O que são chaves de acesso e por que elas podem pôr fim ao login com senha em apps e redes sociais

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Tecnologia permite entrar em várias plataformas on-line sem a necessidade de digitar e-mail e senha. Muitas empresas já oferecem esse método gratuitamente, mas especialistas dizem que a adoção massiva ainda pode demorar. O que são chaves de acesso e por que elas podem pôr fim ao login com senha em apps e redes sociais
Onur Binay/Unsplash
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Imagina fazer login em sites de compras e em redes sociais sem precisar digitar e-mail e senha? Parece coisa do futuro, né? Mas isso já é possível graças às chaves de acesso (ou passkeys, em inglês).
Atualmente, essa tecnologia está disponível gratuitamente, ela promete ser mais segura e pode pôr fim aos logins que conhecemos hoje, segundo especialistas.
Várias empresas, incluindo as gigantes da tecnologia, defendem o uso das chaves de acesso e já começaram a introduzir esse mecanismo em seus serviços. É o caso de Apple, Microsoft, Meta, X (ex-Twitter), PlayStation, Amazon, Nintendo e TikTok, para citar algumas.
O WhatsApp, por exemplo, que é de propriedade da Meta, liberou na última semana o login por chave de acesso no seu app para iPhone. A função já estava disponível para Android desde 2023.
O g1 conversou com um especialista em tecnologia e inovação e com uma profissional especializada em identidades e acessos para entender como as passkeys funcionam, se elas são realmente seguras e se decretarão o fim das senhas.
🔑 O que são chaves de acesso (passkeys)? É uma tecnologia que permite fazer login em sites, aplicativos e redes sociais sem digitar a senha. Em vez disso, você desbloqueia suas contas usando apenas a impressão digital, o reconhecimento facial ou o PIN (código) do seu celular, por exemplo.
Exemplificando: com as passkeys, você pode fazer login no Facebook usando apenas o Face ID (reconhecimento facial) no seu iPhone, sem precisar digitar e-mail e senha. Ou, então, entrar na sua conta do Gmail usando apenas a impressão digital do seu celular Android.
"As pessoas não precisam mais se preocupar em lembrar senhas exclusivas ou em usar identificadores fáceis de adivinhar, como nomes ou aniversários", explica a Amazon, que já oferece esse tipo de credencial.
🤔 Elas vão acabar com as senhas comuns?
As empresas que adotam as chaves de acesso esperam que, em algum momento no futuro, os logins convencionais sejam extintos. O Google, por exemplo, defende que "continuará incentivando a indústria a migrar para essa tecnologia – tornando as senhas uma raridade e, eventualmente, obsoletas".
"Existe uma grande possibilidade, mesmo, porque elas são mais convenientes e há um movimento expressivo para adoção de grandes empresas e aplicativos", diz Micaella Ribeiro, especialista em identidades e acessos da IAM Brasil.
Já para o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja, essa mudança massiva é muito pouco provável porque o combo de usuário e senha ainda domina amplamente todos os tipos de sistemas, ou seja, a migração 100% não deve ocorrer tão cedo.
"A senha já está enraizada no dia a dia. Porém, nada impede que no futuro a chave de acesso seja dominante, já que ela envolve métodos mais seguros de autenticação", afirma.
🔐 Mas elas são mais seguras?
Especialistas consultados pelo g1 dizem que sim. Isso porque as chaves de acesso oferecem um nível de segurança maior em razão da sua natureza única e exclusiva.
Ao contrário dos métodos tradicionais de autenticação que dependem de senhas, as chaves de acesso impedem uma variedade de invasões, como ataques de phishing, explica Micaella Ribeiro.
"Elas podem até evitar ataques mais elaborados, como clonagem do chip da vítima, que faz com que a verificação em dois fatores chegue nos dois dispositivos, implicando na possibilidade de o invasor ter acesso à conta de redes sociais, aplicativos diversos e até contas bancárias", diz Micaella.
"A segurança se torna ainda maior quando as passkeys estão combinadas com outros métodos de autenticação, como a de dois fatores, tornando o acesso ainda mais seguro", finaliza Igreja.
VÍDEO: Como criar uma senha forte?
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Um smartphone sem apps
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Por que música de nova propaganda da Coreia do Norte viralizou no TikTok

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Uma música elogiando Kim viciou o TikTok – mas especialistas dizem que ela pode estar escondendo algo mais complexo. Kim Jong Un: o que vídeos de propaganda da Coreia do Norte revelam sobre mudanças
Quando o ditador da Coreia do Norte lançou o mais recente sucesso de propaganda do seu regime, há duas semanas, nem ele poderia ter previsto que se tornaria um grande sucesso no TikTok.
Friendly Father (Pai Amigável ou Paizinho) se tornou viral na rede social, enquanto usuários da Geração Z dançam ao som da canção de ritmo eletrônico.
A maioria desses usuários ignora o significado da letra, que elogia um homem que ameaçou “aniquilar completamente” os Estados Unidos, violou as sanções da ONU e lançou múltiplos mísseis balísticos.
“Vamos cantar Kim Jong-Un, o grande líder/ Vamos nos orgulhar de Kim Jong-Un, nosso pai amigável”, diz a música.
“Taylor Swift não esperava ser surpreendida logo após lançar seu novo álbum”; “Essa música precisa de um Grammy”, “É tão distópica da maneira mais cativante” – esses são apenas alguns dos comentários delirantes nos vídeos a respeito no TikTok.
Mas a ensolarada música pop esconde algo mais sinistro, dizem os especialistas. É o que vamos destrinchar a seguir.
Kim Jong-un supervisiona testes com "superlançadores" de foguetes na Coreia do Norte
Como criar uma propaganda de sucesso
Friendly Father é apenas a mais recente de uma série de canções de propaganda produzidas pela máquina pop do Estado comunista nos últimos 50 anos.
É enérgica, rápida e perigosamente cativante. Sua batida e gancho não diferem muito dos sucessos pop feitos no Ocidente, embora carregue uma certa qualidade de produção típica da era soviética.
“Nesse caso, a música tem grande influência de Abba. É otimista, não poderia ser mais cativante e um rico conjunto de sequências com sonoridade orquestral não poderia ser mais proeminente”, diz Peter Moody, estudioso sobre a Coreia do Norte na Universidade da Coreia.
Mas, ao se produzir um hit na Coreia do Norte é preciso pensar em mais do que questões comerciais – e buscar formas de penetrar mentes, diz Alexandra Leonzini, acadêmica da Universidade de Cambridge que investiga a história musical da Coreia do Norte.
Não há espaço para frases abstratas ou timings excessivamente complicados. As melodias devem ser simples e acessíveis – algo que as pessoas possam captar facilmente.
A canção também precisa ser afinada em um alcance vocal onde todos possam cantá-la.
Uma captura de tela do videoclipe de Friendly Father, a mais recente canção de propaganda norte-coreana
Televisão Central Coreana
Além disso, o país raramente produz faixas musicais que contenham emoção. “A ideia é que eles querem motivar a nação a lutar por um objetivo comum para o benefício da nação… eles não tendem a produzir músicas como baladas”, diz Leonzini.
Na Coreia do Norte há tolerância zero para as artes ou a criatividade fora do controle estatal. É ilegal que músicos, pintores e escritores produzam obras simplesmente por amor à arte.
“Toda a produção artística na Coreia do Norte deve servir à educação de classe dos cidadãos e, mais especificamente, educá-los sobre a razão pela qual devem ter um sentimento de gratidão, um sentimento de lealdade ao partido”, diz Leonzini.
O governo da Coreia do Norte acredita na “teoria da semente”, acrescenta ela, em que cada obra de arte deve conter uma semente ideológica, uma mensagem que é depois disseminada em massa.
Os norte-coreanos acordam todas as manhãs com canções de propaganda tocadas nas praças da vila, segundo especialistas. As partituras e letras das músicas recém-lançadas são impressas em jornais e revistas; geralmente a população também precisa aprender danças para acompanhar o ritmo, diz Keith Howard, professor emérito de musicologia da Coreia do Norte na Universidade SOAS, de Londres.
As artes criativas são rigidamente controladas na Coreia do Norte – e são vistas como pouco mais do que propaganda
Getty Images via BBC
Ele visitou o regime várias vezes nas décadas de 1990 e 2000 e lembra em primeira mão os norte-coreanos cantando ao cumprimentar um estrangeiro.
“No momento em que a música é incorporada ao corpo, ela se torna parte da pessoa”, diz Howard sobre os cidadãos norte-coreanos. “Uma boa música ideológica faz isso – ela precisa incorporar a mensagem."
Fora da Coreia do Norte, o mesmo fenômeno pode ser observado de forma mais divertida, talvez, no TikTok: usuários ocidentais brincam que não conseguem parar de ouvir a música.
“Essa música fica presa na minha cabeça 24 horas por dia, 7 dias por semana”, escreveu um usuário.
A popularidade dessa canção também tem feito com que mais pessoas ouçam mais músicas de propaganda do Estado eremita.
“Eu pensei, ‘Oh, isso é interessante’”, diz Matas Kardokas, um usuário britânico que criou vídeos no TikTok com várias músicas de propaganda norte-coreanas.
Um de seus vídeos diz: “Ninguém na cafeteria da moda sabe que estou ouvindo música de propaganda norte-coreana neste momento”. Acumulou mais de 400 mil curtidas, o que o surpreendeu.
“Algo em mim clicou e eu pensei, ‘Ei, estou sentado em uma cafeteria agora ouvindo isso. Não é a coisa mais maluca que você poderia imaginar? Eu deveria fazer um TikTok sobre isso porque não é uma experiência universal'. Ninguém vai se identificar com isso", disse ele.
A ironia não passou despercebida a muitos: numa altura em que o aplicativo de propriedade chinesa pode ser proibido pelos EUA, a propaganda de um regime comunista tomou conta dos usuários.
Lendo nas entrelinhas
No mundo da música ocidental, os fãs estão debruçados sobre o novo álbum de Taylor Swift ou analisando o rap de seis minutos de Kendrick Lamar zombando de Drake.
Mas para os observadores do regime norte-coreano, a faixa de três minutos lançada no mês passado tem suas próprias pistas. O regime tem há muito tempo uma tradição de telegrafar grandes mudanças no país através das suas canções, e a mensagem em Friendly Father deixou alguns alarmados.
Não é a primeira música dedicada a Kim. Mas há uma diferença notável na linguagem e no vocabulário usados.
Pela primeira vez, Kim está sendo tratado como “pai” e “o Grande” – termos anteriormente reservados ao primeiro líder da Coreia do Norte, o seu avô Kim Il-Sung.
Kim fora inicialmente chamado de “Grande Sucessor” quando assumiu o cargo em 2012, após a morte de seu pai, Kim Jong-Il.
No entanto, mais de uma década depois, os analistas pensam que Friendly Father pode ser um sinal de que ele está tentando reforçar a sua imagem como “Líder Supremo” da Coreia do Norte.
Recentemente, ele também substituiu a letra de outra música de propaganda, trocando “nosso pai Kim Il-Sung” por “nosso pai Kim Jong-Un”.
A música pode ser um sinal de sua direção, dizem os especialistas.
Kim se torna cada vez mais hostil e agressivo com o reforço militar do seu regime.
No início deste ano, declarou que o Norte já não procuraria a reunificação com o Sul, que proclamou ser o “inimigo público número um”. Relatórios dizem que Pyongyang demoliu um grande arco que simbolizava a esperança de reunificação com o Sul.
Foi relatado que a remoção aumentou os receios de que a Coreia do Norte assumisse uma postura mais agressiva contra o Sul – enquanto Kim cada vez mais recorre ao aumento do arsenal militar do seu país.
“Uma música é quase como um jornal na Coreia do Norte”, diz Leonzini.
“As canções são usadas para indicar a direção que o Estado está tomando… para sinalizar momentos importantes e desenvolvimentos importantes na política.”
* Reportagem adicional de Rachel Looker, em Washington

Como escolher Smart TV de 32″

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Tamanho é a menor tela que pode ser encontrada nas lojas on-line com recursos de conectividade para ver streaming. Saiba no que prestar atenção na hora da compra. Guia de Compras: Smart TVs de 32 polegadas
Veronica Medeiros/g1
Escolher uma Smart TV pequena e mais barata significa ficar preso a um tamanho de tela: 32 polegadas.
Esse é o menor tamanho de televisores conectados que dá para encontrar nas lojas da internet. Existem telas menores? Sim, de 24" ou 29", mas sem possibilidade de ver streaming ou espelhar o conteúdo do celular.
✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp
O Guia de Compras selecionou 10 modelos de TVs conectadas de 32”.
O diferencial entre essas telas fica por conta do sistema operacional instalado na TV, que vai dar acesso aos principais serviços de streaming.
Os fabricantes citam que os painéis de 32” são a “porta de entrada” da TV conectada – e que muita gente ainda tem modelos de tecnologias obsoletas, de tubo, em casa.
Os preços dessa categoria de produtos também são bastante parecidos, na faixa entre R$ 1.100 e R$ 1.500 nas lojas on-line consultadas em maio.
A única exceção é um modelo da Samsung feito para pendurar na parede e que parece um quadro, que custava na faixa dos R$ 2.300.
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TELEVISOR DO MILHÃO: como são os modelos gigantes que custam muito caro
TVs 4K: entenda as tecnologias usadas nas telas
TODOS OS GUIAS
Veja a lista a seguir e, ao final da reportagem, as dicas para prestar atenção na hora da compra.
Televisores de 32" com resolução HD
Aiwa AWS-TV-32-BL-02-A
AOC 32S5135/78G Roku TV
LG 32LQ620BPSB
Multi TL062M
Philco PTV32G70RCH
Philips 32PHG6918
Samsung 32T4300
Toshiba TB016M
Televisores de 32" com resolução Full HD
Samsung The Frame QLED LS503C
TCL S5400A
No que prestar atenção na hora da compra
RESOLUÇÃO: TVs de 32” têm, por padrão, resolução HD (720p), que é mais que suficiente para ver em boa qualidade vídeos no streaming em alta definição.
Poucos modelos disponíveis nas lojas on-line têm resolução Full HD (1080p), que é maior, mas a diferença é pouco perceptível ao olho humano.
A TCL é a única marca que oferece apenas telas com resolução Full HD nesse tamanho.
TECNOLOGIA DE TELA: as TVs de 32” utilizam, por padrão, painéis LED, os mais básicos. Isso ocorre para deixar os produtos mais baratos e acessíveis – a única exceção é a Samsung The Frame, que usa tecnologia QLED (e por isso é mais cara).
SISTEMA OPERACIONAL: as TVs conectadas precisam rodar um sistema que dê acesso aos aplicativos dos principais serviços de streaming e permita baixar novos apps e até games.
“Quando as TVs são muito parecidas no design, com telas com bordas finas, a diferença entre os produtos fica no sistema operacional”, explica Bruno Morari, diretor de marketing e produtos da TPV (dona da AOC e da Philips).
Cada fabricante usa um ou vários sistemas distintos de acordo com o modelo do televisor. A divisão por marca fica assim:
Android TV: Aiwa, Multi
Google TV: Philips, TCL
Roku TV: AOC, TCL, Philco
Tizen: Samsung
Vidaa: Toshiba
WebOS: LG
Vale notar que Android TV e Google TV são bastante parecidos, mas o Google TV é a versão mais recente oferecida aos fabricantes. “Tudo que tem de serviços no celular Android se conecta com a TV”, explica Nikolas Corbacho, gerente de produtos da TCL Semp.
RECURSOS ADICIONAIS: Marcas como LG, TCL e Samsung também oferecem canais de streaming gratuitos.
Comandos de voz pelo controle remoto estão presentes apenas em alguns modelos, mas alguns deles permitem o uso dos “mordomos digitais”, como Google Assistente e Amazon Alexa, por um app do celular.
“A TV conectada, mesmo com 32”, também serve como parte da casa inteligente”, lembra Igor Krauniski, gerente de produtos sênior da LG. Desse modo, dá para comandar lâmpadas ou câmeras conectadas com auxílio da TV, por exemplo.
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Como é assistir TV nas telas que custam muito caro

Operadoras oferecem pacotes de internet grátis e sinal compartilhado para clientes no RS

Instagram e Facebook mostram anúncios pagos de apps que prometem tirar roupa de pessoas em fotos
Vivo, TIM e Claro também permitem que suas redes sejam usadas gratuitamente por clientes de outras operadoras. Para isso, é preciso ativar opção de roaming no celular. Vivo e TIM liberaram pacotes de 10 GB, e Claro ofereceu 5 GB para clientes em regiões afetadas do RS
James Yarema/Unsplash
As operadoras de telefonia Vivo, TIM e Claro liberaram pacotes de internet grátis para clientes no Rio Grande do Sul para permitir que a comunicação seja mantida em meio aos temporais que atingem o estado desde 29 de abril.
A ideia é que minimizar os impactos da população atingida em relação à conexão, ainda que apenas uma das redes esteja disponível, informa a Conexis Brasil Digital, que reúne as empresas de telecomunicações.
As empresas também estão com roaming gratuito, isto é, permitem que suas redes de telefonia sejam usadas sem custo por clientes de outras operadoras. Veja abaixo as condições oferecidas por cada operadora.
Vivo: 10 GB de internet grátis para clientes Vivo Pré da região por cinco dias
TIM: 10 GB de internet grátis para clientes na região
Claro: 5 GB de internet grátis para clientes do Prezão e Controle nas localidades atingidas pelas chuvas
Para usar o roaming, é preciso ativar esta opção nas configurações do celular. Veja abaixo como fazer isso no Android e no iPhone.
Como ativar o roaming no Android
Acesse a página de "Configurações";
Selecione a opção "Conexões";
Clique em "Redes móveis";
Habilite a opção "Dados em roaming".
Como ativar o roaming no iPhone
Acesse a página de "Ajustes";
Selecione a opção "Celular";
Clique em "Opções de Dados Celulares";
Habilite a opção "Roaming de Dados".

Instagram e Facebook mostram anúncios pagos de apps que prometem tirar roupa de pessoas em fotos

Instagram e Facebook mostram anúncios pagos de apps que prometem tirar roupa de pessoas em fotos
Redes sociais da Meta veicularam 1.400 posts que promovem supostas ferramentas para criar nudes falsos com inteligência artificial. Anúncios no Instagram e no Facebook prometem apps que 'tiram' a roupa de pessoas em fotos
Reprodução
O Instagram e o Facebook estão mostrando anúncios de aplicativos que prometem tirar a roupa de mulheres em fotos. Os responsáveis pelas supostas ferramentas de manipulação de imagens pagam para aparecerem em espaços publicitários das plataformas da Meta.
Apesar de proibirem nudez (saiba mais abaixo), as duas redes sociais veicularam desde dezembro de 2023, cerca de 1.400 anúncios em todo o mundo – sendo 150 no Brasil – de apps que supostamente criam nudes sem o consentimento de quem aparece na foto. Do total, cerca de 15% foram derrubados pelas plataformas.
Os registros estão na Biblioteca de Anúncios da Meta, em que a dona das duas plataformas exibe um histórico de campanhas publicitárias que circularam em seus serviços. Não há informações públicas sobre quanto tempo os anúncios ficaram no ar até serem removidos e quanto eles custaram.
O g1 testou um dos aplicativos promovidos no anúncio, mas, na verdade, ele oferece uma espécie de ChatGPT que funciona como uma namorada virtual. O usuário pode criar um perfil e interagir com a personagem por meio de mensagens.
A Meta disse que usa inteligência artificial e equipes humanas para remover conteúdo que viole suas regras (veja a nota ao final). A empresa também disse que removeu anúncios apontados pelo g1, ainda que outros tenham sido criados desde então.
Saiba mais sobre anúncios de geradores de nudes no Instagram e no Facebook:
🖼️ as campanhas costumam mostrar duas imagens aparentemente geradas por IA, em que a primeira mostra a simulação de uma mulher vestida e a segunda, como ela ficaria sem roupa (a imagem é coberta com textos do anúncio para dificultar a moderação);
📱 parte dos anúncios direcionam usuários para aplicativos hospedados nas Play Store e na App Store – nas lojas, alguns desses apps prometem recursos para criar imagens com IA, mas não citam a possibilidade de remover roupas de fotos;
📢 cerca de 1.400 anúncios circularam no Instagram e no Facebook desde dezembro de 2023 com a frase "any clothing delete" ("deletar qualquer roupa", em inglês), e 211 (15%) foram removidos pelas plataformas;
🌎 no Brasil, cerca de 150 anúncios seguiram esse padrão.
A Biblioteca de Anúncios da Meta não oferece recursos para calcular o alcance total, o público-alvo e o valor pago para veicular os 1.400 anúncios, que usam diferentes fotos de mulheres geradas por serviços de inteligência artificial.
Mas o alcance não se limita às campanhas que incluem a expressão "deletar qualquer roupa". Anúncios semelhantes com termos como "undress" ou "nudify" ("despir" em inglês) também foram veiculados nas duas redes, segundo o site de notícias sobre tecnologia 404 Media.
O site diz que alguns apps promovidos no Instagram e no Facebook não funcionam da forma como são anunciados, mas que um deles chega a convidar usuários a pagarem uma assinatura de US$ 30 (cerca de R$ 150) para ter acesso aos supostos recursos.
Ainda que não levem a aplicativos realmente capazes de criar nudes falsos, os anúncios atraem quem busca formas de fazer imagens íntimas de terceiros sem consentimento. A prática tem sido facilitada com novas ferramentas que usam inteligência artificial de forma mal-intencionada.
Em novembro de 2023, mais de 20 alunas de colégios do Rio de Janeiro foram vítimas de montagens de fotos nuas criadas com IA. Os suspeitos são alunos que teriam usado um aplicativo para fazer as adulterações e disparado as imagens em aplicativos de mensagens. Um caso semelhante aconteceu quatro meses depois no Rio Grande do Sul.
Biblioteca de Anúncios da Meta mostra cerca de 1.400 anúncios no Instagram e no Facebook para suposta ferramenta que tira roupa de pessoas em foto
Reprodução
Meta tem regras contra nudez
As diretrizes do Instagram e do Facebook orientam a não publicarem nudez em suas contas e pedem que o usuário "publique fotos e vídeos apropriados para um público variado".
"Sabemos que há momentos em que as pessoas podem querer compartilhar imagens de nudez de natureza artística ou criativa, mas, por vários momentos, não permitimos nudez", dizem as plataformas.
Pelas regras da rede social, há exceções que permitem nudez em fotos no contexto de pinturas e esculturas, amamentação, parto, em situações ligadas à saúde ou como um ato de protesto, por exemplo.
A Meta disse ao g1 que está sempre aprimorando seus esforços para manter suas redes sociais seguras. Veja a íntegra da nota da empresa:
“Removemos os anúncios apontados pela reportagem por violar nossas políticas. Revisamos conteúdo por meio da combinação de tecnologia de Inteligência Artificial e equipes humanas, que nos ajudam a detectar, analisar e remover conteúdos que violem os Padrões da Comunidade do Facebook, as Diretrizes da Comunidade do Instagram e os nossos Padrões de Publicidade. Estamos sempre aprimorando nossos esforços para manter nossas plataformas seguras e também incentivamos as pessoas a denunciarem conteúdos e contas que acreditem violar nossas políticas através das ferramentas disponíveis dentro dos próprios aplicativos.” – um porta-voz da Meta.