Líderes da Câmara decidem mudar o relator e criar grupo para debater novo texto para regulação das redes

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o texto anterior foi 'polemizado' e perdeu condições de ser votado. Líderes partidários da Câmara decidiram em reunião nesta terça-feira (9) mudar o relator do projeto da Regulação das Redes Sociais e criar um grupo de trabalho para debater o assunto.
O primeiro relator do texto foi o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). A avaliação dos líderes é que Silva não conseguiu fazer o debate avançar e deixou seu texto se contaminar por polêmicas. Ainda não está definido quem será no novo relator.
Também não foi estabelecido um prazo para o grupo de trabalho concluir os debates sobre o novo texto.
Com a mudança de relator e a criação do grupo de trabalho, as discussões em torno do projeto devem recomeçar praticamente da estaca inicial.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou após a reunião de líderes que o texto anterior foi "polemizado" e perdeu as condições de ser votado na Casa. "Simplesmente não tem acordo. Não é questão de governo e oposição. É posição individual de cada parlamentar."
"Por mais esforço e consideração que tenhamos pelo relator Orlando, não tivemos tranquilidade e apoio parlamentar para votação no plenário da Câmara", disse Lira. "O texto foi polemizado", completou.
Segundo o presidente da Câmara, o grupo de trabalho funcionará por entre 30 e 45 dias. Na sequência, o projeto seguirá para o plenário da Casa.
A intenção de líderes partidários é que o texto pode se expandir para além dos temas da fake news e legislar também sobre inteligência artificial.
A discussão sobre o projeto de lei (PL) da Regulação das Redes Sociais voltou com força ao Congresso após os ataques do dono do X (antigo Twitter) ao Judiciário brasileiro.
Musk chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ditador e ameaçou descumprir ordens da Justiça e reativar contas bloqueadas no X por terem divulgado informações falsas e ataques às instituições democráticas. Os bloqueios ocorreram no curso de inquéritos dos quais Moraes é o relator.
O atual texto sobre a regulação das redes, que está na Câmara, foi aprovado pelo Senado ainda em 2020. Em 2023, estava prestes a ser votado pelos deputados, mais foi deixado de lado por falta de consenso e pressão das big techs (as grandes empresas das plataformas sociais).
'Gerou uma polêmica muito grande', diz Orlando Silva, ex-relator do PL das Redes Sociais
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na esteira dos ataques de Musk, disse nesta segunda (8) que a regulação é "inevitável". O mesmo defende o governo. A decisão agora está com a Câmara.
O grupo de trabalho deve debater também a regulação da Inteligência Artificial. Esse ponto, atualmente, não está no PL da Regulação das Redes.
Questionado por jornalistas sobre os ataques e ameaças de Musk, Lira disse: "Não tenho nada a comentar sobre isso".
O que prevê o projeto hoje
Com a troca do relator e a retomada dos debates, o PL deve sofrer importantes alterações. Hoje, o texto prevê os seguintes pontos principais:
Responsabilização das redes
A última versão do parecer protocolado por Orlando Silva na Câmara estabelece que as plataformas poderão ser responsabilizadas civilmente por conteúdos criminosos publicados por usuários, desde que seja comprovado que a empresa ignorou riscos e abriu mão de mecanismos de moderação.
A responsabilização também ocorrerá quando os conteúdos criminosos forem veiculados por meio de instrumentos pagos de impulsionamento e publicidade.
As medidas alteram o Marco Civil da Internet, que prevê que os provedores somente poderão ser responsabilizados quando, após ordem judicial, não removerem conteúdos criminosos.
Dever de cuidado
Pelo texto, as empresas devem adotar um protocolo para analisar riscos relacionados às plataformas e seus algoritmos. Essa avaliação deverá abordar, por exemplo, a disseminação de conteúdos contra o Estado Democrático de Direito e publicações de cunho preconceituoso.
A partir dessa análise, as empresas terão de adotar medidas para atenuar os riscos.
O projeto também cria o chamado “dever de cuidado”, que, se ignorado, pode levar à responsabilização da plataforma. O mecanismo determina que os provedores precisam atuar de forma "diligente" para prevenir ou mitigar conteúdos ilícitos veiculados nas plataformas.
A negligência da empresa ou a identificação de riscos pode levar à abertura de um protocolo de segurança. Com o início do procedimento, as plataformas poderão ser responsabilizadas por omissões em denúncias de usuários contra conteúdos criminosos disponíveis nas redes sociais.
A moderação de conteúdo também está prevista no projeto. Segundo o texto, o procedimento deve seguir os “princípios da necessidade, proporcionalidade e não discriminação”. Estabelece, ainda, que as decisões a respeito de publicações devem ser comunicadas aos usuários, com os fundamentos da medida e os mecanismos de recurso.
Decisões judiciais
A proposta estabelece que as plataformas digitais devem cumprir, em até 24 horas, as decisões judiciais de derrubada de conteúdo criminoso.
O descumprimento pode ser punido com multa de até R$ 1 milhão por hora, que pode ser triplicada se o conteúdo tiver sido impulsionado por recursos pagos.
As publicações removidas e os dados de acesso do usuário responsável pelo conteúdo deverão ser armazenados por seis meses.
Segundo o texto, a plataforma deve comunicar às autoridades indícios de ameaças à vida de uma pessoa.
Punições
Além de responsabilizações no Judiciário, as empresas que descumprirem as medidas previstas no texto poderão, por exemplo, ser punidas com:
advertência
multa diária de até R$ 50 milhões
multa de até 10% do faturamento da empresa no Brasil
multa por usuário
multa de até R$ 50 milhões por infração
e suspensão temporária das atividades no Brasil
A proposta também prevê que todas as empresas que tiverem operações no Brasil deverão ter representantes jurídicos no país.

‘Pode ser mais complicado para quem está iniciando’, diz cientista de dados sobre a profissão do momento

Aplicativo do iFood apresenta instabilidade nesta quinta-feira
Setor é fundamental para inteligência artificial, mas ainda faltam pessoas qualificadas e nem todas as empresas têm olhado com atenção para esse universo, segundo quem está na área. 'Pode ser mais complicado para quem está iniciando', diz cientista dados sobre setor
Gustavo Ramos/Arquivo Pessoal
O paraense Gustavo Ramos, de 27 anos, é um cientista de dados, uma das profissões que estão no auge no mundo da TI (tecnologia da informação), principalmente por ser muito ligada à inteligência artificial.
Formado em matemática, ele chegou a dar aulas em uma escola. E o domínio com números e estatísticas contribuiu para o aprendizado e a migração para a ciência de dados, no ano passado.
Enquanto batalha por um emprego fixo, Gustavo aposta em trabalhos remotos e mantém uma comunidade on-line chamada "Açaí com Dados", para troca de ideias sobre o setor e para promover a profissão na Região Norte.
O QUE FAZ? O cientista é responsável por trazer destaques e soluções para a empresa a partir do que é coletado pelo engenheiro de dados. Então, a estatística está muito presente no dia a dia desses profissionais, o que foi favorável para Gustavo.
Cientistas de dados também trabalham mais próximo da inteligência artificial generativa, um tipo de IA capaz de criar novos conteúdos a partir de ferramentas como o ChatGPT. Daí a carreira estar em ascensão.
Dados obtidos pelo g1 com a plataforma de empregos Catho mostram que a média salarial em 2024 para o cientista de dados está em R$ 7.801.
Comparada a outras carreiras da área de dados, como analista e engenheiro, é a que tem uma remuneração maior.
A remuneração de um cientista, em nível intermediário, pode chegar a R$ 18.700 ao mês, aponta um estudo da consultoria Robert Half divulgado no fim de 2023. Para líderes, chega a R$ 24.100.
A luta dos iniciantes
Gustavo ainda luta para chegar a esses patamares. O primeiro "job" em TI foi conquistado ainda em 2023, junto a uma empresa de varejo, onde ele conseguiu tirar R$ 1.200.
Como freelancer, atualmente ganha pouco mais de R$ 2 mil por mês e sonha em ter um emprego com contrato CLT. Mas diz ter dificuldades para encontrar oportunidades, pois muitas empresas preferem contratar quem já tem experiência.
"Na minha situação atual, como eu divido as contas da casa com outra pessoa, o valor me atende bem, mas, claro, eu gostaria de ganhar mais", diz Gustavo.
Para aumentar as chances, o paraense passou a estudar a linguagem de programação Python — uma das mais importantes para a área — e fez curso técnico de ciência de dados.
Uma reportagem do g1 publicada no último domingo (7) deu mais dicas para quem quer entrar na ciência de dados e também em profissões correlatas, como de engenharia e de análise de dados.
"Aqui na minha região, mesmo, não se encontra tanto emprego em dados. Por isso, eu tento procurar oportunidades remotas", conta Gustavo, que mora em Ananindeua, na região metropolitana de Belém.
Ainda faltam investimentos
O matemático também afirma que, mesmo com a área de dados em alta, muitas empresas ainda estão atrasadas no investimento, um cenário que é confirmado por Suelane Garcia Fontes, coordenadora técnica do centro de ciência de dados do Insper.
Segundo ela, existe um movimento das empresas para olharem mais para os dados, mas ainda falta maturidade para o "como investir".
"Muitas (empresas) contratam o cientista e acham que só ele é suficiente. Falta maturidade para entender como estruturar isso dentro da companhia. Às vezes, ela está tão incipiente que não pensa em ter o analista e o engenheiro", explica Suelane.
A coordenadora também destaca o fato de a área ser muito nova e faltarem profissionais qualificados.
"Você precisa estudar e se empenhar bastante porque o setor de tecnologia muda muito rápido. Para crescer (como cientista de dados), é preciso ter conhecimentos mais sólidos", recomenda.
Bruna Zamith, especialista e cientista de dados da Amazon Brasil, alerta sobre a falta de diversidade no mercado. "De alguma forma, os dados deveriam refletir a realidade. Só que, para que eles reflitam a realidade, é preciso diversidade de informações e tem que evitar vieses", diz.
"E, para que isso aconteça, a gente precisa de pessoas diversas trabalhando com dados, o que ainda é inexistente na área", finaliza.
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Nazismo na Alemanha, racismo na Bélgica: outras ações judiciais alvos de comentários de Musk no X em 2024

Aplicativo do iFood apresenta instabilidade nesta quinta-feira
Bilionário, que no fim de semana ameaçou descumprir decisões do STF, também compartilhou fake news sobre sistema eleitoral dos EUA e foi desmentido por autoridades de 3 estados americanos. Elon Musk, em junho de 2023, em Paris, na França
REUTERS/Gonzalo Fuentes
Antes de atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e ameaçar descumprir decisões judiciais, Elon Musk usou o X (antigo Twitter), do qual é dono, para questionar a condenação de um político da Bélgica por compartilhar memes racistas e uma ação que tramita na Justiça alemã contra um político por uso de slogan nazista.
Musk também usou o X para compartilhar uma mensagem falsa sobre o sistema eleitoral dos Estados Unidos, que foi desmentida por governos de três estados.
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Para Pablo Ortellado, professor da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador das redes sociais, os ataques ao STF são mais graves, por embutirem uma ameaça de descumprimento de decisão judicial.
Veja mais sobre os três casos abaixo e, a seguir, a avaliação do especialista.
🔴12 de março: Musk questiona condenação por racismo na Bélgica
O ex-parlamentar e ativista de extrema direita belga Dries Van Langenhove foi condenado a 1 ano de prisão por espalhar conteúdos racistas e nazistas por meio de um aplicativo de conversas.
Os conteúdos, segundo a agência de notícias Associated Press, incluíam piadas macabras sobre diversos temas, da fome na África aos campos de concentração do Holocausto.
“O réu elogiou a ideologia nazista, que causou e continua a causar sofrimento incalculável a inúmeras pessoas. O processo mostrou que ele quer minar a sociedade democrática e substituí-la por um modelo social de supremacia branca”, afirmou o juiz Jan Van den Berghe, segundo a agência de notícias Associated Press.
No dia 12 de março, Musk usou uma publicação do político no X para perguntar se mais alguém havia sido condenado a prisão por "enviar esse meme em um grupo de conversa", e retuitou uma publicação de uma ativista holandesa de extrema direita que chamou a condenação de “tirania total".
Após as postagens do bilionário, o secretário de estado belga para a Recuperação Econômica e Investimentos Estratégicos, Thomas Dermine, respondeu a Musk, ainda no X, que "na Bélgica, o racismo não é uma opinião. É um crime", e acrescentou que "a liberdade de expressão termina onde o ódio começa”.
🔴6 de abril: Musk pergunta 'por que é ilegal' usar slogan nazista
Em 6 de abril, Björn Höcke, líder da ala mais radical do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), escreveu no X que seria julgado na cidade alemã de Halle por uma citação em que, segundo o político, "expressou seu patriotismo incorretamente".
Höcke vai ser julgado por ter usado, em um evento de campanha de 2021, a frase “Tudo pela Alemanha” – lema de um movimento paramilitar nazista, segundo a agência de notícias alemã Deutsche Welle. O político investigado alega que a frase foi “tirada de contexto”.
No mesmo dia, Musk perguntou, também no X: "por que isso é ilegal?"
Na Alemanha, qualquer apologia ao nazismo é crime. O Código Penal alemão proíbe negar publicamente o Holocausto e divulgar propaganda nazista. Isso inclui compartilhar imagens como suásticas, usar um uniforme da SS e fazer declarações apoiando a ideologia nacional-socialista.
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🔴2 de abril: Musk compartilha fake sobre sistema eleitoral dos EUA
Em 2 de abril, Musk compartilhou um post de uma conta anônima que afirmava haver fraude no sistema eleitoral americano.
A mensagem afirmava, falsamente, que havia um crescimento no número de eleitores que se registraram com documentos de identidade sem foto no Texas, no Arizona e na Pensilvânia. O texto indicava que esse seria um caminho para que imigrantes ilegais participassem das eleições nos EUA.
No mesmo dia, Donald Trump – o virtual candidato republicano à Presidência em 2024 – repercutiu o assunto em sua rede social. “Quem são todos aqueles eleitores que se registraram sem documento de identidade com foto no Texas, Pensilvânia e Arizona??? O que está acontecendo???”.
No dia seguinte, a secretária de Estado do Texas, Jane Nelson, desmentiu as alegações e os números divulgados pela conta anônima.
O governo da Pensilvânia também negou o texto falso. “Os dados citados em uma postagem viral em uma mídia social em abril de 2024 NÃO representam o número de eleitores recém-registrados na Pensilvânia, e qualquer afirmação em contrário é falsa”.
Stephen Richer, que faz parte da administração eleitoral do estado do Arizona, também respondeu a Musk, desmentindo os números alardeados.
Musk não se retratou nem apagou o post.
Ataque no Brasil é mais grave, afirma pesquisador
Para Pablo Ortellado, professor da USP e coordenador do Monitor do Debate Político Digital, o ataque de Musk às instituições brasileiras é mais grave do que esses outros três episódios.
Em suas publicações, Musk ameaçou descumprir decisões de Moares, a quem chamou de "ditador brutal", e defendeu o impeachment do magistrado.
Para o pesquisador, nas postagens sobre Alemanha, Bélgica e EUA, Musk "está sendo um tuiteiro, meio troll".
"Aqui [no Brasil], não. Ele deu um passo a mais, ele claramente disse que vai descumprir uma ordem judicial”, ressalta Ortellado.
Para o pesquisador, as ações de Musk nesses casos "tem a ver com a posição da direita com a ideia de que os sistemas constitucionais defendem demais as minorias e limitam as maiorias".
Guga Chacra: por que Musk não critica a China e a Arábia Saudita
Musk já se declarou um "absolutista da liberdade de expressão", e estudos indicam que, após a compra do antigo Twitter pelo bilionário, o discurso de ódio cresceu na plataforma.
Para Guga Chacra, comentarista e mestre em relações internacionais pela Columbia University de Nova York, Musk é hipócrita ao dizer que defende a liberdade de expressão.
"A gente não pode esquecer que ele fabrica a Tesla na China, a China proíbe o Twitter, e ele jamais ousou fazer uma crítica a China", afirmou Chacra ao Estúdio i, da GloboNews. "
"A Arábia Saudita condena as pessoas a [vários] anos e até a décadas na prisão por posts críticos ao esquartejador [príncipe herdeiro da Arábia Saudita] Mohammed bin Salman. O Elon Musk jamais ousou questionar, criticar, citar de forma minimamente negativa o esquartejador Mohammed bin Salman."
Salman é acusado de ser responsável pela morte do jornalista Jamal Khashoggi, que foi esquartejado em 2018 na embaixada da Arábia Saudita na Turquia.
'É um hipócrita que morre de medo das ditaduras da China e da Arábia Saudita', diz Guga Chacra ao analisar polêmica criada por Elon Musk
Veja outras polêmicas de Elon Musk envolvendo autoridades e decisões judiciais

Quais profissionais o Google procura para trabalhar em seu novo centro de engenharia no Brasil

Aplicativo do iFood apresenta instabilidade nesta quinta-feira
Serão abertas vagas em diversos níveis, de estágio a cargos de liderança, como resultado de parceria para ocupar prédio no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo. Escritório do Google em São Paulo
Divulgação/Google
O Google planeja inaugurar seu Centro de Engenharia em São Paulo somente em 2026, mas já tem vagas abertas para o futuro espaço. A empresa não dá um número exato, mas espera contratar centenas de pessoas para cargos que vão do nível de estágio até liderança.
As novas oportunidades incluem as áreas de engenharia de software, segurança, ciência de dados, entre outras. Quem for contratado vai começar a trabalhar em outros escritórios do Google e, posteriormente, poderá ser realocado para o futuro Centro de Engenharia.
O primeiro espaço do tipo da empresa no Brasil, em Belo Horizonte, tem cerca de 200 funcionários.
A expansão da equipe no país é resultado da parceria que o Google firmou para ocupar um prédio de 7.000 m² no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), nos arredores da Universidade de São Paulo (USP).
"Isso é um dos passos na nossa jornada de mostrar que o Brasil é uma potência para talentos de engenharia e chave para o ecossistema global de inovação do Google", disse Alexandre Freire, diretor de engenharia do Google no Brasil e líder do projeto de implantação do novo espaço da empresa em São Paulo.
Em entrevista ao g1, Freire explicou que os profissionais não serão contratados apenas para traduzir produtos da empresa para o português: "Vamos criar coisas aqui no Brasil que depois lançaremos para o resto do mundo".
E o líder de recrutamento da empresa na América Latina, Daniel Borges, destacou o que é valorizado em candidatos nos processos seletivos da companhia.
Os executivos adiantaram que:
🤝 O Google vai contratar profissionais de diversos níveis e prepara um programa de estágio para sua equipe na cidade de São Paulo, bem como vagas exclusivas para pessoas pretas e pardas e pessoas com deficiência – algumas delas estão disponíveis no link goo.gle/vagasBR;
🛠️ Do ponto de vista técnico, a empresa valoriza desenvolvedores que consigam trabalhar em várias posições na área de programação e que entendam conceitos básicos de ciência de computação, como escrever códigos eficientes;
📝 Vagas de engenharia de software exigem habilidades em inglês e experiência com linguagens de programação, além de graduação na área;
👍 Vontade de aprender coisas novas, trabalho em equipe e liderança são alguns dos valores buscados pela área de recrutamento.
Veja mais detalhes sobre os pontos abaixo:
Como será o Centro de Engenharia do Google em SP?
Quais são as vagas disponíveis?
O que o Google procura em profissionais?
Como é o processo seletivo no Google?
E se um candidato não atender aos requisitos?
Como será o Centro de Engenharia do Google em SP?
O Google anunciou em fevereiro o plano de criar na cidade de São Paulo o seu segundo Centro de Engenharia no Brasil – já existe um em Belo Horizonte, inaugurado em 2005, que também foi o primeiro do tipo para a empresa na América Latina.
O espaço na capital paulista será usado principalmente na criação de soluções de privacidade e segurança para o Google, mas também será aberto para pessoas de fora participarem de cursos e treinamentos relacionados a ferramentas da empresa.
A estrutura também será usada para abrigar um espaço de acessibilidade, em que desenvolvedores e autoridades poderão testar ferramentas usadas na internet por pessoas com deficiência e discutir como torná-la mais inclusiva.
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Cientista e engenheiro de dados estão em alta; veja como entrar na área
Quais são as vagas disponíveis?
O Google já tem dezenas de vagas abertas em seu site para trabalhos como cientista de dados e consultor de segurança e privacidade — carreiras que estão em alta no mercado —, engenheiro de software e gerente de produto.
Haverá posições exclusivas para pessoas pretas e pardas e pessoas com deficiência.
A empresa espera ampliar a lista de oportunidades em diversos níveis. "Vamos trazer bastante gente em início de carreira com um programa de estágio que vamos lançar em São Paulo", adiantou o diretor de engenharia Alexandre Freire. "Mas também vamos contratar pessoas em posições de liderança".
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O que o Google procura em profissionais?
Desenvolvedores do Google trabalham principalmente com linguagens de programação TypeScript, Java, C++ e Go. Mas o diretor de engenharia explicou que a empresa busca profissionais capazes de atuar em várias posições.
"No Google, temos um perfil bem generalista. Engenheiro de software deve poder resolver os problemas do stack inteiro [ou 'full stack', nome dado para desenvolvedor que pode atuar em todas as áreas de programação]", disse Freire.
Mais do que saber linguagem e pacote de programação em alta, "o importante é ter a base sólida dos conceitos fundamentais de ciência da computação que não vão sair de moda", disse o executivo.
Uma das qualidades valorizadas pela empresa é a capacidade de criar códigos que não consumam a capacidade de servidores de forma desnecessária. "Na nossa escala, o pessoal precisa saber escrever um algoritmo eficiente e conseguir explicar quanto tempo vai demorar para rodá-lo".
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Programação ainda vale a pena? Dá dinheiro? Profissionais contam como está o setor (e dão dicas)
E a empresa também costuma valorizar características pessoais de seus contratados. "Do meu ponto de vista, duas coisas importantes são a vontade de aprender e não ter medo de desafios que parecem ser impossíveis", disse Freire.
"Tentamos sempre ter impacto enorme em escala inimaginável. Se você entrou aqui, é para resolver problemas grandes para bilhões de pessoas. Tem que estar com essa gana de poder encarar desafios que parecem ser muito grandes".
O executivo destaca ainda que a empresa busca profissionais que demonstrem capacidade de colaboração. "Você deve ser uma pessoa que sabe jogar em time. Pode ser um superespecialista, mas você só vai ter um impacto maior se você trabalhar junto com os seus colegas".
Alexandre Freire, diretor de engenharia do Google no Brasil
Divulgação/Google
Daniel Borges, líder de recrutamento do Google na América Latina, pontuou que a liderança também é uma característica buscada em profissionais de todos os níveis.
"Medimos a liderança por meio da capacidade de resolver problemas de forma autônoma e proativa e conseguir navegar por situações ambíguas. Esses são atributos de Googleyness (termo utilizado para definir características e comportamentos valorizados pelo Google)", afirmou.
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Como é o processo seletivo no Google?
No processo seletivo, o Google busca entender como as experiências dos candidatos se relacionam com o cargo que eles estão buscando, explicou Borges.
"Para vagas de engenharia de software, o Google exige graduação nas áreas de ciências da computação ou engenharia de software, ou experiência prática equivalente, além de habilidades de comunicação em inglês e experiência com linguagens de programação", resumiu.
Para vagas de profissionais de tecnologia da informação (TI), a seleção costuma ter as duas etapas abaixo após o recebimento do currículo:
👤 Contato com o recrutador, que buscam identificar como o candidato lida com resolução de problemas e vivencia seu dia a dia no trabalho
💻 Entrevistas técnicas sobre código e design de sistemas, em que são discutidos temas como estrutura de dados e algoritmos
Imagem de projeto do centro de engenharia do Google em São Paulo, previsto para ser inaugurado em 2026
Divulgação/Google
As exigências variam de acordo com o grau de experiência esperado na vaga. O profissional de nível intermediário "deve ser capaz de conduzir o desenvolvimento e o progresso dos projetos, além de resolver problemas e orientar os membros mais juniores do time".
Já a liderança "deve ser responsável pelos resultados e saber como resolver problemas complexos, ao mesmo tempo em que inspira e influencia os demais".
O Google também conta com esta página, em que oferece detalhes sobre como as contratações são feitas, e um canal no YouTube com dicas sobre cada posição.
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E se o candidato não atender aos requisitos?
A empresa diz que tem um compromisso de aumentar a representatividade em sua força de trabalho ao redor do mundo e, por isso, além de se inscrever em cursos, é possível concorrer a vagas em programas de inclusão do Google.
Um deles é o Prep Tech, que dá a mulheres e/ou pessoas que se declaram pretas, pardas e indígenas um curso preparatório para o processo seletivo na área de engenharia de software. O programa está com inscrições abertas até 12 de maio, e as inscrições podem ser feitas neste link.
O curso será realizado pela internet e vai durar quatro meses. Os selecionados vão estudar dados, algoritmos e inglês, além de acompanhar palestras de funcionários do Google e participar de um programa de mentoria.
Imagem de projeto do Centro de Engenharia do Google em São Paulo, previsto para ser inaugurado em 2026
Divulgação/Google
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Aplicativo do iFood apresenta instabilidade nesta quinta-feira

Aplicativo do iFood apresenta instabilidade nesta quinta-feira
Usuários relatam falhas no serviço do aplicativo de delivery nas redes sociais. Empresa afirma que todos os pedidos e pagamentos afetados estão em tratativa para estorno e nenhum cliente, parceiro ou entregador será prejudicado. Entregador da Ifood
Divulgação
O aplicativo de delivery iFood apresenta instabilidade na tarde desta quinta-feira (11), segundo relatos de usuários nas redes sociais.
Os problemas começaram por voltas das 14h e, uma hora depois, o site Downdetector, que monitora e reúne relatos de problemas no uso de serviços na internet, já registrava mais de 600 reclamações.
Segundo o Downdetector, o principal problema é a finalização de compras, seguido de falhas no aplicativo.
Downdetector mostra falha no iFood nesta quinta-feira
Reprodução
Procurado pelo g1, o iFood confirma que o aplicativo passou por um período de instabilidade na tarde desta quinta-feira e diz que o problema já foi resolvido. "A empresa afirma que todos os pedidos e pagamentos afetados estão em tratativa para estorno e nenhum cliente, parceiro ou entregador será prejudicado."
No X (antigo Twitter), usuários também relatam a instabilidade. Uma pessoa escreveu que fez o pedido, pagou com cartão e já teve o valor debitado da conta, mas o aplicativo diz que o pagamento não foi processado. "Eles não respondem nem devolvem meu dinheiro", disse.
Outras pessoas relatam o mesmo problema. Veja abaixo.
Initial plugin text
Initial plugin text
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Um smartphone sem apps