Apple apresenta nova geração de iPad Air e iPad Pro ‘mais fino de todos os tempos’

Como é usar os notebooks que custam acima de R$ 12 mil? g1 testou 3 modelos
Pela primeira vez, versão Air chega ao mercado em dois tamanhos, de 11 e 13 polegadas. Já o Pro apresenta novo design e processador M4, podendo custar até R$ 31.499 no Brasil. Novo iPad Pro 2024 é o produto mais fino da Apple 'de todos os tempos'.
Divulgação/Apple
Após dois anos sem apresentar novos tablets, a Apple anunciou nesta terça-feira (7) as novas gerações de iPads. A empresa revelou duas versões do iPad Air e um novo iPad Pro, definido como o "produto mais fino de todos os tempos".
Pela primeira vez, a linha mais simples chega ao mercado em dois tamanhos diferentes: uma de 11 e outra de 13 polegadas. Já o iPad Pro tem novo design, poucos recursos de inteligência artificial e um novo processador M4.
No Brasil, o Air começa em R$ 6.999, enquanto o Pro pode chegar a R$ 31.499 em sua versão mais completa.
iPad Air
Apple apresenta novos iPads
Divulgação/Apple
Na apresentação do produto, a Apple disse que o iPad Air está mais poderoso e versátil "do que nunca". Pela primeira vez, essa linha chega ao mercado em dois tamanhos diferentes: uma de 11 e outra de 13 polegadas.
Ele tem capacidade de armazenamento de 128, 256, 512 GB e 1 TB. Vale lembrar que o Air de 2022 começava em 64 GB, ou seja, a marca dobrou a memória interna. Eles têm duas câmeras, sendo uma frontal e uma traseira, ambas de 12 megapixels de resolução.
O modelo de 2024 também ganhou o processador M2, o mesmo chip presente no MacBook Air lançado em 2022. A empresa afirma que o M2 é 50% mais rápido que o M1, anunciado também em notebooks da marca em 2020.
No Brasil, a versão de entrada de 11 polegadas já está disponível por R$ 6.999, enquanto a mais cara, de 13 polegadas, sai por R$ 17.099.
iPad Pro e uma nova Apple Pencil Pro
Novo iPad Pro 2024
Divulgação/Apple
O iPad Pro de 2024 se tornou o produto mais fino da Apple, segundo a própria empresa. O modelo de 11 tem 5,3 de espessura, enquanto o de 13 polegadas está ainda menos espesso, com 5,1 mm. Segundo a big tech, os novos números não comprometeram a resistência dos tablets.
Ambos ganharam uma nova tela chamada de Ultra Retina XDR, com tecnologia "Tandem OLED", que proporciona mais contraste e brilho na tela. "Os realces especulares em fotos e vídeos aparecem ainda mais brilhantes, e há mais detalhes nas sombras e pouca luz do que nunca no iPad", diz a empresa.
O iPad Pro já chega com o processador M4, que é produzido em três nanômetros o que, segundo a companhia, proporciona uma melhor eficiência enérgica. "Comparado ao M2, o M4 pode oferecer o mesmo desempenho usando apenas metade da energia", diz.
Sem destaque significativo em inteligência artificial, a Apple afirmou que seu tablet poderoso permite a realização de tarefas com IA, como isolar um objeto de um vídeo durante a edição de um vídeo 4K no editor de vídeos Final Cut Pro.
A empresa disse que o sistema operacional iPadOS também permite que desenvolvedores de apps ofereceram recursos de IA que podem ser explorados no novo tablet.
O dispositivo chega ao Brasil por R$ 12.299 em sua versão "mais básica", de 11 polegadas. A mais completa, de 13 polegadas, 2 TB, com vidro de vidro nano-texture e entrada para chip, sai por R$ 31.499.
Apple Pencil Pro
Divulgação/Apple
A empresa aproveitou o evento para anunciar a Apple Pencil Pro, a caneta utilizada nos tablets da marca.
A nova geração do acessório agora tem um sensor capaz de detectar o "aperto" do usuário, "trazendo uma paleta de ferramentas para alternar rapidamente ferramentas, espessuras de linha e cores, tudo sem interromper o processo criativo".
Pela primeira vez, a caneta agora oferece suporte ao "Find My", permitindo que seja localizada através do aplicativo Buscar do iPhone em caso de perda.
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TikTok processa governo dos EUA após assinatura da lei que obriga a venda da companhia

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Segundo o aplicativo e sua controladora chinesa, ByteDance, a lei viola a Constituição dos EUA, entre outros motivos, por entrar em conflito com as proteções à liberdade de expressão da Primeira Emenda norte-americana. Ilustração com o logo do TikTok sobre a bandeira dos Estados Unidos.
Dado Ruvic/Reuters
A chinesa ByteDance, dona do TikTok, disse nesta terça-feira (7) que entrou com uma ação no Tribunal Federal dos EUA buscando derrubar uma lei que força a venda da rede social nos país.
A empresa alega que a legislação viola a Constituição dos EUA por vários motivos, incluindo entrar em conflito com as proteções à liberdade de expressão da Primeira Emenda.
A lei, assinada por Biden em 24 de abril, força a ByteDance a vender o TikTok para uma empresa de confiança dos EUA. Se essa operação não for concluída até janeiro de 2025, a plataforma poderá ser banida no país.
O documento do processo, ao qual a Reuters teve acesso, aponta que o "desinvestimento não é possível; nem comercialmente, tecnologicamente e legalmente".
A ação também afirma que o governo chinês "deixou claro que não permitiria o desinvestimento do mecanismo de recomendação", o algoritmo, que é a chave para o sucesso do TikTok"
Entenda a discussão envolvendo o TikTok e EUA
📱 Por que os EUA estão fechando o cerco contra o TikTok? A ideia de banir a plataforma vem desde o governo de Donald Trump, que dizia que a ByteDance, dona do TikTok, representava um risco para a segurança do país porque a China poderia se aproveitar do poder da empresa para obter dados de usuários americanos. O TikTok, por sua vez, sempre negou.
🤔 Por que o projeto passou junto de um pacote com temas diferentes? Uma versão anterior do texto estava paralisada no Senado desde março. Os congressistas, então, resolveram incluir a rede social em um pacote que inclui ajuda econômica a países aliados dos EUA, como Ucrânia e Israel. Projetos de lei de financiamento costumam andar mais rápido nas casas, além de ser uma prioridade do presidente Joe Biden.
👀 E caso o TikTok não cumpra a lei? Se a ByteDance se recusar a cumprir a decisão americana ou se ela não encontrar um comprador, as big techs Apple e Google terão de remover o TikTok de suas lojas de aplicativo, App Store e Play Store, respectivamente.
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Chuvas no RS: uso de internet em Porto Alegre cai pela metade com obstáculos para acesso

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IX.br, que interliga operadoras e plataformas de internet, aponta que picos de tráfego no Rio Grande do Sul caíram de 800 para 400 gigabits por segundo. Operadoras ofereceram pacotes de internet grátis e compartilharam sinal para ajudar a manter comunicação. Vista aérea das ruas completamente alagadas no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, nesta segunda-feira, 06 de maio de 2024, em razão do transbordamento do Lago Guaíba.
MAX PEIXOTO/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO
As chuvas que atingem o Rio Grande do Sul também prejudicaram a comunicação via internet no estado.
Em Porto Alegre, o uso da rede via internet fixa caiu pela metade, considerando o tráfego no IX.br (Internet Exchange Brasil), responsável por interligar provedores no país.
"Do final de abril até hoje [terça-feira (7)], verificamos uma redução no pico de tráfego da ordem de 50%", disse Julio Sirota, gerente de infraestrutura do IX.br.
O IX.br é uma infraestrutura do Comitê Gestor de Internet (CGI.br) que permite uma troca mais eficiente de conteúdo entre operadoras e provedores de conteúdo, como redes sociais e serviços de streaming.
Operadoras oferecem pacotes de internet grátis e sinal compartilhado no RS
A região metropolitana da capital gaúcha costumava ter picos de consumo de internet de 800 gigabits por segundo (Gbps). Na última segunda-feira (6), o pico foi de pouco mais de 400 Gbps.
A média no uso de rede em Porto Alegre entre a tarde de segunda e o início da noite de terça foi de 243 Gbps. Nos últimos 30 dias, a média está em 414 Gbps, de acordo com dados extraídos pelo IX.br na terça-feira (7), às 21h.
Gráficos diário, semanal e mensal mostram queda do tráfego de internet no ponto de interconexão do IX.br em Porto Alegre (dados de 7 de maio de 2024, às 21h)
Reprodução/IX.br
A queda pode ser explicada por vários fatores, como a falta de eletricidade para carregar dispositivos e a falta de sinal causada por alagamentos e rupturas de cabos, explicou ao g1 Thiago Ayub, diretor de tecnologia da empresa de telecomunicações Sage Networks.
E a redução pode ser ainda mais significativa, avaliou Sirota. "Este número [queda de 50%] indica quanto os provedores de acesso diminuíram seu tráfego com o IX.br, o que não é exatamente a redução na entrega de tráfego para os usuários finais", afirmou.
"A variação na entrega de tráfego para os usuários finais deve ter diminuído 50% ou mais", disse. "Esta análise é uma inferência, pois os provedores de acesso operam com outras conexões de acesso à internet além do IX.br".
Para ajudar a manter a comunicação no Rio Grande do Sul, as operadoras Vivo, TIM e Claro liberaram pacotes de internet grátis e ativaram o roaming gratuito, em que suas redes podem ser usadas sem custo por clientes de outras operadoras.
Queda constante
Os dados mostram que o uso da rede em Porto Alegre tem caído de forma praticamente constante nos últimos dias, o que dá um retrato da dificuldade da população do estado em se comunicar pela internet.
As estatísticas consideram o tráfego no ponto de interconexão (PIX) de Porto Alegre, um dos locais do IX.br, que envia e recebe dados entre diferentes tipos de provedores.
Na prática, um IX funciona como um grande aeroporto ou uma estação de metrô em que são feitas baldeações entre diferentes linhas, explicou Ayub.
"Para que pessoas assinantes de provedores e operadoras diferentes possam trocar mensagens entre si, essas trocas precisam ocorrer em algum lugar. O mais propício é em um IX e, para isso, eles precisam ser numerosos e geograficamente espalhados", disse.
Ainda que o IX.br não represente todo o uso de internet em uma região e que uma estrutura do tipo não seja obrigatória para o funcionamento da internet, a queda em seu tráfego é um sinal de alerta.
"Se o tráfego no IX.br do Rio Grande do Sul caiu pela metade, é seguro deduzir que o acesso à internet fixa da região como um todo caiu pela metade", afirmou.
O uso de internet via satélite ou via rádio são alternativas, mas a implantação dessa estrutura poderia levar alguns dias e a rede não teria tanta capacidade. Por isso, a melhor saída é reativar a rede onde os danos foram apenas parciais, analisou Ayub.
"Há rotas de fibra ótica que se romperam em trechos pontuais e que podem ser emendadas quando técnicos puderem chegar ao local. Há outros locais em que a rede está íntegra, mas falta energia elétrica das concessionárias e combustível para alimentar geradores".
JN sobrevoa as áreas de Porto Alegre mais afetadas pela cheia

Como hacker adolescente se transformou em um dos criminosos mais procurados da Europa

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Kivimäki foi responsável por um dos ataques mais chocantes da história da Finlândia — ele chantageou 33 mil pessoas, ameaçando vazar as anotações das suas sessões de terapia online. Hacker acusado de diversos crimes no Europa
Reprodução/EUROPOL
Um conhecido hacker que era um dos criminosos mais procurados da Europa foi preso por chantagear 33 mil pessoas, ameaçando publicar online as anotações das suas sessões de terapia.
A prisão de Julius Kivimäki põe fim a uma onda de crimes cibernéticos de 11 anos, que começou quando ele ganhou notoriedade em uma rede de gangues anarquistas de hackers adolescentes, quando ele tinha apenas 13 anos.
A seguir, conheça o caso.
Tiina Parikka estava se refrescando depois de fazer sua habitual sauna de sábado à noite, na Finlândia, quando recebeu uma notificação no telefone.
Era um e-mail de um remetente anônimo, que de alguma forma tinha seu nome, número de seguro social e outros detalhes privados.
"Inicialmente, fiquei impressionada com o quão educado era, como o tom era amistoso", relembra.
"Prezada Sra. Parikka", escreveu o remetente, antes de contar que havia obtido suas informações privadas em uma clínica de psicoterapia da qual ela era paciente.
Quase se desculpando, o autor do e-mail explicava que estava entrando em contato diretamente porque a clínica estava ignorando o fato de que dados pessoais haviam sido roubados.
Tiina Parikka é uma das vítimas do ataque à Vastaamo, uma rede finlandesa de clínicas de psicoterapia
Reprodução/BBC
Dois anos de registros minuciosos feitos por seu terapeuta durante dezenas de sessões estavam agora nas mãos deste chantagista desconhecido.
Se ela não pagasse o valor solicitado dentro de 24 horas, todas as anotações seriam publicadas online.
"Foi uma sensação sufocante", diz ela. "Eu estava sentada lá, de roupão, sentindo como se alguém tivesse invadido meu mundo privado e estivesse tentando ganhar dinheiro com os traumas da minha vida."
Tiina percebeu rapidamente que não estava sozinha.
Um total de 33 mil outros pacientes de terapia também tiveram seus registros roubados — e milhares foram chantageados, o que resultou no processo criminal com o maior número de vítimas na Finlândia.
O banco de dados roubado dos servidores da Vastaamo, rede finlandesa de clínicas de psicoterapia, continha os segredos mais íntimos de uma grande parte da sociedade, incluindo crianças. Conversas delicadas sobre assuntos que iam desde casos extraconjugais até confissões de crimes estavam sendo usadas como moeda de troca.
Mikko Hyppönen, da empresa finlandesa de segurança cibernética WithSecure, que pesquisou o ataque, conta que o caso teve repercussão e alimentou o noticiário durante dias no país.
"Um ataque hacker com esta dimensão é um desastre para a Finlândia — todo mundo conhecia alguém afetado", diz ele.
Tudo isso aconteceu em 2020, durante os lockdowns impostos em decorrência da pandemia de covid-19, e o caso surpreendeu o mundo da segurança cibernética.
O impacto dos e-mails foi imediato e devastador. A advogada Jenni Raiskio representa 2,6 mil vítimas e, durante julgamento, ela disse que seu escritório havia sido contratado por pessoas cujos parentes haviam tirado a própria vida depois que seus registros foram publicados online. Ela liderou um momento de silêncio no tribunal pelas vítimas.
O chantagista, identificado apenas como "ransom_man" por sua assinatura online, exigia que as vítimas pagassem 200 euros (cerca de R$ 1.090) no prazo de 24 horas, — do contrário, ele publicaria suas informações. Se não cumprissem este prazo, ele aumentaria o valor para 500 euros (R$ 2,7 mil).
Cerca de 20 pessoas pagaram antes de perceber que já era tarde demais. Suas informações haviam sido publicadas no dia anterior, quando "ransom_man" vazou acidentalmente todo o banco de dados para um fórum na dark web.
Está tudo lá até hoje.
Mikko e sua equipe passaram um tempo rastreando o hacker e tentando ajudar a polícia. Foi quando começaram a surgir teorias de que o hacker provavelmente seria da Finlândia.
Uma das maiores investigações policiais da história do país chegou a um jovem finlandês que já era conhecido no mundo do crime cibernético.
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Onda de crimes de 'Zeekill'
Kivimäki, que se autodenominava Zeekill quando era um hacker adolescente, não se tornou a figura conhecida que é por ser cuidadoso.
Na adolescência, ele só queria saber de hackear, extorquir e se gabar o mais alto possível. Ao lado das equipes de hackers Lizard Squad e Hack the Planet, ele se deleitava ao causar o caos no período extremamente ativo de hackers adolescentes da década de 2010.
Kivimäki era um dos protagonistas, realizando dezenas de grandes ataques até que foi preso em 2014, aos 17 anos, e posteriormente considerado culpado de 50.700 casos de invasão de computadores.
Mas ele não foi preso. Sua suspensão condicional da execução da pena de dois anos gerou controvérsia, e foi criticada por muitos no mundo da segurança cibernética. Apesar das sentenças notoriamente brandas da Finlândia, o receio era que Kivimäki e seus cúmplices — em sua maioria, outros adolescentes espalhados pelo mundo de língua inglesa — não fossem dissuadidos.
Assim como muitos de seus colegas durante este período tumultuado, Kivimäki não pareceu deixar os problemas com a polícia detê-lo.
Após sua prisão, e antes de sair sua sentença, ele realizou um dos ataques mais audaciosos de qualquer gangue de hackers adolescentes.
Ele e o Lizard Squad deixaram as duas maiores plataformas de games offline na véspera e no dia de Natal.
A Playstation Network e o Xbox Live foram derrubados depois que seus serviços foram atingidos por uma técnica pouco sofisticada, mas poderosa, conhecida como ataque distribuído de negação de serviço. Dezenas de milhões de jogadores foram impedidos de baixar jogos, registrar novos consoles ou jogar com amigos online.
Kivimäki ganhou a atenção da imprensa mundial e até aceitou me dar uma entrevista para o canal de televisão Sky News, na qual não demonstrou nenhum remorso pelo ataque.
Outro hacker que também era da gangue Lizard Squad disse à BBC que Kivimaki era um adolescente vingativo que adorava se vingar de rivais e mostrar suas habilidades online.
"Ele era muito bom no que fazia, e não se importava com as consequências. Ele sempre ia mais além que os outros nos ataques."
"Apesar da atenção que havia sobre ele, ele fazia ameaças de bomba e passava trotes sérios sem disfarçar a voz", conta Ryan, que não quis divulgar seu sobrenome porque ainda é desconhecido das autoridades.
Além de Kivimäki ter sido vinculado a alguns ataques hackers de menor escala após sua sentença, praticamente não se ouviu falar dele durante anos, até que seu nome foi ligado ao ataque à clínica de psicoterapia Vastaamo.
Alerta vermelho emitido
A polícia finlandesa demorou quase dois anos para reunir provas no intuito de emitir um alerta vermelho de busca na Interpol (polícia internacional) para Kivimäki — e ele se tornou um dos criminosos mais procurados da Europa. Mas ninguém sabia onde estava o jovem de 25 anos.
Ele foi localizado por acaso em fevereiro passado, quando a polícia de Paris foi ao seu apartamento após receber uma chamada falsa sobre briga doméstica. Eles descobriram que Kivimäki vivia com documentos de identidade falsos.
O jovem foi extraditado rapidamente para a Finlândia, onde a polícia começou a se preparar para um dos julgamentos mais importantes da história do país.
O detetive Marko Leponen liderou a investigação de três anos — e, segundo ele, foi o maior caso de sua carreira.
"Tivemos mais de 200 policiais no caso em determinado momento, e foi uma investigação intensa com muitos depoimentos e histórias de vítimas para analisar."
O julgamento de Kivimäki foi uma notícia importante para o país, acompanhado de perto por jornalistas locais — e, inclusive, pela imprensa internacional, que compareceu para ouvir seu depoimento.
Eu estive no tribunal no primeiro dia em que ele depôs, quando manteve sua declaração de inocência com calma e com piadas ocasionais direcionadas ao tribunal em silêncio.
Mas as evidências contra ele eram esmagadoras.
Leponen diz que vincular a conta bancária de Kivimäki ao servidor usado para baixar os dados roubados foi crucial.
Seus agentes também usaram novas técnicas forenses para extrair a impressão digital de Kivimäki de uma foto anônima que ele postou sob um pseudônimo online.
"Conseguimos provar que essa pessoa anônima que postou no fórum era Kivimäki. Foi inacreditável, mas mostra que é preciso usar todas as medidas que conhecemos, e tentar aquelas que não conhecemos", explica Leponen.
No final, os juízes deram o veredito, declarando-o culpado de todas as acusações.
O tribunal considerou Kivimäki culpado de mais de 30 mil crimes — um para cada vítima.
Ele foi acusado de violação de dados qualificada, tentativa de chantagem qualificada, 9.231 disseminações qualificadas de informações violando a vida privada, 20.745 tentativas de chantagem qualificadas e 20 chantagens qualificadas.
Ele foi condenado a seis anos e três meses de prisão (a pena máxima era de sete anos), mas é provável que cumpra apenas metade, devido ao tempo já cumprido e ao sistema de justiça finlandês.
Para as vítimas, como Tiina, não é tempo suficiente.
"Tanta gente foi afetada por isso de tantas maneiras — 33 mil pessoas são muitas vítimas. Isso afetou nossa saúde, e algumas pessoas foram alvo de golpes financeiros também usando os dados roubados", diz ela.
Enquanto isso, ela e as outras vítimas aguardam para ver se vão obter algum tipo de indenização.
Kivimäki concordou, em princípio, em chegar a um acordo extrajudicial com um grupo de vítimas, mas outras estão planejando entrar com processos civis contra ele ou contra a própria Vastaamo.
A clínica de psicoterapia está extinta agora, e seu fundador foi condenado por não proteger os dados dos pacientes, com suspensão condicional da execução da pena. Kivimäki não contou à polícia quanto dinheiro ele tem em bitcoins, e afirma ter esquecido os detalhes de sua carteira digital.
A advogada Jenni Raiskio espera que o Estado possa intervir, mas diz que pode levar muitos meses, ou até mesmo anos, para analisar cada caso individualmente e avaliar quanto dano foi causado.
Há, inclusive, pedidos para mudar a lei para ajudar a lidar com futuros casos de ataques hackers em massa como este.
"Isso é realmente histórico na Finlândia, porque o nosso sistema não está preparado para esta quantidade de vítimas. A invasão da Vastaamo nos mostrou que precisamos estar preparados para esses casos grandes, então espero que haja uma mudança. Isso não vai acabar aqui", diz ela.
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Como é usar os notebooks que custam acima de R$ 12 mil? g1 testou 3 modelos

Como é usar os notebooks que custam acima de R$ 12 mil? g1 testou 3 modelos
Portáteis da Apple, Dell e Samsung custam caro e vêm até com recursos para facilitar o uso de inteligência artificial – mas não é algo que mude a vida de quem usa por enquanto. Guia de Compras: teste com 3 notebooks topo de linha
Ighor Jesus/g1
Qual a diferença de um notebook para trabalhar, jogar e estudar que custa na faixa dos R$ 4.000 e um que passa dos R$ 12 mil? Muita coisa.
💻 Design, acabamento, resolução da tela, processador e placa de vídeo de última geração. Tudo para não travar nada, nunca, com o extra de ter um computador bonitão.
O Guia de Compras testou três notebooks topo de linha lançados nos últimos meses nas lojas on-line:
Apple MacBook Air M3
Dell XPS 13 Plus
Samsung Galaxy Book4 Ultra
💸 Preço alto e configurações avançadas não significam perfeição, mas deixam a vida bem mais fácil na hora de usar o computador.
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Veja o resultado dos testes a seguir e, no final da reportagem, a conclusão e como foram feitos os testes.
Apple MacBook Air 15"
O MacBook Air é um notebook com opções de tela de 13 e 15 polegadas e, apesar de ser um produto da Apple, não é o mais caro do teste.
Com tela de 15,3", o portátil era vendido na faixa dos R$ 13.000. A versão de 13”, que tem quase a mesma configuração, custava a partir de R$ 12.000.
O modelo enviado para os testes traz com uma construção em alumínio na cor “meia-noite” (cinza-escuro) e que pesa 1,51 kg.
A Apple diz que o acabamento específico dessa cor oferece uma proteção adicional contra as marcas de dedos no produto, mas, na prática, as impressões digitais seguem lá.
Detalhe do acabamento do MacBook Air e as marcas de dedo na superfície, com os conectores MagSafe e USB-C na lateral do notebook
Henrique Martin/g1
O Air utiliza o processador M3, desenvolvido pela Apple, e roda o sistema operacional Mac OS 14 “Sonoma”.
Esse chip conta com uma parte chamada Neural Engine, que é dedicada para lidar com recursos de inteligência artificial direto no computador – como já ocorre nos iPhones, por exemplo.
O Samsung Galaxy Book4 Ultra também vem com uma NPU ("unidade de processamento neural”) para uso de IA em algum momento.
No uso cotidiano, o MacBook Air mostra duas vantagens desse recurso de IA embarcada: fazer chamadas de áudio e vídeo com maior qualidade no som e na imagem.
Vale ressaltar que, entre os três aparelhos do teste, a webcam do MacBook Air foi a que teve a melhor qualidade de vídeo.
A câmera tem resolução Full HD (1080p) e permite ajustes de iluminação, desfoque de fundo (modo Retrato, como no iPhone) e redução de ruídos no som.
E, se você não perceber e der um “joinha” em frente à câmera, podem aparecer efeitos especiais no fundo – que variam de acordo com o gesto. Mas aí a imagem pode ficar um pouco escurecida.
Câmera do MacBook Air: sem efeito, com efeito de desfoque e luz, com joinha e fogos de artifício
Reprodução
No uso cotidiano, o MacBook Air se destaca pelo touchpad bem grande e pelo teclado retroiluminado. O sistema de áudio, com seis alto-falantes, reproduz som bastante claro, nítido e vibrante.
A tela com resolução 2.880 x 1.864 também é boa para editar fotos e vídeos e assistir a streamings. O Mac não travou em nenhum momento durante a utilização, mesmo com menos memória RAM que os concorrentes.
O modelo da Apple tinha apenas 8 GB de RAM instalada e 256 GB de armazenamento SSD, o menor na comparação entre os concorrentes. Os notebooks da Dell e da Samsung têm 32 GB de RAM e 1 TB de SSD.
O botão de liga/desliga funciona como leitor de digitais para desbloquear o sistema de forma mais rápida, sem precisar digitar senhas. O Galaxy Book4 Ultra também tem um sistema similar de desbloqueio.
O MacBook Air é minimalista nas conexões, sendo parecido com o Dell XPS 13: são apenas duas portas USB-C/Thunderbolt. O computador tem uma saída para fones de ouvido convencionais.
Diferente de MacBooks mais antigos (veja o teste), essa geração do Air utiliza um conector chamado MagSafe (com ímãs) para recarregar a bateria. Assim, os dois conectores USB-C ficam livres para uso com outros dispositivos.
Mas, se for necessário, dá para recarregar a bateria pelo USB-C também. O adaptador de tomada de 35W tem duas conexões – para carregar o notebook e um celular ou tablet, por exemplo.
A bateria do MacBook Air dura bastante, chegando a 8h de uso com 55% de carga disponível, a maior entre os três portáteis avaliados. Segundo a Apple, a bateria pode durar até 18 horas.
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Dell XPS 13 Plus
O Dell XPS 13 Plus é um notebook diferente, bastante leve (1,26 kg) e que chama a atenção por ser pequena e bastante poderosa na configuração técnica.
A fabricante diz que ele se encaixa na categoria dos “ultraportáteis”. A máquina é a mais barata entre os produtos avaliados, sendo vendida por R$ 12 mil nas lojas da internet consultadas no início de maio.
Ao abrir o notebook pela primeira vez, deu a impressão de que o produto não tem um touchpad, como dá para ver abaixo.
Dell XPS 13: o touchpad fica escondido
Henrique Martin/g1
Essa área é recoberta em vidro e integrada ao apoio dos pulsos – a parte para navegação está ali no meio, disfarçada. Parece esquisito, mas é algo fácil de acostumar-se no uso cotidiano.
O XPS 13 Plus é um computador mais compacto que os concorrentes. Tem uma tela de 13 polegadas de altíssima definição (4K, com 3.840 x 2.400 pontos) com bordas bastante finas.
O display é sensível ao toque – recurso que o modelo da Samsung avaliado também tem.
Apesar da tela touch, nenhum dos dois (Dell e Samsung) vira tablet, já que a tela tem um limite de ângulo ao ser aberta.
O acabamento é feito em alumínio, na cor cinza chumbo.
Usar a resolução 4K em um aparelho de 13” é quase um exagero: por ter mais pontos (pixels) concentrados, a imagem fica muito nítida e definida, seja em vídeos ou fotos.
Mas nem pense em deixar a configuração de tela do Windows com zoom de 100% – tudo vai ficar muito pequeno. É melhor deixar sempre no padrão de 300% para conseguir usar os aplicativos e navegar na web.
O notebook, na configuração enviada para os testes, veio com um processador Intel Core i7 de 13ª geração (entenda as diferenças), 32 GB de RAM, 1 TB de armazenamento SSD e placa de vídeo integrada Intel Iris Xe.
A marca também oferece versões mais baratas (na faixa de R$ 10 mil) com 16 GB de RAM, tela com resolução Full HD e processadores menos poderosos.
A Dell não cita o termo IA para esse modelo específico, mas o recurso Copilot, da Microsoft, que é um recurso de inteligência artificial w assistente de geração de textos/tira dúvidas, vem pré-instalado no Windows.
A webcam com resolução 720p é boa, com recursos de zoom, mas sem desfoque automático do fundo integrado, como ocorre no MacBook Air. Mas consegue reconhecer rostos e objetos, como na imagem abaixo:
Dell XPS 13 Plus: câmera com boa qualidade
Reprodução
O desempenho do portátil foi muito bom durante o uso cotidiano, durante chamadas de vídeo e edição de textos.
O único “problema” do sistema é que, ao apoiar o pulso na área ao redor do touchpad, os dedos podem tocar a barra de funções do teclado e alterar o volume a todo momento. A solução foi encolher os dedos enquanto não estavam digitando no teclado.
O Dell XPS 13 tem quatro alto-falantes estéreo, também com uma ótima qualidade de som.
Para desbloquear a tela, dá para usar um leitor de impressões digitais ou reconhecimento facial. Ao levantar a tela, luzes infravermelhas ao lado da webcam piscam, como se fosse em um celular.
Assim como também ocorre com o Apple, o XPS 13 tem apenas duas portas USB-C/Thunderbolt, sem uma entrada extra para o carregador da bateria.
A Dell inclui na caixa do produto um adaptador USB-C para USB convencional (veja as diferenças) e um USB-C para fone de ouvido/microfone com fio.
A bateria do XPS 13 foi a que durou menos nos testes, chegando a 25% após 6 horas de uso com navegação na web, assistindo vídeos e editando de textos.
O carregador rápido pode levar a bateria a até 80% da carga em uma hora, segundo a fabricante.
Samsung Galaxy Book4 Ultra
O Samsung Galaxy Book4 Ultra é o maior notebook, com tela de 16”, mais pesado (1,86 kg) e caro do teste: custava R$ 19.000 nas lojas da internet consultadas em maio.
A diferença principal para os modelos da Apple e da Dell está na configuração da Samsung, cheia de itens de última geração.
Ela conta com um processador Intel Core 9 Ultra, 32 GB de RAM, 1 TB de armazenamento e placa de vídeo dedicada Nvidia RTX 4070.
O chip da Intel vem com uma NPU (unidade de processamento neural) para auxiliar em atividades de inteligência artificial. Mas não tem muito o que fazer na máquina com isso por enquanto.
Existem poucos e específicos aplicativos disponíveis que conseguem aproveitar os recursos da NPU. Um deles é o editor de fotos Gimp, que precisa ser baixado separadamente.
Na teoria, o Gimp consegue utilizar um recurso instalado à parte para acessar o sistema Stable Diffusion e criar imagens com IA. Na prática, não deu certo.
Pelo menos o recurso Microsoft Copilot já vem instalado no sistema Windows, com fácil acesso para fazer buscas na internet e gerar textos sobre temas específicos.
A Samsung também oferece um aplicativo (Galeria) para editar e aprimorar imagens, que funciona direito. Com uma foto feita em 2013, a qualidade melhorou bastante. Veja a seguir.
App Galeria aprimora fotos usando IA – a foto, de 2013, com o lado original (à esquerda) e editado (à direita)
Henrique Martin/g1
Outro uso potencial de IA no Galaxy Book4 seria usar a NPU para processar o vídeo em chamadas no Microsoft Teams ou Google Meet.
A Apple faz isso direito no MacBook Air, com desfoque e mudança na iluminação. A câmera do Galaxy Book4, com resolução Full HD (1.920 x 1.080 pontos), não entendeu a função e funcionou sem efeitos nas chamadas. A qualidade da imagem foi a pior dos três modelos do teste.
A tela tem resolução 2.880 x 1.800 e é sensível ao toque, como o Dell.
Segundo a Samsung, a tela tem uma camada protetora contra reflexos. O notebook veio na cor grafite (cinza) e a fabricante não indica o material utilizado no acabamento do produto.
O desbloqueio do notebook é feito com a impressão digital.
A qualidade de som é muito boa, como nos concorrentes. São quatro alto-falantes instalados no computador.
Um diferencial do Samsung em comparação ao Apple e ao Dell é que, por ser maior, tem mais espaço para conexões: são duas portas USB-C/Thunderbolt 4, uma HDMI, uma USB convencional, saída para fone de ouvido/microfone com fio e leitor de cartões padrão microSD.
O tamanho maior também permitiu à fabricante instalar um teclado numérico no notebook.
Por conta das colunas adicionais no teclado, o trackpad fica um pouco fora de centro e é preciso se acostumar para não errar na digitação e nos cliques. Veja abaixo como é.
Teclado do Galaxy Book4 Ultra e o touchpad fora de centro
Henrique Martin/g1
A bateria do Galaxy Book4 Ultra atingiu 43% de carga após 8 horas de uso, ficando um pouco abaixo do desempenho da bateria do MacBook Air, da Apple.
Diz a Samsung que a carga pode durar até 21 horas e que o carregador rápido consegue “encher" 55% da carga em apenas 30 minutos.
Conclusão
Por que essas máquinas são mais caras? A resposta está no tipo de componente usado nesses notebooks mais básicos que servem também para jogar, estudar e trabalhar.
A resolução das telas é maior, muitas vezes elas são sensíveis ao toque (como nos modelos da Dell e da Samsung), o acabamento e os materiais são diferentes.
Uma peça única de alumínio, como no MacBook Air e no Dell XPS 13 Plus, é bem mais complicada e cara de produzir que uma carcaça de plástico, por exemplo.
Os processadores utilizados também são mais avançados – os chips Core i7 e Core Ultra 9 são mais rápidos que os Core i3 ou Core i5 dos portáteis mais básicos.
As máquinas premium ainda contam com mais memória RAM e espaço de armazenamento e, como ocorre com o notebook da Samsung avaliado, uma placa de vídeo dedicada.
Um detalhe que passa quase batido – e é difícil de testar – é que as três máquinas do comparativo já vêm prontas para redes wi-fi padrão 6E, mais rápidas que o padrão Wi-Fi 5 presente na maioria dos roteadores que temos em casa.
Para testar isso, seria necessário usar um roteador compatível com a tecnologia.
Mas, em alguns anos, quando o padrão wi-fi 6E for mais popular, o dono de um desses notebooks vai poder acessar a internet mais rápido, por exemplo.
Qual notebook escolher: básico, para estudar, gamer, 2 em 1 ou tablet?
Quem compra um notebook desses? Quem se preocupa mais com os recursos e configurações da máquina do que com o preço – designers, fotógrafos, editores de vídeo, profissionais do mercado financeiro, por exemplo.
O produto também precisa ser durável e poderoso, com bastante duração da bateria e, se tiver carga rápida, melhor ainda.
Os modelos da Apple e da Dell são mais voltados para quem procura ter um portátil estiloso que aguente o tranco dos seus principais aplicativos.
Já quem busca o da Samsung quer desempenho máximo, com configurações muito avançadas.
A escolha entre eles vai depender do bolso de cada um. Os preços de Apple e Dell são mais próximos, entre R$ 12 e R$ 13 mil; o Samsung vai na casa dos R$ 19 mil – lembrando que os valores costumam oscilar e até cair ao longo do ano.
Preciso comprar um notebook com recursos de inteligência artificial agora? Apenas se seu trabalho ou estudo precisar de um aplicativo que vá utilizar o recurso do Neural Engine (na Apple) ou a NPU nos computadores com processador Intel de última geração.
Para pessoas comuns, isso não faz muita diferença agora – já que os apps com IA ainda são raros de encontrar e usar.
Como foram feitos os testes
O g1 solicitou aos fabricantes notebooks lançados entre o final de 2022 e o início de 2023 com configurações de topo de linha, com processador Apple M2 ou M3, Intel Core i7 ou i9/9 Ultra (de 13ª ou 14ª gerações, as mais recentes).
O tamanho da tela poderia variar entre 13 e 17 polegadas. Os produtos foram enviados por empréstimo e serão devolvidos.
Os testes foram feitos com uso diário dos notebooks em uma jornada de trabalho de 8 horas. Foram avaliadas a duração da bateria, especificações técnicas e o desempenho com navegação na web, edição de textos e planilhas, participar de videochamadas e assistir a séries no streaming.
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