAI, dona do ChatGPT, revela nova ferramenta de clonagem de voz

Elon Musk, Zuckerberg, Jeff Bezos: as pessoas mais ricas da tecnologia em 2024, segundo a Forbes
Com uma amostra de apenas 15 segundos da voz, a nova IA, chamada de Voice Engine, é capaz de duplicar a fala dessa pessoa. Empresa diz que 'planeja manter a tecnologia sob estrito controle até que sejam implementadas medidas de segurança'. OpenAI
Reuters/Dado Ruvic/Illustration
A OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, revelou uma ferramenta de clonagem de voz, chamada de Voice Engine, que pode duplicar a fala de alguém com base em uma amostra de apenas 15 segundos da voz da pessoa.
A ferramenta ainda não está disponível para todo mundo e a empresa planeja manter ela sob estrito controle até que sejam implementadas medidas de segurança para impedir falsificações de áudio destinadas a enganar os ouvintes.
"Reconhecemos que gerar fala que se assemelha às vozes das pessoas apresenta sérios riscos, que estão especialmente em destaque em um ano de eleições", disse a empresa em comunicado.
"Estamos envolvendo parceiros dos Estados Unidos, governos, mídia, empresas de entretenimento, educação, sociedade civil e outros setores para garantir que estamos incorporando seus feedbacks conforme construímos", acrescentou.
Pesquisadores de desinformação temem o uso generalizado de softwares alimentados por inteligência artificial (IA) em um ano eleitoral.
Admitindo esses problemas, a OpenAI afirmou que está "adotando uma abordagem cautelosa e informada para um lançamento mais amplo devido ao potencial de uso indevido de vozes sintéticas".
A OpenAI disse que seus parceiros que estão testando o Voice Engine concordaram com as regras, incluindo a necessidade de consentimento explícito e informado de qualquer pessoa cuja voz seja duplicada.
Também deve ficar claro para o público quando as vozes que estão ouvindo são geradas por IA, acrescentou a empresa.
"Implementamos um conjunto de medidas de segurança, incluindo marca d'água para rastrear a origem de qualquer áudio gerado pelo Voice Engine, bem como monitoramento proativo de como ele está sendo usado", garantiu a companhia.
Em fevereiro, a OpenAI também revelou um modelo de inteligência artificial que cria vídeos realistas a partir de texto curtos. Batizado de Sora, ele foi liberado para análises de especialistas e ainda não está disponível ao público.
"O Sora pode criar vídeos de até 60 segundos com cenas altamente detalhadas, movimentos de câmera complexos e vários personagens com emoções vibrantes", explica a empresa.
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Elon Musk, Zuckerberg, Jeff Bezos: as pessoas mais ricas da tecnologia em 2024, segundo a Forbes

Elon Musk, Zuckerberg, Jeff Bezos: as pessoas mais ricas da tecnologia em 2024, segundo a Forbes
Ranking revela que os principais bilionários do planeta 'estão mais ricos do que nunca' e no setor da tecnologia não foi diferente. Zuckerberg, Bill Gates, Steve Ballmer, Larry Page, Sergey Brin e o chefão da Nvidia são os principais destaques. Musk, Zuckerberg e Bill Gates: por que os bilionários da tecnologia estão 'mais pobres' em 2023
Reprodução
A Forbes divulgou nesta terça-feira (2) o ranking das pessoas mais ricas do mundo em 2024. A lista concentra alguns bilionários do setor da tecnologia.
Zuckerberg, Bill Gates, Steve Ballmer, Larry Page e Sergey Brin foram os que mais viram suas fortunas decolarem de um ano para o outro.
Também chama a atenção o crescimento de Jensen Huang, presidente do Nvidia: ele tinha US$ 21 bilhões em 2023 e esse número saltou para US$ 77 bilhões em 2024 (saiba mais sobre ele).
Em 2023, o seleto clube apresentava queda em sua riqueza, devido ao aumento das taxas de juros e a desvalorização das ações. Agora, o cenário é outro: os bilionários "estão mais ricos do que nunca", segundo a revista. Veja quem são:
1º Elon Musk
Elon Musk veste fantasia para festa de Halloween da modelo Heidi Klum, em Nova York
Evan Agostini/Invision/AP
Fortuna em 2023: US$ 180 bilhões
Fortuna em 2024: US$ 195 bilhões
Dono do X (ex-Twitter), da Tesla e da SpaceX, Elon Musk é hoje a segunda pessoa mais rica do mundo, atrás apenas do francês Bernard Arnault, presidente do grupo de luxo LVMH.
Em 2023, a riqueza de Musk despencou para US$ 180 bilhões. Segunda a Forbes, a queda naquele ano foi motivada após ele desembolsar US$ 44 bilhões para adquirir o Twitter. A compra fez com que as ações da Tesla despencassem, afetando sua riqueza.
Agora, a riqueza do sul-africano alcançou US$ 195 bilhões.
2º Jeff Bezos
Jeff Bezos, fundador da Amazon, em 6 de junho de 2019.
AP Photo/John Locher
Fortuna em 2023: US$ 114 bilhões
Fortuna em 2024: US$ 194 bilhões
Jeff Bezos, fundador da gigante do varejo Amazon e novamente o terceiro homem mais rico do mundo, também viu sua fortuna saltar de US$ 114 bilhões em 2023 para US$ 194 bilhões agora em 2024.
Bezos já foi o homem mais rico do mundo em julho de 2017 e entre 2018 e 2021. Ele já caiu para o quarto lugar, mas voltou para o terceiro em 25 de janeiro de 2023, quando a fortuna do indiano Gautam Adani – anteriormente o terceiro mais rico – caiu.
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3º Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg
Reprodução / Instagram
Fortuna em 2023: US$ 64,4 bilhões
Fortuna em 2024: US$ 177 bilhões
No caso do Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), seu patrimônio voltou a crescer, atingindo agora US$ 177 bilhões. A Forbes lembra que "ninguém ganhou mais, em termos de dólares, do que Zuckerberg" em 2024.
Segundo a revista, enquanto a Meta fazia demissões ao longo do ano passado e investia em inteligência artificial (IA), as ações da empresa triplicaram, contribuindo para a riqueza de Zuckerberg.
Em 2014, ele chegou a ser o terceiro homem mais rico do setor de tecnologia dos Estados Unidos. Na época, ele tinha uma fortuna avaliada em US$ 34 bilhões.
4º Larry Ellison
Larry Ellison, fundador da Oracle.
Oracle PR via Hartmann Studios
Fortuna em 2023: US$ 107 bilhões
Fortuna em 2024: US$ 141 bilhões
Larry Ellison, cofundador da empresa de softwares Oracle, ocupa a quinta colocação como pessoa mais rica do planeta. Para se ter ideia da evolução, o empresário estava em oitavo lugar na lista dos mais ricos em 2022.
Na lista de 2023, comparado a outros bilionários da tecnologia, Larry já estava em uma situação melhor, sem registrar queda no patrimônio.
Assim como Musk, ele investiu na montadora Tesla e atuou no conselho da empresa de 2018 até 2022.
5º Bill Gates
Bill Gates disse que mudanças fundamentais ocorrerão por meio da inteligência artificial
Getty Images via BBC
Fortuna em 2023: US$ 104 bilhões
Fortuna em 2024: US$ 128 bilhões
Bill Gates é outro nome conhecido que também viu sua riqueza despencar em 2023. O fundador da Microsoft tinha US$ 129 bilhões em 2022, US$ 104 bilhões em 2023 e, agora, US$ 128 bilhões.
Gates foi presidente-executivo da Microsoft por 25 anos, permaneceu como presidente até 2014 e deixou o conselho em 2020. Atualmente, ele tem investimentos em dezenas de empresas e é um dos maiores proprietários de terras agrícolas nos EUA.
Ele já foi a pessoa mais rica do mundo entre 1995 e 2017, com intervalos em 2008, 2010 e 2013. Perdeu o posto definitivamente quando foi ultrapassado por Jeff Bezos.
6º Steve Ballmer
Steve Ballmer
Arquivo pessoal
Fortuna em 2023: US$ 80 bilhões
Fortuna em 2024: US$ 121 bilhões
Steve Ballmer, ex-presidente-executivo da Microsoft, figura no ranking da Forbes na 10ª colocação, com US$ 121 bilhões em fortuna em 2024.
Ballmer liderou a Microsoft no período de 2000 a 2014. Após a sua saída, ele focou na filantropia, doando mais de US$ 2 bilhões em um fundo recomendado por doadores, segundo a Forbes.
7º Larry Page
Larry Page
Photo credit: niallkennedy on Visualhunt.com
Fortuna em 2023: US$ 79 bilhões
Fortuna em 2024: US$ 114 bilhões
Larry Page é cofundador do Google e tem hoje uma fortuna de US$ 114 bilhões, um crescimento expressivo em relação ao número de 2023.
Page deixou de ser CEO da controladora do Google, a Alphabet, em 2019, mas permaneceu como membro do conselho e acionista controlador. Hoje, ele é um investidor fundador da empresa de exploração espacial Planetary Resources e financia as startups de carros voadores Kitty Hawk e Opener.
8º Sergey Brin
Sergey Brin, em foto de 27 de junho de 2012
Paul Sakuma/AP Photo
Fortuna em 2023: US$ 76 bilhões
Fortuna em 2024: US$ 110 bilhões
Fundador do Google junto a Page, Sergey Brin é outro destaque, com sua fortuna alcançando US$ 110 bilhões em 2024. Brin deixou o cargo de presidente da Alphabet (dona do Google) em dezembro de 2019, mas continuou como acionista controlador e membro do conselho.
Fugindo do antissemitismo, Brin migrou da Rússia para os Estados Unidos aos 6 anos. Ele é, hoje, um dos imigrantes mais ricos do país.
9º Michael Dell
Michael Dell
Reprodução/X
Fortuna em 2023: US$ 50 bilhões
Fortuna em 2024: US$ 91 bilhões
Michael Dell é fundador da companhia com seu nome, a Dell Technologies. A empresa foi fundada em 1984 em um dormitório universitário e, hoje, é um dos destaques no ramo da computação.
Assim como seus colegas, Michael está mais rico em 2024, com um patrimônio de US$ 91 bilhões. Em 2020, ele tinha US$ 22 bilhões no bolso. Depois, avançou para US$ 55 bilhões em 2022 e voltou a cair no ano passado para US$ 50 bilhões.
10º Jensen Huang
Jensen Huang, fundador da empresa de tecnologia NVIDIA.
Reprodução/Instagram/NVIDIA
Fortuna em 2023: US$ 21 bilhões
Fortuna em 2024: US$ 77 bilhões
Nascido em Taiwan, Jensen Huang é cofundador da Nvidia, fabricante de chips e semicondutores que tem se tornado a queridinha na bolsa de valores norte-americana graças aos investimentos que tem feito em IA.
Huang presidente a companhia desde a sua fundação, em 1993. E o império fez com que ele se tornasse agora a 20ª pessoa mais rica do mundo no ranking geral da Forbes.
Para se ter ideia da evolução, em 2022, Huang tinha uma riqueza avaliada em US$ 20 bilhões. Esse número saltou para US$ 21 bilhões em 2023 e, agora, ela está em US$ 77 bilhões.
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