Lenovo apresenta primeiro tradutor de Libras do mundo desenvolvido com inteligência artificial

Grindr quer promover ‘bairros gays’ digitais com recurso que mostra perfil para outros países
Projeto apresentado no Web Summit, no Rio, foi feito em parceria com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) e usa IA para transformar gestos em texto e áudio. O primeiro tradutor de Libras foi apresentado no Web Summit Rio 2024
O primeiro tradutor simultâneo de Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi apresentado nesta terça-feira (16) durante o Web Summit Rio 2024, evento de tecnologia e inovação que acontece no Rio de Janeiro.
O sistema, que conta com o uso de inteligência artificial (IA) para reconhecer o que está sendo comunicado na linguagem de sinais, foi desenvolvido pela Lenovo em parceria com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), um núcleo de pesquisa e inovação sem fins lucrativos.
A empresa investiu US$ 4 milhões no projeto e já patenteou a tecnologia no país, revela o diretor executivo da Lenovo, Hildebrando Lima, em entrevista ao g1.
Lauro Elias Neto, diretor executivo da Cesar, afirma que o projeto levou cinco anos para ser desenvolvido e o maior desafio foi reunir dados. "Diferente de outras soluções em que você utiliza IA, para este produto, nós não tínhamos uma biblioteca de informações para ensinar a IA a traduzir", diz.
"Nós, então, criamos uma base de informações do zero, com várias pessoas que se comunicam com Libras para conseguir lançar o tradutor", completa Lauro.
Tradutor de Libras foi desenvolvido pela Lenovo em parceria com o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife
Divulgação
A inteligência artificial é a responsável por capturar os movimentos das mãos e dedos e transformá-los em mensagens de texto e áudio em português. Tudo é feito em tempo real.
A demonstração do recurso ao público do Web Summit foi feita usando um notebook, mas o objetivo é que ele esteja em outras soluções, como totens de atendimento ao público e aplicativos para celulares, por exemplo.
Neste primeiro momento, o tradutor estará disponível apenas nos canais de suporte de atendimento ao cliente da Lenovo.
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Embraer abre inscrições para programa de estágio com vagas em todo o Brasil; veja como concorrer

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Ao todo, são 200 vagas ofertadas e podem participar candidatos dos cursos de administração, engenharia e tecnologia da informação. Embraer abre inscrições para programa de estágio com vagas em todo o Brasil; veja como concorrer
Divulgação/Embraer
A Embraer está com inscrições abertas para o seu programa de estágio em todo o Brasil. São 200 vagas disponíveis para início em agosto de 2024.
O anúncio foi feito pela própria empresa durante o Web Summit Rio 2024, maior evento de tecnologia e inovação do mundo, que acontece até o dia 18 de abril no Rio de Janeiro.
As inscrições começaram nesta terça-feira (16) e vão até o dia 10 de maio. Os interessados podem se inscrever neste link — todo o processo seletivo será on-line, segundo a companhia.
Há oportunidades para estágio nos modelos remoto, híbrido ou presencial em diversas áreas, como administração, engenharia e tecnologia da informação (TI) dos níveis técnico e superior, de todas as idades.
A bolsa-auxílio pode variar entre R$1.000 a R$2.400, e depende da quantidade de horas de estágio por semana. Os aprovados também receberão convênio médico e odontológico, vale-transporte, vale-refeição, recesso remunerado e outros benefícios.
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Com mais de 50 milhões de seguidores, a influencer Mari Maria dá dicas de como empreender na internet

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Dona da marca de maquiagens Mari Maria Makeup, a empresária de 31 anos foi uma das convidadas do Web Summit 2024, no Rio. Ao g1, ela contou como começou a empreender e quais são os próximos passos da carreira. Com mais de 50 milhões de seguidores, Mari Maria dá dicas de como empreender na internet
Com mais de 50 milhões de seguidores em suas redes, dona de uma marca que fatura milhões por mês, com produtos em todo o Brasil e uma das influenciadoras mais bem pagas do mundo, Mari Maria é um fenômeno digital brasileiro.
No primeiro dia do Web Summit 2024, nesta terça-feira (16), a dona da marca de maquiagens Mari Maria Makeup afirmou que sonha em levar seus produtos de beleza para o mundo, sem esquecer do seu principal objetivo: melhorar a autoestima das pessoas.
Ao g1, a mineira, que morou em Brasília e hoje vive em São Paulo, justamente para estar mais perto do seu negócio, contou um pouco sobre sua trajetória e deu algumas dicas para quem está começando a empreender.
Com mais de 50 milhões de seguidores, a influencer Mari Maria participa do Web Summit
Divulgação
Dicas da Mari
Forme o seu público
"Eu vou começar com dicas que eu acabei fazendo na minha carreira. Primeira dica é para você conquistar um público. Quando você encontra um público você já sabe porque você vai fazer aquele produto".
Descubra qual produto o seu público quer
"A segunda dica é saber qual produto que vai fazer sentido para o seu público. Quando você cria essa comunidade e oferece esse produto certo, você sabe que vai ter uma comunidade fiel".
Se envolva com o negócio
"A terceira dica é: Esteja dentro do desenvolvimento, viva o seu negócio. É importante você viver aquilo que você acredita. Então você tem que estar ali todo dia. Ser obcecado pelo seu negócio faz muito sentido. Essas são as dicas que não só eu dou pra você como eu dou pra mim todo dia".
Trajetória de sucesso
A carreira como influenciadora digital de Mari Maria teve início em 2014, quando ela começou a fazer seus primeiros vídeos. Influenciada pelo marido, Mari decidiu mostrar na internet como ela fazia suas maquiagens.
"Eu comecei na internet pela minha paixão pela make, muito pelo incentivo do meu marido. Ele via eu me maquiando e falava pra eu gravar vídeos na internet. Um belo dia resolvi gravar", disse.
Grande público para ouvir Mari Maria no Web Summit
Raoni Alves / g1 Rio
Do início quase despretensioso aos primeiros contratos, não demorou muito. Apesar de ser uma época em que os vídeos não tinham o mesmo alcance de hoje, Mari foi notada por algumas marcas do setor depois de fazer tutoriais de maquiagem para cobrir uma de suas marcas registradas, as sarnas no rosto.
"Naquela época, as coisas não viralizavam como hoje. Eu comecei pelo Youtube, fazendo uns vídeos. Mas eles só começaram a viralizar quando eu passei a mostrar como eu cobria as minhas sardas. As marcas começaram a ter interesse na divulgação do meu perfil, por conta dos meus tutoriais".
Poucos anos depois, Mari e o marido, Rudy Loures, viram que aquela ideia poderia ter um potencial de grande negócio. Nessa época, eles decidiram investir em um produto próprio, mas sem deixar de fazer parcerias.
Com alguns bons resultados, a dupla de empresários resolveu então dar mais um passo fora da zona de conforto do casal. Eles deixaram a cidade de Brasília e se mudaram para São Paulo. A ideia era estar mais perto das fábricas que desenvolviam os produtos da Mari.
"Não dava mais para ser só criador de conteúdo. Por muito tempo eu fui criador e eu podia morar onde eu quisesse. As marcas me mandavam os produtos e eu fazia os vídeos. Mas a partir do momento que você faz e desenvolve os produtos você tem que ta nos grandes centros, principalmente perto das fábricas", explicou Mari.
"Meu sonho é conseguir levar a maquiagem brasileira, com fórmulas brasileiras, falar de brasilidade no mercado internacional. E fazer isso com qualidade", apontou Mari Maria.
Mari Maria tem mais de 50 milhões de seguidores
Raoni Alves / g1 Rio
A carreira de Mari explodiu depois da mudança de cidade. A Mari Maria Makeup fechou grandes parcerias com gigantes do setor de cosméticos e passou a expandir suas vendas para todo o Brasil.
Atualmente, a empresa conta com mais de 5 mil pontos de venda, tem parcerias com marcas de shampoo e sapato e um potencial enorme. Contudo, mesmo com a estrada bem pavimentada, os fãs de Mari podem ficar tranquilos que ela não pretende deixar as redes sociais para ocupar apenas o papel de empresária.
"Eu não quero só ser empresária e não aparecer mais na internet. Eu acho que seria ruim para os seguidores e talvez não vendesse mais como eu vendo hoje. Eu acho que tem que fazer sentido", ponderou.
Depois de dez anos de trabalho, Mari Maria segue pensando em como levar seus produtos para mais lugares e como influenciar cada vez mais pessoas.
"Eu to sempre buscando novidades, buscando entender como encaixar, entender meu seguimento, meu público-alvo. É bem complexo, mas meu objetivo é influenciar para que as pessoas possam ter acesso a maquiagens de qualidade. Hoje eu quero ser uma grande influenciadora e grande marca no Brasil e no mundo", projetou a empresária.
"Eu acredito que a maquiagem mexe com a parte interna das pessoas, a autoestima, a confiança e pode mudar a vida de muitas pessoas. Se eu sou parte desse movimento, eu sempre vou buscar novas fórmulas, entender o que existe de novo no mercado e trazer isso de forma democrática", disse a empresária de 31 anos, dona da marca de maquiagens Mari Maria Makeup.

Estudo contraria ideia de que jovens brasileiros fazem parte de faixa etária que mais usa internet

Grindr quer promover ‘bairros gays’ digitais com recurso que mostra perfil para outros países
Pesquisa sobre níveis de conectividade mostra que pessoas entre 10 e 24 anos, que estão na faixa de maior conectividade, não passam de 25%. Desigualdade social é o principal motivo. Pesquisa aponta que jovens brasileiros não são maioria em conexão virtual
Freepik
Jovens brasileiros entre 10 e 24 anos de idade não são maioria entre aqueles que têm uma experiência completa na internet no Brasil. É o que aponta o estudo do Cetic (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação) sobre os níveis de uso da rede no Brasil.
O levantamento apontou deficiências no acesso, na forma de utilizá-la e no alcance da internet no âmbito nacional.
No recorte de faixa etária, o estudo aponta que não é real a ideia de que quanto mais jovem, mais conectada ao mundo virtual a pessoa será.
A coordenadora do estudo, Graziela Castello, explica que a pesquisa contraria a ideia de que a inclusão digital está relacionada a uma possível transição geracional, partindo do que sugere o senso-comum, de os jovens são superconectados.
"Quando entendemos a conectividade como um todo, fica claro que uma parcela importante desse grupo possui condições precárias de conectividade e vai ingressar no mercado de trabalho com uma desvantagem grande", declara.
Segundo ela, a realidade de um jovem que mora na periferia e não tem qualidade na conexão "é muito distinta da de um jovem da mesma idade que tem melhores condições. Essas diferenças potencializam desigualdades já existentes".
Nesse contexto, a pesquisa teve como base 9 indicadores:
custo da conexão domiciliar;
plano de celular;
dispositivos per capita;
computador no domicílio;
uso diversificado de dispositivos;
tipo de conexão domiciliar;
velocidade da conexão domiciliar;
frequência de uso da internet;
locais de uso diversificado.
A partir disso, o levantamento revela que somente 16% e 24% daqueles com idades entre 10 e 15 anos e 16 e 24 anos, respectivamente, preenchem de 7 a 9 desses indicadores, como mostra o gráfico abaixo:
Gráfico sobre níveis de conectividade e dimensão sociodemográfica no Brasil
Fonte: NIC.BR (2023C)
Os níveis mais elevados ocorrem justamente entre os grupos etários de maior incidência no mercado de trabalho – entre 25 e 44 anos.
A pesquisa aponta ainda que 84% da população brasileira de 10 anos ou mais acessa a internet, mas somente 22% dos brasileiros a partir dessa idade têm condições de utilizar a internet de forma satisfatória, enquanto para a maioria (57%), a realidade é menos positiva.

Grindr quer promover ‘bairros gays’ digitais com recurso que mostra perfil para outros países

Grindr quer promover ‘bairros gays’ digitais com recurso que mostra perfil para outros países
Objetivo da empresa é fazer com que usuários possam aproveitar o app para unir a comunidade LGBTQIA+ para 'busca de recomendações, informações, recursos locais'. Chinesa dona do Grindr vende aplicativo por US$ 608 milhões
Aly Song/Reuters
O Grindr, principal app de relacionamento LGBTQIA+, anunciou que deseja ajudar a criar "bairros gays (também chamados de "gayborhoods) em sua plataforma, espaços em que pessoas podem interagir com segurança.
Parte das comemorações de 15 anos do aplicativo, a novidade foi apresentada no Web Summit Rio 2024, maior evento de tecnologia e inovação do mundo. Ela vai envolver algumas mudanças no aplicativo, começando pelo recurso batizado de Roam.
O Roam do Grindr permite ao usuário exibir seu perfil em outros países antes mesmo de viajar. Já em testes e prevista para ser lançada globalmente no terceiro trimestre, a funcionalidade é parecida com o que existe em aplicativos como Tinder e Bumble.
Segundo o presidente-executivo do Grindr, George Arison, o recurso vem para aprimorar laços entre a comunidade e fazer com que o app também seja usado para outros tipos de conexões: "busca de recomendações, informações, recursos e um senso de conexão".
"Em breve, vamos anunciar a nossa nova declaração de missão já com o propósito dos bairros gays e teremos outras novidades exclusivas para eles", conta George Arison em entrevista ao g1.
Com 50 milhões de seguidores, influencer Mari Maria dá dicas de como empreender na internet
Por que o Grindr quer criar bairros gays?
O Grindr afirma que, durante muito tempo, a comunidade LGBTQIA+ se conectou fisicamente em várias cidades do mundo criando os "gayborhoods" ("bairros gays" na tradução).
O objetivo era fazer com que pessoas da comunidade pudessem se conectar livremente e em segurança, explicou Arison em sua palestra.
"Quando as pessoas se assumiam como gay, por exemplo, elas queriam estar cercadas de gente como elas, frequentando locais em que elas se sentem bem e para conhecer novas pessoas. Mas nem todo mundo tem ou teve essa oportunidade em suas regiões. O Grindr quer ajudar elas nisso", diz George Arison.
Apesar da nova proposta, a empresa ressalta que não quer mudar a ideia principal da plataforma, que é um ser um app de relacionamento, assim como o Tinder.
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George Arison, CEO do Grindr no Web Summit Rio 2024
Darlan Helder/g1
O primeiro tradutor de Libras foi apresentado no Web Summit Rio 2024
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