Apple vai demitir mais de 700 funcionários nos EUA, diz site

PL das Redes Sociais: entenda o que texto diz sobre conteúdo criminoso e cumprimento de ordens judiciais
Corte atinge trabalhadores que estavam envolvidos no projeto Apple Car, que seria o primeiro carro da big tech, segundo um site especializado. Empresa disse que não vai comentar. Fachada da loja da Apple em Manhattan, em Nova York, em 21 de julho de 2015
REUTERS/Mike Segar
A Apple está demitindo mais de 700 funcionários na Califórnia (EUA), segundo um documento do Departamento de Desenvolvimento de Emprego do estado obtido pelo site de tecnologia 9to5Mac.
Só em Cupertino, onde está a sede da big tech, serão mais de 600 demitidos. Também houve corte em outras cidades da Califórnia onde a companhia tem escritório, como em Santa Clara e San Diego — nesta última, serão 120 pessoas demitidas.
O g1 procurou a Apple para obter mais detalhes, mas a empresa disse que "não comentará no momento".
Os funcionários foram informados sobre o desligamento no dia 28 de março e alguns deles já não poderão mais entrar nos escritórios da Apple a partir de 27 de maio, de acordo com o portal CNBC.
Segundo o 9to5Mac, os cortes afetam pessoas que atuavam no projeto Apple Car, que poderia ser o primeiro carro feito pela empresa de Tim Cook. Rumores recentes de sites especializados afirmam que a Apple desistiu da ideia de ter um automóvel em seu portfólio.
Entre os demitidos, também estão pessoas que poderiam atuar no desenvolvimento de telas Micro-LED. Os sites especializados afirmam que a companhia planejava produzir seus próprios displays Micro-LED para o Apple Watch, seu relógio inteligente.
Hoje, a Apple terceiriza a fabricação de seus produtos. A taiwanesa Foxconn é uma da companhias que fabrica os iPhones para a big tech.
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Apple deixará que apps de música na Europa ofereçam links para pagamentos em seus próprios sites

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Anúncio ocorre semanas após a fabricante do iPhone ser multada em 1,84 bilhão de euros pela UE por prejudicar a competição de suas rivais, no segmento musical, por meio de restrições impostas na App Store. Logo da Apple
Unsplash/ Zhiyue
A Apple anunciou na sexta-feira (5) medidas para facilitar que aplicativos de streaming de música presentes na App Store em países da União Europeia informem seus usuários sobre outras formas de comprar serviços digitais, cumprindo assim uma regra do bloco europeu.
O anúncio ocorre semanas após a fabricante do iPhone ser multada em 1,84 bilhão de euros pela UE por prejudicar a competição de suas rivais no segmento musical por meio de restrições impostas na App Store.
A Comissão Europeia afirmou em março que as restrições configuravam condições comerciais injustas e que a empresa deveria parar com tal conduta.
Após uma reclamação, em 2019, protocolada pelo serviço de streaming sueco Spotify, a Comissão acusou a Apple no ano passado de impedir a empresa e outros aplicativos de informarem usuários sobre formas de pagamento fora da App Store.
Ainda na sexta, a Apple anunciou que vai permitir que desenvolvedores de aplicativos de música convidem os usuários a fornecerem seu endereço de email para receberem um link que os redireciona para o site da empresa, a fim de efetuarem lá a aquisição de conteúdos e serviços musicais, e informá-los sobre onde e como comprar itens, bem como o preço.
A empresa disse que o anúncio traz "ainda mais" flexibilidade aos aplicativos de música, incluindo o Spotify, que possui 56% do mercado europeu.
O Spotify não respondeu imediatamente a um pedido para comentar o caso.
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O que é a Inteligência Artificial Geral, evolução que é ‘Santo Graal’ da tecnologia

PL das Redes Sociais: entenda o que texto diz sobre conteúdo criminoso e cumprimento de ordens judiciais
Inteligência artificial atual é considerada 'estreita' ou 'fraca'. Mas princípios para uma nova tecnologia mais avançada ainda não existem. –
GETTY IMAGES
No último ano, a inteligência artificial deixou de ser apenas uma peça de ficção científica ou uma ferramenta restrita às gigantes de tecnologia e caiu no domínio público.
Na verdade, a inteligência artificial já vinha sendo usada no dia a dia das pessoas há anos, mas nem sempre essas tecnologias eram rotuladas com esse nome. As buscas por termos no Google ou assistentes de voz como a Siri são exemplos de inteligência artificial que estão sendo usadas pelo público há anos.
Mas o mundo começou a abrir os olhos para a inteligência artificial a partir de 30 de novembro de 2022, com o lançamento do ChatGPT e suas habilidades quase "humanas" de realizar tarefas. O ChatGPT consegue redigir artigos em qualquer formato – como cartas, relatórios ou até mesmo poemas -, responder perguntas complexas ou resumir o conteúdo de determinados textos.
Outras ferramentas que usam a mesma tecnologia conseguem gerar imagens ou sons novos a partir de ordens expressas dos usuários.
Em um artigo de julho, a revista Nature disse que o ChatGPT conseguiu "quebrar o teste de Turing" – a ideia de uma máquina que consegue interagir com humanos sem que eles percebam que se trata de uma máquina.
Por mais impressionante que seja o ChatGPT – e seus concorrentes que chegaram ao mercado desde então, como o Gemini do Google e o Copilot da Microsoft – quem trabalha desenvolvendo inteligência artificial diz que a humanidade está apenas na infância desta tecnologia.
Até agora todos esses sistemas que citamos nesta reportagem são exemplos de uma mesma categoria conhecida como inteligência artificial "estreita" ou "fraca". Os computadores conseguem "imitar" o comportamento dos humanos para resolver problemas específicos, como gerar um texto ou analisar grandes volumes de dados.
Mas o próximo passo das empresas de tecnologia e cientistas da computação é mais ambicioso.
Existe uma corrida para se alcançar o que vem sendo chamado de Inteligência Artificial Geral (IAG) — uma nova geração da tecnologia que virou uma espécie de Santo Graal da indústria.
O que é Inteligência Artificial Geral?
Inteligência Artificial Geral poderia ajudar a criar diagnósticos e tratamentos personalizados na medicina
GETTY IMAGES
A Inteligência Artificial Geral ainda é uma teoria — na prática ela não existe atualmente.
A tecnologia existente hoje permite que computadores realizem tarefas específicas: dirijam um carro, joguem jogos complexos ou respondam perguntas elaboradas.
A Inteligência Artificial Geral aproxima os computadores ainda mais dos humanos, com uma capacidade de usar o conhecimento de forma mais abstrata.
"Nós temos muita dificuldade de falar sobre essa inteligência artificial geral, porque ainda não conseguimos nem definir exatamente o que é inteligência. A inteligência artificial seria comparável à humana, mas as máquinas já superam os humanos em muitas atividades", diz Esther Luna Colombini, professora do Instituto de Computação da Unicamp.
"Elas fazem cálculos muito complexos em tempo recorde, mas não por isso necessariamente elas são mais inteligentes. Ao mesmo tempo, elas são muito ruins para fazer coisas que pra gente parecem triviais, como reconhecer a face de uma pessoa, ou ser capaz de pegar um conceito que você aprendeu e levar isso para outro cenário."
Essas habilidades mais sofisticadas são justamente o que cientistas da área estão tentando aperfeiçoar.
"A IA Geral vai possuir uma capacidade humana de transformar o conhecimento de uma área para a outra", explica Ana Cristina Bichara, professora de computação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). "Isso é uma capacidade humana. Por exemplo, um médico que entenda de uma certa especialidade é capaz de usar esses conhecimentos para resolver outro problema médico."
Além disso, a Inteligência Artificial Geral teria outra habilidade tipicamente humana: a de entender o que ela ainda não entende — e buscar maneiras de se aprofundar nessas lacunas.
"Dependendo de como eu enquadro o problema, eu posso achar uma solução ou não. Se eu reenquadrar o problema, eu posso achar soluções inovadoras em que eu não tinha nem pensado."
Essa capacidade de abstração de pensamento permitiria que a Inteligência Artificial Geral realizasse tarefas que hoje são impossíveis tanto para humanos como para computadores, como encontrar diagnósticos e planos de tratamento específicos para pacientes a partir da análise de dados médicos. Ou descobrir formas de atacar o problema das mudanças climáticas, também a partir de análises aprofundadas sobre dados já disponíveis hoje.
Diante de um problema científico, a atual inteligência "estreita" só é capaz de realizar experimentos e testar hipóteses de acordo com ideias elaboradas por humanos. Caso houvesse a inteligência artificial geral, que se pretende criar, a própria máquina seria capaz de elaborar hipóteses — algo impensável hoje.
Como chegar lá?
Um dos grandes problemas de se atingir o desejado Santo Graal da Inteligência Artificial Geral é que não existe hoje clareza sobre qual seria o princípio tecnológico que permitiria que uma máquina tivesse um grau de abstração parecido com o dos humanos.
A atual tecnologia — a inteligência artificial estreita — é baseada em um modelo matemático de redes neurais, que segue princípios matemáticos. Algumas das teorias que sugeriam que seria possível chegar a essa tecnologia são bem antigas, ainda dos anos 1950. Mas realizar uma tarefa complexa exigia um nível de processamento de dados que as máquinas só começaram a ter recentemente.
Por exemplo, digamos que se tente fazer um computador reconhecer dígitos escritos a mão por humanos – de 0 a 9. Essa capacidade é banal para uma pessoa, mas razoavelmente complexa para uma máquina.
Inteligência artificial estreita é capaz de reconhecer dígitos escritos por pessoas
GETTY IMAGES
O processo das redes neurais, que permite que uma máquina faça isso, é separado em diferentes camadas.
Na primeira camada (chamada de "input layer"), é colocada uma imagem do dígito escrita à mão. Na última camada (a "output layer"), coloca-se o dígito correto – o número que queremos que o computador produza como resposta.
Entre as duas camadas, há diversas camadas ocultas ("hidden layers") que fazem todo o trabalho. Aqui, a imagem é dividida em pequenas partes — e cada uma dessas partes é descrita em termos matemáticos. Em cada uma das camadas ocultas, essas partes vão sendo estudadas. comparadas com o número final desejado e aprimoradas.
Por exemplo, um dígito "1" costuma ser escrito com um rabisco vertical longo. Ao identificar rabiscos assim, o computador vai "aprendendo" que rabiscos verticais longos provavelmente se referem ao número "1". E ele "aprende" as características de todos os números, baseados nessas pequenas partes.
Essa tarefa é repetida diversas vezes, e a cada erro, o modelo matemático usado pelo computador vai sendo corrigido, até atingir uma eficiência grande.
É esse aprendizado "profundo" que faz com que uma máquina consiga realizar tarefas que parecem humanas.
E no caso da Inteligência Artificial Geral?
No caso da Inteligência Artificial Geral não existe sequer um princípio teórico bem definido.
Cientistas estão testando diferentes ideias que permitiriam que as máquinas emulassem comportamentos humanos bem mais complexos do que apenas a lógica — como criatividade, percepção e aprendizado.
Alguns acreditam que seria possível alcançar essa tecnologia desenvolvendo ainda mais as atuais redes neurais artificiais — com maior sofisticação dos modelos e maior capacidade de processamento das máquinas. No exemplo anterior, isso seria alcançado aumentando o número de camadas na rede neural.
Carros autônomos são exemplos de inteligência artificial estreita, ou fraca
GETTY IMAGES
Mas alguns dizem que isso por si só não seria suficiente para se dar um salto tecnológico dessa magnitude no campo da inteligência artificial. Seria preciso, por exemplo, construir modelos e computadores que se assemelham mais com os humanos na forma como percebem o mundo ao seu redor e fazem conexões entre os objetos.
As grandes empresas de tecnologia — Google, Meta, Microsoft e Amazon, além de diversas outras startups — estão em uma corrida bilionária para atingir o "Santo Graal" da computação.
Por enquanto não existe sequer uma perspectiva de quando a IAG seria criada. Mas há pessoas preocupadas com o potencial destrutivo que ela poderia ter.
Ian Hogwarth é diretor de uma fundação recém-criada pelo governo britânico para pesquisar inteligência artificial. Em um artigo publicado no ano passado no jornal Financial Times, ele alertou que a Inteligência Artificial Geral seria uma espécie de “Deus em forma de inteligência artificial” — por conta de seus poderes quase ilimitados.
“Recentemente, a competição entre algumas empresas para criar uma IA semelhante a Deus se acelerou muito. Elas ainda não sabem como perseguir esse objetivo com segurança e não estão sendo supervisionadas. Elas estão correndo em direção à linha de chegada sem entender o que pode estar do outro lado.”
A preocupação é que sistemas de inteligência artificial como esses poderiam causar danos grandes à humanidade, seja por serem totalmente imprevisíveis ou por poderem ser desenvolvidos por agentes com más intenções. Preocupações semelhantes estão por trás de um pedido feito no ano passado por diversas personalidades do mundo da tecnologia, como Elon Musk e Steve Wozniak, para que pesquisas sobre IA sejam interrompidas por seis meses.
A OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, ressalta na página sobre seu projeto de Inteligência Artificial Geral os perigos que existem na tecnologia.
"A IAG também apresentaria sérios riscos de uso indevido, acidentes drásticos e perturbações sociais. Dado que a vantagem da IAG é tão grande, não acreditamos que seja possível ou desejável que a sociedade interrompa o seu desenvolvimento para sempre; em vez disso, a sociedade e os desenvolvedores precisam descobrir como fazer do jeito certo."

PIX: ferramenta registrou 200 milhões de transações na última sexta e bateu recorde, diz BC

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Total de operações desta sexta superou as 178,7 milhões de transações registradas em 6 de março de 2024 – que era o recorde anterior. Transações via PIX bateram recorde em 5 de abril
Reprodução/Jornal Hoje
O Banco Central informou que as transações via PIX bateram um novo recorde nesta sexta-feira (5): foram 201,6 milhões de operações em um único dia.
O total de operações desta sexta superou as 178,7 milhões de transações registradas em 6 de março de 2024 – que era o recorde anterior.
O recorde coincidiu com um dia de instabilidade registrada pelos bancos no acesso de clientes à plataforma. O BC, no entanto, disse que o serviço estava funcionando normalmente.
"Os números são mais uma demonstração da forte adesão de pessoas e empresas ao Pix, meio de pagamento lançado pelo Banco Central em novembro de 2020", avaliou o Banco Central.
O PIX é um sistema de pagamentos em tempo real desenvolvido pelo Banco Central e está em funcionamento desde novembro de 2020.
Em 2022, o PIX se tornou principal instrumento do mercado, com 29% das transações, superando o cartão de crédito.
Em todo o ano de 2023, as transferências de recursos e os pagamentos feitos por meio do PIX, somaram R$ 17,18 trilhões.
O Banco Central prevê lançar uma nova funcionalidade para o PIX em 28 de outubro deste ano: o Pix automático.
Essa modalidade do Pix vai permitir que o cliente agende previamente pagamentos que ele já sabe que precisará fazer a empresas.
O Pix automático poderá ser usado, por exemplo, para pagar:
contas de água e luz
escolas e faculdades
academias, condomínios
parcelamento de empréstimos
Mais de 35 milhões de transferências por PIX no valor de um centavo foram realizadas em 2023
Esse tipo de pagamento já pode ser feito através do débito automático, mas na avaliação do Banco Central, o Pix automático terá a capacidade de alcançar mais pessoas.
Outra modalidade do Pix, chamada de Pix agendado recorrente, também será obrigatória a partir de outubro de 2024. O Pix agendado poderá ser usado, por exemplo, para:
Mesada
Doação
Aluguel entre pessoas físicas
Prestação de serviço por pessoas físicas (como diarista, terapia, educador físico etc)

PL das Redes Sociais: entenda o que texto diz sobre conteúdo criminoso e cumprimento de ordens judiciais

PL das Redes Sociais: entenda o que texto diz sobre conteúdo criminoso e cumprimento de ordens judiciais
Embate entre o dono do X, Elon Musk, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, reacendeu discussão sobre proposta que responsabiliza plataformas pela veiculação de conteúdos falsos. Alexandre de Moraes e Elon Musk.
Rosinei Coutinho/SCO/STF e REUTERS/Gonzalo Fuentes
Os recentes embates entre o dono do X (antigo Twitter), Elon Musk, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reacenderam a discussão sobre a necessidade de o Congresso aprovar um projeto de regulamentação das plataformas digitais – o chamado PL da Regulação das Redes Sociais.
Nos últimos dias, Musk fez investidas contra decisões do STF sobre bloqueio de perfis no X. No sábado (6), o empresário afirmou que não cumpriria determinações de Moraes, e reativaria contas bloqueadas, desrespeitando ordens judiciais.
Em reação, Moraes estabeleceu multa diária de R$ 100 mil para cada perfil que o X reativar sem autorização. O ministro também ordenou a abertura de investigação contra a plataforma e a inclusão de Musk no inquérito das milícias digitais.
Diante do movimento de Musk, ministros e parlamentares passaram a defender a regulamentação das redes sociais. O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do PL da Regulação das Redes Sociais, disse que pedirá ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), incluir a proposta na pauta de votações.
O projeto torna crime a promoção ou financiamento de divulgação em massa de mensagens com conteúdo inverídico por meio de contas controladas por robôs. Também prevê mudanças na responsabilização de plataformas por conteúdos criminosos, além de estabelecer prazos para o cumprimento de decisões judiciais.
O PL da Regulação das Redes Sociais já foi aprovado pelo Senado, mas não conseguiu avançar na Câmara. Em 2023, Lira chegou a entrar no circuito de articulação. Em maio passado, ao avaliar que não havia votos suficientes para aprovar o texto, ele adiou a análise da proposta no plenário da Casa.
De lá para cá, o deputado analisou possíveis fatiamentos, mas o projeto não caminhou. Críticas da bancada evangélica e a pressão das big techs — gigantes do mercado da tecnologia que controlam redes sociais — sobre os parlamentares são vistas como os principais fatores do recuo do texto na Câmara.
A interlocutores, no último ano, Arthur Lira chegou a sinalizar que o texto só receberia novo fôlego se houver uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que obrigue o Congresso a legislar sobre o tema.
Veja nesta reportagem o que diz o PL da Regularização das Redes Sociais (clique no link para seguir ao conteúdo):
responsabilização das redes
dever de cuidado
decisões judiciais
punições
Moraes, STF, inclui Elon Musk, dono do X, no inquérito das milícias digitais
Responsabilização das redes
A última versão do parecer protocolado por Orlando Silva na Câmara estabelece que as plataformas poderão ser responsabilizadas civilmente por conteúdos criminosos publicados por usuários, desde que seja comprovado que a empresa ignorou riscos e abriu mão de mecanismos de moderação.
A responsabilização também ocorrerá quando os conteúdos criminosos forem veiculados por meio de instrumentos pagos de impulsionamento e publicidade.
As medidas alteram o Marco Civil da Internet, que prevê que os provedores somente poderão ser responsabilizados quando, após ordem judicial, não removerem conteúdos criminosos.
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Dever de cuidado
Pelo texto, as empresas devem adotar um protocolo para analisar riscos relacionados às plataformas e seus algoritmos. Essa avaliação deverá abordar, por exemplo, a disseminação de conteúdos contra o Estado Democrático de Direito e publicações de cunho preconceituoso.
A partir dessa análise, as empresas terão de adotar medidas para atenuar os riscos.
O projeto também cria o chamado “dever de cuidado”, que, se ignorado, pode levar à responsabilização da plataforma. O mecanismo determina que os provedores precisam atuar de forma "diligente" para prevenir ou mitigar conteúdos ilícitos veiculados nas plataformas.
A negligência da empresa ou a identificação de riscos pode levar à abertura de um protocolo de segurança. Com o início do procedimento, as plataformas poderão ser responsabilizadas por omissões em denúncias de usuários contra conteúdos criminosos disponíveis nas redes sociais.
A moderação de conteúdo também está prevista no projeto. Segundo o texto, o procedimento deve seguir os “princípios da necessidade, proporcionalidade e não discriminação”. Estabelece, ainda, que as decisões a respeito de publicações devem ser comunicadas aos usuários, com os fundamentos da medida e os mecanismos de recurso.
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Entenda o PL da Regulação das Redes Sociais
Decisões judiciais
A proposta estabelece que as plataformas digitais devem cumprir, em até 24 horas, as decisões judiciais de derrubada de conteúdo criminoso.
O descumprimento pode ser punido com multa de até R$ 1 milhão por hora, que pode ser triplicada se o conteúdo tiver sido impulsionado por recursos pagos.
As publicações removidas e os dados de acesso do usuário responsável pelo conteúdo deverão ser armazenados por seis meses.
Segundo o texto, a plataforma deve comunicar às autoridades indícios de ameaças à vida de uma pessoa.
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Punições
Além de responsabilizações no Judiciário, as empresas que descumprirem as medidas previstas no texto poderão, por exemplo, ser punidas com:
advertência
multa diária de até R$ 50 milhões
multa de até 10% do faturamento da empresa no Brasil
multa por usuário
multa de até R$ 50 milhões por infração
e suspensão temporária das atividades no Brasil
A proposta também prevê que todas as empresas que tiverem operações no Brasil deverão ter representantes jurídicos no país.
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