Monitor 4K vale a pena? Saiba como escolher

Em evento nesta quarta, Lula deve anunciar investimentos bilionários para prevenção de desastres
Maior resolução da tela significa mais espaço para trabalhar, estudar ou jogar. É preciso prestar atenção se tem conexões específicas para vídeo em alta resolução, chamadas DisplayPort. Guia de Compras: monitores 4K
Veronica Medeiros/g1
Telas com resolução 4K não se resumem aos televisores. Os monitores com altíssima definição oferecem uma qualidade maior para estudar, jogar ou trabalhar no computador, com 3.840 x 2.160 pontos que formam a imagem.
🖥️ O ponto negativo é o preço, ainda o dobro ou mais do que custa um monitor Full HD (1.920 x 1.080 pontos) convencional.
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A tecnologia tem suas vantagens. “O 4K ajuda a ter uma área muito maior de visualização, com maior qualidade de imagem”, explica Bruno Morari, diretor de marketing e produtos da TPV (dona da AOC e da Philips).
Um exemplo é trabalhar com várias janelas divididas na mesma tela, como e-mail em uma, mensagens de apps como Teams e Slack em outra, redes sociais em mais e navegador de internet na última.
Ou jogar com a tela cheia de detalhes. “Dá para ver mais coisas na tela com mais nitidez”, completa Gustavo Yoshida, gerente de produtos da Asus.
Diferença entre imagens Full HD e 4K
Philips/Reprodução
Além do maior espaço de trabalho na tela, o monitor 4K também encontra uso em versões profissionais, bem mais caras, que utilizam recursos avançados de reprodução de cores.
Isso ocorre para que um fotógrafo edite uma foto no notebook ligado ao monitor 4K e, ao ser impressa, tenha a mesma reprodução de cores, por exemplo.
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O Guia de Compras selecionou 9 monitores 4K com tamanhos de telas entre 27 e 32 polegadas, entre modelos comuns e profissionais.
"É um item que já saiu do nicho e agora chega para uma maior parte dos consumidores", diz Leonardo Almeida, gerente sênior de produto da LG. "Mas custa bem menos do que 4 ou 5 anos atrás."
Nas lojas on-line, os valores dos monitores 4K começavam em R$ 1.800 em maio. Para comparação, um monitor de 27” Full HD saía por R$ 800. Os modelos profissionais custavam acima de R$ 5.000.
Veja a lista a seguir e, ao final, as dicas do que prestar atenção na hora da compra.
Até 28 polegadas
Acer CB282K S 28”
LG UHD 27UP650-W
Philips 276E8VJSB 27"
Samsung LU28R550UQLMZD
Até 32 polegadas
AOC Porsche Design
Asus ProArt PA329CV
Dell P3223QE
LG UHD 32UL750-W
Samsung UJ59
CONEXÕES: o conector mais importante em um monitor 4K é o Thunderbolt ou DisplayPort, que usa o padrão USB-C para ligar a tela ao computador/dispositivo. Quanto mais tiver desse conector, melhor.
Ele serve para levar o sinal do notebook para a tela e transmite os dados em alta velocidade.
Também dá para usar o cabo saindo do monitor para carregar o notebook ao mesmo tempo. Alguns modelos contam com outras portas USB-C ou USB convencional para energizar outros dispositivos.
Vale checar também se tem uma ou mais portas HDMI para ligar outros aparelhos, como videogames.
E bom lembrar que a maioria dos monitores não vem com alto-falantes embutidos, apenas com a saída para fones de ouvido tradicionais.
TAMANHO DA TELA: por conta da alta densidade de pontos que formam a imagem na tela 4K (quatro vezes mais que uma Full HD), os tamanhos mais comuns estão na faixa entre 27 e 32 polegadas.
“É difícil ter uma tela de 24” com resolução maior que Full HD. Se a tela for pequena, o texto fica reduzido e a experiência é ruim”, comenta Yoshida, da Asus.
Telas maiores, de até 42 polegadas, estão disponíveis nas lojas on-line, mas o preço fica muito acima da faixa dos R$ 2.000 – tem até de R$ 20 mil voltado para gamers.
PERFIL DE COR: Os monitores 4K de uso profissional têm uma diferença grande em relação aos modelos voltados para uso geral. O produto passa por um processo de calibração da tela para reproduzir as cores de forma fiel e perfeita ao que o criador pensou.
Além disso, o monitor precisa ser compatível com perfis (ou gamas) de cores, que variam de acordo com o uso. Elas aparecem com os nomes sRGB, Adobe RGB, DCI-P3, entre outros.
VEJA A PLACA DE VÍDEO: é recomendável checar a marca da placa de vídeo do computador e comprar um monitor compatível com ela. Cada fabricante tem parceria com as marcas de placas de vídeo e fornece um selo de compatibilidade.
No caso da AMD, deve-se checar por telas com tecnologia FreeSync e, para placas da NVidia, com a tecnologia G-Sync.
Também entra na lista a compatibilidade com o conector HDMI 2.1, que ajuda a deixar o jogo mais veloz, fazendo tela e videogame "conversarem" de igual para igual.
TEMPO DE RESPOSTA E TAXA DE ATUALIZAÇÃO: esses números são importantes para quem procura um monitor, principalmente se for para jogar no PC.
O tempo de resposta mede quantas vezes uma imagem consegue alterar sua sequência de cores na tela, medido em milissegundos.
Quanto menor for o tempo de resposta, a imagem vai ser mais clara, definida e com a impressão de ser mais "rápida".
Isso é importante para quem busca um monitor para jogar. Cinco milissegundos (ms) é o tempo de resposta mais comum.
Já a taxa de atualização mostra quantas vezes uma imagem pode ser atualizada por segundo e é medida em hertz (Hz). Uma tela de 60Hz "pisca" 60 vezes por segundo, por exemplo.
Quanto mais alto o número, a reprodução de mudanças na imagem é mais rápida, dando vantagem em partidas.
ERGONOMIA: Monitores grandes, acima de 24”, requerem espaço na mesa e é recomendável cumprir alguns requisitos de ergonomia para uso.
Escolher uma tela com ajuste de altura e ângulo de visão torna o ambiente mais confortável e ergonômico para trabalhar ou jogar em casa.
Vale seguir a combinação com a mesa, PC e cadeira: o monitor deve ficar sempre na altura dos olhos e o mouse e teclado, na altura dos cotovelos dobrados.
A cadeira precisa encaixar embaixo da mesa e a coluna deve estar recostada na cadeira, com os pés apoiados no chão.
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Google revela assistente que descreve objetos e robô que cria vídeos a partir de texto

Em evento nesta quarta, Lula deve anunciar investimentos bilionários para prevenção de desastres
Novidades foram apresentadas durante o Google I/O, evento anual da empresa para desenvolvedores. Sundar Pichai, presidente-executivo do Google, durante o Google I/O
Reprodução/Google
O Google revelou nesta terça-feira (14) novidades em inteligência artificial (IA), incluindo um protótipo de assistente virtual e um novo modelo para o Gemini, concorrente da empresa para o ChatGPT.
A nova assistente faz parte do que o Google chama de Projeto Astra, usado para demonstrar a visão da empresa para o futuro de aplicativos que ajudam usuários a automatizar suas tarefas com ajuda de inteligência artificial.
Em uma demonstração, a assistente conseguiu descrever em tempo real objetos e informações capturadas pela câmera do celular. A partir dessas imagens, ela também mostrou ser capaz de lembrar, por exemplo, onde o usuário deixou um objeto.
Projeto Astra, protótipo de assistente virtual do Google, consegue descrever objetos e informações ao seu redor em tempo real
Reprodução/Google
A empresa também anunciou sua IA poderá analisar imagens e ouvir dúvidas dos usuários ao mesmo tempo. Isso poderá ser usado, por exemplo, para mostrar um aparelho e perguntar por que ele não está funcionando corretamente.
Outra novidade é o o Veo, uma inteligência artificial capaz de criar vídeos a partir de comandos de voz. Ela é parecida com o Sora, anunciada pela OpenAI em fevereiro, mas por enquanto está disponível em fase experimental apenas nos Estados Unidos.
As novidades foram reveladas um dia após a OpenAI lançar o GPT-4o, novo modelo para o ChatGPT e aplicativos parceiros que promete ser mais rápido para ouvir, conversar e descrever objetos para usuários.
Veo, inteligência artificial do Google capaz de criar vídeos a partir de comandos em texto
Reprodução/Google
Gemini 1.5
O novo modelo de IA do Google foi batizado de Gemini 1.5 Flash, que se junta às categorias Ultra, Pro e Nano. A companhia diz que ele é o mais rápido oferecido em sua API para desenvolvedores e foi criado com foco em eficiência e baixa latência.
Segundo o Google, o Gemini 1.5 Flash é indicado para fazer resumos, interagir em aplicativos de mensagens, criar legendas para imagens e vídeos e extrair documentos de arquivos.
A empresa anunciou ainda que o Gemini 1.5 Pro, revelado em fevereiro, foi liberado para usuários do plano Gemini Advanced em 35 idiomas, incluindo o português. O modelo ficou melhor para entender contextos, segundo a companhia.
Android
O Android vai ganhar novos recursos que usam o Gemini Nano, versão da IA do Google para dispositivos móveis. Uma das novidades adiantadas pela empresa é capaz de analisar áudios em ligações e alertar usuários sobre possíveis golpes.
O recurso "Circule para pesquisar" foi atualizado no sistema operacional do Google e se tornará capaz de ajudar, por exemplo, a resolver estudantes em exercícios por meio do Gemini.
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Reprodução/Google

Copom se reúne nesta quarta para definir juros; mercado financeiro prevê redução menor da taxa Selic

Com a proposta de mudança da meta fiscal e demora para redução dos juros nos EUA, a maior parte dos economistas já aposta em uma redução no ritmo de corte da taxa de juros, para 0,25 ponto percentual. Se confirmado, a Selic cairia para 10,50% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne nesta quarta-feira (20) e deve reduzir a taxa básica de juros da economia, que atualmente está em 10,75% ao ano. A decisão será anunciada após as 18h.
Há uma dúvida, porém, sobre o tamanho do corte de juros.
A maioria dos analistas do mercado financeiro passou a projetar uma redução de 0,25 ponto percentual, para 10,50% ao ano.
Mas parte dos economistas ainda estima que a taxa cairá mais, 0,50 ponto percentual, para 10,25% ao ano.
Se a opção for por um corte menor nos juros, o BC reduzirá o ritmo de redução da taxa Selic. Isso porque, na última reunião, os juros caíram 0,50 ponto percentual.
Entenda a discussão
Em seu último encontro, realizado no fim de março, o BC sinalizou que promoveria uma nova redução de 0,5 ponto percentual nessa reunião de maio, o que levaria a taxa Selic para 10,25% ao ano.
Essa sinalização, entretanto, dependia da confirmação de um "cenário esperado" pela diretoria do Banco Central.
Desde a última reunião do Copom, porém, a equipe econômica do presidente Lula propôs uma redução nas metas para as contas públicas em 2025 e 2026. Algo que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, não apoia.
Com a eventual mudança das metas, haverá um espaço adicional para gastos de cerca de R$ 160 bilhões nos próximos anos — pressionando mais a inflação.
E houve piora do cenário externo, com a inflação ainda pressionada nos Estados Unidos.
Por conta disso, a maior parte do mercado financeiro já ajustou sua posição e passou a projetar um corte menor de juros, de 0,25 ponto percentual, na reunião do Copom desta semana — para 10,50% ao ano.
Cenário para corte de juros não mudou substancialmente, diz presidente do Banco Central
Como as decisões são tomadas
Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, no sistema de metas de inflação, o BC faz projeções para o futuro.
Neste momento, a instituição já está mirando menos na meta deste ano, e vê um peso maior nas projeções para o ano de de 2025 (em doze meses). Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.
A partir de 2025, o governo mudou o regime de metas de inflação, e a meta passou a ser contínua em 3%, podendo oscilar entre 1,5% e 4,5% sem que seja descumprida.
Na semana passada, os economistas do mercado financeiro estimaram que a inflação de 2024 somará 3,72% e, a de 2025, 3,64%. Ou seja, acima da meta central nos dois anos, mas dentro do intervalo de tolerância.
Cenário da economia
Além da perspectiva de que o governo aumente gastos públicos nos próximos anos, com a proposta de redução das metas para as contas públicas, analistas observam que o cenário externo está mais tensionado e incerto pelo adiamento e redução do espaço para juros cortes de taxas nas economias desenvolvidas — como os Estados Unidos.
Como os juros nos Estados Unidos vão influenciar a decisão do Copom
A decisão sobre a taxa norte-americana influencia o Brasil pois quando os juros americanos estão elevados, a rentabilidade das Treasuries (os títulos públicos norte-americanos), os mais seguros do mundo, é maior.
Assim, quem busca segurança e boa remuneração prioriza o investimento no país, e se afasta de emergentes, como o Brasil.
Analistas avaliam que isso reduz o espaço para cortes de juros nas economias emergentes, sob o risco de pressão na taxa de câmbio — que também é ruim para a inflação.
A proposta de mudar as metas fiscais, e a perspectiva de que os EUA demorarão mais para baixar os juros, chegaram a gerar alta do dólar no Brasil, que foi parcialmente revertida nos últimos dias.
"A evolução do balanço de riscos desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) foi bastante desfavorável, com aumento das incertezas tanto no cenário externo quanto interno (…) A elevação da incerteza do cenário global, a deterioração das expectativas de inflação e as alterações das metas de superávit primário tornaram o balanço de riscos assimétrico [desigual]", avaliou Alexandre Mathias, estrategista-chefe da corretora Monte Bravo.
O Banco Central também tem chamado atenção, em seus comunicados oficiais, que a queda na taxa de desemprego, assim como uma expansão maior do Produto Interno Bruto (PIB), podem pressionar a inflação no Brasil.
"Apesar da inflação mais benigna na margem (com surpresas negativas nos últimos indicadores de preços ao consumidor IPCA e IPCA-15), as medidas subjacentes aos serviços permanecem alto. Além disso, os dados sobre o desemprego e os salários continuam a indicar um mercado de trabalho restritivo", avaliou o Itaú, em análise assinada pelo economista-chefe, Mario Mesquita.
Consequências
De acordo com especialistas, a redução da taxa de juros no Brasil terá algumas consequências para a economia. Veja abaixo algumas delas:
Redução das taxas bancárias: a tendência é que os cortes de juros sejam repassados aos clientes. Em março desse ano, a taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas atingiu 40,5% ao ano — com queda frente ao ano de 2023.
Crescimento da economia: com juros mais baixos, a expectativa é de um comportamento melhor do consumo da população e, também, de melhora dos investimentos produtivos, impactando positivamente o Produto Interno Bruto (PIB), o emprego e a renda. Os dados de atividade têm surpreendido positivamente os economistas.
Melhora das contas públicas: as reduções de juros também favorecem as contas públicas, pois diminuem as despesas com juros da dívida pública. Em 2023, a despesa com juros somou R$ 718 bilhões em 2023, ou 6,6% do PIB. Analistas esperam uma pressão menor com o processo de queda dos juros.
Impacto nas aplicações financeiras: investimentos em renda fixa, como no Tesouro Direto e em debêntures, porém, tendem a ter um rendimento menor, com o passar do tempo, do que teriam com juros mais elevados. Com a queda da Selic, a tendência é que os investimentos em renda variável fiquem mais atrativos.

Imposto de Renda 2024: veja a tabela de alíquotas e saiba como fazer o cálculo

Em evento nesta quarta, Lula deve anunciar investimentos bilionários para prevenção de desastres
O prazo de entrega do IR começou em 15 de março e vai até o dia 31 de maio. Imposto de Renda 2024: prazo para declaração vai até o dia 31 de maio.
Marcos Serra/ g1
A mecânica do cálculo do Imposto de Renda 2024 continua a mesma de anos anteriores. As principais mudanças em relação à declaração de 2023 estão na faixa de isenção — que subiu de R$ 1.903 para R$ 2.640 no ano passado — e nas parcelas a deduzir.
O aumento da faixa isenta foi confirmado em fevereiro de 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de Medida Provisória (MP). A mudança daquele ano passou a valer para a declaração de 2024.
A medida estabeleceu, na prática, uma faixa de isenção do IR em R$ 2.112. Para completar os R$ 2.640 (dois salários mínimos da época), o governo determinou um desconto automático de R$ 528.
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Como fazer o cálculo do imposto?
A conta do IR depende de uma tabela dividida em quatro faixas de renda, com uma alíquota progressiva que vai de 7,5% a 27,5%. A faixa máxima atinge os salários acima de R$ 4.664,68.
Veja abaixo as faixas e as respectivas alíquotas
Faixa 1: Até R$ 2.112: isento
Faixa 2: De 2.112,01 até 2.826,66: 7,5%
Faixa 3: De 2.826,67 até 3.751,06: 15%
Faixa 4: De 3.751,07 até 4.664,68: 22,5%
Faixa 5: Acima de R$ 4.664,68: 27,5%
Saiba quem precisa declarar o Imposto de Renda 2024
O imposto não é cobrado sobre todo o salário. O que é descontado em INSS, por exemplo, não entra na conta. Além disso, as alíquotas não são cobradas integralmente sobre os rendimentos.
Quem ganha R$ 4 mil por mês, por exemplo (e se encaixa na faixa 4 acima), não paga 22,5% sobre toda a parte tributável do salário.
Pelas contas da Receita, os "primeiros" R$ 2.112 são isentos. O que passar desse valor e não superar os R$ 2.826,66 (o limite da faixa 2) é tributado em 7,5%.
Já o que superar limite da faixa 2, mas não o da faixa 3, paga 15%, e assim sucessivamente.
Veja o exemplo abaixo:
Exemplo de cálculo do IR para salário de R$ 4 mil
Na prática, a conta pode ser feita multiplicando o total do salário pela alíquota cheia referente à faixa e subtraindo os valores fixos abaixo:
Faixa 1: zero
Faixa 2: R$ 158,40
Faixa 3: R$ 370,40
Faixa 4: R$ 651,73
Faixa 5: R$ 884,96
A Receita Federal também disponibiliza um simulador que pode ser usado para quem quiser fazer esse cálculo – clique aqui para acessar.
Veja outros exemplos para o cálculo, feitos com o apoio do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT):
Salário de R$ 3.123
Considerando a renda média do brasileiro registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no primeiro trimestre de 2024, por exemplo, de R$ 3.123 (que se encaixa na faixa 3 da tabela do IR), o cálculo ficaria:
(3.123 x 15%) – R$ 370,40 = R$ 98,05
Salário de R$ 5 mil
Por fim, para um salário de R$ 5 mil, que fica na última faixa da tabela do IR, a conta fica:
(5.000 x 27,5%) – R$ 884,96 = R$ 490,04

Em evento nesta quarta, Lula deve anunciar investimentos bilionários para prevenção de desastres

Obras são para contenção de encostas, além de coleta e escoamento de água das chuvas; Rio Grande do Sul receberá R$ 152 milhões para evitar deslizamentos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar nesta quarta-feira (8) pacote de R$ 6,5 bilhões para obras de prevenção a desastres, segundo informações de integrantes da equipe do presidente.
Esse investimento será dividido entre R$ 1,7 bilhão para contenção de encostas e R$ 4,8 bilhões para drenagem urbana, que é o sistema de coleta e escoamento de água das chuvas.
O evento para apresentação dos projetos para evitar deslizamentos (contenção de encostas) já estava previsto para ocorrer nesta quarta, no Palácio do Planalto, em Brasília — antes do agravamento da situação no Rio Grande do Sul.
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No entanto, governo acelerou nos últimos dias a análise das propostas para drenagem urbana e tenta divulgar a lista de obras dessa área também nesta quarta.
Os temporais atingiram o Rio Grande do Sul nas últimas semanas, deixaram 95 mortos e mais de 130 desaparecidos até a tarde desta terça-feira (7), além de um rastro de destruição.
O Rio Grande do Sul deverá receber R$ 152 milhões para investimento em contenção de encostas. Ainda segundo interlocutores, o Palácio do Planalto quer dar um enfoque especial nas ações para a região.
Esse valor é mais alto do que o Ministério das Cidades havia apresentado na semana passada, durante visita do presidente Lula ao estado.
Na ocasião, foram mencionados R$ 55,2 milhões para quatro projetos apresentados por municípios do Rio Grande do Sul — três em Porto Alegre e um em Santa Maria.
Obras do PAC
Contenção de encostas e drenagem são os dois principais pilares da área do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) voltada para a prevenção de desastres.
Desde o ano passado, o governo abriu o processo para as prefeituras e estados apresentarem projetos desses setores. A cerimônia no Palácio do Planalto, portanto, irá reunir o pacote de recursos para os municípios selecionados.
Também está previsto, durante o evento, o anúncio de outras obras do PAC. Como mostrou a TV Globo e o g1, Lula deverá anunciar um pacote com foco na baixa renda e que inclui cerca de 5,5 mil ônibus ‘verdes’, além de investimentos em favelas.
A renovação de frota prevê a compra de ônibus elétricos ou versões mais modernas, ainda a diesel, que são menos poluentes. As unidades terão ar condicionado e Wi-fi.
Para melhorar a infraestrutura urbana em favelas, o governo prevê ampliar o saneamento básico, sistema viário e a iluminação pública nessas áreas
Cidades da região Norte deverão estar entre as mais beneficiadas. Segundo o governo, Belém (PA), Macapá (AP) e Manaus (AM) estão na lista das regiões com maior número de pessoas nesse tipo de moradia sem infraestrutura.
A nova rodada de lançamentos do PAC prevê que estados sejam atendidos no programa que vai levar água potável para regiões rurais. A maior demanda, segundo integrantes do governo, foi identificada no Pará, Ceará e Bahia.
Aliados de Lula avaliam que o pacote a ser apresentado no Planalto ganha mais peso político num momento em que o presidente tenta estancar a queda de popularidade, apurada desde março, e também quer mostrar reação à calamidade no Rio Grande do Sul, que é um momento delicado para o governo.