O que aconteceu com o TikTok na Índia após país proibir a plataforma

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A experiência indiana pode servir de exemplo para os Estados Unidos, onde foi sancionada uma lei que abre caminho para o aplicativo ser banido no país. Por que o TikTok pode ser banido dos Estados Unidos?
Há quatro anos, a Índia era o maior mercado do TikTok.
O aplicativo contava com uma base de 200 milhões de usuários, subculturas em expansão e, muitas vezes, oportunidades de mudança de vida para criadores de conteúdo e influenciadores.
O TikTok parecia imbatível — até que as tensões latentes na fronteira entre a Índia e a China eclodiram em uma onda de violência mortífera.
Após o conflito na fronteira, o governo indiano proibiu o aplicativo em 29 de junho de 2020. Praticamente da noite para o dia, o TikTok desapareceu.
Mas as contas e os vídeos indianos do TikTok ainda estão online, parados no tempo em que o aplicativo tinha acabado de emergir como um gigante cultural.
De certa forma, a experiência indiana pode ser um vislumbre do que pode vir pela frente nos Estados Unidos.
Em 24 de abril, o presidente americano Joe Biden, sancionou um projeto de lei que pode acabar banindo o TikTok do país, após anos de discussões sobre os riscos de segurança do aplicativo.
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Getty Images via BBC
A lei exige que a empresa proprietária do TikTok, a Bytedance, venda sua participação no aplicativo nos próximos nove meses — com um período adicional de três meses de tolerância — ou enfrentará uma possível proibição no país.
A Bytedance afirma que não tem intenção de vender a plataforma de rede social — e prometeu contestar a legislação na Justiça.
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Banir um aplicativo de rede social deste porte seria algo sem precedentes na história da tecnologia americana, embora a batalha judicial que vem pela frente torne o destino do TikTok incerto.
A experiência indiana mostra o que pode acontecer quando um grande país elimina o TikTok dos smartphones dos seus cidadãos.
Mas a Índia não foi o único país a adotar esta medida — em novembro de 2023, o Nepal também anunciou a decisão de banir o TikTok, e o Paquistão implementou uma série de proibições temporárias desde 2020.
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Uma exposição inédita
Enquanto os 150 milhões de usuários do aplicativo nos EUA navegam à espera do que pode acontecer, a proibição do TikTok na Índia mostra que os usuários se adaptam rapidamente — e que quando o TikTok morre, grande parte de sua cultura morre com ele.
A conta de Sucharita Tyagi, uma crítica de cinema que vive em Mumbai, tinha 11 mil seguidores quando o TikTok desapareceu da noite para o dia — e alguns dos seus vídeos acumulavam milhões de visualizações.
"O TikTok era gigante. As pessoas se reuniam em todo o país, dançando, fazendo esquetes, postando sobre como administravam suas propriedades agrícolas em pequenos vilarejos nas montanhas", diz Tyagi.
"Havia um grande número de pessoas que de repente tiveram esta exposição, algo que sempre havia sido negado a elas, mas era finalmente possível”.
O aplicativo foi um fenômeno particular devido à forma como seu algoritmo ofereceu oportunidades aos usuários rurais da Índia. Eles conseguiram encontrar um público e até mesmo alcançar status de celebridade, o que não era possível em outros aplicativos.
"Democratizou a reação ao conteúdo pela primeira vez", avalia Prasanto K Roy, escritor e analista de tecnologia baseado em Nova Déli.
“Começamos a ver muitas destas pessoas de zonas rurais, bem abaixo na escala socioeconômica, que nunca sonhariam em conseguir seguidores ou ganhar dinheiro com isso. E o algoritmo de descoberta do TikTok entregaria isso aos usuários que quisessem ver. Não havia nada parecido em termos de vídeos hiperlocais."
O TikTok tem um significado cultural semelhante nos EUA, onde comunidades de nicho prosperam, e um número incalculável de pequenas empresas e criadores de conteúdo baseiam seu sustento no aplicativo.
Este tipo de sucesso é menos comum em outras plataformas de rede social. O Instagram, por exemplo, geralmente é mais voltado ao consumo de conteúdo de perfis com muitos seguidores, enquanto o TikTok dá uma ênfase maior em incentivar usuários comuns a postar.
Não foi só o TikTok
Quando o TikTok ficou offline na Índia, o governo proibiu também outros 58 aplicativos chineses, incluindo alguns que atualmente estão ganhando popularidade nos EUA, como o aplicativo da gigante de moda Shein.
Com o passar dos anos, a Índia proibiu mais de cem aplicativos chineses, embora uma versão indiana da Shein tenha sido colocada no ar novamente, após negociações recentes.
Algo do tipo poderia acontecer nos EUA. A nova lei abre um precedente, e cria um mecanismo para que o governo americano elimine outros aplicativos chineses.
As preocupações em relação à privacidade e segurança nacional manifestadas pelos políticos sobre o TikTok também podem se aplicar a uma série de outras empresas.
E quando se proíbe um aplicativo popular, outros podem tentar preencher este espaço.
"Assim que o TikTok foi banido, abriu-se uma oportunidade multibilionária", explica Nikhil Pahwa, analista de políticas tecnológicas indiano e fundador do site de notícias MediaNama.
"Várias startups indianas foram lançadas ou turbinadas para preencher esse vazio."
Durante meses, o noticiário de tecnologia indiano foi inundado por notícias sobre estas novas empresas de rede social, com nomes como Chingari, Moj e MX Taka Tak.
Algumas obtiveram sucesso inicial, atraindo ex-estrelas do TikTok para suas plataformas, garantindo investimentos e até apoio governamental. Isso fragmentou o mercado indiano de redes sociais, à medida que os novos aplicativos disputavam a hegemonia — mas a febre do ouro pós-TikTok não durou muito.
Em agosto de 2020, poucos meses após a proibição do TikTok, o Instagram lançou seu feed de vídeos curtos, os famosos Reels. O YouTube seguiu o exemplo com os Shorts, vídeos no estilo TikTok, um mês depois.
O Instagram e o YouTube já estavam entrincheirados na Índia, e o exército das novas startups não tinha a menor chance.
"Houve muito burburinho em torno de alternativas ao TikTok, mas a maioria desapareceu no longo prazo", diz Prateek Waghre, diretor executivo da internet Freedom Foundation, um grupo ativista indiano.
"No fim das contas, quem mais se beneficiou provavelmente foi o Instagram."
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Getty Images via BBC
Não demorou muito para que muitos dos principais criadores de conteúdo do TikTok indiano e seus seguidores, migrassem para os aplicativos da Meta e do Google, e muitos obtiveram sucesso semelhante.
Geet, uma influenciadora indiana que atende apenas pelo primeiro nome, ficou famosa no TikTok ensinando "inglês americano", dando conselhos de vida e fazendo discursos motivacionais. Ela tinha 10 milhões de seguidores em três contas diferentes quando o TikTok foi banido.
Em entrevista à BBC em 2020, Geet compartilhou que estava preocupada com o futuro da sua carreira. Mas quatro anos depois, ela conseguiu reunir quase cinco milhões de seguidores no Instagram e no YouTube.
No entanto, os usuários e especialistas com quem a BBC conversou dizem que algo se perdeu na transição pós-TikTok. O Instagram e o YouTube podem ter captado o tráfego do TikTok, mas não foram capazes de reproduzir a sensação do TikTok indiano.
"O TikTok tinha um tipo de base de usuários comparativamente diferente no que diz respeito aos criadores de conteúdo", afirma Pahwa.
"Havia agricultores, pedreiros e pessoas de cidades pequenas subindo vídeos no TikTok. Não se vê tanto isso no Shorts, do YouTube, e no Reels, do Instagram. O mecanismo de descoberta do TikTok era muito diferente."
Se o TikTok for proibido nos EUA, é possível que o destino das redes sociais americanas siga um caminho semelhante ao da Índia.
Quatro anos após a proibição na Índia, o Instagram e o YouTube já estão estabelecidos como plataformas para vídeos curtos. Até mesmo o LinkedIn está testando um feed de vídeo no estilo TikTok.
Os concorrentes do aplicativo provaram que não precisam recriar a cultura do TikTok para ter sucesso.
É provável que o conteúdo americano hiperlocal e de nicho desapareça, assim como aconteceu na Índia. Na verdade, as repercussões culturais nos EUA seriam muito mais significativas.
Quase um terço dos americanos com idade entre 18 e 29 anos acessa notícias pelo TikTok, de acordo com um levantamento do Pew Research Center.
Os EUA têm menos usuários de TikTok do que a Índia tinha no seu apogeu (200 milhões), mas a nação asiática tem uma população de 1,4 bilhão de habitantes. O TikTok tem supostamente 170 milhões de usuários nos EUA, mais da metade da população do país.
"Quando a Índia baniu o TikTok, o aplicativo não era o gigante que é agora", diz Tyagi.
"Ele se transformou em uma revolução cultural nos últimos anos. Acho que proibi-lo agora nos EUA teria um impacto muito maior."
Além disso, a resposta do TikTok a uma eventual proibição nos EUA já se mostrou diferente. A empresa prometeu contestar a nova lei do governo americano em uma batalha jurídica, que pode chegar à Suprema Corte do país. O TikTok poderia ter entrado com um processo semelhante após a proibição na Índia, mas optou por não fazer isso.
"As empresas chinesas têm boas razões para hesitar em recorrer aos tribunais da Índia contra o governo indiano", afirma Roy.
"Não acho que eles seriam muito solidários."
Além disso, a proibição na Índia foi imediata, entrando em vigor em questão de semanas. O recurso judicial do TikTok nos EUA pode embargar a lei durante anos, e não há certeza de que a legislação vai resistir a uma batalha nos tribunais.
Há também uma chance muito maior de que a proibição do TikTok nos EUA desencadeie uma guerra comercial.
"Acho que existe uma possibilidade clara de retaliação por parte da China", diz Pahwa.
A China condenou a Índia por banir o TikTok, mas ainda não houve qualquer retaliação ostensiva. Os EUA podem não ter tanta sorte.
Há uma série de razões para a resposta da China à proibição indiana. Uma delas é o fato de a indústria tecnológica da Índia ser praticamente inexistente na China. A indústria tecnológica dos EUA, por outro lado, oferece várias oportunidades para um ataque recíproco. A China já lançou um esforço para "deletar os EUA", e substituir a tecnologia americana por alternativas nacionais. A proibição do TikTok poderia acelerar este projeto.
"A proibição do TikTok foi repentina", lembra Tyagi. "No meu caso, não foi tão grave, eu só estava usando o aplicativo para promover meu outro trabalho. Mas me pareceu estranho e injusto com muitas pessoas, especialmente aquelas que estavam realmente ganhando dinheiro e fazendo negócios com as marcas."
Perder o TikTok não afetou o ganha pão de Tyagi, mas tirou seu acesso à conta. Quer dizer, até ela fazer uma viagem aos EUA.
"Quando visitei os EUA, fiquei surpresa ao ver que meu perfil ainda estava ativo", diz Tyagi.
Foi como uma viagem no tempo. Ela até postou alguns vídeos. A maioria dos seguidores dela não foi capaz de ver os vídeos em seu país, claro, mas ela conseguiu um pequeno engajamento de indianos que moram no exterior.
"Estas milhões de contas ainda existem", observa Tyagi.
"É interessante ver que o TikTok as manteve. Me pergunto se eles esperam que a Índia os deixe voltar."
Leia a íntegra desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.

Google, Microsoft e Amazon têm cursos gratuitos de TI para mulheres e indígenas; veja como se inscrever

Proibição do WhatsApp não impede que ‘dezenas de milhões’ usem app onde ele é banido, diz chefe da empresa
Empresas estão oferecendo oportunidades para quem deseja estudar áreas como engenharia de software, computação em nuvem, inteligência artificial e análise de dados. Todos elas oferecem certificado após a conclusão. Divina Naiara Vitorino, profissional de segurança da informação.
Fábio Tito/g1
As big techs Google, Microsoft e Amazon anunciaram que estão com vagas abertas para cursos gratuitos de tecnologia da informação (TI) voltados para mulheres, indígenas e pessoas vulneráveis em todo o Brasil.
As oportunidades oferecidas são para aqueles que têm interesse em ingressar no universo da engenharia de software, computação em nuvem, inteligência artificial, análise de dados, GitHub e linguagem Python.
No caso da Microsoft, a empresa está com quatro cursos com inscrições abertas, todos exclusivos para mulheres e transgênero.
Vale ressaltar que as três empresas oferecem certificação após a conclusão das atividades. Veja a seguir quais os requisitos e como se inscrever:
Google
➡️ Engenharia de dados: chamado de Prep Tech, o programa do Google e da plataforma de educação Ada tem duração de 4 meses e aborda temas como algoritmos e estrutura de dados. Segundo o Google, o curso será on-line e os selecionados terão ainda a oportunidade fazer aulas de inglês. "As pessoas selecionadas também terão a oportunidade de assistir a palestras de funcionários do Google, participar de um programa de mentoria e receber dicas sobre o processo de entrevista", disse a empresa.
O programa Prep Tech é exclusivo para mulheres e pessoas que se autodeclaram pretas, pardas ou indígenas. Ao todo, são 254 vagas e os interessados podem ser inscrever neste link. Para participar, o Google exige conhecimento intermediário de inglês, experiência profissional de cinco anos em programação, ou três anos caso a pessoa tenha formação em física, matemática ou sistemas de informação.
Amazon
➡️ Computação em nuvem: dedicado para pessoas vulneráveis e grupos sub-representados no mercado de tecnologia, o programa gratuito da Amazon e da Escola da Nuvem é focado em funções básicas de nuvem, abordando operações, suporte de infraestrutura, segurança e programação. As inscrições estão abertas neste link.
"Os cursos são abertos a pessoas de todo o país, sem necessidade de conhecimento prévio de nuvem ou outras tecnologias", diz a empresa.
Microsoft
➡️ "Elas na IA": em sua 7ª edição, o curso capacita mulheres que desejam trabalhar com inteligência artificial. Ele dura 4 semanas e aborda temas como IA generativa, machine learning, responsabilidade de AI, entre outros. No total, são disponibilizadas 5 mil vagas para participantes, e as inscrições vão até o dia 3 de maio neste link. É recomendado conhecimento básico de nuvem, programação e Python.
➡️ Bootcamp de análise de dados: para quem deseja trabalhar com dados, o treinamento tem duração de 6 meses e explora módulos de visualização de dados, estatística e modelos regressivos, business intelligence, computação em nuvem e mais. São 150 vagas disponíveis e as inscrições vão até o dia 17 de maio  neste link. Para aproveitar ao máximo o curso, é necessário ter conhecimentos em programação e Python, além de disponibilidade para acompanhar as aulas semanais ao vivo.
➡️ Back-end Python: as aulas on-line têm duração de 4 meses e as mulheres selecionadas poderão estudar os seguintes tópicos: conceitos da linguagem, banco de dados, frameworks de desenvolvimento web, inteligência artificial e mais. São apenas 70 vagas oferecidas e as inscrições vão até o dia 22 de maio neste link. As interessadas precisam ter conhecimento básico em programação e GitHub.
➡️ GitHub 4 Women: a mentoria tem 5 mil vagas abertas para quem deseja se aventurar por fundamentos de GitHub, GitHub Copilot e Codespaces. "Ao término do curso, um exame avaliará as participantes e as 100 melhores receberão um voucher para realizar a certificação GitHub Foundations de forma gratuita", disse a Microsoft. É recomendado conhecimento básico em nuvem, controle de versão e desenvolvimento de software. As inscrições podem ser feitas neste link.
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É #FAKE que o plantão da Globo anunciou que Elon Musk daria internet grátis para todos os brasileiros

Proibição do WhatsApp não impede que ‘dezenas de milhões’ usem app onde ele é banido, diz chefe da empresa
O vídeo é falso. Nunca houve um plantão da Globo com essa informação. O áudio que imita a voz de William Bonner foi gerado por meio de inteligência artificial, segundo duas ferramentas de verificação. Facebook classificou post como "falso". Circula nas redes sociais um vídeo que imita o plantão da Globo segundo o qual o bilionário Elon Musk "acaba de anunciar" que o serviço Starlink, de internet via satélite, será disponibilizado gratuitamente para todos os brasileiros. É #FAKE.

g1
No vídeo, uma voz imita o apresentador William Bonner, do Jornal Nacional, e diz: "Elon Musk acaba de anunciar que o serviço Starlink será disponibilizado gratuitamente para todos os brasileiros. A internet é de alta velocidade e atende as áreas mais remotas do país. Com essa decisão de Elon Musk, ele não apenas derruba as barreiras de acesso à informação, mas também começa um novo capítulo na história da tecnologia brasileira promovendo um futuro mais igualitário onde todos terão acesso gratuito à internet de alta qualidade. Para ter acesso à sua antena e aproveitar de uma internet totalmente gratuita basta responder apenas cinco perguntas no link abaixo disponibilizado pelo Elon Musk. Responda agora e garanta a sua. As unidade são limitadas para algumas regiões."
O vídeo é falso. Nunca houve um plantão da Globo com essa informação. O áudio que imita a voz de William Bonner foi gerado por meio de inteligência artificial, segundo duas ferramentas de verificação.
A mensagem oferece um link de "saiba mais" para uma página falsa que imita a aparência do g1, onde o leitor é estimulado a digitar seu CPF. Depois de algumas telas, em que a página pergunta em qual presidenciável votou e diz que o Brasil está sendo censurado, o leitor é convidado a clicar para "resgatar seu Starlink".
A página então pede endereço e calcula um frete de R$ 46,87 a ser pago via PIX, em nome de uma intermediadora de pagamentos, alvo de reclamações de golpe no ReclameAqui e no Tribunal de Justiça de São Paulo. A página autora do anúncio no Facebook também é alvo de reclamações de golpe e de pedidos de devolução de dinheiro.
Nesta terça-feira (30), o Facebook classificou o post como "Informação falsa. Checada por verificadores de fatos independentes." Procurada pelo Fato ou Fake, a Meta não se manifestou.
O serviço Starlink é cobrado, segundo o site da empresa. A página do Starlink acessada em 30 de abril de 2024 oferece internet para residências por R$ 1 mil pelo equipamento e mais R$ 184 mensais, além de um teste gratuito de 30 dias por meio de reembolso.
Uma busca pelas palavras Starlink e Brasil no perfil de Musk no X não aponta manifestação dele sobre anúncio de que o serviço Starlink será disponibilizado gratuitamente para todos os brasileiros.
A Starlink é uma divisão da SpaceX. O Fato ou Fake procurou a assessoria da Spacex para falar sobre o conteúdo viral, mas não recebeu retorno até o fechamento dessa checagem.
É #FAKE que plantão da Globo publicou que Elon Musk anunciou internet gratuita para todos os brasileiros
Reprodução
Fato ou Fake Explica:
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

TikTok lança curso gratuito que ensina pequeno empreendedor a crescer na plataforma

Proibição do WhatsApp não impede que ‘dezenas de milhões’ usem app onde ele é banido, diz chefe da empresa
Com videoaulas sobre marketing, criação de conteúdo, monetização e mais, projeto é voltado principalmente para moradores de favelas, mas qualquer pessoa pode se inscrever. Paty Toledo é uma das professoras do "Cria que Cria", do TikTok
Divulgação
O TikTok está com inscrições abertas para um curso online e gratuito que ensina pequenos empreendedores e criadores de conteúdo a impulsionarem seus negócios por meio das ferramentas da plataforma.
É o “Cria que Cria”, um projeto com 25 mil vagas montado em parceria com a Digital Favela, empresa focada em influenciadores de favela, e realizado pela SoulCode Academy, que promove cursos de tecnologia.
A partir da inscrição no site do programa, o participante tem acesso às 25 horas do curso, com videoaulas sobre marketing, criação de conteúdo, monetização, como identificar seu nicho, como usar o TikTok para divulgação, etc.
Os inscritos poderão assistir às aulas nos dias e horários que desejarem, até o dia 31 de julho. E, apesar de o projeto ter sido criado principalmente para moradores de favelas, qualquer pessoa pode participar.
“O conteúdo do curso é tão democrático, tem uma linguagem tão simples, que a gente acaba falando com todos os pequenos empreendedores”, afirma Carmela Borst, CEO e fundadora da SoulCode Academy.
Desde o lançamento, mais de 19 mil pessoas se inscreveram, segundo a organização. Ao final da experiência, os participantes recebem um certificado de conclusão.
Por que para a favela?
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Data Favela em 2023 apontou que, das quase 18 milhões de pessoas que vivem nessas comunidades no Brasil, 5,2 milhões já empreendem e 6 milhões sonham em empreender.
Paralelamente, 82% dos usuários do TikTok dizem que descobriram uma pequena ou média empresa na plataforma antes de vê-la em outro lugar, mostra uma pesquisa da plataforma conduzida pela InSites Consulting no ano passado.
Assim, a ideia do “Cria que Cria” é atrair empreendedores da favela para o TikTok, para que eles possam aumentar a visibilidade dos seus negócios e serviços, gerando um real impacto econômico, afirma Carolina Bacarat, diretora de marketing do TikTok.
“Então, nosso plano de comunicação está usando veículos locais da favela para divulgar o programa, para convidar as pessoas onde elas estão. E a gente só vai conseguir trazer esse impacto com os nossos parceiros que têm propriedade para falar com esse público”, diz.
Os professores do projeto também são criadores de conteúdo que começaram na favela, explica Carmela, da SoulCode. “Tivemos o cuidado de trazer pessoas diversas que sentem e vivem essa realidade. Então, o empreendedor assiste e se reconhece”, conta.
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Proibição do WhatsApp não impede que ‘dezenas de milhões’ usem app onde ele é banido, diz chefe da empresa

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Como muitos aplicativos ocidentais, o WhatsApp é proibido no Irã, na Coreia do Norte e na Síria. No mês passado, a China juntou-se à lista daqueles que proíbem os usuários de acessar a plataforma.
Logotipo WhatsApp
GETTY IMAGES
"Dezenas de milhões" de pessoas estão usando soluções técnicas para acessar secretamente o WhatsApp em países onde ele é proibido, disse Will Cathcart, diretor da plataforma de mensagens, que pertence ao grupo Meta.
"Você ficaria surpreso com quantas pessoas descobriram um jeito", afirmou à BBC News.
Como muitos aplicativos ocidentais, o WhatsApp é proibido no Irã, na Coreia do Norte e na Síria.
No mês passado, a China juntou-se à lista daqueles que proíbem os usuários de acessar a plataforma segura.
Outros países, incluindo Catar, Egito, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, restringem recursos como chamadas de voz.
A empresa, no entanto, consegue ver onde seus usuários estão, devido aos seus números de telefone registrados.
"Temos muitos relatos de pessoas que usam o WhatsApp e o que podemos fazer é olhar para alguns dos países onde estamos bloqueados e ainda ver dezenas de milhões de pessoas se conectando ao WhatsApp", disse Cathcart à BBC News.
A China ordenou que a Apple impedisse que usuários chineses de iPhone baixassem o WhatsApp da loja online em abril, uma medida que Cathcart chama de "lamentável" – embora o país nunca tenha sido um grande mercado para o aplicativo.
Os usuários de Android conseguem baixar o WhatsApp sem usar as lojas oficiais.
Para outros lugares, Cathcart disse que a ascensão das redes privadas virtuais (VPNs) e do serviço proxy do WhatsApp, lançado em junho passado, ajudou a manter o WhatsApp acessível em lugares onde ele é bloqueado.
Assim como o WhatsApp e o Signal — ambos criptografados de ponta a ponta, para que apenas o remetente e o destinatário possam ler o conteúdo —, a China também baniu o Telegram e exigiu a remoção do aplicativo de microblog Threads.
Cathcart falou à BBC no último dia do evento World Service Presents sobre liberdade na Internet.
Ele disse que sempre considerou a exportação de plataformas tecnológicas ocidentais algo fundamental para a difusão dos valores da democracia liberal.
Mas admite que esse poder está diminuindo, juntamente com os ideais ocidentais de uma Internet livre e aberta.
"Certamente está sob ameaça — e acho que é uma luta", disse Cathcart à BBC News.
"Temos muito orgulho no fato de estarmos fornecendo comunicação privada segura, livre de vigilância de governos autoritários, ou mesmo de censura governamental, a pessoas de todo o mundo que de outra forma não a teriam.
"Mas é uma ameaça constante e uma batalha constante."
Cathcart se disse preocupado com uma série de medidas de diferentes governos, inclusive no Reino Unido, para proibir a criptografia de ponta a ponta e permitir que a polícia leia as mensagens de suspeitos de crimes.
"Infelizmente, não creio que esse debate tenha acabado", disse ele à BBC News.
"As pessoas se preocupam com a privacidade, mesmo se não entendem de criptografia de ponta a ponta, do que ela é e como funciona. E essa é uma das razões pelas quais temos que falar tanto sobre isso, para sermos realmente claros sobre o que isso significa e o que está em jogo."
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