TikTok diz que vai rotular imagens e vídeos criados por inteligência artificial

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Até então, a rede social rotulava apenas conteúdos gerados por IA dentro do seu aplicativo. A partir de agora, o selo aparecerá em todos os materiais que usem a tecnologia.
Sede da TikTok nos Estados Unidos
Mike Blake/REUTERS
O TikTok disse nesta quinta-feira (9) que começará a usar uma tecnologia que vai identificar imagens e vídeos criados por inteligência artificial (IA) e que são publicados em sua plataforma.
O TikTok afirmou que adotará uma solução chamada "Credenciais de Conteúdo", uma marca d'água digital que indica como as imagens foram criadas e editadas.
A tecnologia foi liderada pela Adobe, dona do Photoshop, mas está aberta para uso de outras empresas e já foi adotada por companhias como OpenAI, criadora do ChatGPT, segundo a agência Reuters.
O YouTube, do Google, e a Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp) também disseram que planejam usar a tecnologia de "Credenciais de Conteúdo".
Para que o sistema funcione em conformidade nas mídias sociais, tanto o criador da ferramenta de IA generativa usada para criar conteúdo quanto a rede social usada para distribuir o post devem concordar em usar o padrão do setor.
Se uma pessoa usa a ferramenta Dall-E da OpenAI para gerar uma imagem, por exemplo, a OpenAI anexa uma marca d'água à imagem resultante. Se esse conteúdo for carregado no TikTok, ela será automaticamente rotulada como gerada por IA.
O TikTok já rotula o conteúdo gerado por IA feito com ferramentas dentro do aplicativo, mas a última medida aplicará um rótulo o conteúdo gerado fora do serviço.
"Também temos políticas que proíbem a IA realista que não esteja rotulada, portanto, se a IA realista (conteúdo gerado) aparecer na plataforma, nós a removeremos por violar nossas diretrizes da comunidade", disse Adam Presser, chefe de operações e segurança do TikTok.
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AGU monta sala de guerra de combate às fake news sobre tragédia no RS

De acordo com o advogado-geral da União, Jorge Messias, plataformas de redes sociais concordaram em cooperar. Também preocupa o governo golpes com falsas chaves de Pix para doação. Fake news: notícias falsas sobre enchentes são rapidamente espalhadas
O governo federal montou, com coordenação da Advocacia-Geral da União (AGU), uma sala de guerra contra as fake news que vêm sendo divulgadas sobre a crise com as enchentes no Rio Grande do Sul.
A sala é composta por uma equipe formada por representantes da AGU, Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Polícia Federal.
Nesta sexta-feira (10), o advogado-geral da União, Jorge Messias, se reuniu com as plataformas digitais para discutir estratégias de combate à desinformação. Participaram da reunião representantes das empresas Google, LinkedIn, YouTube, TikTok, Meta, Kwai, Kuaishou Technology e Spotify. A representante do X entrou de maneira remota, mas não se manifestou.
Segundo Messias, todas as empresas que se manifestaram se mostraram interessadas em cooperar.
O número de notícias falsas e desinformação sobre a tragédia no Rio Grande do Sul vem crescendo e têm atrapalhado o trabalho de ajuda às vítimas.
“As fake news têm atrapalhado, primeiramente, a ação do poder público, porque a população tem recebido informações inautênticas e inverídicas em relação a ações que estão em andamento agora mesmo no Rio Grande do Sul.” diz o advogado-geral.
Golpe do Pix
Além das fake news, outra situação que está se tornando recorrente e também será pauta nesta sala de situação são os golpes do Pix.
Por exemplo, banners e publicidade de campanha de solidariedade com pix falso, até mesmo uma arte semelhante à do governo contendo um QR Code para doação para se apropriar do recurso e não destinar a verba ao Rio Grande do Sul.
O governador do RS, Eduardo Leite (PSDB), se manifestou em uma declaração à imprensa nesta terça-feira (7) ao atualizar a situação do estado. Ao realizar a doação, a chave do destinatário que aparece é “SOS Rio Grande do Sul” e o banco Banrisul.
"Manteremos a ordem no estado e vamos prender e dar consequência para todos aqueles que usam o momento dramático como esse para golpes ou praticar crimes no momento de fragilidade, de vulnerabilidade", afirmou.

Amazon e Mercado Livre são notificadas pelo governo devido à venda de celulares irregulares

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Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, deu 48 horas para as empresas removerem anúncios dos 50 maiores vendedores de dispositivos com irregularidades. Homem com celular na mão na região central de São Paulo
Celso Tavares/g1
A Amazon e o Mercado Livre foram notificados nesta sexta-feira (10) pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) devido à venda de celulares irregulares. As empresas têm 48 horas para retirarem de suas lojas os anúncios dos 50 maiores vendedores destes produtos.
A notificação foi feita por meio do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), departamento da Senacon, que é ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Entre as irregularidades apontadas, estão a falta de homologação e certificação dos aparelhos junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a ausência de carregador padrão ABNT obrigatório no Brasil.
As autoridades apontaram ainda para a ausência do período de garantia estabelecido por lei e de uma rede de assistência técnica autorizada oferecida pelos fabricantes no país.
Procurada pelo g1, a Amazon afirmou que não vende produtos irregulares e que, nas vendas feitas por parceiros, exige que os produtos tenham certificações necessárias (veja a nota da empresa ao final do texto).
O Mercado Livre disse que está em contato com a Senacon e que atua proativamente para coibir tentativas de mau uso de sua plataforma, removendo anúncios e banindo vendedores que comercializam produtos irregulares (veja a nota da empresa ao final do texto).
Denúncia de fabricantes
O CNCP acatou a denúncia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que representa fabricantes, sobre o crescimento da venda ilegal de celulares em lojas virtuais.
A equipe do CNCP e a Abinee identificaram os 50 maiores vendedores dos dispositivos irregulares na Amazon e no Mercado Livre.
"Os produtos em questão não apenas desrespeitam as normas de segurança e qualidade, mas também representam uma ameaça à saúde dos consumidores, expondo-os a campos elétricos e magnéticos sem obedecer aos limites estabelecidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)", afirmou o secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous.
Veja o posicionamento da Amazon:
"A Amazon atua com os mais elevados padrões de qualidade a fim de atender aos seus consumidores e à legislação aplicável. A Amazon não comercializa produtos irregulares. No que se refere às vendas por vendedores parceiros (marketplace), a Amazon exige por contrato, que todos os produtos ofertados no site possuam as licenças, autorizações, certificações e homologações necessárias, bem como que cumprirão todas as leis aplicáveis. A eventual infração dessas obrigações previstas em contrato pode acarretar a suspensão e interrupção das vendas dos seus produtos, a consequente destruição de qualquer inventário existente nos centros de distribuição da Amazon sem direito a reembolso, bem como o bloqueio da sua conta de vendedor. Sabemos que a confiança dos nossos clientes é difícil de ganhar e fácil de perder, e é por isso que seguimos focados em criar uma experiência de compra confiável todos os dias."
Veja o posicionamento do Mercado Livre:
"O Mercado Livre informa que recebeu a notificação da Secretaria Nacional do Consumidor e está em contato com o órgão. A empresa ainda afirma que atua proativamente para coibir tentativas de mau uso da sua plataforma, prezando sempre pela qualidade da experiência dos seus usuários. Sempre que um produto irregular é identificado na plataforma, o anúncio é excluído e o vendedor notificado, podendo até ser banido definitivamente. O Mercado Livre reitera ainda que mantém sua determinação em colaborar com a Anatel e com as fabricantes de celulares no combate a produtos irregulares, por meio de várias iniciativas, incluindo o seu programa de proteção à propriedade intelectual, o Brand Protection Program. O Mercado Livre tem trabalhado em conjunto com a agência, já tendo apoiado ações conduzidas por ela junto a alguns vendedores do seu marketplace, em linha com a cooperação permanente que mantém com os setores público e privado para combater irregularidades."

GPT-4o: ChatGPT evolui e fica mais rápido para ouvir, conversar e descrever objetos

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Atualização será liberada gratuitamente para todos os usuários, diz a desenvolvedora OpenAI. Nas redes, usuários comparam a novidade com 'Her', filme em que um homem se apaixona por um robô conversador. Conheça o GPT-4o, novo modelo de IA usado pelo ChatGPT
A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, anunciou nesta segunda-feira (13) o GPT-4o. Trata-se da nova versão do modelo de inteligência artificial (IA) usado pelo robô conversador que ganhou fama nos últimos tempos.
É o primeiro modelo da OpenAI criado para combinar textos, imagens e áudios em tempo real por conta própria. Segundo a empresa, o GPT-4o tem mais capacidade para entender esses conteúdos do que seu antecessor, o GPT-4, lançado em março de 2023 e que é pago.
A atualização será liberada gradualmente, para todos os usuários, inclusive quem está na versão gratuita (leia mais).
O QUE MUDA, NA PRÁTICA? A promessa é que vai dar para falar e mostrar coisas para o robô e ter respostas numa velocidade mais parecida com a de uma conversa com pessoas, em vez de apenas digitar o que você quer saber ou pedir.
Nas redes sociais, usuários compararam a nova versão com a assistente virtual do filme "Ela" ("Her", no título original), em que o protagonista se apaixona por um sistema operacional. A reação chegou a Altman, que postou o nome do filme em seu perfil no X (antigo Twitter).
Para demonstrar, a OpenAI divulgou o vídeo em que uma pessoa pede para o ChatGPT avaliar sua roupa para uma entrevista de emprego. Em outro teste, ele foi usado para criar uma música (assista abaixo).
Initial plugin text
Até então, o ChatGPT seguia várias etapas para analisar e responder comandos de voz. Primeiro, era preciso usar um modelo para converter o áudio para texto. Depois, o GPT-3.5 ou o GPT-4 interpretava o conteúdo e criava uma resposta. Por fim, outro modelo transformava o material de volta para áudio.
Segundo a OpenAI, o GPT-4o leva, em média, 320 milissegundos para responder comandos de áudio – o tempo mínimo foi de 232 milissegundos. A empresa diz que ele é muito mais veloz que os modelos antecessores: em média, o GPT-3.5 leva 2,8 segundos e o GPT-4, que é pago, toma 5,4 segundos.
"Com o GPT-4o, treinamos um único modelo de ponta a ponta em texto, visão e áudio, o que significa que todas as entradas e saídas são processadas pela mesma rede neural", disse a OpenAI, em comunicado.
O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, afirmou que este é o melhor modelo já criado pela empresa. "É inteligente, é rápido, é nativamente multimodal", disse.
A empresa também anunciou um aplicativo do ChatGPT para computador, que se junta à versão para navegadores e ao aplicativo para Android e iOS.
Joaquin Phoenix no filme 'Ela'
Divulgação
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Quando o GPT-4o será liberado?
A OpenAI informou que começou a liberar nesta segunda os recursos de texto e foto do GPT-4o. Eles também estão disponíveis para desenvolvedores usarem as funcionalidades em seus próprios aplicativos.
Usuários da versão gratuita poderão usá-lo com um limite de mensagens que não foi informado, enquanto assinantes do ChatGPT Plus terão um limite maior.
O uso do GPT-4o com comandos de voz será liberado nas próximas semanas para quem paga pelo ChatGPT Plus.
A empresa não revelou quando os recursos de vídeos chegarão para todos os usuários, mas informou que eles chegarão primeiro para um grupo restrito de desenvolvedores parceiros.
GPT-4o usa câmera do dispositivo para entender o que está ao seu redor
Divulgação/OpenAI
GPT-4o pode analisar e ajudar a resolver exercícios de matemática
Divulgação/OpenAI
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Empregada doméstica usa Google Maps para provar vínculo com patrões; veja como salvar histórico de localização

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Registros serviram para demonstrar que ela visitou casa de empregadores diariamente por quase quatro anos. Mensagens e áudios costumam ser usados pela Justiça, mas uso de histórico de localização é mais recente, segundo advogado. Google Maps
Brett Jordan/Pexels
O celular guarda uma série de registros sobre sua atividade, como histórico de navegação, mensagens de texto e áudios. Essas informações podem ter vários finalidades, incluindo o uso como provas pela Justiça.
Em Passo Fundo (RS), uma empregada doméstica usou dados de localização de sua conta do Google para provar que visitou a casa de seus patrões diariamente durante quase quatro anos. O objetivo era demonstrar que havia vínculo empregatício, ainda que ela não trabalhasse com carteira assinada.
A extração dos registros foi solicitada pelo juiz de primeira instância para verificar visitas à casa dos empregadores de abril de 2019 e fevereiro de 2023. Em janeiro de 2024, ele reconheceu o pedido e ordenou o pagamento de R$ 20 mil em verbas trabalhistas e rescisórias. Os empregadores entraram com recurso contra a decisão.
A adoção de mensagens de texto e áudios como prova em processos é comum, mas registros de localização passaram a ser mais usados recentemente, disse ao g1 o advogado trabalhista Fabio Chong, sócio do escritório L.O. Baptista.
"Essa questão de geolocalização é uma exceção, está começando agora. Os juízes têm dificuldade até de ler e compreender as informações. É algo que está começando a ser disseminado", afirmou.
O caso foi analisado pela 3ª Vara do Trabalho de Passo Fundo, que processou os dados e restringiu o histórico de locais ao endereço dos patrões e às datas citadas pela empregada doméstica. Esta etapa foi feita com o software Veritas, criado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, em Santa Catarina.
Como salvar registros de localização?
Dados de localização salvos na conta podem ser extraídos com o Takeout, ferramenta do Google que reúne as informações criadas por todos os serviços da empresa que você usou.
Veja como salvar seu histórico de localização:
acesse o Takeout em takeout.google.com (é preciso estar conectado à sua conta do Google);
clique em "Desmarcar tudo";
selecione a opção "Histórico de localização (linha do tempo)";
no final da página, clique em "Próxima etapa";
escolha para onde o arquivo será enviado (e-mail ou serviços na nuvem), qual a frequência de exportação, bem como o tipo e o tamanho máximo de cada arquivo;
clique em "Criar exportação".
Para conseguir os dados, é preciso ter ativado o histórico de localização do dispositivo. Para verificar se a sua conta salva locais em que você esteve, acesse myaccount.google.com, clique em "Dados e privacidade" e busque por "Histórico de localização".
O que é preciso para ter uma prova aceita?
De forma geral, registros feitos com celulares são usados frequentemente como provas judiciais. E processos trabalhistas costumam dar mais espaço para esse tipo de material, explicou o advogado Fabio Chong.
"A Justiça do Trabalho é um pouco mais tolerante, um pouco mais flexível e prima um pouco por uma certa informalidade".
Mas certas provas estão sujeitas a adulteração e, a depender de como são apresentadas, podem ser recusadas pelo juiz. Para tornar o registro mais confiável, uma saída comum é criar uma ata notarial.
"É levar o equipamento no cartório para que o cartorário ateste o que está vendo. Ele atesta isso numa ata, e isso tem um valor um pouco maior", diz Chong.
O registro de uma ata notarial não é obrigatório, mas pode fazer um juiz aceitar mais facilmente provas como mensagens de WhatsApp, publicações em redes sociais, páginas de internet, entre outras.
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