Dólar sobe e fecha a R$ 4,94, com expectativa por decisões de juros aqui e nos EUA; Ibovespa cai

Aeroporto de Dubai, World Trade Center de Hong Kong, banco na Itália: rochas brasileiras são destaque em obras pelo mundo
A moeda norte-americana subiu 0,71%, cotada a R$ 4,9453. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira fechou em queda de 0,36%, aos 128.503 pontos.
Amanda Perobelli/Reuters
O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores, fechou em queda nesta segunda-feira (29), iniciando uma semana marcada por decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. O dólar, por sua vez, fechou em alta.
Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide a nova Selic, taxa básica de juros, hoje em 11,75% ao ano. A expectativa do mercado é de uma nova redução de 0,5 ponto percentual, levando a taxa Selic a 11,25% ao ano.
Já nos Estados Unidos, o mercado acredita que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve manter seus juros entre 5,25% e 5,50% ao ano, mas trazendo alguma sinalização sobre quando o ciclo de cortes vai começar.
Nesta segunda, a bolsa de valores brasileira, a B3, informou que irá excluir as ações da Gol de todos os seus índices — incluindo o Ibovespa — devido ao processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. A medida ocorrerá após o pregão de terça-feira (30).
De acordo com a B3, "a participação da empresa será redistribuída proporcionalmente aos demais integrantes da carteira com o pertinente ajuste nos redutores".
"A GOLL4 segue negociada normalmente, mas passa a ser listada na B3 sob o título de “Outras Condições” a partir do pregão de 30/1/2024", concluiu a B3.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Ao final da sessão, o dólar subiu 0,71%, cotado a R$ 4,9453. Veja mais cotações.
Com o resultado, acumulou:
alta de 0,71% na semana;
e ganhos de 1,91% no mês e no ano.
Na última sexta-feira (26), a moeda norte-americana caiu 0,24%, cotado a R$ 4,9105.

Ibovespa
Já o Ibovespa encerrou em queda de 0,36%, aos 128.503 pontos.
Com o resultado, acumulou:
recuo de 0,36% na semana;
quedas de 4,23% no mês e no ano.
Na sexta, o índice teve alta de 0,62%, aos 128.967 pontos.

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O que está mexendo com os mercados?
A semana conta com algumas divulgações de indicadores econômicos, mas o destaque da agenda fica com as decisões de juros aqui e lá fora.
No Brasil, embora um novo corte de 0,50 ponto percentual (p.p.) já seja amplamente esperado pelo mercado, investidores devem ficar atentos à ata do Copom, com as sinalizações que mostram a visão do Comitê sobre a economia e, principalmente, sobre a questão fiscal do país.
Nos Estados Unidos, a atenção também deve ficar com a ata. Os investidores globais aguardam detalhes sobre os rumos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em relação aos juros da maior economia do mundo — há muita expectativa para quando a instituição deve iniciar o ciclo de cortes nas taxas.
Para além do cenário macroeconômico, algumas notícias corporativas também mexem com os mercados neste pregão.
A principal delas é sobre a falência da gigante imobiliária chinesa Evergrande. O tribunal de Hong Kong aceitou um pedido e decretou a falência da companhia nesta segunda-feira.
A juíza Linda Chan decidiu liquidar a incorporadora, que tem mais de US$ 300 bilhões de dívida total. A Evergrande não foi capaz de oferecer um plano de reestruturação concreto, mais de dois anos após dar um calote de sua dívida e depois de várias audiências judiciais.
"É hora de o tribunal dizer basta", disse Chan no tribunal.
Entenda mais detalhes da decisão e saiba o que acontece agora na matéria abaixo:
Já no cenário doméstico, o Magazine Luiza informou que seu conselho de administração aprovou um aumento de capital privado de R$ 1,25 bilhão. Os aportes serão feitos pela família Trajano, controladores da companhia, com R$ 1 bilhão, e pelo banco BTG Pactual, com R$ 250 milhões.
"O aumento de capital representa uma transação relevante para o posicionamento estratégico da companhia", disse o Magazine Luiza. "É uma demonstração de confiança dos controladores na companhia e em seu modelo de negócios, com potencial de aumentar sua participação acionária de 56,4% para 58,4% do capital total."
Para Nicholas Kawasaki, estrategista-chefe da Nova Futura Private, o aumento de capital é positivo para ajudar a reduzir endividamento e impulsionar novos investimentos da empresa. "Mostra comprometimento e que o controlador acredita na retomada da empresa", diz.

Contas públicas frustram equipe econômica, e governo tem déficit de R$ 230,5 bilhões em 2023

Déficit ocorre quando gastos superam as receitas; valor é maior que o previsto no Orçamento, de até R$ 228,1 bilhões. Para 2024, governo segue perseguindo meta de déficit zero, ou seja, equilíbrio das contas. Contas do Governo Federal fecham 2023 com rombo de mais de R$ 230 bilhões
O governo federal registrou um déficit primário de R$ 230,5 bilhões em 2023, ou 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). É o pior resultado desde 2020.
O déficit primário ocorre quando os gastos do governo superam a arrecadação com impostos –o pagamento de juros da dívida pública não é considerado nesse caso. No sentido inverso, quando as receitas superam as despesas, há superávit.
O valor está acima da projeção do Orçamento de 2023, que previa déficit de até R$ 228,1 bilhões. Também supera a última projeção, de novembro, que previa um resultado negativo de R$ 177,4 bilhões.
O resultado também fica acima da "meta informal" do governo. Em janeiro do ano passado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia estimado que o resultado negativo ficaria abaixo de R$ 100 bilhões, o que representa 1% do Produto Interno Bruto (PIB).
A instituição responsável por fazer o cálculo consolidado das contas do governo, que é considerado para o atingimento da meta fiscal, é o Banco Central.
Ao contrário do Tesouro, o BC tem outra metodologia e não considera os recursos que não foram resgatados do Fundo PIS/Pasep como receita, o que pode elevar ainda mais o rombo nas contas em 2023. Os dados serão divulgados em fevereiro.
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Causas
Segundo o Tesouro, o resultado foi impacto pelo pagamento de precatórios – títulos de dívida decorrente de decisões judiciais das quais o governo não pode mais recorrer.
Em 2023, foram pagos aproximadamente R$ 92,4 bilhões em razão de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em novembro. O Supremo determinou que a União quitasse a dívida com precatórios acumulada em 2022, em razão da "PEC dos Precatórios", que limitou esses gastos.
Sem considerar o pagamento extraordinário das dívidas judiciais, o déficit do governo em 2023 seria de R$ 138,1 bilhões, segundo o Tesouro. Isso representa 1,27% do PIB.
De acordo com o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, também afetou o resultado primário o acordo para compensação da União aos estados e ao Distrito Federal pela perda de arrecadação com o teto de ICMS sobre combustíveis em 2022.
Ao excluir todos esses fatores, o déficit seria de aproximadamente R$ 117,2 bilhões, ou 1,08% do PIB. "Daquele diálogo [déficit de 1% do PIB], mais para o início do ano, a gente fica próximo", afirmou Ceron.
Segundo o secretário, o governo considera que o resultado fiscal "foi satisfatório em relação aos objetivos que foram traçados ao longo do exercício, com todos os desafios que foram impostos".
Ceron acrescenta outros também tiveram impacto sobre o resultado, além da compensação de ICMS:
decisões judiciais, em especial a chamada "tese do século", que retirou o imposto estadual ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins;
o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado na pandemia;
perda de arrecadação em função da queda na inflação.
Para 2024, o governo segue com a meta de zerar o déficit, buscando um equilíbrio entre receitas e despesas.
Governo decide manter meta de déficit zero nas contas públicas de 2024
'Calote' do governo anterior
Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o resultado negativo em 2023 é explicado por um "calote" do governo anterior, que propôs e sancionou, após aprovação do Congresso Nacional, um teto anual para o pagamento de precatórios e a redução do ICMS (imposto estadual) sobre combustíveis.
"O que a gente tem que considerar é que esse resultado [de 2023] é a expressão de uma decisão que o governo tomou de pagar o calote que foi dado (…). Então, desses R$ 230 bilhões [de déficit em 2023] , praticamente a metade disso é pagamento de dívida do governo anterior que poderia ser prorrogada para 2027 e que nós achamos que não era justo", disse Haddad em conversa com jornalistas na noite desta segunda-feira (29).
Questionado se está mantida a meta de "déficit zero" em 2024, o ministro disse que o governo vai "continuar com o mesmo compromisso" e que o resultado depende da "boa interação com o Judiciário e o Legislativo".

Desenrola Brasil: governo permite parcelamento para pessoas com conta bronze do gov.br

Aeroporto de Dubai, World Trade Center de Hong Kong, banco na Itália: rochas brasileiras são destaque em obras pelo mundo
Balanço do governo federal mostra que cerca de 11,5 milhões de brasileiros foram beneficiados pelo programa, com mais de R$ 34 bilhões em dívidas negociadas. Impedimento ao parcelamento de contas bronze era um dos entraves para que parte dos beneficiários pudesse prosseguir com as renegociações. Notas de real
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O governo federal passou a permitir o parcelamento de dívidas renegociadas pelo programa Desenrola Brasil para devedores com conta gov.br nível bronze. Anteriormente, somente contas com certificação digital ouro ou prata podiam parcelar as dívidas.
O impedimento ao parcelamento de contas bronze era um dos entraves para que parte dos beneficiários pudesse prosseguir com as renegociações. No lançamento da plataforma, em outubro, apenas 42% dos CPFs registrados para o programa já tinham acesso ouro ou prata.
Segundo o Ministério da Fazenda, o ticket médio das negociações é de R$ 251 nos pagamentos à vista e de R$ 961 nos parcelados. Ou seja, o potencial de destravar crédito também é maior com a possibilidade de parcelar.
Ainda de acordo com o balanço, os juros médios para refinanciamento da dívida são de 1,81%, e a média de parcelas é de 12 vezes.
Além da abertura para contas bronze, o governo também anunciou novas regras, que autorizam que a plataforma do Desenrola seja acessada a partir de sites e aplicativos de financeiras e bancos, para facilitar a navegação.
"Ao entrar nos canais parceiros, o usuário já logado poderá ser redirecionado para a plataforma do Desenrola, onde conseguirá ver as dívidas e fazer os pagamentos com descontos", diz o comunicado do Ministério da Fazenda. "Esse acesso ao site a partir de outros canais deverá estar disponível após concluída a integração entre plataforma e parceiros."
Segundo o balanço do governo federal, cerca de 11,5 milhões de brasileiros foram beneficiados pelo Desenrola, com mais de R$ 34 bilhões em dívidas negociadas. Os descontos médios são de 83% e estão disponíveis até dia 31 de março.
Como fazer o cadastro no gov.br
A conta gov.br é uma identificação que comprova em meios digitais a identidade do cidadão. Com ela, é possível se identificar com segurança na hora de acessar serviços digitais oferecidos pelo governo, como a CNH Digital, a Declaração de Imposto de Renda e serviços do SUS, do Portal e-Social e Enem, por exemplo.
A conta é gratuita e está disponível para todos os brasileiros. O cadastro é feito diretamente no portal do governo federal. Veja o passo a passo:
Acesse o site do governo;
Selecione a opção "entrar com gov.br”
Digite seu CPF e clique em “continuar”;
Leia, aceite os termos e clique em "Continuar";
Aponte um dos bancos para criar a conta ou clique em "Tentar de outra forma", caso você não possua conta em banco ou não queira utilizá-la;
Preencha o formulário com seus dados, que podem ser validados na Receita Federal ou no INSS. O cadastro também pode ser realizado em uma Agência do INSS ou nos postos do Senatran. Esse formulário, no entanto, só permite o nível Bronze (veja abaixo como aumentar o nível da conta gov.br);
A plataforma vai enviar um código, que pode ser recebido via e-mail ou celular. Digite-o no local indicado;
Crie uma senha que atenda os critérios exigidos;
Com isso, já é possível fazer o login com a conta gov.br em outros serviços.
Veja abaixo como funciona o programa
O g1 preparou abaixo um passo a passo de como funciona o sistema desenvolvido pelo governo, com as telas da plataforma de renegociações.
Como funciona a plataforma do Desenrola
1º PASSO
Telas do programa Desenrola Brasil
Reprodução/Ministério da Fazenda
O devedor que esteja enquadrado nos critérios do programa Desenrola Brasil deve fazer o login na plataforma com seu usuário e senha da plataforma gov.br. (veja abaixo como criar sua conta ou fazer upgrade no gov.br)
2º PASSO
Telas do programa Desenrola Brasil
Reprodução/Ministério da Fazenda
No menu "Minhas dívidas", o devedor pode visualizar todas as dívidas que foram cadastradas no programa e estão elegíveis para renegociação.
Haverá dívidas com opção de pagamento somente à vista, mas também algumas em que será possível pagar parcelado. No canto direito, será possível visualizar as opções de pagamento da dívida selecionada.
Será possível selecionar mais de uma dívida e renegociar de uma só vez.
3º PASSO
Telas do programa Desenrola Brasil
Reprodução/Ministério da Fazenda
Ao selecionar a opção de pagamento parcelado, começam as renegociações. Neste menu, aparecem as opções de bancos com os quais o devedor poderá realizar o financiamento, além das condições propostas por cada um deles.
Em seguida, o devedor poderá selecionar a data de vencimento da primeira parcela.
4º PASSO
Telas do programa Desenrola Brasil
Reprodução/Ministério da Fazenda
Na sequência, o devedor poderá escolher as melhores opções de parcelamento dentro daquela data escolhida.
Entre as opções, será possível escolher, por exemplo, quais as condições para ter a menor parcela mensal ou o financiamento com menor prazo.
Há ainda opções para simular novas condições, com número personalizado de parcelas para enviar uma proposta ao credor.
Desenrola: nova fase vai parcelar dívidas até R$ 5 mil e exigirá conta no gov.br
5º PASSO
Telas do programa Desenrola Brasil
Reprodução/Ministério da Fazenda
Depois de escolher as condições ideais, surge uma tela de confirmação de dados pessoais. É preciso conferir se os dados estão de acordo para o sucesso da renegociação.
6º PASSO
Telas do programa Desenrola Brasil
Reprodução/Ministério da Fazenda
O banco escolhido pelo credor recebe a nova proposta selecionada pelo devedor. A partir daí, o credor analisa a proposta e verifica se aceita as condições.
Com a aprovação da instituição financeira, a renegociação segue adiante.
7º PASSO
Telas do programa Desenrola Brasil
Reprodução/Ministério da Fazenda
Depois do aceite das partes, o devedor escolhe a forma de pagamento. É possível selecionar: débito automático, boleto ou PIX.
8º PASSO
Telas do programa Desenrola Brasil
Reprodução/Ministério da Fazenda
O último passo para o devedor é ler atentamente o contrato final da renegociação proposta. Ali estão os deveres e direitos do processo de pagamento da dívida.
Se tudo estiver nos conformes e a assinatura for realizada, a contratação está concluída.
Telas do programa Desenrola Brasil
Reprodução/Ministério da Fazenda

Leilão da Receita Federal: etapa de lances acontece nesta terça-feira; veja os destaques

Aeroporto de Dubai, World Trade Center de Hong Kong, banco na Itália: rochas brasileiras são destaque em obras pelo mundo
São classificados para esta etapa aqueles que fizeram propostas com valores até 10% menores que o maior lance. Destaques são carro que parte de R$ 15 mil e celulares, de R$ 500. Produtos disponíveis no leilão da Receita Federal, que acontece nesta terça-feira
Divulgação/ Receita Federal
A etapa de lances para o leilão da Receita Federal com mercadorias apreendidas ou abandonadas na Delegacia do órgão público em Ribeirão Preto (SP) acontece nesta terça-feira (30).
A sessão está prevista para começar às 9h, com a classificação e ordenação das propostas. A partir das 10h, os lances serão liberados.
Podem participar dessa etapa somente as pessoas que deram propostas de valor. São classificadas as propostas que forem até 10% inferiores à maior proposta apresentada para o lote desejado.
⚠️ Na etapa de propostas de valor, os interessados podem sugerir um valor para arrematar o lote desejado, sem acesso ao que os demais estão propondo. No dia do leilão, as propostas serão ordenadas e os participantes podem dar lances para adquirir os produtos. Ganha quem der o maior lance e não houver mais novos interessados.
São 74 lotes disponíveis, com milhares de mercadorias, como veículos, drones, celulares e aparelhos eletrônicos, roupas e acessórios de grife, e uma série de outros itens. (Veja mais abaixo a lista completa dos produtos e como participar)
As propostas só puderam ser feitas para os lotes fechados — ou seja, um conjunto de determinados itens.
As pessoas físicas podem dar lances para os lotes: 4, 5, 6, 7, 8, 29, 30, 31, 33, 34, 39, 40, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51, 53, 54, 55, 67, 68, 69, 70 e 71.
Já as pessoas jurídicas podem dar lances para todos os lotes.
Destaques do leilão
O lote mais barato é o de número 15, que pode ser arrematado por valores a partir de R$ 200 e contém artigos de toucador (produtos de higiene e beleza).
Outros destaques do leilão são os lotes de número 7, 30, 39 e 54:
🚲 No lote 7, é possível arrematar uma bicicleta elétrica a partir de R$ 500;
📱 No lote 30, é possível arrematar dois smartphones também a partir de R$ 500;
🛴 No lote 39, é possível arrematar um patinete elétrico a partir de R$ 1 mil;
🍎 No lote 43, é possível arrematar dois iPhones a partir de R$ 2 mil;
🚗 No lote 54, é possível arrematar um carro seminovo a partir de R$ 15 mil.
O lote mais caro é o de número 12, que pode ser adquirido por, no mínimo, R$ 250 mil. Ele conta com mais de 20 mil displays para celulares e só pode ser arrematado por pessoas jurídicas.
Entre os demais lotes disponíveis apenas para pessoas jurídicas, vale destacar ainda os de número 16, 17 e 19:
👜👠 No lote 16, é possível arrematar dezenas de bolsas e pares de sapatos de grife a partir de R$ 25 mil;
👗👔 No lote 17, é possível arrematar dezenas de roupas de marcas de luxo a partir de R$ 40 mil;
💿🎼 No lote 18, é possível arrematar aparelhos de áudio a partir de R$ 5 mil.
Veja a lista completa de itens disponíveis
Segundo a Receita Federal, os produtos que podem ser arrematados no leilão são:
smartphones
smartwatches (relógios inteligentes)
notebooks
tablets
switches
roteadores
modens
drones
câmeras fotográficas
filmadoras
componentes e periféricos de informática
acessórios e peças de celular
fones de ouvido
consoles de videogame
equipamentos de áudio e vídeo
projetores
antenas
ferramentas
peças mecânicas
produtos químicos e têxteis
itens de pesca
artigos de toucador
carteiras
bolsas
calçados
vestidos
calças e jaquetas
bicicletas
patinetes elétricos
automóveis
uma carreta
um cavalo mecânico
Quem pode participar de leilões da Receita?
Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios:
ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada;
ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF);
ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal.
Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes:
ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ);
o responsável da empresa ou seu procurador precisa ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal.
Como participar do leilão?
Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos:
acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC);
selecionar o edital do leilão em questão, de número 0810900/000003/2023 – RIBEIRÃO PRETO;
escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta";
aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita;
incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.

Aeroporto de Dubai, World Trade Center de Hong Kong, banco na Itália: rochas brasileiras são destaque em obras pelo mundo

Aeroporto de Dubai, World Trade Center de Hong Kong, banco na Itália: rochas brasileiras são destaque em obras pelo mundo
Brasil tem mais de 12 mil empresas e é quarto maior produtor mundial de rochas ornamentais. São 1.200 tipos de pedras em todo o território e o Espírito Santo é líder. Depois de beneficiadas, elas vão parar em obras arquitetônicas espalhadas nos mais diversos países. No Aeroporto de Dubai, a pedra brasileira 'Itaúnas' pode ser vista nas salas de embarque e áreas comuns da construção.
Divulgação
Aeroportos de Dubai e de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes; Banco em Shanghai, na China; Opera Quay, na Austrália; e World Trade Center, em Hong Kong, são apenas alguns exemplos de construções arquitetônicas espalhadas pelo mundo que chamam a atenção com suas cores e texturas. E todas elas têm em comum algo que faz a diferença no design: o uso de pedras ornamentais brasileiras naturais. E muitas delas são originárias do Espírito Santo.
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O Brasil é o quarto maior produtor mundial de rochas ornamentais, sendo o maior fora do continente asiático e o quinto maior exportador. O setor é composto por 12.200 empresas, sendo 6.600 parte da indústria de transformação e 5.600 da indústria extrativa.
Mesmo em países que são referência mundial no setor de rochas ornamentais, como a Itália, que é um grande produtor, importador, consumidor, beneficiador e exportador desse material, há diversas construções com uso e aplicações de pedras brasileiras.
Em Milão, a UniCredit Tower, atualmente o maior banco da Itália, é um exemplo disso. O arranha-céu possui 231 metros, e, em quase toda a sua construção, é possível ver a pedra "Green Savana".
Pedras brasileiras são encontradas em obras pelo mundo
No Brasil, os maiores estados exportadores de rochas ornamentais em 2022 foram Espírito Santo, 81,8% do total; seguido por Minas Gerais, com 10,9%; e Ceará, com 3,1%. O cenário capixaba detém ainda o maior número de empresas do segmento.
De acordo com a gerente de Inteligência de Dados e Pesquisas do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Suiani Febroni, o setor de rochas ornamentais passou por alguns desafios ao longo do ano passado, que levaram ao recuo na produção e nas exportações desse segmento que é de grande relevância para a economia do estado.
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"A concorrência com produtos estrangeiros, a redução dos envios aos Estados Unidos e os possíveis impactos da redução da atividade da construção local ajudam a explicar esse cenário", detalhou.
Na avaliação de Suiani, em 2024, os desafios continuarão presentes ao longo do ano, porém, há uma expectativa de melhora no cenário nacional puxada pelo setor da construção, que poderá apresentar avanços a partir dos programas Minha Casa Minha Vida e do Novo PAC, bem como da trajetória de redução da taxa de juros.
Aeroporto de Dubai usa pedra brasileira "Itaúnas". Espírito Santo
Divulgação
"Quanto ao ambiente externo, este permanece incerto por conta do prolongamento dos conflitos políticos. Porém, também há uma expectativa de melhora quanto ao processo de flexibilização monetária nas economias centrais, que poderá ser benéfico às exportações do setor de rochas", finalizou a gerente.
Setor de rochas no Espírito Santo:
Maior exportador de rochas ornamentais de 2022, acumulando um total de US$ 1,05 bilhão de dólares e totalizando quase 82% de toda rocha exportada pelo Brasil (o destaque do ES não é apenas no tipo de materiais, mas em toda cadeia produtiva que atua na transformação do produto).
Gera cerca de 25 mil empregos diretos e 100 mil indiretos.
Responsável por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) capixaba.
1.600 empresas na cadeia produtiva (extração, beneficiamento, comércio, serviços, fabricação de máquinas, equipamentos e insumos etc.).
Cerca de 200 frentes de lavra.
Setor está presente nos 78 municípios do Espírito Santo, considerando-se a extração, beneficiamento e comercialização, e exporta para os 5 continentes.
(Fonte: Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Estado do Espírito Santo (Sindirochas). Dados de 2022)
Vitória Stone Fair: feira de mármore começa hoje no Pavilhão de Carapina
Rochas também chamam a atenção em obras conhecidas no Brasil
No Brasil, as pedras também estão em grandes construções. O Museu do Amanhã, ponto turístico localizado no Rio de Janeiro; o piso central do Santuário Nossa Senhora Aparecida do Norte, no interior do estado de São Paulo, que recebe fiéis do mundo todo; e a FG One Tower, um arranha-céu localizado em Balneário Camboriú, Santa Catarina, são alguns exemplos.
"São mais de 1.200 diversidades de pedras no nosso país, das mais variadas cores e com desenhos únicos e características exclusivas que deixam os projetos mais belos e sustentáveis, permitindo a criação de ambientes perfeitos", comentou a arquiteta, urbanista e designer de interiores, Vivian Coser.
Na obra do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, foi utilizado o granito "Ipanema".
Divulgação
Feira de rochas vai movimentar R$ 1 bilhão em negócios
Entendendo o tamanho e a importância desse mercado, entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro, uma feira vai reunir profissionais do setor de rochas do mundo inteiro em Vitória. A movimentação financeira esperada é de cerca de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) em negócios.
Com cerca de 250 marcas expositoras confirmadas, a expectativa dos organizadores do evento é que mais de 15 mil visitantes participem dos quatro dias de programação, entre compradores, arquitetos, designers e profissionais da construção.
Em sua 21ª edição, o evento vai reunir empresas de extração e beneficiamento de pedras naturais, equipamentos, máquinas, insumos e tecnologias.
"Cada edição da Vitória Stone Fair, reforça sua vocação em fomentar negócios, ser fonte de conteúdo técnico e geração de conexões entre os principais atores do setor. Então é uma excelente oportunidade para a pedra natural brasileira conquistar novos mercados", ressaltou Flávia Milaneze, organizadora do evento.
Na feira, sempre chamam a atenção novidades do setor, lançamentos e pedras exclusivas. Em 2023, por exemplo, um dos destaques foi a pedra Amazonita, que chegou a ter um bloco vendido por R$ 1 milhão.
Galeria de arte na China usa a pedra brasileira "Amazonita"; o valor de um bloco pode chegar a R$ 1 milhão.
Divulgação
Cerca de 60% dos expositores da feira são focados em pedras naturais e os outros 40% representando máquinas, insumos, equipamentos e serviços, abrangendo toda a cadeia produtiva do setor.
Serviço
Vitória Stone Fair 2024
O que: Evento voltado para profissionais do setor de rochas e da construção, incluindo arquitetos e designers. Com cerca de 250 marcas expositoras confirmadas, a feira é uma referência no mercado internacional e contará com visitantes de mais de 50 países, com destaque para EUA, China, Itália e México.
Quando: De 30 de janeiro a 2 de fevereiro de 2024.
Onde: Pavilhão de Carapina, Serra, Espírito Santo.
Horário: De terça a quinta-feira, das 10 às 19h, na sexta-feira, das 10 às 16h.
Saiba mais
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