Facebook, 20 anos: 4 formas como rede social mudou o mundo

Número de denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil online é o maior em 18 anos, diz Safernet
Vinte anos após lançamento, plataforma tem mais usuários do que qualquer outra, mas manutenção do posto é desafio num mercado cada vez mais competitivo e regulado. Vinte anos após lançamento, plataforma tem mais usuários do que qualquer outra, mas manutenção do posto é desafio num mercado cada vez mais competitivo e regulado
Niall Kennedy via BBC
"The Facebook". Era assim que o Facebook era chamado quando Mark Zuckerberg e um grupo de amigos lançaram a plataforma enquanto viviam em moradias estudantis, há 20 anos.
Desde então, a rede social mais popular do mundo foi redesenhada dezenas de vezes.
Mas seu objetivo permanece o mesmo: conectar pessoas online. E ganhar muito dinheiro com publicidade.
No momento em que a plataforma completa 20 anos, aqui estão quatro maneiras como o Facebook mudou o mundo.
1. Facebook mudou o jogo das redes sociais
Outras redes sociais, como o MySpace, já existiam antes do Facebook – mas o site de Mark Zuckerberg decolou instantaneamente quando foi lançado em 2004.
Isso mostrou a velocidade com que uma plataforma do tipo poderia se consolidar.
Em menos de um ano, ele tinha 1 milhão de usuários e, em quatro anos, ultrapassou o MySpace – alimentado por inovações como a capacidade de "marcar" pessoas em fotografias.
Levar uma câmera digital para sair à noite e depois "marcar" os amigos em dezenas de fotos era uma rotina da vida adolescente no final dos anos 1990.
O feed de publicações em constante mudança também foi um grande atrativo para os primeiros usuários.
Em 2012, o Facebook ultrapassou a marca de 1 bilhão de usuários mensais e, exceto por uma breve queda no final de 2021 – quando os usuários ativos diários caíram pela primeira vez para 1,92 bilhão, a plataforma continua a crescer.
Ao expandir-se para países menos conectados e oferecer internet gratuita, a empresa manteve e aumentou o número de usuários.
No final de 2023, o Facebook informou que tinha 2,11 bilhões de usuários ativos diários.
É fato que o Facebook é hoje menos popular entre os jovens do que costumava ser. No entanto, continua a ser a rede social mais popular do mundo e inaugurou uma nova era de atividade social online.
Alguns veem o Facebook e seus rivais como ferramentas que estimulam conexões, outros os veem como agentes viciantes de destruição.
2. O Facebook tornou nossos dados pessoais valiosos… e menos pessoais
O Facebook provou que coletar o que gostamos e não gostamos é extremamente lucrativo.
Facebook
GETTY
Atualmente, a Meta, empresa controladora do Facebook, é uma gigante da publicidade que, juntamente com empresas como a Google, detém a maior parte da receita publicitária global.
A Meta reportou quase US$ 40 bilhões (R$ 199 bilhões) em receitas no último trimestre de 2023, vindas principalmente de serviços de publicidade altamente direcionados; a empresa declarou ainda US$ 14 bilhões em lucros.
Mas o Facebook também mostrou como a coleta de dados pode dar errado.
A Meta foi multada diversas vezes por uso indevido de dados pessoais.
O caso mais divulgado foi o escândalo da Cambridge Analytica em 2014, que levou o Facebook a pagar US$ 725 milhões para encerrar uma ação legal devido a uma violação de dados significativa.
Em 2022, o Facebook também pagou uma multa de 265 milhões de euros (R$ 1,4 bilhão) à União Europeia por permitir a extração de dados pessoais do site.
No ano passado, a empresa recebeu uma multa recorde de 1,2 bilhões de euros da Comissão Irlandesa de Proteção de Dados, por transferir dados de usuários europeus para fora da jurisdição europeia. O Facebook está recorrendo.
3. O Facebook tornou a internet parte da política
Ao oferecer publicidade direcionada, o Facebook tornou-se uma importante plataforma para campanhas eleitorais em todo o mundo.
Donald Trump
GETTY
Por exemplo, nos cinco meses que antecederam as eleições presidenciais dos EUA em 2020, a equipe do então presidente Donald Trump gastou mais de US$ 40 milhões em anúncios no Facebook, de acordo com dados do site Statista.
O Facebook também contribuiu para mudar a política entre pessoas comuns – ao permitir que grupos díspares de usuários se reunissem, organizassem campanhas e planejassem ações em escala global.
O Facebook e o Twitter foram considerados cruciais na coordenação dos protestos da Primavera Árabe, ao divulgar notícias sobre o que estava acontecendo nas ruas.
Mas há críticas às consequências do uso do Facebook com fins políticos.
Em 2018, o Facebook concordou com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que afirmava que a plataforma não conseguiu impedir que as pessoas a usassem para "incitar a violência offline" contra o povo Rohingya em Mianmar.
4. O Facebook deu início ao domínio da Meta
Com o enorme sucesso do Facebook, Mark Zuckerberg construiu uma rede social e um império tecnológico que permanecem sem precedentes em termos de número de usuários e de poder.
Mark Zuckerberg
GETTY
Empresas como WhatsApp, Instagram e Oculus foram compradas e turbinadas pelo grupo Facebook, que mudou seu nome para Meta em 2021.
A Meta diz que hoje mais de 3 bilhões de pessoas usam pelo menos um de seus produtos todos os dias.
E quando não consegue comprar seus rivais, a Meta tem sido frequentemente acusada de copiá-los para manter seu domínio.
O recurso Stories do Facebook e do Instagram é semelhante a uma ferramenta do Snapchat; o Instagram Reels é uma resposta da empresa ao TikTok; e a ferramenta Threads é a tentativa da Meta de imitar o X, anteriormente conhecido como Twitter.
As táticas tornaram-se mais importantes do que nunca, graças ao aumento da concorrência e a um ambiente regulatório mais rigoroso.
Em 2022, a Meta foi forçada a vender com prejuízo o serviço de criação de GIFs (imagens em movimento) Giphy após reguladores do Reino Unido impedirem que ela controlasse o serviço.
Os reguladores citaram temores de que a Meta exercesse um domínio excessivo do mercado.
E os próximos 20 anos?
A ascensão e o domínio contínuo do Facebook são uma prova da capacidade de Mark Zuckerberg de manter seu site relevante.
Mas se manter como a rede social mais popular do mundo será um desafio monumental nos próximos 20 anos.
A Meta agora está se esforçando para construir seus negócios em torno da ideia do Metaverso, processo no qual está à frente de gigantes rivais como a Apple.
A inteligência artificial também é uma grande prioridade para a Meta.
Assim, à medida que a empresa se afasta das raízes do Facebook, será interessante ver o que o futuro reserva para o onipresente aplicativo azul.
*Com reportagem adicional de Iman Mohammed

Metrô, academia e shopping: vídeos de pessoas usando o Apple Vision Pro fora de casa viralizam nas redes sociais

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Em uma das publicações, é possível ver uma pessoa usando os óculos enquanto 'dirige' um Tesla no modo autônomo. A Apple, porém, não recomenda o uso em carro em movimento e em outros veículos. Vídeos de pessoas usando o Apple Vision Pro viralizam
Na última sexta-feira (2), a Apple começou a entregar os seus mais novos óculos de realidade virtual, o Apple Vision Pro, para os compradores nos EUA. As primeiras experiências de uso logo viralizaram nas redes sociais, uma vez que muitas pessoas têm aproveitando o produto na rua mesmo.
No X (ex-Twitter) e no TikTok, é possível encontrar registros de norte-americanos usando os óculos na calçada, atravessando a rua, no metrô, na academia, no shopping e, pasmem, até 'dirigindo' um Tesla no modo autônomo (veja no vídeo acima).
Notar os donos do Vision Pro "gesticulando no ar" também tem causado certa estranheza, mas isso tem uma explicação: ele deve ser controlado pelos olhos, mãos e voz (entenda abaixo).
O g1 procurou a Apple para comentar sobre esses vídeos e entender se os dispositivos também podem ser usados em ambientes externos. A empresa enviou apenas um link com instruções de uso (veja aqui).
Sobre dirigir com o Vision Pro, a Apple afirma: "Nunca use o dispositivo ao operar um veículo em movimento, bicicleta, maquinaria pesada ou em qualquer outra situação que exija atenção à segurança".
Em várias dessas publicações, as pessoas aparecem com o Vision Pro conectado a um fio, que serve para alimentar a bateria do produto. Em seu site, a empresa diz que o equipamento pode ser usado enquanto carrega.
No metrô, na academia e até dirigindo: Vídeos de pessoas usando o Apple Vision Pro na rua viralizam nas redes sociais
Reprodução/TikTok
Detalhes do Vision Pro 🕶️
O sistema do Vision Pro, chamado de visionOS, foi desenvolvido com base em outros sistemas operacionais (software) da própria Apple, como iOS, macOS e iPadOS.
Ao todo, são três opções de armazenamento interno: 256 GB, 512 GB e 1 TB. E a bateria suporta até 2 horas de uso geral no sistema e 2,5 horas para consumo de vídeo.
Ele é equipado com dois processadores: sendo o M2 para executar o sistema e o R1 para processar imagens.
Por que elas ficam 'gesticulando no ar' 🤏
A Apple explica que, para permitir a navegação e interação, os óculos são controlados pelos olhos, mãos e voz do usuário. A ideia, segundo a empresa, é fazer com que a pessoa interaja "com o conteúdo digital de uma forma que pareça estar fisicamente presente em seu espaço".
Por exemplo, para abrir um aplicativo, basta você tocar com os dedos "no ar", fazendo o movimento de pinça (🤏). E, ainda com esse comando, você consegue aproximar a imagem de um vídeo.
O produto também não bloqueia a visão total do usuário, o que permite visualizar o que acontece no "mundo real".
Tudo isso é possível porque ele está equipado com câmeras e sensores, que conseguem rastrear o movimento de quem o utiliza.
Além disso, o Vision Pro tem um recurso chamado EyeSight que, na prática, deixa os óculos transparentes quando uma pessoa se aproxima da outra que está usando os dispositivos. Com isso, quem está do outro lado consegue ver os olhos de quem usa o Vision Pro.
Por enquanto, o novo equipamento da Maçã só está disponível nos EUA. Por lá, ele é vendido por cerca de US$ 3.499 (algo em torno de R$ 17.400, na conversão atual). Ainda não há detalhes para o lançamento no Brasil.
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Brasileiros importaram US$ 12,3 bilhões em criptoativos em 2023; valor é recorde para um ano

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Informações foram divulgadas nesta segunda pelo Banco Central. Criptoativos são bens virtuais, protegidos por criptografia, com registros exclusivamente digitais — ou seja, não são ativos físicos. Criptomoedas, bitcoin, criptoativos
Reprodução/TV Globo
A importação dos chamados "criptoativos", os ativos virtuais que são protegidos por criptografia, cresceu em 2023 e bateu recorde ao somar US$ 12,3 bilhões.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central.
Os criptoativos são bens virtuais, protegidos por criptografia, com registros exclusivamente digitais — ou seja, não são ativos físicos. As operações podem ser feitas entre pessoas físicas ou empresas, sem a necessidade de passar por uma instituição financeira.
Entre os criptoativos, estão, por exemplo, as criptomoedas, como o Bitcoin. A categoria também envolve outros produtos como tokens (contratos que representam a custódia de algum ativo) e stablecoins (moedas vinculadas a outros ativos, como o dólar por exemplo), entre outros.
Segundo o BC, a importação dos criptoativos é caracterizada pela mudança de propriedade de um não residente (vendedor) para um residente (comprador).
A compra de criptoativos do exterior é uma das divergências contábeis que o Banco Central tem com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), responsável por divulgar os dados da balança comercial brasileira.
Em todo ano passado, pela metodologia do MDIC, a balança comercial teve um superávit de US$ 98,8 bilhões, recorde histórico. Já nas contas do Banco Central, o resultado positivo do último ano, embora ainda recorde, foi menor: US$ 80,5 bilhões.
"Não há registros aduaneiros para criptomoedas, não incluídas na estatística de comércio exterior de mercadorias. Para inclusão na balança comercial do balanço de pagamentos, as transações com criptoativos são estimadas com base em contratos de câmbio", explicou o BC, no ano passado.
Bitcoin bate US$ 42 mil, maior patamar em 20 meses
BC e Receita Federal
Com a sanção do marco legal dos criptoativos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em dezembro de 2022, o Banco Central passou a ser responsável por regular a prestação de serviços de criptoativos, além de regular, autorizar e supervisionar as prestadoras de serviços.
Na semana passada, a Receita Federal informou que identificou 25.126 pessoas físicas que tinham bitcoins (moeda virtual) ao final de 2022, e que não informaram o montante na declaração de Imposto de Renda de 2023.
O número diz respeito a pessoas que tinham ao menos 0,05 bitcoin, o equivalente a cerca de R$ 10 mil em valores atuais. Segundo o órgão, os dados foram obtidos utilizando "técnicas tradicionais e de inteligência artificial".
"No total, essas pessoas físicas teriam investimento de aproximadamente R$ 1,06 bilhão não informado à Receita Federal", acrescentou o Fisco.
Pelas regras, todas as pessoas físicas que estavam obrigadas a declarar Imposto de Renda em 2023, e possuíam criptomoedas, tinham obrigatoriamente de prestar informações sobre esses ativos virtuais, independente do valor.

‘Surpreendente’ e ‘estranho’: o que dizem as avaliações sobre os óculos Vision Pro, da Apple

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Dispositivo de realidade virtual começou a ser vendido nos EUA por cerca de R$ 17 mil e recebeu primeiras análises de sites especializados. Segundo eles, o produto é ótimo para assistir filmes, mas navegação e chamadas de vídeo não funcionam tão bem. Conheça o Vision Pro, o óculos de realidade mista da Apple
Os óculos de realidade virtual Vision Pro começaram a ser entregues na última sexta-feira (2) para os clientes nos Estados Unidos. E veículos especializados que tiveram acesso ao produto divulgaram suas avaliações.
A análise do site The Verge classificou o Vision Pro como um produto "surpreendente", enquanto a da CNBC afirmou que ele "é o produto mais interessante da Apple em anos". Ambos destacaram a qualidade da tela e dos alto-falantes do aparelho.
Por outro lado, as avaliações concluíram que a navegação por gestos e as chamadas de vídeo feitas no Vision Pro nem sempre funcionam tão bem. Também houve críticas ao recurso que simula transparência no visor para outras pessoas verem os olhos de quem está usando o Vision Pro.
O Vision Pro está sendo vendido nos EUA pelo preço salgado de US$ 3.499 (cerca de R$ 17 mil, em conversão direta) e ainda não há previsão de quando ele será lançado no Brasil. Veja abaixo os principais destaques das análises sobre o produto.
🎥 Chamadas de vídeo
Os óculos da Apple usam um sistema de 12 câmeras embutidas para criar personagens virtuais que refletem movimentos dos usuários. São as chamadas Personas, representações que são usadas em chamadas de vídeo, ainda em versão beta.
Quem está do outro lado da conversa, não vê o usuário do Vision Pro, e sim um personagem virtual gerado pelos óculos. A experiência foi considerada "estranha" pelo Washington Post. "A minha [Persona] parecia uma versão muito mais velha de mim", disse, por sua vez, o repórter da CNBC.
Vídeos de pessoas usando o Apple Vision Pro fora de casa viralizam nas redes sociais
Personas são representações virtuais dos usuários criadas com o Apple Vision Pro
Divulgação/Apple
👀 Efeito de transparência
Com ajuda do EyeSight, O Vision Pro permite que pessoas ao seu redor vejam o que seriam seus olhos mesmo quando você está usando os óculos. Como o visor não é transparente, o recurso captura imagens dos seus olhos com as câmeras e as exibe na tela externa do aparelho.
Mas o efeito não funciona da melhor forma: "Quando as pessoas veem seus olhos, é uma imagem fantasmagórica e de baixa resolução que parece computação gráfica. O efeito é estranho – a ideia de que você fará contato visual real com alguém é uma fantasia", disse a análise do The Verge.
EyeSight, recurso do Apple Vision Pro, permite escolher se outras pessoas verão olhos de quem está usando os óculos
Divulgação/Apple
📱 Aplicativos
Outro ponto que gerou reclamações foi a baixa oferta de aplicativos. Ainda que a Apple afirme que o dispositivo é compatível com mais de 1 milhão de apps de iOS e iPadOS, a maioria deles não tem versões próprias para o visionOS, sistema da empresa para os óculos de realidade virtual.
Alguns serviços de streaming só podem ser utilizados no Vision Pro pelo navegador, que oferece uma experiência limitada. Mas, para plataformas compatíveis com o visionOS, os analistas disseram que o produto é ótimo. Filmes em 3D exibidos nos óculos da Apple são de "cair o queixo", afirmou o site Tom's Guide.
🎧 Áudio e vídeo
A experiência multimídia do Vision Pro foi elogiada, especialmente por conta da nitidez das telas 4K, chamada de "incrível" pelo CNET, e da sensação de sons em 360° criada pelo áudio espacial. O dispositivo tem telas super nítidas e coloridas e alto-falantes ótimos, segundo a CNBC.
Os alto-falantes do Vision Pro "fazem um trabalho convincente de áudio espacial", segundo a análise do The Verge. "As coisas realmente parecem estar acontecendo onde aparentam estar acontecendo, o que é um truque legal", afirmou o site.
O repórter do Washington Post, por sua vez, afirmou que o Vision Pro tem as telas mais nítidas que ele já viu, mas alertou que, ao usar o dispositivo, "você ainda verá alguns espaços pretos em sua visão periférica".
Apple Vision Pro
Reprodução / Apple
⚙️ Desempenho
Equipado com os chips M2, que roda o sistema, e R1, que analisa o que é capturado pelas câmeras, o Vision Pro é bastante rápido, segundo as avaliações. Para otimizar o processamento, o aparelho só deixa nítida a área para qual o usuário está virado, desfocando o que está ao redor.
Mas, depois de algum tempo de uso, os óculos podem esquentar bastante e desligar se a temperatura ficar muito alta. A dificuldade de usar o teclado virtual do Vision Pro e o peso do aparelho (mais de 600 gramas) também foram alertas dos sites especializados.
Em resumo, quem já testou o Vision Pro o aponta como o aparelho mais ambicioso já lançado pela Apple sob o comando de Tim Cook, presidente-executivo da empresa desde 2011. Mas ainda há dúvidas se a aposta dará certo.
"Esse é o melhor [sistema] de navegação por gestos e olhos de todos os tempos", disse o The Verge. Mas o site acredita que, ainda assim, "o mouse, o teclado e a tela touch continuarão imbatíveis nos próximos anos".
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Número de denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil online é o maior em 18 anos, diz Safernet

Número de denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil online é o maior em 18 anos, diz Safernet
Segundo levantamento, 71.867 novas denúncias desse tipo de crime foram recebidos pela ONG em 2023. No Dia da Internet Segura, relatório da instituição destaca importância da proteção da infância e do enfrentamento à violência sexual na web. Imagem de arquivo mostra homem usando celular
Reprodução/Fantástico
O número de denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil online, em 2023, foi o maior já registrado em 18 anos pela Safernet, ONG que atua em defesa dos direitos humanos na internet.
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Segundo o levantamento, 71.867 novas denúncias desse tipo de crime foram recebidas pela ONG no ano passado. O crescimento em relação a 2022, quando foram feitos 40.572 registros, foi de 77,13%. Para o presidente da Safernet, Thiago Tavares, três fatores contribuíram para o aumento dos casos:
Demissões em massa anunciadas pelas big techs, que atingiram as equipes de segurança, integridade e moderação de conteúdo de algumas plataformas.
A proliferação da venda de packs com imagens de nudez e sexo auto-geradas por adolescentes;
A introdução da Inteligência Artificial (IA) generativa para a criação desse tipo de conteúdo.
O relatório divulgado nesta terça-feira (6), Dia da Internet Segura, ressalta a importância da proteção da infância e do enfrentamento à violência sexual online (veja como denunciar mais abaixo).
16% das crianças e adolescentes no Brasil dizem que já receberam conteúdo sexual na internet, mostra pesquisa
Segundo a Safernet, é recomendado que a expressão "pornografia infantil" seja substituída por "imagens de abuso e exploração sexual infantil" ou "imagens de abusos contra crianças e adolescentes".
Isso porque a imagem de nudez e sexo envolvendo uma criança ou adolescente (por lei, pessoas de 0 a 18 anos incompletos), por definição, não é consensual. Logo, não se trata de pornografia, mas de imagens de crianças e adolescentes sendo sexualmente abusadas e exploradas.
Xenofobia e intolerância religiosa
Mãe segura mãos de criança, em imagem de arquivo
Reprodução/EPTV
As denúncias de imagens de abuso e exploração sexual infantil online, somadas a outras violações de direitos humanos na internet recebidas pela Safernet, também registraram outro recorde histórico. Em 2023, a Safernet recebeu um total de 101.313 denúncias novas. O recorde anterior era de 2008, quando a ONG recebeu 89.247 denúncias.
Ainda de acordo com a pesquisa, entre os crimes de ódio online, houve crescimento de 252,25% de denúncias de xenofobia e de 29,97% de denúncias de intolerância religiosa.
O relatório da Safernet de 2022 já apontava para uma alta da xenofobia online. As denúncias desse tipo na internet haviam crescido 874% em 2022, em comparação com 2021.
Xenofobia, intolerância religiosa e misoginia lideraram o aumento de 39,3% no total de denúncias de discurso de ódio na internet registrados pela Safernet, entre 1º de janeiro e 31 de outubro daquele ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Quedas
Houve queda no número de denúncias de três crimes de ódio entre 2023 e 2022:
Racismo: – 20,36%
LGBTfobia: – 60,57%
Misoginia: – 57,56%
Segundo a Safernet, a queda nas denúncias desse tipo de crime em 2023 já era esperada, uma vez que as denúncias de crimes de ódio aumentam em anos eleitorais, comportamento registrado em 2018, 2020 e 2022.
Como denunciar
Criança com mão no rosto, em imagem de arquivo
Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo
É possível realizar denúncias de páginas que contenham imagens de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na Central Nacional de Denúncias da Safernet Brasil. O processo é 100% anônimo.
Em caso de suspeita de violência sexual contra crianças ou adolescentes, deve ser acionado o Disque 100 ⚠️
O Helpline, o canal de ajuda da Safernet, também registrou este ano aumentos em pedidos de ajuda relacionados a aliciamento sexual infantil online, que registrou um aumento de 125%, e de casos relacionados a imagens de abuso e exploração sexual infantil na internet (aumento de 5,88%).
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