Pacheco diz que regulamentação das redes é ‘inevitável’: ‘Não é censura, são regras’

Presidente do Congresso deu a declaração na esteira dos ataques de Elon Musk, dono da rede X, ao ministro Alexandre de Moraes e às decisões judicias do Brasil. Pacheco defendeu a aprovação do PL da Regulação das Redes. O presidente do Congresso e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta segunda-feira (8) que a regulamentação das redes sociais é "inevitável" e "fundamental".
Pacheco deu a declaração na esteira dos ataques que o bilionário Elon Musk, dono da rede social X, fez ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e às decisões judiciais no Brasil.
Musk chegou a ameaçar desobedecer ordens da Justiça brasileira e reativar contas no X (antigo Twitter) bloqueadas por ordem judicial por espalharem desinformação, discurso de ódio ou ataques à democracia. Em consequência, o ministro determinou a investigação do empresário por obstrução de Justiça e incitação ao crime.
Pacheco falou sobre o tema após uma reunião com ministros do governo e líderes governistas no Congresso para tratar da pauta de votações dos próximos dias.
“Acho que é algo inevitável [regulação das redes]. Precisamos ter uma disciplina legal em relação a isso. Sob pena de haver discricionariedade por parte das plataformas, que não se sentem obrigadas a ter um mínimo ético do manejo dessas informações e desinformações. Ao mesmo tempo, a participação do Poder Judiciário tendo que discutir questões relativamente ao uso dessas redes sociais sem que haja uma lei”, afirmou o senador.
Moraes determina que bilionário Elon Musk seja investigado no Brasil
Pacheco mencionou um projeto de regulamentação das Redes Sociais que já foi aprovado em 2020 pelo Senado, mas travou na Câmara no ano passado, depois da pressão contrária das grandes empresas de tecnologia.
"O Senado aprovou, em 2020, um projeto de regulamentação das plataformas digitais. Considero isso fundamental. Não é censura, não é limitação à liberdade de expressão. São regras para o uso dessas plataformas digitais, para que não haja captura de mentes, de forma indiscriminada, que possa manipular desinformação, disseminar ódio, violência, ataques a instituições", afirmou o presidente do Congresso.
Agora, com as declarações de Musk, ganhou força novamente na Câmara a tentativa de aprovar o PL das Regulação das Redes Sociais (entenda mais abaixo o que o texto diz). O relator na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), já informou que vai pedir para a Câmara para o projeto ser pautado.
De acordo com Pacheco, as redes sociais viraram um “campo completamente sem lei”, que permite a veiculação de conteúdos criminosos com o objetivo de aumentar a base de usuários e, consequentemente, o lucro.
“Com mais adesão, tudo se resume a lucro, à busca por dinheiro, nessa história. É uma busca indiscriminada, antiética e criminosa pelo lucro”, disse.
Pacheco argumentou que as redes sociais, pelo impacto que têm na sociedade, devem exercer um papel cívico, e isso implica responsabilidade com o conteúdo que divulgam.
"Há um papel cívico que deve ser exercido pelas plataformas digitais de não permitir que esse ambiente não seja de vale tudo, para que haja adesão de pessoas e, com isso, gere mais lucro para as plataformas digitais. Espero que a Câmara possa evoluir para que a gente possa ter uma lei, uma lei federal", declarou o senador.
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O que diz o PL da Regulação das Redes Sociais
Alguns dos principais pontos do PL em discussão na Câmara são:
Responsabilização das redes
A última versão do parecer protocolado por Orlando Silva na Câmara estabelece que as plataformas poderão ser responsabilizadas civilmente por conteúdos criminosos publicados por usuários, desde que seja comprovado que a empresa ignorou riscos e abriu mão de mecanismos de moderação.
A responsabilização também ocorrerá quando os conteúdos criminosos forem veiculados por meio de instrumentos pagos de impulsionamento e publicidade.
As medidas alteram o Marco Civil da Internet, que prevê que os provedores somente poderão ser responsabilizados quando, após ordem judicial, não removerem conteúdos criminosos.
Dever de cuidado
Pelo texto, as empresas devem adotar um protocolo para analisar riscos relacionados às plataformas e seus algoritmos. Essa avaliação deverá abordar, por exemplo, a disseminação de conteúdos contra o Estado Democrático de Direito e publicações de cunho preconceituoso.
A partir dessa análise, as empresas terão de adotar medidas para atenuar os riscos.
O projeto também cria o chamado “dever de cuidado”, que, se ignorado, pode levar à responsabilização da plataforma. O mecanismo determina que os provedores precisam atuar de forma "diligente" para prevenir ou mitigar conteúdos ilícitos veiculados nas plataformas.
A negligência da empresa ou a identificação de riscos pode levar à abertura de um protocolo de segurança. Com o início do procedimento, as plataformas poderão ser responsabilizadas por omissões em denúncias de usuários contra conteúdos criminosos disponíveis nas redes sociais.
A moderação de conteúdo também está prevista no projeto. Segundo o texto, o procedimento deve seguir os “princípios da necessidade, proporcionalidade e não discriminação”. Estabelece, ainda, que as decisões a respeito de publicações devem ser comunicadas aos usuários, com os fundamentos da medida e os mecanismos de recurso.
Decisões judiciais
A proposta estabelece que as plataformas digitais devem cumprir, em até 24 horas, as decisões judiciais de derrubada de conteúdo criminoso.
O descumprimento pode ser punido com multa de até R$ 1 milhão por hora, que pode ser triplicada se o conteúdo tiver sido impulsionado por recursos pagos.
As publicações removidas e os dados de acesso do usuário responsável pelo conteúdo deverão ser armazenados por seis meses.
Segundo o texto, a plataforma deve comunicar às autoridades indícios de ameaças à vida de uma pessoa.
Punições
Além de responsabilizações no Judiciário, as empresas que descumprirem as medidas previstas no texto poderão, por exemplo, ser punidas com:
advertência
multa diária de até R$ 50 milhões
multa de até 10% do faturamento da empresa no Brasil
multa por usuário
multa de até R$ 50 milhões por infração
e suspensão temporária das atividades no Brasil
A proposta também prevê que todas as empresas que tiverem operações no Brasil deverão ter representantes jurídicos no país.
Regulação da Inteligência Artificial
Pacheco e o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) também defenderam a aprovação de um outro projeto, voltado especificamente para a regulação de ferramentas de inteligência artificial.
O texto, que foi protocolado pelo próprio presidente do Senado, tem sido debatida por uma comissão, que deve apresentar, em breve, um parecer. A aprovação tem sido tratada como prioridade para Pacheco em 2024.
“A internet é um advento extraordinário, mas precisa ser usada para o progresso da nação, e não para disseminação de estupidez, de violação a instituições”, afirmou o senador.
'Comodismo'

Em entrevista na noite desta segunda-feira (8) à GloboNews, o autor do projeto, Alessandro Vieira (MDB-SE), disse que existe um certo comodismo em não se pautar o tema no Congresso.
"Existe mais marcadamente na Câmara, mas também no Senado uma consequência muito negativa da polarização, que é o comodismo. Você congela as discussões. É mais simples, é muito fácil você mobilizar eleitorado, consolidar bases trabalhando com mentiras, desinformação, e polarização pura, do que você se dedicar para compreender o tema", disse.
Segundo ele, o projeto foi amplamente discutido junto à sociedade civil e às empresas.
"Eu falava para eles [empresas]: vocês não querem ter uma lei, vocês vão ter uma decisão do TSE [Tribunal Superior Eleitoral]. E é isso o que está acontecendo. O judiciário não tem a capacidade de fazer isso com a profundidade necessária. Isso é um papel do legislativo, mas se o legislativo não faz e o judiciário é demandando, ele naturalmente vai vai decidir", pontuou.
Ainda de acordo com Vieira, a falta de legislação implica em não impedir tragédias que têm relação com as redes sociais.
"E a gente está vendo e é, infelizmente, deve continuar acontecendo, porque tem muita gente mais preocupada em manter o seu engajamento alto para poder ter público fidelizado para as próximas eleições e não tem preocupado com as tragédias. Você tem uma declaração histriônica, meio ridícula de um bilionário dono de uma rede social, mas semanalmente a gente tem casos de suicídio, incitação a automutilação, abusos praticados pelas redes sociais e que ficam acobertados pela falta de legislação, é um drama que o Brasil tá enfrentando e que a gente não tem uma chave de saída ainda", prosseguiu.

Quem é Elon Musk

Elon Musk: de onde vem a fortuna do bilionário e quais empresas ele comanda
Bilionário nascido na África do Sul é dono do X, antigo Twitter, desde 2022. Também comanda a fabricante de carros elétricos Tesla e a empresa SpaceX, de voos espaciais, que tem um braço dedicado à internet por satélite, a Starlink. Quem é Elon Musk?
Elon Musk, bilionário nascido na África do Sul, é figurinha constante na mídia por suas inúmeras polêmicas.
Desde o último sábado (7) vem postando ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ameaçando descumprir ordens da Corte na rede social X, antigo Twitter.
Musk comprou o Twitter em 2022 e uma de suas medidas foi trocar o nome que a plataforma teve por mais de 15 anos.
A rede social já era usada pelo empresário como a principal forma de ele se comunicar com o público e atacar desafetos. Seu perfil tem, atualmente, mais de 180 milhões de seguidores.
Antes de ser dono do X, Musk já era famoso por estar à frente da fabricante de carros Tesla, uma das primeiras a apostar somente em modelos elétricos, e da SpaceX, empresa de voos espaciais. Com ela, o magnata tem planos para colonizar Marte.
A SpaceX tem ainda um braço voltado à internet via satélite chamado Starlink, que atua inclusive no Brasil. Ele também foi um dos fundadores da OpenAI, criadora do ChatGPT.
Em 2022, Musk chegou a ser o homem mais rico do mundo. No último ranking anual da "Forbes", divulgado na semana passada, estava em segundo lugar, com um patrimônio avaliado em US$ 195 bilhões.
Leia nesta reportagem:
A trajetória de Musk
Quais são as empresas do bilionário
8 filhos, a mãe é TikToker e ele diz não ter casa
Colecionador de polêmicas
Por que Musk comprou o Twitter
A trajetória de Musk
Elon Musk em foto de 13 de agosto de 2021
Patrick Pleul/Reuters
Filho mais velho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta, Musk nasceu em Pretória, na África do Sul, em 1971. Ele já foi casado duas vezes e teve oito filhos.
Musk viveu na África do Sul até 1989, quando se mudou para o Canadá pouco antes do seu aniversário de 18 anos.
Começou a faculdade na Queen's University em Ontário, no Canadá, mas, no meio da graduação, se mudou para a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, onde se naturalizou cidadão americano. É bacharel em física e economia.
Musk aprendeu a programar sozinho e criou jogos na adolescência.
Seu primeiro empreendimento foi a Zip2, uma empresa que criou em 1995 com seu irmão Kimbal e com o amigo Greg Kouri e que oferecia um diretório para encontrar empresas on-line. A companhia foi vendida em 1999 para a Compaq.
Pouco depois dessa venda, Musk fundou a X.com, que era uma empresa de serviços financeiros on-line e de e-mail. Um ano depois de criada, a companhia se fundiu com a Confinity, que tinha um serviço de transferência de dinheiro chamado PayPal – que acabou virando o nome do negócio.
Em outubro de 2002, a eBay adquiriu a PayPal por US$ 1,5 bilhão em ações.
Em 2004, Musk se tornou o maior investidor e assumiu o comando da recém fundada fabricante de carros elétricos Tesla, bem antes de montadoras tradicionais apostarem nesse tipo de veículo (leia mais aqui).
Alguns meses antes, em 2002, Musk havia criado a sua empresa mais ambiciosa: a SpaceX, de transporte aeroespacial (saiba mais).
Entusiasta do bitcoin e de outras criptomoedas, ele também já se enveredou pelos ramos de energia solar, do transporte ultrarrápido, da internet via satélite e da neuciência (leia mais).
A primeira aparição dele no ranking dos bilionários da revista "Forbes" foi em 2012, com a fortuna estimada em US$ 2 bilhões. Dez anos depois, ele somava US$ 219 bilhões, quando ocupou o topo da lista pela primeira vez.
Em 2021, Musk foi eleito a "Personalidade do Ano" em 2021 pela revista "Time".
Em 2023, sua biografia foi lançada pelo jornalista Walter Isaacson, o mesmo que escreveu a história de Steve Jobs em 2011.
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Quais são as empresas do bilionário
⚡TESLA
Tesla inaugura fábrica em Xangai, na China
Yilei Sun/Reuters
Desde 2004, Elon Musk é o maior acionista e o presidente-executivo da fabricante de carros elétricos Tesla, fundada em 2003 pelos engenheiros Martin Eberhard e Marc Tarpenning.
Com sede em Austin, no Texas, nos EUA, a empresa entrou no ramo quando poucas marcas apostavam nesse tipo de veículo; o primeiro modelo foi lançado em 2009. Foi a partir daí que Musk começou a ganhar atenção da mídia.
A Tesla também obteve notoriedade pela adoção de um polêmico sistema de semiautonomia para os carros, o Autopilot, que permite que eles dirijam sozinhos por um certo tempo, desde que o motorista mantenha as mãos no volante.
Alguns acidentes e flagrantes de condutores dormindo a bordo desses veículos tornam o recurso bastante controverso até hoje.
Musk impulsionou a empresa a crescer a ponto de abrir uma fábrica na China, grande consumidora de carros elétricos, além da Alemanha. Com o braço Tesla Energy, a companhia também produziu painéis para captação de energia solar.
Empresa com ações na bolsa de Nova York, a Tesla chegou, em alguns momentos, a ultrapassar montadoras tradicionais como Ford e General Motors, que têm números de produção e vendas muito maiores.
🚀SPACEX
Missão da SpaceX em 2021 foi um marco para o turismo espacial
AFP/Inspiration4
Antes de se juntar à Tesla, Musk fundou, em 2002, a SpaceX, voltada ao transporte aeroespacial. Ele também é o presidente-executivo da empresa.
A SpaceX se especializou no desenvolvimento e lançamento de foguetes reutilizáveis, algo que não existia na indústria e que pode baratear as viagens.
O primeiro lançamento de um foguete da companhia só aconteceu em 2008. Dez anos depois, a fim de testar seu foguete mais poderoso até então, Musk mandou um carro da Tesla para o espaço.
Depois, passou a enviar satélites e também já transportou gente para fora da Terra. Em 2021, a SpaceX conquistou um marco importante no turismo espacial com o lançamento de 4 pessoas "comuns" à órbita da Terra – que até então só tinha recebido astronautas profissionais.
Musk não estava a bordo, mas, com o sucesso da missão, ofuscou de certa forma seus concorrentes no segmento, os também bilionários Jeff Bezos, dono na Amazon, e Richard Branson, da Virgin Galactic.
O ricaço também faz planos para a colonização de Marte com a SpaceX. Para isso, desenvolve supernaves, como a Starship, com a qual realiza testes, ainda sem tripulantes, desde 2023.
🛰️ STARLINK
Primeiros satélites Starlink sobrevoam o observatório CTIO no Chile
Tim Abott/CTIO
A Starlink é um braço da SpaceX voltado para fornecimento de internet via satélite.
Nesse segmento, Musk também concorre com Bezos e sua Blue Origin. Ambos trabalham nas chamadas "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. A SpaceX está à frente na corrida e já lançou mais de 1.800 unidades.
A empresa atua inclusive no Brasil, sobretudo na Amazônia. O Ibama já apontou que a expansão da tecnologia de Musk naquela também impulsiona atividades ilegais, como no garimpo.
OUTROS NEGÓCIOS
🧠 Ele também está envolvido na Neuralink, startup de neurociência que quer "conectar cérebros a computadores". O objetivo é que, no futuro, pessoas com limitações motoras possam controlar dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares, apenas com o pensamento.
Recentemente, Musk noticiou que a Neuralink fez seu primeiro implante de chip em um cérebro humano. A empresa não é a única a investir nesta tecnologia.
O bilionário também tem a ambição de, mais à frente, usar o chip para alcançar a telepatia. Ele diz que isso ajudaria a humanidade a prevalecer em uma suposta guerra contra a inteligência artificial, mas especialistas adiantam que a prática não é viável.
🤖 Musk também foi um dos fundadores da Open AI, de inteligência artificial, a qual deixou em 2018. Quatro anos depois, a startup se tornou famosa pela criação do robô conversador ChatGPT.
O bilionário, que passou a ser um crítico da OpenAI, criou sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI. em 2023.
🚅 Musk possui ainda a The Boring Company, que projeta um sistema semelhante a um trem-bala que depende de um túnel modificado para atingir altas velocidades (sistema apelidado de "hyperloop").
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8 filhos, mãe TikToker e sem casa própria
Elon Musk levou o filho X AE A-XII para visita ao presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em Nova York, em 17 de setembro de 2023
Murat Cetinmuhurdar/PPO via Reuters
A biografia "Elon Musk" , lançada em 2023, mostra o empresário como um homem infantilizado, que tirou suas ideias sobre o mundo de videogames, quadrinhos e livros de ficção científica, conforme reportou o "Fantástico", em entrevista com o autor, o jornalista Walter Isaacson.
Segundo o escritor, Musk é obcecado com a ideia da humanidade estar em perigo na Terra, daí a ideia de colonização em Marte. Isso também explicaria por que ele teve tantos filhos.
A LETRA X – O bilionário também seria fascinado pela letra X, uma influência dos personagens de X-Men. Além de a letra renomear o Twitter e batizar modelos de carros da Tesla , ela também aparece nos excêntricos nomes de herdeiros de Musk.
Em 2020, ele deu o impronunciável nome de X AE A-XII a seu sexto filho, com a então namorada, a cantora canadense Grimes. Dois anos depois, já separada de Musk, ela afirmou que teve também uma filha com o bilionário, chamada Exa Dark Sideræl Musk.
E, em 2023, a biografia do empresário revelou um terceiro bebê do ex-casal chamado Techno Mechanicus.
Musk já era pai de cinco filhos do casamento com a autora de livros Justine Musk: gêmeos nascidos em 2004 e trigêmeos nascidos em 2006 — todos com nomes menos complicados, entre eles Xavier (também um personagem de X-Men).
O casal ainda perdeu o primeiro bebê, que sofreu morte súbita algumas semanas após o nascimento.
Após se divorciar de Justine, Musk se casou com a atriz inglesa Talulah Riley, de quem também se separou.
Em 2015, Musk tirou seus cinco filhos mais velhos de uma prestigiada escola para crianças superdotadas e criou a Ad Astra, um centro privado de ensino em Los Angeles, nos EUA.
Filha de Musk, Vivian Jenna Wilson, que é uma mulher trans, retificou seu nome em 2022 e não quis manter o sobrenome do pai. Ela justificou a mudança por causa de sua identidade de gênero e "pelo fato de eu não viver ou desejar estar relacionada com meu pai biológico de qualquer forma".
🏠 NADA DE CASA PRÓPRIA – Apesar de tantos investimentos, Musk já disse que vive em imóveis de amigos.
"Seria problemático se eu tivesse gastado bilhões de dólares em consumo pessoal. Na verdade eu nem possuo casa própria. Estou ficando em casa de amigos. Se eu for para a baía, onde tem a engenharia da Tesla, eu percorro por quartos vagos de casas de amigos. Eu não tenho iate, eu não tiro férias", afirmou.
MÃE E MODELO – A mãe de Musk, Maye, também é frequentadora das redes sociais. Modelo, ela tem atualmente mais de 1,5 milhão de seguidores no Instagram e 1 milhão no X, onde costuma defender o filho.
Kimbal Musk, irmão mais novo de Elon Musk, também tem perfis públicos nas redes, onde se apresenta como chef, empreendedor e filantropo. Ele faz parte do conselho da Tesla.
Elon Musk e a mãe dele, Maye Musk, no Met Gala 2022
Dimitrios Kambouris / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
AUTISMO – Em maio de 2021, durante uma aparição no programa americano "Saturday Night Live", Musk revelou que tem Síndrome de Asperger, um tipo de autismo leve.
"Sei que disse ou postei coisas estranhas, mas é assim que meu cérebro funciona. Para qualquer pessoa que ofendi, só quero dizer: reinventei os carros elétricos e estou enviando pessoas a Marte em um foguete", declarou. "Vocês acharam que eu seria um cara normal e relaxado?"
Assim o biógrafo Isaacson definiu Musk ao Fantástico: "Ele meio que tem personalidades múltiplas. Numa reunião faz piadas, é gentil e inspirador e tem ótimas ideias. Aí alguém diz algo que pra ele é um gatilho, e ele entra num estado que uma das amigas chama de 'modo demoníaco', muito severo com as pessoas. E aí quando volta, ele mal se lembra do que fez."
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Colecionador de polêmicas
Musk está longe de ser um ricaço discreto. Gosta de dar entrevistas e posta quase que diariamente no X.
Já apresentou por uma noite o programa de humor americano "Saturday Night Life", que só recruta celebridades, frequenta o baile Met Gala e já foi filmado fumando um cigarro de maconha durante participação em um podcast transmitido ao vivo pelo YouTube.
Elon Musk fumou cigarro de maconha durante entrevista ao podcast do comentarista de Joe Rogan, em setembro de 2018
Reprodução/YouTube
No antigo Twitter, seu canal preferido para se comunicar com milhões de seguidores, dispara mensagens que podem causar "terremotos" nos mercados de ações e de criptomoedas.
Ele já foi até punido por isso por autoridades americanas, após um post sobre a Tesla, em 2018.
Apesar de ser usuário superativo, Musk sempre se mostrou um crítico das regras do Twitter. Ele entendeu, por exemplo, que a rede social "censurou" Donald Trump ao bani-lo, no começo de 2021.
A medida foi tomada, segundo o Twitter, por violação de política de uso da plataforma depois da invasão do Capitólio promovida por apoiadores do ex-presidente que não aceitavam o resultado das eleições de 2020 — uma desconfiança que Trump alimentou em seus posts nas redes.
Musk acabou devolvendo o perfil a Trump depois de comprar a plataforma, em 2022.
Durante a pandemia, Musk também tuitou duvidando do coronavírus e criticando o lockdown e a obrigatoriedade da vacina.
Um de seus bate-bocas mais famosos na rede foi com um mergulhador que fez parte da equipe que salvou crianças presas por 9 dias em uma caverna na Tailândia, em 2018. O caso comoveu o mundo.
O bilionário disse que poderia ceder um minissubmarino da SpaceX para o resgate, que era difícil e delicado. Vernon Unsworth, o mergulhador, chamou a sugestão de "manobra de relações públicas" e disse que Musk poderia "enfiar o submarino onde dói".
A partir daí, os dois trocaram agressões verbais a ponto de o empresário chamar Unsworth de pedófilo. O caso foi parar na Justiça. Veja mais polêmicas de Musk.
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Por que Elon Musk comprou o Twitter
Elon Musk e o Twitter: Uma relação antiga e polêmica
Em março de 2022, o bilionário fez para assumir o controle total do Twitter, que não foi bem recebida pelos acionistas. A compra só foi concluída depois de uma longa "novela" de seis meses, entre idas e vindas.
A cronologia da compra do Twitter por Musk
O relacionamento entre Musk e a rede social tinha começado com a compra de 9,2% da empresa, ainda em março de 2022, o que o tornava o maior acionista individual da plataforma.
A operação só veio a público no mês seguinte, pouco antes da notícia de que Musk queria ser o dono do Twitter. Semanas depois, saiu o acordo para a compra por US$ 44 bilhões.
Musk disse que pagaria uma parte "do próprio bolso", com a venda de ações da Tesla, e, para o restante, precisou de empréstimos.
Em julho de 2022, Musk chegou dizer que desistiria da compra, depois de levantar suspeitas sobre os dados do percentual de contas falsas existentes na plataforma. Ele também questionava o valor de mercado do Twitter.
A rede social chegou a ir à Justiça para exigir o cumprimento do acordo. Mas, em setembro, no limite do prazo previsto, o negócio se concretizou.
Em outubro, Musk assumiu a rede social, chegando à sede da empresa segurando uma pia, para fazer uma piada com a palavra "sink" ("pia", em inglês).
Elon Musk entra na sede do Twitter carregando uma pia
Reprodução/Twitter
PREOCUPAÇÃO COM MODERAÇÃO – Ao se tornar o dono do Twitter, o bilionário prometeu que faria mudanças na moderação de conteúdo, o que gerou preocupação imediata com relação ao combate à desinformação nas redes. Isso porque o magnata sempre fez críticas à política de uso do Twitter.
No comunicado da compra, Musk ressaltou que "a liberdade de expressão é a base de uma democracia em funcionamento'" e que o Twitter é "a praça da cidade digital onde assuntos vitais para o futuro da humanidade são debatidos".
Ainda em 2022, ele reativou a conta de Donald Trump, após uma enquete na plataforma terminar com resultado favorável ao ex-presidente americano.
O perfil de Trump havia sido banido da rede em 2021 por violação das regras, após a invasão do Congresso americano por um grupo de apoiadores dele que não aceitavam o resultado das eleições de 2020 — uma desconfiança que Trump alimentou em seus posts nas redes.
O Facebook e o YouTube também puniram Trump com suspensão de sua conta. Na época, Musk considerou que o ex-presidente foi alvo de censura.
No entanto, perfis de jornalistas foram bloqueados na "era Musk", sem que os motivos fossem explicados. O bloqueio aconteceu em um momento em que a imprensa criticava a forma como o bilionário conduzia a rede social.
A rede X vai ser derrubada pelo STF?
DEMISSÕES E EMOJI DE 💩 – Musk chegou a dizer que não queria comprar o Twitter para "fazer dinheiro".
Mas, segundo a imprensa americana, ele prometeu aos bancos que emprestaram dinheiro para o negócio que poderia reduzir os salários dos executivos e do conselho da empresa, em um esforço para tirar custos da rede social, e desenvolveria novas maneiras de monetizar tuítes.
Ao assumir o comando da plataforma passou a cobrar pelo selo de verificação de perfis, com a criação do plano pago Twitter Blue, e realizou diversas rodadas de demissão em massa de funcionários, inclusive do então presidente-executivo.
Musk ficou por 6 meses como CEO do Twitter, até nomear a atual ocupante do cargo, Linda Yaccarino. Durante esse tempo, jornalistas que procurassem o time de comunicação da empresa recebiam como resposta um emoji de cocô.
Sob a gestão da Yaccarino, a rede social mudou de nome e de logotipo.
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Engenheira de dados desvenda desafios da área que está em alta: ‘Parei de falar em demissão só no ano passado’

Elon Musk: de onde vem a fortuna do bilionário e quais empresas ele comanda
Apesar de salários que podem passar de R$ 20 mil, setor vive escassez de profissionais por falta de qualificação e exige bastante de quem está trabalhando nele. Gabrielle Azevedo, de 27 anos, é engenheira de dados
Arquivo pessoal
A brasiliense Gabrielle Azevedo, de 27 anos, é engenheira de dados em um app de delivery brasileiro, para o qual trabalha remotamente. Ela é responsável pela engenharia de plataformas, gerenciando a infraestrutura de ferramentas de visualização de dados da companhia.
Gabrielle conta que, em vários momentos de sua carreira, pensou em pedir demissão do emprego porque sua área exige muito conhecimento — até por isso, esse setor vive uma escassez de profissionais (entenda mais abaixo).
Outras pessoas procuradas pelo g1 e que trabalham com dados confirmam o que Gabrielle diz. Uma reportagem do g1 publicada no último domingo (7) contou que a engenharia de dados está em alta, oferece bons salários e como é trabalhar nesse cargo e em outros relacionados à área, como cientista e analista de dados.
🎲 O que faz um engenheiro de dados? É responsável por projetar, construir e gerenciar a infraestrutura de dados de uma organização. Esse profissional garante que os dados sejam disponíveis, confiáveis e estejam prontos para serem utilizados pelos demais times da empresa.
A profissão é uma das mais procuradas pelas empresas, na área da TI (tecnologia da informação), segundo levantamento da consultoria Robert Half.
🤑 E o salário é alto mesmo? Dados obtidos pelo g1 com a plataforma de empregos Catho mostram que, em 2024, a média salarial do engenheiro de dados está em R$ 6.927.
"Os engenheiros tiveram incremento salarial de 7% neste ano. Isso indica que as empresas estão investindo mais em estruturação, análise e engenharia de dados", diz Fabio Maeda, diretor da unidade de candidatos da plataforma de vagas.
Para um profissional experiente, a remuneração média mensal fica em torno de R$ 24 mil, segundo a Robert Half.
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Gabrielle começou a trabalhar no iFood como analista de dados, mas logo mudou para engenharia, por recomendação de um chefe. "Ele falou que engenharia seria mais interessante para mim e que eu tinha feito um bom trabalho até ali, me estimulando a migrar", conta.
A jovem é formada em engenharia de produção pela Universidade de Brasília (UnB) e teve seu primeiro contato com dados em 2018, quando era estagiária da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).
Gabrielle em uma palestra de dados
Arquivo pessoal
Atualmente, Gabrielle recebe cerca de R$ 11 mil com carteira assinada (CLT) e reconhece que o salário nesse setor é realmente alto. No entanto, ela dá alguns alertas para quem pensa em investir nessa profissão.
"Eu acho que o mais difícil é você conseguir entrar na área. Você precisa iniciar já sabendo de muita coisa, como construção de banco de dados, SQL, nuvem (cloud), versionamento de código e mais", descreve.
Quem é do ramo lembra que nem sempre a graduação é o único caminho para trabalhar como analista, engenheiro ou cientista de dados.
Cursos superiores podem ajudar a pessoa a ter uma base mais sólida, mas um primeiro contato com cursos disponíveis na internet já é algo vantajoso.
"É preciso ter uma certa experiência. A curva de aprendizado também é bem maior do que as outras áreas da TI", completa. Veja mais dicas para começar em dados.
Segundo Gabrielle, talvez, seja melhor iniciar em outra área de dados, como analista ou cientista, para depois migrar para a engenharia.
O que fazem o cientista e o analista de dados
Gabrielle também admite que não é uma área fácil nem para quem já tem alguma experiência. Como em outras áreas da TI, o estudo constante se torna essencial, porque tecnologia muda o tempo todo.
"Eu gosto muito do que eu faço e da empresa onde trabalho, mas só no ano passado eu consegui parar em falar sobre demissão. A engenharia de dados cobra muito da gente", diz.
"Parei de pensar em me demitir ao perceber que o mercado desacelerou, pagando menos em outros cargos. E a minha área está em alta e é muito difícil de entrar nela, ou seja, seria perder uma chance muito grande", reflete.
"Então, só pensei que valeria a pena continuar tentando porque a empresa é ótima, meu time, também."
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Quem já conseguiu se qualificar, passa a ficar mais exigente em relação às vagas. Esses profissionais muitas vezes são atraídos por companhias estrangeiras, que pagam em euro ou dólar, permitindo até que a pessoa trabalhe do Brasil.
Esse tipo de oferta mais atraente faz com que o mercado interno tenha dificuldades para reter os talentos.
"Quando vira sênior, você não quer mais trabalhar para companhias brasileiras porque dá para ganhar muito mais recebendo em dólar, e trabalhando do Brasil. Eu já recebi uma proposta para receber US$ 7 mil por mês de uma empresa gringa", diz Gabrielle.
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Adeus ao tijolo, areia e reboco; entenda como é construída a casa impressa em 3D

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Imóvel de 57m² com sala, banheiro, cozinha e dois quartos custa R$ 120 mil. Segundo o Crea, construção deve seguir as mesmas determinações legais que obras tradicionais. Casa impressa em 3D tem 52m²
Grupo Katz/Divulgação
Já imaginou morar em uma casa que não foi construída com tijolo, areia e reboco? Essa realidade já é possível e tem um exemplar à mostra em Nova Lima, na Grande BH. O imóvel foi impresso em 3D e tem acabamentos, louças e mobiliário – e custa R$ 120 mil.
De acordo com a empresa responsável pela construção, a técnica utilizada possibilita a criação de estruturas feitas a partir de microconcreto, matéria-prima que promete garantir mais resistência, durabilidade e economia.
Segundo Daniel Katz, presidente do Grupo Katz e cofundador da Cosmos 3D, empresa responsável pela construção do protótipo, o primeiro imóvel vendido será construído na região da Costa do Descobrimento, na Bahia.
Veja mais fotos da casa impressa em 3D ao final desta reportagem.
Impressão
A impressora usada na construção pesa quase três toneladas e ocupa um espaço de 11,91 metros de comprimento, 6,58 metros de largura e 4,22 metros de altura.
A casa de 57m² tem sala, cozinha, banheiro, dois quartos – ou um quarto e um escritório.
Por ser controlada por um software e um robô, a impressora chama a atenção pelo grau de precisão, reduzindo o desperdício a quase zero.
Neste primeiro modelo foram necessários oito dias para a conclusão da obra, sendo quatro para o processo de impressão, dois para a montagem e outros dois para acabamentos e decorações. Mesmo sendo impressa com tecnologia 3D, a obra precisa de fundação, segundo informou Katz.
“A Cosmos 3D está desenvolvendo o projeto de um prédio de até cinco pavimentos para habitação popular. A impressora oferece infinitas possibilidades de execução, para os mais variados projetos, o que oferece extrema flexibilidade de ideias para os clientes tanto para impressão de casas quanto para mobiliários e afins”, disse.
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Modelo de casa impressa em 3D que custa R$ 120 mil
Grupo Katz/Divulgação
Legislação
O gerente do Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), Nicolau Neder, disse que, independentemente do tipo de obra, de alvenaria ou impressa em 3D, o trabalho tem que seguir determinações legais e da engenharia civil.
Além disso, Neder falou que o projeto arquitetônico precisa sempre de aprovação da prefeitura da cidade onde a obra será realizada.
Na impressão 3D as regras não mudam. É preciso ter os projetos da fundação, arquitetônico, hidrossanitário e de eletricidade (leia mais abaixo).
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Responsável técnico
Para a construção em 3D, Neder explicou que o responsável técnico também é uma das exigências mantidas.
Ele falou ainda que o profissional que executa o projeto e a construtora têm que ser habilitados.
O engenheiro afirmou que todas os projetos de construção civil devem ter segurança, porque a técnica utilizada é de responsabilidade de quem executa o trabalho.
“O profissional habilitado é a garantia de que o serviço será realizado da melhor forma possível”, ressaltou.
O gerente disse também que toda construção deve apresentar projetos complementares, como o de eletricidade e o hidrossanitário (leia mais abaixo).
Projetos
Hidrossanitário
O projeto hidrossanitário engloba toda a distribuição de água fria, água quente, esgoto e água pluvial na edificação. Ele é essencial para que a água que vem da concessionária chegue até as peças de utilização, como chuveiro e torneiras, por exemplo.
Fundação
O projeto de fundação é o responsável por garantir a estabilidade e a segurança da estrutura, seja ela uma casa, um prédio, uma ponte, etc.
Arquitetônico
O projeto arquitetônico ou projeto de arquitetura é a atividade técnica da criação de uma obra de arquitetura.
Eletricidade
O projeto de eletricidade garante a correta instalação elétrica em uma obra. Arquitetos e engenheiros devem seguir uma série de cálculos que são aplicados de acordo com as normas.
Veja fotos da casa
Projeto de casa impressa em 3D é sustentável ambientalmente
Grupo Katz/Divulgação
Banheiro construído em impressão 3D
Grupo Katz/Divulgação
Casa em 3D pode ter dois quartos ou um quarto e um escritório
Grupo Katz/Divulgação
Parede feita em microconcreto e impressa em 3D
Grupo Katz/Divulgação
Veja vídeo de quando a primeira casa de tecnologia 3d foi colocada à venda nos EUA, em 2021:
Primeira casa com tecnologia 3D está à venda nos EUA
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Elon Musk: de onde vem a fortuna do bilionário e quais empresas ele comanda

Elon Musk: de onde vem a fortuna do bilionário e quais empresas ele comanda
Uma das pessoas mais ricas do mundo, Musk ganha dinheiro com empresas de mídia social, aeroespacial, infraestrutura e automotiva. Atualmente, ele tem uma fortuna que se aproxima de US$ 200 bilhões. Elon Musk, presidente-executivo da Tesla, Paris, França 16/06/2023
REUTERS/Gonzalo Fuentes
O nome do bilionário Elon Musk vem ganhando os holofotes no Brasil após ele ter feito postagens na rede social X, antigo Twitter, atacando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ameaçando descumprir ordens da Corte.
Com uma fortuna avaliada em US$ 195 bilhões, Musk é, hoje, a segunda pessoa mais rica do planeta, segundo a Forbes. Ele só está atrás do francês Bernard Arnault, presidente do grupo de luxo LVMH, que administra a Louis Vuitton e a Sephora.
Já na lista da Bloomberg, o bilionário é considerado o terceiro mais rico do mundo, com US$ 186 bilhões, atrás de Arnault e Jeff Bezos, fundador da Amazon.
A riqueza de Musk vem de ao menos seis grandes empresas, como X, Tesla e SpaceX. Ele também teve participação em outras companhias, como a OpenAI, criadora do ChatGPT, que ele acabou deixando em 2018.
A seguir, conheça os negócios de Musk e de onde vem sua fortuna.
🏤 Primeiras empresas de Musk
Seu primeiro empreendimento foi a Zip2, uma empresa que criou em 1995 com seu irmão Kimbal e com o amigo Greg Kouri e que oferecia um diretório para encontrar empresas on-line. Ela foi vendida em 1999 para a Compaq.
Pouco depois dessa venda, Musk fundou a X.com, que era uma empresa de serviços financeiros on-line e de e-mail. Um ano depois de criada, a companhia se fundiu com a Confinity, que tinha um serviço de transferência de dinheiro chamado PayPal – que acabou virando o nome do negócio.
Entusiasta do bitcoin e de outras criptomoedas, ele também já se aventurou pelos ramos de energia solar, do transporte ultrarrápido, da internet via satélite e da neurociência.
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🐦 X, antigo Twitter
O Twitter é a empresa mais recente no portfólio de Elon Musk. A aquisição foi feita em 25 de abril de 2022 e, segundo a agência Reuters, o bilionário pagou US$ 44 bilhões pela rede social. Para levantar esse montante, Musk precisou de empréstimos e vendeu ações da Tesla, que passou a operar em queda na bolsa.
De acordo com a CBC News, estima-se que, hoje, a plataforma vale cerca de 71% menos do que valia quando Musk a comprou, segundo uma avaliação de mercado divulgada em janeiro de 2024.
Antes mesmo de adquiri-la, o empresário já era um usuário frequente do Twitter e, após a aquisição, prometeu "melhorias" na rede social. Segundo ele, a plataforma tinha um "potencial tremendo" e deveria ser uma espécie de "arena" de defesa da liberdade de expressão.
Em maio de 2023, o bilionário escolheu Linda Yaccarino, ex-NBCUniversal, para assumir o cargo de presidente-executiva do Twitter. Musk passou a cuidar das áreas de design de produtos e novas tecnologias.
🚗 Tesla
Desde 2004, Elon Musk é o maior acionista e o presidente-executivo da fabricante de carros elétricos fundada em 2003 pelos engenheiros Martin Eberhard e Marc Tarpenning. Diferente de outras empresas dele, a Tesla está listada na bolsa de valores de Nova York.
Em 2021, era avaliada em cerca de US$ 700 bilhões e chegou, em alguns momentos, a ultrapassar montadoras tradicionais como Ford e General Motors, que têm números de produção e vendas muito maiores.
Musk impulsionou a empresa a ponto de abrir uma fábrica na China, grande consumidora de carros elétricos, além da Alemanha. Com o braço Tesla Energy, a companhia também produz painéis para captação de energia solar.
A Tesla ganhou notoriedade pela adoção de um polêmico sistema de semiautonomia para os carros, o Autopilot, que permite que eles dirijam sozinhos por um certo tempo, desde que o motorista mantenha as mãos no volante. Alguns acidentes e flagrantes de condutores dormindo a bordo desses veículos tornam o recurso bastante controverso até hoje.
🚀 SpaceX
Em 2002, Musk fundou a SpaceX, voltada ao transporte aeroespacial. Ele também é o presidente-executivo da empresa.
A SpaceX se especializou no desenvolvimento e lançamento de foguetes reutilizáveis, algo que não existia na indústria e que pode baratear as viagens.
O primeiro lançamento de um foguete da companhia só aconteceu em 2008. Dez anos depois, a fim de testar seu foguete mais poderoso até então, Musk mandou um carro da Tesla para o espaço.
Depois, passou a enviar satélites e também já transportou gente para fora da Terra. Em 2021, a SpaceX conquistou um marco importante no turismo espacial com o lançamento de 4 pessoas "comuns" à órbita da Terra – que até então só tinha recebido astronautas profissionais.
O ricaço também faz planos para a colonização de Marte com a SpaceX. Para isso, desenvolve supernaves, como a Starship, com a qual realiza testes, ainda sem tripulantes, desde 2023.
Em março, SpaceX fez seu melhor voo teste da Starship, maior nave do mundo
🛰️ Starlink
A Starlink é um braço da SpaceX voltado para fornecimento de internet via satélite.
Nesse segmento, Musk também concorre com Bezos e sua Blue Origin. Ambos trabalham nas chamadas "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. A SpaceX está à frente na corrida e já lançou mais de 1.800 unidades.
A empresa atua inclusive no Brasil, sobretudo na Amazônia. O Ibama já apontou que a expansão da tecnologia de Musk naquela também impulsiona atividades ilegais, como no garimpo.
Quem é Elon Musk?
🧠 Neuralink
A Neuralink é uma startup de neurociência de chips cerebrais cofundada por Musk em 2016. A empresa também tinha como criador o engenheiro Tim Hanson, que trabalhou por dois anos com o bilionário e saiu da empresa em 2018.
O chip produzido pela Neuralink "conectar cérebros a computadores". O objetivo é que, no futuro, pessoas com limitações motoras possam controlar dispositivos eletrônicos, como computadores e celulares, apenas com o pensamento.
Recentemente, Musk noticiou que a Neuralink fez seu primeiro implante de chip em um cérebro humano. A empresa não é a única a investir nesta tecnologia.
O bilionário também tem a ambição de, mais à frente, usar o chip para alcançar a telepatia. Ele diz que isso ajudaria a humanidade a prevalecer em uma suposta guerra contra a inteligência artificial, mas especialistas adiantam que a prática não é viável.
The Boring Company
Musk possui ainda a The Boring Company, que projeta um sistema semelhante a um trem-bala que depende de um túnel modificado para atingir altas velocidades (sistema apelidado de "hyperloop").
Segundo o portal de tecnologia The Verge, a Boring Company começou perfurando em um estacionamento da SpaceX, na Califórnia (EUA). Agora, a empresa tenta promover os seus negócios em outras áreas e já conta com túneis em Los Angeles, Las Vegas e Chicago.
O objetivo da empresa é aliviar e agilizar o tráfego de veículos em grandes cidades. Em 2022, a empresa valia quase US$ 6 bilhões, segundo a CNN norte-americana.
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